Movimento Cultural dos Motoqueiros

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magnani
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Movimento Cultural dos Motoqueiros

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MOVIMENTO CULTURAL DOS MOTOQUEIROS (*)

A música que eu ouvia nos anos 80

Agora há pouco eu estava lendo a discussão em um grupo da internet que eu faço parte (M@D). Lá eram misturadas duas conversas: música dos anos 80 e motos. Resolvi escrever este texto para dar a minha visão sobre isso.

Eu fui adolescente nos anos 80. Isso significa que meu cabelo era mullet, usava ombreiras, jogava Atari e fazia minhas próprias animações no TK2000. Um pouco mais para o final da década nós vivemos a melhor época dos quadrinhos: Cavaleiro das Trevas, Electra Vive, A Queda de Murdock, Akira, Watchmen… eu tinha todas as graphic novels que foram lançadas. Morava em Florianópolis e vivia na banca da Rua Tiradentes.

Naquela década, por causa de alguma condição de mercado (Plano Cruzado?), qualquer banda podia lançar o seu disco. Até banda boa tinha chance! Não é como hoje em dia em que só as bandas populares conseguem algum espaço. Eu gostava de rock nacional: IRA!, Picassos Falsos, Mercenárias, Titãs, Replicantes, Camisa de Vênus, Plebe Rude, Barão Vermelho, Inocentes e um monte mais. Eu também gostava de algumas bandas que seriam consideradas “emo” hoje em dia: Engenheiros do Hawaii, Legião Urbana e Violeta de Outono. Não tinha quase nenhum disco. Tudo em fita cassete que pegava emprestado.

Eu tinha raiva de umas bandas que apareciam na TV. Como o RPM, Magazine, Dr Silvana & Cia e Ultraje a Rigor. Elas estavam “traindo o movimento punk”, “traindo o movimento beatnik” ou qualquer outro movimento que me viesse à cabeça.

Só depois de velho é que consegui entender a inteligência e a importância de várias músicas do Ultraje a Rigor. A sátira política em “Inútil”, a crítica de costumes em “Independente Futebol Clube” e a ironia à indústria do entretenimento em “Mim Quer Tocar”. Eu não conseguia entender que era possível falar de coisas sérias através do humor.

Havia uma banda chamada Magazine, que vinha com letra e música bem simples. Fazia muito sucesso na TV. Eu achava aquilo um grande embuste. Uma das músicas mais famosas era “Eu Sou Boy”. Eu detestava. Achava ridículo. Mas, da mesma forma que aconteceu com a minha visão sobre o Ultraje, depois eu percebi que essa música dava voz, identidade e cara para um grupo desprezado: os office boys.
A Imagem dos Motoqueiros

Primeiro, para quem não acompanha os meus textos, quero deixar claro que eu considero “motoqueiro” todos que se relacionam com as motos: quem só passeia no final de semana, motoboys, mecânicos, mototáxis, quem usa só para ir ao trabalho, quem tem uma moto só até ter dinheiro para comprar um carro, quem tem moto porque adora pilotar. Andou de moto, é motoqueiro.

Segundo, esse slogan que eu defendo para o motoqueirismo, que “viver é bom e viver é arriscado”, não significa que devemos arriscar as nossas vidas. A idéia é aceitar que a vida é arriscada, cheia de imprevistos. Exatamente como um passeio de moto. Andar de moto representa que aceitamos os riscos da vida, não que criamos riscos desnecessários. Talvez seja algo meio budista, mas não entendo nada disso.

Voltando ao que eu queria falar, os principais movimentos culturais de motoqueiros foram os “Bikers” (América, anos 40/50/60), “Riders” (América, anos 60/70), “Mods & Rockers” (Inglaterra, anos 60) e “Bōsōzokus” (Japão, anos 70/80). Um outro movimento importante, mas sem nome, é aquele formado pelos pioneiros. Aqueles que pilotavam as motos nas primeiras décadas do século XX. Tinham que ser grandes mecânicos e viviam sujos de graxa. Gostavam principalmente das máquinas e da conquista da velocidade.

O número de Bikers, Riders, Mods, Rockers e Bōsōzokus é totalmente insignificante em relação ao número de pessoas que anda de moto. Só que a cultura deles é extremamente importante. Isso porque a imagem que os motoqueiros têm de si mesmos ainda vem deles. Isso acontece por causa dos filmes e das revistas especializadas, que insistem em mostrar o motoqueiro com alguma daquelas imagens do passado.

