Robson escreveu:nao estou falando que praticar faz mal.
mas no caso de óleo, eu atribuo que ele não tenha caido mais por ele ter metido o pé no chão do que qualquer outra técnica de pilotagem.
e é simples de entender, se ele colocou o pé no chão é pq a moto inclinou além do esperado, e ele já tinha perdido toda a postura em cima dela.... não dá tempo para se repocionar e deixar a moto menos inclinada possivel em uma fração de segundo, como relatado.....
só olhar os videos e ver como é rápido o processo de escorregamento e queda.
Posta o vídeo aí já que tu parece que estava lá pra ver
Robson, claro que tive sorte! O quanto de sorte que tive não tenho como precisar. Sorte é uma coisa totalmente subjetiva, quer dizer que por uma infinidade de fatores eu não caí. Dentre esses fatores tu pode elencar N relativos a coisas sobre as quais eu não tinha controle algum, como saber exatamente qual era a aderência da pista, se era óleo mesmo ou outro líquido misturado à sujeira... e podemos elencar N fatores sobre os quais eu tinha alguma capacidade de influenciar de forma objetiva.
Se fosse óleo pra caralho provavelmente não teria o que fazer, mas não era, a questão é que em cada situação existe uma linha ou ponto que depois dele não tem volta, talvez como nos vídeos que tu postou. E se tu puder através de alguma técnica ou postura aumentar um pouco tua margem de segurança, tu pode estar reduzindo tuas chances de ultrapassar esses limites que aparecem à cada dia em pontos aleatórios.
Não tem como tu calcular esses limites, então o que te resta é elevar tuas margens de segurança, na esperança de que a cada vez que tu te depare com essas situações limite, que eles possam chegar perto mas não ultrapassem tua margem. Quanto mais margem tu criar, mais vezes tu conseguirá evitar de chegar no ponto que não tem volta. Não tem como garantir que nunca aconteça, mas é uma forma de reduzir a probabilidade.
Não tens como negar que reduzindo a inclinação se reduz as chances de perda de aderência, e não estou falando de nada que tenha lido em livros, é prática pura, nem sempre pilotei assim, e sei como essa técnica passou a me permitir fazer curvas em piso molhado muito mais rapida e facilmente que se estivesse inclinando com o corpo alinhado à moto, mesmo sentindo a traseira dando pequenas rabeadas no meio da curva consigo manter o controle, o que seria impossível da outra forma. Então sei por experiência o quão são mais controláveis as perdas de aderência desde que comecei a utilizar essa técnica.
Então, de forma objetiva, estou criando uma margem que não só diminui as chances de derrapagem, mas quando elas ocorrem, são menores ou mais fáceis de controlar por serem menos buscas, claro que até um certo limite.
Obvio que é impossível eu dizer com 100% de certeza se eu teria mesmo caído, ou se por algum milagre eu teria conseguido me safar de um movimento ainda mais brusco e com mais inclinação do que eu estava, mas ficou para mim a sensação de que as chances seriam mínimas.
Posto isso, e considerando que só eu posso dizer o quão rápida foi a coisa e o quão perto eu senti que estive de cair, que se não fosse eu estar utilizando tal postura e técnica, muito provavelmente não teria tido a mesma sorte. Nesse caso, mesmo que parcialmente (e pode ter sido decisivo), eu ainda acho que nesse caso posso ter feito a minha sorte.