"Eu não vi você!" - Revista SuperBike

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Fernanda-DF
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"Eu não vi você!" - Revista SuperBike

Mensagem por Fernanda-DF »

Baixei a SuperBike de outubro que o Totinho indicou o link.

Tem uma matéria, "Você está prestando atenção?", sobre o problema de o condutor de outro veículo entrar num cruzamento e não ver o motociclista, mesmo tendo olhado para a direção de onde o infeliz vinha.

Na edição de setembro eles abordaram o processo de olhar e ver - em resumo, o que os nossos olhos olham não é o que nosso cérebro processa (o quê realmente vemos).

Segundo a revista, se o motociclista (você) não teve o tempo ou o espaço para evitar uma colisão entre você e o carro que pulou à sua frente, é por que você provavelmente não estava muito longe quando ele surgiu. Se você estivesse pilotando a 45 km/h, por exemplo, você teria tempo pra escapar a não ser que você estivesse mais próximo que uns 30 metros. "Nessa distância", explica o psicólogo Graham Hole, "um motociclista produziria uma imagem na retina do condutor que teria uns 3 graus de altura e 1 grau de largura - muito acima do limiar de percepção para registro da imagem." O mesmo argumento é válido para uma velocidade de 90 km/h; a não ser que você estivesse pilotando a uma velocidade insanamente alta, há muito pouca chance de que você estivesse muito longe para que o condutor não o percebesse.

Auto-ignorar

O condutor alega que não lhe viu mas sabemos que você estava numa distância dentro da capacidade dele lhe ver muito bem. Você, razoavelmente, conclui que ele não estava prestando atenção. Mas isso não significa que ele simplesmente não se importou de olhar. Nós temos que entender como "prestar atenção" funciona; assim como a visão, isso envolve processos mentais que não são totalmente seguros.

Primeiro, é impossível prestar atenção a tudo (lembre-se, só uma pequena parte da nossa imagem é clara), assim temos que ser seletivos e prestar atenção só para o que é necessário. Se você prestar atenção para tudo que seus olhos veem, você estará perdido. A nossa escolha de no que prestar atenção acontece de duas maneiras: ou algo chama a nossa atenção (por exemplo, um cachorro atravessando a rua) ou nós conscientemente decidimos focar em algo (por exemplo, uma placa indicativa de direção). Na maior parte do tempo, esses processos "automáticos" e "seletivos" trabalham em harmonia e nós prestamos atenção para tudo o que nós precisamos. Entretanto, algumas vezes as coisas desandam.

Focus pocus

Reiterando, nós vemos o mundo por uma estreita janela de visão clara e não podemos focar tudo, assim faz sentido dirigir nossa atenção somente para o que importa, alterando nosso foco pela cena. Realmente, estudos mostram que condutores mais experientes examinam a cena mais amplamente que condutores menos experientes, que tendem a se fixar mais em faixas pintadas no chão e em placas de trânsito, por exemplo.

Vendo

O quê um condutor "que não lhe viu" procura quando ele está saindo de um cruzamento? Uma coisa, com certeza - ele não executou um checklist mental de todos os tipos de veículos que podem estar se aproximando.

Pesquisas indicam que, por causa da pressa em cruzamentos, condutores inconscientemente desenvolvem algumas dicas como base para checar a presença de outros veículos. O Dr. Hole explica:
"Assim, um farol aceso pode significar uma motocicleta e uma mancha horizontal pode significar um carro, e isso é tudo que pode ser necessário para julgar se é seguro ou não fazer o cruzamento."

Se o veículo que está se aproximando do cruzamento é de um tipo menos familiar - como uma moto com o farol desligado - ele não está "registrado" nas dicas e pode passar despercebido. Isso não significa que a moto estava invisível ou difícil de ser vista, só que a imagem dela não combinava com o quê estava “gravado” na mente do condutor naquelas dicas.

Vários estudos confirmam a teoria de que condutores falham em detetar coisas que eles não esperam ver. Conhecida como “cegueira de falta de atenção”, ou “visão seletiva”, esse princípio sugere que, se um condutor num cruzamento está esperando para ver carros, ele pode falhar para ver uma moto. Em um teste, foi mostrado aos participantes um filme com duas atividades – pessoas batendo palmas e um jogo de basquete – que foram superpostos; os participantes foram orientados a prestar atenção nas pessoas batendo palmas. Quando um homem fantasiado de gorila caminhou pela quadra de basquete, um terço dos participantes não o viram. Mesmo olhando as duas atividades, a atenção dirigida a uma delas serviu para cegá-los para a outra.