Bem, para não dizer que é só isso, tem também uma outra imagem: o motoqueiro bandido. Essa é a imagem vendida pelos jornais. A diferença em relação às outras é que não é incorporada pelos próprios motoqueiros. Serve apenas para discriminar quem anda de moto, como se fossem a causa de todos os males. Mas mesmo assim essa imagem não é tão nova assim, pois os bikers também são vistos do mesmo jeito. Nos anos 40 pós-guerra, muitos deles trabalhavam como entregadores, exatamente como os motoboys de hoje.

O problema é que os motoqueiros de hoje não conseguiram ainda criar sua própria cultura. Ficam tentando imitar essas culturas antigas. Mas não dá para copiar uma cultura, só uma imagem. Uma imagem não tem a força para criar um movimento que afirme as suas crenças (viver é bom e viver é arriscado) e não consegue se contrapor à estampa de bandido imposta pelos jornais.

A principal função dos jornais e revistas é trazer a verdade. Mas não é qualquer verdade, como “o gato subiu na árvore”. Isso é um fato, claro. Mas se um jornal escreve isso na manchete no mesmo dia em que um ministro foi condenado por corrupção, então esse fato (real) está escondendo a verdade. A imprensa deve trazer assuntos significantes para as pessoas e apresentá-los de forma balanceada. A partir dessa verdade é que as pessoas podem fazer os seus julgamentos. Não é papel da imprensa fazer o julgamento, apenas tentar transmitir a verdade da melhor maneira possível.

Outra função da imprensa é criar um senso de comunidade nas pessoas. Os jornais – que mostram motoqueiros só em crimes e acidentes – e as revistas – que só mostram produtos para consumo de motoqueiros – não estão conseguindo criar esse senso de comunidade, não estão conseguindo trazer a verdade de forma significante e balanceada. Não estão conseguindo repercutir a vida dos motoqueiros de uma forma plena.

Estamos dependendo apenas deles – jornais e revistas – para criar a nossa cultura. Deixam muito a desejar. Não somos apenas criminosos ou consumidores. Somos pessoas que decidiram viver de uma forma que espelha o próprio risco da vida. Isso não significa ser irresponsável. Isso significa aceitar que viver é bom e que viver é arriscado.

Um exemplo bem claro dos efeitos da falta de uma cultura nossa é como os acidentes de trânsito são vistos. Um motoqueiro jogar a moto sobre o carro é um ato de vandalismo. Um motorista jogar o carro sobre uma moto é uma tentativa de homicídio. São dois atos completamente diferentes. Eu acho impressionante que as pessoas não consigam ver isso desse jeito. É preciso uma nova cultura para que esse tipo de miopia fique evidente.

É legal imitar os bikers e os riders dos filmes, mas isso está impedindo a construção de algo novo. Precisamos de uma nova cultura dos motoqueiros. O Brasil tem uma condição completamente diferente da maioria dos outros países. Na América e na Europa, quase todos motoqueiros têm moto para lazer. Na maior parte dos países em desenvolvimento, quase todos têm motos para trabalhar. Aqui no Brasil, para variar, temos a mistura.


Movimento Cultural dos Motoqueiros

á pensou se a gente conseguisse fazer coisas assim por aqui? Documentários com grandes misturebas dos motoencontros, motoboys, caras tocando a boiada no norte, jovens de CG indo para a praia no domingo de manhã, caras de meia-idade fazendo viagens nas férias, pessoal das trilhas… Cada um falando coisas completamente diferentes, se vestindo dos mais variados jeitos, mas todos mostrando o que é a essência de andar de moto: gostar da pilotagem e espalhar a imagem de que vale a pena correr riscos. Isso sem contar filmes, livros, páginas na internet, músicas…

Ser motoqueiro não é ter um estilo. Ser motoqueiro é andar de moto. É andar de scooter, tricíclo ou quadricíclo. É uma experiência sensorial única. Isso têm implicações culturais, filosóficas, físicas, psicológicas, religiosas e sociais. Essa experiência muda o motoqueiro e muda quem o vê. Mas esse efeito que a moto tem sobre todos não depende só da experiência, depende da cultura onde essa experiência se inclui. Essa é a única forma que temos de entender a experiência. No final das contas, a experiência condiciona a cultura e a cultura condiciona a experiência. O problema é que não estamos deixando que a nossa experiência condicione essa nossa cultura. Assim, não conseguimos explorar tudo o que poderíamos com essa experiência de andar de moto.

