Fui enganada!!!!!
Enviado: 16 Jul 2008, 17:29
Não sei pra onde correr...
Em 19 de maio de 2008, a compradora (EU) por motivos de falta de dinheiro, vendeu seu atual veículo – Fox 2006 – para terceiro e não podia ficar sem condução. Na internet, encontrou essa moto para venda, relatando estar em excelentes condições e documentação em dia. Entrou em contato com o vendedor da moto e foi até a residência do mesmo, em companhia do comprador do carro para estar em segurança quanto à legalidade da pessoa física. Em posse do dinheiro para aquisição imediata. Como o horário passava das 19h, não foi possível levar a nenhum mecânico, nem verificar junto a delegacia a legalidade da documentação da moto.
Na residência do vendedor foi feito o negócio. O vendedor afirmou com toda veemência que a moto estava em perfeitas condições, bastava apenas trocar o óleo a cada 1.000Km, bem como a transferência do documento, que ficaria em responsabilidade da compradora, pagando apenas a taxa de transferência do DETRAN. Mesmo após toda conversa e o vendedor estar ciente que a compradora não tinha dinheiro além do valor que gastaria com a taxa de transferência do DETRAN e dos riscos de estar adquirindo uma moto, pois trabalha no período noturno, e mora muito longe do trabalho, ele afirmou que a mesma não teria nenhum problema e que a moto em questão estaria de acordo com as normas de segurança e documentação em dia.
Foi pago em espécie a quantia de R$3.000,00 – que o vendedor não quis reduzir pois disse que estava incluso o alarme – a compradora assinou a via de transferência ficando então o vendedor encarregado de reconhecer firma da assinatura e comunicar à compradora para retirar e transferir. Uma semana depois a compradora pediu que um amigo retirasse o documento e o entregou a ela.
Uma semana após a compra, a compradora notou duas coisas. O alarme disparava a cada 2 minutos, e a mesma comprou uma bateria nova mas de nada adiantou, o alarme estava com defeito e deveria adquirir um novo, que custava aproximadamente R$ 300,00. Valor da bateria: R$ 10,00 comprada em papelaria.
Também havia uma certa instabilidade em uma das rodas, o que a levou a consultar um borracheiro. Ao consultá-lo, o mesmo identificou que se tratavam de dois pneus muito desgastados e tortos, que além de trocar o pneu dianteiro por outro novo, a compradora teria que realizar um alinhamento na rodas, que estavam com seus aros enferrujados, e causando um sério risco de acidente, pois a compradora diariamente fazia um percurso distante entre o trabalho e a casa, e poderia ter riscos. Adquiriu então um pneu novo com nota fiscal numa loja – e no borracheiro efetuou a troca do pneu. Aquisição de pneu no valor de R$ 49,50 (NF) e serviço de borracharia no valor de R$ 30,00 (sem nota fiscal, pois a borracharia é muito simples), porém é obvio que não foi a compradora que trocou o pneu sozinha.
Na mesma semana, ao chegar em casa a compradora notou que o plástico que envolve a luz traseira não estava na moto, a lâmpada queimada. Novamente, procurou outra loja onde adquiriu outro plástico e outra lâmpada, e o serviço de colocar novamente no local. O técnico responsável da loja afirmou que o parafuso que prende estava solto, por isso caiu com a trepidação da moto e se perdeu pela rodovia Dutra. Valor total de troca e serviço: R$ 30,00. (A nota fiscal não foi pedida, porém posso voltar à loja e retirar)
Na 2º semana de uso, notou que o freio traseiro não estava bom e o velocímetro parou de funcionar, então dirigiu-se ao mecânico, e o mesmo regulou o freio, e afirmou que imediatamente, a compradora deveria trocar urgentemente o kit do freio, pois estava muito desgastado, o que mais uma vez poderia causar um acidente. Quanto ao velocímetro, continua não funcionando, pois a compradora não tinha dinheiro para consertar.
Valor do reparo do freio: R$ 20,00 (retirou um dos gomos da corrente mas afirmou que não tem garantia, somente com a troca do kit inteiro.) Nota-se que as luzes das setas indicadoras estão falhando, por vezes funcionam, por vezes não.