Veja a diferença
O quê acontece quando uma mudança inesperada acontece em uma cena familiar?

Investigações demonstraram que, quando um determinado detalhe numa cena é alterado, condutores tendem a notar a mudança só na cena em que eles normalmente prestam atenção – dentro do campo central de visão; outras alterações na periferia passam despercebidas. Isso sugere que nós só vemos os segmentos de uma cena para os quais nós focamos, ao contrário da nossa crença de que sempre vemos um panorama completo. “Nós estamos completamente desprevenidos em relação à pobreza da nossa representação do ambiente ao nosso redor”, diz o dr. Hole, “por que para todo lugar que olhamos parece estar representado em todos os detalhes”.

A inabilidade de identificar mudanças numa cena pode causar problema em cruzamentos, onde um condutor olha à direita, à esquerda e novamente à direita. Nesta olhada final à direita é extremamente importante identificar qualquer mudança – mas o condutor pode notar alterações só naqueles elementos que ele identificou na olhada inicial. Essa “cegueira para mudanças” pode acontecer em qualquer ponto quando a visão é interrompida; quando se vira a cabeça, quando se move os olhos ou pisca. Essas interrupções tomam mais tempo do que se imagina, explica o dr. Hole: dezoito por cento do nosso tempo total de visão é tomado por piscadas e movimentos dos olhos; durante este tempo estamos efetivamente cegos.”

Pense sobre isso (“Think”)
Quando estamos numa estrada, tenha em mente que ninguém presta atenção a tudo. Estamos atentos às coisas que precisamos perceber, que estão inconscientemente programadas de acordo com nossa experiência. Em outras palavras, estamos mais alertas para os perigos que esperamos. Condutores que só tem carros e caminhões na sua programação mental podem falhar em ver você e sua moto, mesmo que eles estejam olhando para você. Sem falar nos condutores distraídos por celulares, passageiros, música etc. Só por que você está muito visível e dentro do campo visual de um condutor não garante que ele não vai pular à sua frente. Para sua proteção, só existe um caminho, que é antecipar-se a eles. Nunca pressuponha que você está sendo visto; reserve-se um tempo para reagir mantendo-se alerta e preparado para o pior.

foto 1 - nosso motorista quer dobrar à direita e olha para ver o que está vindo. Ele registra o automóvel se aproximando (um Volvo).
Imagem

foto 2 - ele olha para a esquerda para uma checada final para ver se é seguro entrar no cruzamento. Neste ponto ele retém a imagem da sua olhada inicial, o Volvo se aproximando à direita.

foto 3 - se ele agora decidir que tem tempo suficiente para passar antes do Volvo, o motociclista se ferra. Não é que o motorista não possa "ver" a moto, é que ele só registrou os elementos que estavam em cena na sua olhada inicial.
Imagem
-oo-

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XTman
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Re: "Eu não vi você!" - Revista SuperBike

Mensagem por XTman »

Nem comecei a ler e vc já traduziu... Valeu!
Esse problema de o motorista não "ver" eu já sabia. A explicação é que eu desconhecia. Por isso, é moda nos states e nazoropa de uns tempos pra cá usar roupas fluorescentes e/ou bem claras, pra chamar a atenção. Eu uso a buzina quando sinto que tem movimento demais e eu não posso prestar atenção a tudo, tipo uma pessoa atravessando, dois carros esperando, um ciclista chegando, um cachorro passando etc. E o escape alto ajuda, também. Farol alto na estrada de dia, piscando quando vem uma fila de carros na outra pista etc. Nada de usar mini-piscas! Piloto por mim e pelos outros, sempre. Olho tudo em volta, atenção sempre. Tem que tentar prever a porta se abrindo, o carro dobrando sem ligar seta, o outro atravessando a pista de repente. Aumenta muito o stress, mas compensa. Por isso minha taxa de acidentes sérios é bem baixa: 31 anos de moto, somente 1 acidente grave, e já faz mais de 20 anos.
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Albert
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Re: "Eu não vi você!" - Revista SuperBike

Mensagem por Albert »

Bom texto Fê!
Realmente, é difícil de acreditar naqueles que dizem "não te vi", mas lendo o texto entende-se o que acontece...
Além disso, boa parte de nós (do fórum) anda de moto e carro e sabe que ao andar com um já sabemos prever as ações e reações de cada um dos condutores dos outros veículos. Creio que isso ajuda também a gravar no cérebro a "imagem", como diz no texto, que ajudará na interpretação da ação do carro/moto vindo na transversal...
A culpa é minha e eu coloco ela em quem eu quiser!