Há um livro sobre motoqueiros (Bikers: Culture, Politics and Power) em que a autora fala de três agentes: Movimentos Sociais, Partidos Políticos e Grupos de Pressão. Acho que o que eu defendo aqui é o fortalecimento, através da efervescência cultural, de um movimento social. Parece que organizações, associações e sindicatos fazem parte do que ela chama de grupos de pressão. Mas, o que importa é que ela diz que esses três agentes (Movimentos Sociais, Partidos Políticos e Grupos de Pressão) são importantes e devem ser utilizados simultaneamente.

Esse movimento cultural que eu falo aqui neste texto é algo que afirma o que temos de comum (velocidade e imagem do risco), promove a diversidade (cada um com sua opinião, moda e música) e que tem a coragem de combater o que está errado (preconceito e ignorância).

Na minha pobre visão, seria muito legal colocar um pouco de fermento no movimento cultural dos motoqueiros. Nada formal ou estruturado, só todo mundo contribuindo do seu jeito. Multiplicando o que já temos de nosso por aqui. Colocar para ferver, tascar pimenta. Com músicas, livros, filmes, documentários, congressos, páginas na internet, teorias, linguagem própria, teatro, fotografia, artes plásticas, poesia, mitologia, respeito irrestrito às mulheres, diversidade de pensamentos, inclusão total de todas as minorias, lendas urbanas, símbolos, psicologia do piloto, religião, preparação física, filosofia, estudos culturais, moda, fóruns de discussão, estilo de vida, defensores na mídia, representantes políticos, produtores culturais, revistas e festivais. Sem diferenciar motoqueiros, motoboys, motociclistas e profissionais da moto. Cada um falando o que quiser, sendo do jeito que quiser, mas sempre em cima de uma moto.

Às vezes uma única música pode fazer a diferença. Acho que chegou a hora de aparecer um outro Kid Vinil com a coragem de gritar “Eu Sou Motoqueiro”.

No mais, eu ainda não gosto de RPM e Dr Silvana & Cia.



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(*) Editado em 27.01.2011 para incluir alguns esclarecimentos que se tornaram necessários durante as discussões e principalmente pelas contribuições do pessoal.

[Texto extraído do blog Equilíbrio em Duas Rodas]
Editado pela última vez por magnani em 27 Jan 2011, 13:08, em um total de 6 vezes.
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nina

Re: Movimento Cultural dos Motoqueiros

Mensagem por nina »

tá de sacanagem?

:lol:

aqui... é uma grande bobagem acreditar que porque 'todos que andam de motos são motoqueiros' haveria de ser possível uma cultura única.

há a boba cópia dos motoqueiros americanos (incluindo música, vestuário e linguajar) e o uso da moto pra se afirmar em várias áreas da sociedade. andar de moto não é só vento na cara, não é só estar com os amigos, não é só fazer passeios e viagens maravilhosas, não é só conhecer gente diferente. isso já seria muito e, 'na minha pobre visão', é o que deveria valer a pena; é o que deveria unir. andar de moto, em grandes e muitos, muitos, muitos casos, é mostrar status, é provar macheza, é se sentir forte para desafiar o outro e as leis da física, é ter cacife pra impressionar, é 'comer umas bandidas', é compensar um monte de frustração sobre as duas rodas. é perpetuar níveis de poder dentro dos grupos sociais que reproduzem (ou simulam) a dominação que o cara não consegue exercer em casa, no trabalho, com os amigos. mas lá no grupo de moto dele ele consegue mandar em alguém: é 'respeitado'.

há os que se encontram e unem por causa da moto; há os que usam a moto pra pertencer a algum grupo.

estes não contribuem. não são criativos, não acrescentam, não têm bagagem própria. a necessidade de pertencer, ser aceito e alçar uma posição de destaque toma muito tempo e esforço; o suficiente pro cara só se lembrar o tempo todo que ele tem que puxar bem puxado o saco de alguém bem influente no meio; que ele tem que andar como esse alguém influente anda; que ele tem que falar como esse alguém influente fala; que ele tem que pensar como esse alguém influente pensa. daí, nunca se terá a autêntica formação de uma 'cultura própria'. não nesse sentido que vc desenhou: quase como que isenta de influências externas, autênticas ou não, legítimas ou não. pq há que se aceitar também que todos os estereótipos já são parte da cultura do motoqueirismo brasileiro. imitar os motoqueiros americanos com suas franjas e casacos de couro e caras de mau já é parte da nossa cultura.

e vc era um rebelde sem causa como tantos outros - inclusive eu -, arraigado apenas pela teimosia da juventude a alguns conceitos que nunca disseram ser inquestionáveis ou inquebráveis: ultraje a rigor sempre foi do cacete.