Na 3º semana, a compradora quase sofreu um acidente. Estava por volta das 20:00h na Rodovia Dutra, rumo à capital, indo para o trabalho, bem em frente à saída intitulada Jd. Japão, quando seu pneu traseiro furou, e a compradora perdeu a direção, salva pela boa condução, conseguiu encostar no acostamento e se livrar do caminhão em alta velocidade que estava atrás dela. Nesse horário, sozinha, conseguiu parar em alguns bares abertos e perguntar onde conseguiria consertar o pneu. Descobriu na Vila Maria uma borracharia a cerca de 700m da saída Jd Japão na Dutra ainda aberta. Lá o funcionário retirou o pneu e constatou que o mesma estava (novamente) muito usado, e já deveria ser trocado a muito tempo, e como o mesmo não possuía um pneu novo e a câmara também estava rasgada. Alertou que foi um milagre a compradora não ter sofrido um acidente maior. Trocou a câmara por outra nova, colocou um pedaço de borracha e disse que agüentaria até a manhã do dia seguinte, quando a compradora deveria comprar um pneu novo, pois não havia como consertar. A compradora perdeu o trabalho daquela noite. Valor da câmara nova e do serviço: R$ 35,00.
Passados mais alguns km, a compradora então na Marginal Tietê resolveu por questão de segurança dormir na casa da amiga, em Pinheiros até consertar o pneu, porém na Marginal novamente a câmara nova furou, obrigando-a a parar novamente em outro borracheiro, que efetuou o reparo da câmara, colocando vários manchões para que a mesma conseguisse chegar em segurança na casa da amiga. A compradora não tinha dinheiro para comprar um pneu novo naquele momento. Eram 22:30h. Valor do serviço: R$ 15,00
Ficou na casa da amiga, e na manhã do dia seguinte, foi até o bairro da Lapa, adquiriu outro pneu traseiro novo bem como outra câmara nova. Guardou a câmara e o pneu original da moto. Valor do pneu novo: R$ 69,00 mais R$ 25,00 da câmara nova. Trocou o pneu na borracharia ao lado da casa da amiga, pois não tinha como locomover a moto do local. Valor do serviço: R$ 18.00.
A moto ainda estava com instabilidade e trepidação na parte dianteira. A compradora sabia que tinha que alinhar e trocar os aros da roda dianteira, mas faltava-lhe o dinheiro. Recebeu a ligação do vendedor, cobrando-a pela transferência que não havia sido feita ainda, a mesma informou que teve gastos e que estava muito insatisfeita com a moto, o vendedor afirmou que nada tinha a ver com isso e se ausentou da responsabilidade. Afirmou também que iria bloquear a moto no Detran se a compradora não fizesse a transferência imediatamente. A compradora insistiu que não tinha dinheiro (o pneu traseiro foi pago pela amiga) e que ele por gentileza tentasse pagar pelo menos a metade do que ela havia gasto. Ele não quis fazer acordo e ameaçou bloquear a moto no Detran.
Na 4º semana, foi obrigada novamente a parar a moto no mecânico e constatou que tinha que trocar o rolamento da caixa de direção pois estava gasto demais. Na Atrevida Motos adquiriu o rolamento, pelo valor de R$ 22,00 e efetuou a troca do rolamento, pelo valor de R$ 25,00. Ainda instável pela falta de alinhamento na roda dianteira, prosseguiu.
Na 5º semana, notou que havia uma falha, a moto estava "engasgando ao acelerar". Novamente, parou em mecânico, Paul Ricard Motos, na Av. Pompéia e lá foram efetuados alguns serviços, excelente mecânico por sinal. Troca da lona traseira + ajuste da caixa de direção + lubrificação de todos os cabos + limpeza do carburador (que estava entupido a muito tempo) + revisão geral da moto. Valor R$ 88,00 (com NF). Novamente a compradora pediu dinheiro emprestado a amiga para efetuar o serviço.
Ainda faltam muitas coisas, como por exemplo o alinhamento da roda dianteira, troca dos aros e troca do kit do freio, que a corrente não tem mais condições de uso.
A compradora ainda descobriu junto ao seu despachante, que o vendedor novamente a enganou, pois não pagou o DPVAT e o seguro obrigatório da moto , e também não a informou no dia da venda que deveria arcar com esses custos na transferência.
O vendedor da moto não quis passar seu e-mail, e já bloqueou a moto no Detran....
Alguém pode me aconselhar como devo proceder?
Obrigada.