DT200 *09/2002 - †12/2004
GS500 *12/2004 - †08/2005
CBX200 *08/2005 - †04/2010
YS250 *05/2009 - †07/2012
GS500 *07/2012 ...

Link para o pombo gigante
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Bira R34
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Re: "Eu não vi você!" - Revista SuperBike

Mensagem por Bira R34 »

Uma conclusão que podemos tirar desse texto:

Se conscientemente limparmos nossa mente dos pontos de atenção secundários e focarmos nos pontos mais importantes podemos nos tornar motociclistas mais atentos....

Será?
Fazer 250 '08 ---> Bandit N1200 '06 --->Ninja 250 '09 ---> Bandit 1250S '09 ---> Ulysses XB12X '08 ---> Shadow 750 '08 ---> GSX-R 1000 K8 `09 ---> Harley Davidson FXDF ´12

Macumunando coisas caóticas
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LeandroMarques
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Re: "Eu não vi você!" - Revista SuperBike

Mensagem por LeandroMarques »

XTman escreveu: Piloto por mim e pelos outros, sempre. Olho tudo em volta, atenção sempre. Tem que tentar prever a porta se abrindo, o carro dobrando sem ligar seta, o outro atravessando a pista de repente. Aumenta muito o stress, mas compensa. Por isso minha taxa de acidentes sérios é bem baixa: 31 anos de moto, somente 1 acidente grave, e já faz mais de 20 anos.

É a tal da direção defensiva. Acontece que nego acha que isso é andar na manha. Não necessariamente. É prever que aquele carro maldito da pista da direita vai mudar pra esquerda sem dar seta, ou aquele corno cruzar a pista sem sinalizar...etc etc etc.

Eu ando assim, você anda assim, e se 100% dos motociclistas andassem assim, o número de acidentes seria menor. A maior parte da culpa nos acidentes não são dos motociclistas, mas defensivamente podemos evitar vários.

Eu aprendi cedo a andar assim, depois que tomei um rola com uma scooter ainda moleque, dps que uma menina filhadaputa atravessou na minha frente.

Sobre a visão, o lance é não focalizar só um ponto, mas sempre "escanear" a região. Eu ando sempre olhando carro à frente, carros que estão atrás, pontos de cruzamento, asfalto... E se passa uma gostosa ainda dá pra ver :-D
MT-03
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Valdicreidison Letisgô
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Re: "Eu não vi você!" - Revista SuperBike

Mensagem por Valdicreidison Letisgô »

Imagem
Verdade ou Felicidade.... Nunca os dois.
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Fernanda-DF
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Re: "Eu não vi você!" - Revista SuperBike

Mensagem por Fernanda-DF »

lendo o blog do tiozão - dicas de segurança achei algumas que tem relação com a matéria da revista:

"1. Aproximadamente três quartos dos acidentes motociclísticos envolveram uma colisão com outro veículo, que na maioria das vezes era um carro de passageiros.

6. Em dois terços dos acidentes com múltiplos veículos, o motorista do outro veículo violou a preferencial do motociclista, causando o acidente.

7. A incapacidade dos motoristas em detectar e reconhecer motocicletas no transito, é a causa predominante dos acidentes com motocicletas. O motorista do outro veículo envolvido na colisão “não viu” a motocicleta antes da batida, ou somente a enxergou quando era tarde demais para evitar o acidente.

8. Ações hostis deliberadas do motorista contra um motociclista, raramente é causa de acidente. A configuração mais frequente, é o motociclista indo reto, quando o carro faz uma conversão para a esquerda, na frente da motocicleta.

10. Interseções são os lugares mais prováveis para o acidente de motocicleta, com o outro veículo violando a preferencial e, geralmente, violando as leis de trânsito.

13. A visualização da motocicleta pelo motorista do outro veículo envolvido no acidente é limitada em função de brilho, ou obstruída por outros veículos, em quase 50% dos acidentes com mais de um veículo.

14. Visibilidade da motocicleta é um fator crítico nos acidentes com mais de um veículo, sendo que o envolvimento em acidentes é significativamente reduzido pelo uso do farol ligado (inclusive de dia) e o uso de jaquetas nas cores amarela, laranja ou vermelho-vivo, de alta visibilidade.