;-) :-D

ah, sim, cê podia ter esperado ao menos uma semana pra jogar a rede de novo, não? daria tempo de neguim esquecer...

:-D :-D :-D
KleberGT
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Re: Movimento Cultural dos Motoqueiros

Mensagem por KleberGT »

nina escreveu:tá de sacanagem?

:lol:

aqui... é uma grande bobagem acreditar que porque 'todos que andam de motos são motoqueiros' haveria de ser possível uma cultura única.

há a boba cópia dos motoqueiros americanos (incluindo música, vestuário e linguajar) e o uso da moto pra se afirmar em várias áreas da sociedade. andar de moto não é só vento na cara, não é só estar com os amigos, não é só fazer passeios e viagens maravilhosas, não é só conhecer gente diferente. isso já seria muito e, 'na minha pobre visão', é o que deveria valer a pena; é o que deveria unir. andar de moto, em grandes e muitos, muitos, muitos casos, é mostrar status, é provar macheza, é se sentir forte para desafiar o outro e as leis da física, é ter cacife pra impressionar, é 'comer umas bandidas', é compensar um monte de frustração sobre as duas rodas. é perpetuar níveis de poder dentro dos grupos sociais que reproduzem (ou simulam) a dominação que o cara não consegue exercer em casa, no trabalho, com os amigos. mas lá no grupo de moto dele ele consegue mandar em alguém: é 'respeitado'.

há os que se encontram e unem por causa da moto; há os que usam a moto pra pertencer a algum grupo.

estes não contribuem. não são criativos, não acrescentam, não têm bagagem própria. a necessidade de pertencer, ser aceito e alçar uma posição de destaque toma muito tempo e esforço; o suficiente pro cara só se lembrar o tempo todo que ele tem que puxar bem puxado o saco de alguém bem influente no meio; que ele tem que andar como esse alguém influente anda; que ele tem que falar como esse alguém influente fala; que ele tem que pensar como esse alguém influente pensa. daí, nunca se terá a autêntica formação de uma 'cultura própria'. não nesse sentido que vc desenhou: quase como que isenta de influências externas, autênticas ou não, legítimas ou não. pq há que se aceitar também que todos os estereótipos já são parte da cultura do motoqueirismo brasileiro. imitar os motoqueiros americanos com suas franjas e casacos de couro e caras de mau já é parte da nossa cultura.

e vc era um rebelde sem causa como tantos outros - inclusive eu -, arraigado apenas pela teimosia da juventude a alguns conceitos que nunca disseram ser inquestionáveis ou inquebráveis: ultraje a rigor sempre foi do cacete.

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ah, sim, cê podia ter esperado ao menos uma semana pra jogar a rede de novo, não? daria tempo de neguim esquecer...

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Saurus
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Re: Movimento Cultural dos Motoqueiros

Mensagem por Saurus »

magnani, vou te passar uma dica: Se você quiser que leiam o que você escreve em fóruns/listas de discussão na internet, escreva textos breves, suscintos, porém não esqueça do conteúdo. Você escreve bem para um blog ou coisa que o valha, mas para um fórum você aparece como prolixo, enfadonho e, porque não dizer, chato.

Entenda como uma crítica construtiva, ok?

Ademais, o TSM é para assuntos mais técnicos e discussão sobre novidades no mundo das motocicletas. Se você quer discutir filosofia ou fisolofia motociclística, metafísica e outras coisas do gênero, imagino que o OT é o melhor lugar. ;-)
Nihil ego fecit. Sic erat cvm ego ad hic.
Ad corniger omnes poena parva est.
Timet farcimen canis icti per serpens.
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Nvllo desiderio qvi pictis zebra mirari reliqvvm tinxere.
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Re: Movimento Cultural dos Motoqueiros

Mensagem por OMEGAred »

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Motoqueiro escuta Calipso :lol:
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Re: Movimento Cultural dos Motoqueiros

Mensagem por Gelous »

Saurus escreveu:magnani, vou te passar uma dica: Se você quiser que leiam o que você escreve em fóruns/listas de discussão na internet, escreva textos breves, suscintos, porém não esqueça do conteúdo. Você escreve bem para um blog ou coisa que o valha, mas para um fórum você aparece como prolixo, enfadonho e, porque não dizer, chato.