18. A visibilidade* da motocicleta é mais crítica quando a moto e o piloto são vistos de frente."

*alterei a palavra
-oo-

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Capirossi
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Re: "Eu não vi você!" - Revista SuperBike

Mensagem por Capirossi »

Fernanda, valeu mesmo pelas dicas!
Texto muito bom!
Abs!
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Anubis
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Re: "Eu não vi você!" - Revista SuperBike

Mensagem por Anubis »

Fernanda, excelente essa matéria da revista.


Agora a pergunta? Não deveriam ensinar isso nas auto/moto escolas?
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RMD
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Re: "Eu não vi você!" - Revista SuperBike

Mensagem por RMD »

mas esse exemplo da foto nao vale, pois a moto estava escondida atras do volvo. So dava pra ver uma pequena parte do capacete atras do carro. O motorista SO VIU AQUILO Q TINHA PARA SER VISTO!! se tivesse so o carro. Podia entrar na faixa numa boa.

Ja o piloto da moto em uma velocidade maior vai ultrapassar o volvo e o motorista q entraria na faixa ja olhou para o lado dele. Entao arranca. O piloto tem q ter esta maldade "eu estava atras do carro, provavelmente o motorista da frente nao me viu. vou reduzir, buzinar."

é isso q sempre tento fazer. Nao buzinar mas sempre levar em conta q o motorista, caminhao, moto nao me viu. Eu ja vou reduzindo a velo, fico com a mao preparada no freio e buzina caso venha a ser necessario.

Ate hj nunca sofri um acidente no transito. Varios apertos mas nunca acidente, acredito q seja por isso.
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jabsb
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Re: "Eu não vi você!" - Revista SuperBike

Mensagem por jabsb »

Fernanda-DF escreveu:14. Visibilidade da motocicleta é um fator crítico nos acidentes com mais de um veículo, sendo que o envolvimento em acidentes é significativamente reduzido pelo uso do farol ligado (inclusive de dia) e o uso de jaquetas nas cores amarela, laranja ou vermelho-vivo, de alta visibilidade.
tá aí o segredo do OmegaRED.
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Rehbein
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Re: "Eu não vi você!" - Revista SuperBike

Mensagem por Rehbein »

;-) Ótimo texto Fê !!!

:( Eu aprendi esta lição na prática, meu acidente foi bem assim...

Abraços.
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Kuati
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Re: "Eu não vi você!" - Revista SuperBike

Mensagem por Kuati »

Escapamento barulhento tb faz uma GRANDE diferença. Muitos acidentes, aqui do M@D mesmo, percebo que se o cara tivesse uma ponteira com ronco mais alto teria se safado.

Minha CB13 não tem ponteira, minha Blackbird tinha, a diferença de segurança que a Blackbird me passava é gritante. Tudo qto é motorista sabia onde eu estava de Blackbird, já de CB13 e de Neo é foda!

[ ]'s
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EduLeitão
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Re: "Eu não vi você!" - Revista SuperBike

Mensagem por EduLeitão »

texto bacana, este tipo de informacao tem que ser mais divulgada, nao apenas para os motociclistas!!

agora confesso que uma vez quase que peguei uma moto sem querer, estava de carro, mas nao teve nada a ver com a materia da revista.. nao lembro qual carro estava dirigindo, mas tinha uma coluna gorda, gigante, e tinha uma rotatoria na frente, la de tras eu vim olhando pra ver se tava vindo alguem no sentido oposto e nada, qdo tava entrando na rotatoria que aparece um pedaco do retrovisor da moto atras da coluna, coincidiu de estarmos numa velocidade relativa que ele ficou "escondido" naquela coluna o tempo todo ate ter que sair da linha reta dele pra virar... hehehe, deu pra freiar a tempo, ainda bem..
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Daninean
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Re: "Eu não vi você!" - Revista SuperBike

Mensagem por Daninean »

Penso como o kuati...queria por uma ponteira mais ruidosa..........

òtimo texto fernanda.... meu primeiro acidente foi assim... sozinho...ninguem na frente 13h. farol ligado (alto) mesmo assim uma mulher de corsa entrou na avenida e me acertou....meu erro foi estar muito rápido...ainda nao tinha noção de dir. defensiva....lição aprendida da pior maneira.... 2 meses de gesso :-?
32.000kms + 24.000kms + 21.000kms + 46.127kms + 4.637kms + 63.820kms + 4.951kms + 6.170kms kms :bnnd:

Psn: Daninean
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piccoli
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Re: "Eu não vi você!" - Revista SuperBike

Mensagem por piccoli »

Tia Fê, aqui pra você, ó: ;-) ;-) ;-)
Bejim e muito obrigado pelo seu empenho em nos fazer mais cultos em segurança. Aquela sequencia de fotos então, perfeita. ;-)

Quanto a moto ser vista ou não, a melhor coisa que existe é a gente um dia andar de moto, outro dia de carro. Ou seja, precisamos ter a visão dos dois lados da moeda. Só assim a gente entende a dificuldade de se ver uma moto no trânsito. Principalmente os motoboys tresloucados que surgem do nada. Você olha, não tem ninguém, olha de novo e o cabra está buzinando em cima de você.
atual: Baby King 250 - em contrato de experiência - já faz parte da família
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Re: "Eu não vi você!" - Revista SuperBike

Mensagem por MAD »

Blz Fê!!! Eu tinha dado uma "escaneada visual" na reportagem da revista, mas não tinha visto os detalhes ainda :-D

Minha política para tentar pelo menos reduzir a chance disso acontecer, é sempre que passar perto de veículos, diminuir a velocidade para uma velocidade mais próxima a do veículo, nunca passar com grande diferença de velocidade. Para carros que querem entrar na pista a regra é parecida, diminuir ao passar pelo carro, e de preferência sempre dar uma lampejada de farol.
Viajaire é preciso...
A curva é a distância mais divertida entre dois pontos

"Os problemas do mundo não podem ser resolvidos por céticos ou cínicos, cujos horizontes se limitam às realidades evidentes. Precisamos de pessoas capazes de imaginar o que nunca existiu." John F. Kennedy
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Re: "Eu não vi você!" - Revista SuperBike

Mensagem por JAL »

Muito legal o texto Fernanda.
Concordo com o Kuati. Sempre coloco uma ponteira mais barulhenta nas minhas motos.
A ponteira original da CB13 é muito silenciosa(politicamente correta), mas troquei por uma curta e mais barulhenta... pararam as fechadas no transito. Se percebo que não estou sendo visto, basta umas 2 aceleradas e pronto.
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Re: "Eu não vi você!" - Revista SuperBike

Mensagem por Velkan »

Kuati escreveu:Escapamento barulhento tb faz uma GRANDE diferença. Muitos acidentes, aqui do M@D mesmo, percebo que se o cara tivesse uma ponteira com ronco mais alto teria se safado.

Minha CB13 não tem ponteira, minha Blackbird tinha, a diferença de segurança que a Blackbird me passava é gritante. Tudo qto é motorista sabia onde eu estava de Blackbird, já de CB13 e de Neo é foda!

[ ]'s
Sem falar dos fdp daqueles policiais que multam os escapes esportivos por descaracterização do veículo porque se baseiam na resolução n° 25 do CONTRAN.. que fala no art. 2° que qualquer alteração de qualquer espécie especificada no art. 1° é exigido do condutor o Certificado de Segurança Veicular, expedido por instituições credenciadas pelo INMETRO.
O problema é provar pra esses infeliz que o órgão que fiscaliza os escapes é o CONAMA e não o INMETRO, e o CONAMA permite a alteração por um escape similar desde que não ultrapasse o som de 99 decibéis. Como o polícia brasileira não possui instrumento para medir isto, a única resolução válida para eles é a do CONTRAN. :hate:

Voltando ao assunto do tópico.. muito bom esse texto que você postou Fer, tá de parabéns. ;-)

Desde o acidente que eu sofri no dia 14 de agosto do ano passado por motivo da sua dica n°8 (Ações hostis deliberadas do motorista contra um motociclista, raramente é causa de acidente. A configuração mais frequente, é o motociclista indo reto, quando o carro faz uma conversão para a esquerda, na frente da motocicleta) eu passei a pilotar com a mentalidade de que a qualquer momento, algo, alguma pessoa, veículo ou animal pode, do nada, entrar na minha frente. Portanto eu ando em velocidades compatíveis com a velocidade dos outros veículos, mas eu percebi que quanto mais rápido eu estiver, maior a chance de um acidente acontecer porque qualquer freiada brusca pode ser fatal e que se eu andar devagar a chance de alguém pensar que "dá tempo de atravessar" também é maior. Então procuro ficar no meio termo. :-D
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giggio
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Re: "Eu não vi você!" - Revista SuperBike

Mensagem por giggio »

Será que esse vídeo ajuda?

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8-)
Nunca estimule o mercado de peças usadas, ou no futuro a sua moto poderá ser a próxima "encomenda".
-
1998 - 2004 GS500E - Sold - 2007 - 2011 Bandit 650N Sold - Tô no MSM.
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