Entenda como uma crítica construtiva, ok?

Ademais, o TSM é para assuntos mais técnicos e discussão sobre novidades no mundo das motocicletas. Se você quer discutir filosofia ou fisolofia motociclística, metafísica e outras coisas do gênero, imagino que o OT é o melhor lugar. ;-)

Ele é o que do Bira? }:) :lol:
nina

Re: Movimento Cultural dos Motoqueiros

Mensagem por nina »

Saurus escreveu:magnani, vou te passar uma dica: Se você quiser que leiam o que você escreve em fóruns/listas de discussão na internet, escreva textos breves, suscintos, porém não esqueça do conteúdo. Você escreve bem para um blog ou coisa que o valha, mas para um fórum você aparece como prolixo, enfadonho e, porque não dizer, chato.

Entenda como uma crítica construtiva, ok?

Ademais, o TSM é para assuntos mais técnicos e discussão sobre novidades no mundo das motocicletas. Se você quer discutir filosofia ou fisolofia motociclística, metafísica e outras coisas do gênero, imagino que o OT é o melhor lugar. ;-)
tem razão. não tinha me atentado pra isso.
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magnani
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Re: Movimento Cultural dos Motoqueiros

Mensagem por magnani »

Legal. É que eu estou de férias, minha mulher está no trabalho e estamos sem babá. Eu tenho que cuidar do meu bebê. Daí, quando ele vai dormir, fico pensando: "bem que eu podia estar no trânsito perturbando uns motoristas, né?". Mas não dá. Então, me veio a idéia de perturbar os amigos do fórum... hehehe (brincadeira).

Nina. Eu ando interessado nessa questão cultural dos motoqueiros. A maioria dos textos é da Europa ou EUA, que vivem outras realidades. Por exemplo, tem o IJMS, mas aqueles caras não tem a mistura que nós temos: quem anda por lazer e quem anda a trabalho. Essas respostas que vocês dão ("besteira, tem cara que só quer se mostrar macho", "tem cara que só anda de moto porque é obrigado para trabalhar", "coisa chata", "como esse cara vem dizer que motoencontro é só para vender produtos?" etc etc) me ajudam muito a entender melhor a questão. De verdade. E não acho que isso seja usar ninguém como "laboratório". É só uma conversa entre amigos. Não uma "conversa competitiva", mas uma conversa onde todos aprendem um pouquinho. Eu aprendi muito com o que você escreveu no outro tópico e neste - principalmente com as críticas. Valeu!

Saurus, embora o meu estilo - de escrever um pouco mais - não seja muito comum por aqui, penso que tenho o direito de postar, né? Quem não quiser ler, tudo bem. Obrigado pela dica de onde postar. Será que algum administrador consegue mudar para lá? Sobre ser mais sucinto, eu concordo completamente. Mas é difícil. Eu tinha um professor que sempre falava que era bem mais difícil escrever um resumo do que um texto completo. Para ilustrar isso, ele contava a história de um cara que deixava um envelope na casa do amigo. O cara abre o envelope e encontra uma folha que começa assim "Caro amigo, como eu estava sem tempo para fazer um bilhete, resolvi escrever essa carta... ... ..."

Minhas férias já estão acabando, daí poderei voltar ao trânsito...

Abraços.
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nina

Re: Movimento Cultural dos Motoqueiros

Mensagem por nina »

magnani escreveu:Legal. É que eu estou de férias, minha mulher está no trabalho e estamos sem babá. Eu tenho que cuidar do meu bebê. Daí, quando ele vai dormir, fico pensando: "bem que eu podia estar no trânsito perturbando uns motoristas, né?". Mas não dá. Então, me veio a idéia de perturbar os amigos do fórum... hehehe (brincadeira).

Nina. Eu ando interessado nessa questão cultural dos motoqueiros. A maioria dos textos é da Europa ou EUA, que vivem outras realidades. Por exemplo, tem o IJMS, mas aqueles caras não tem a mistura que nós temos: quem anda por lazer e quem anda a trabalho. Essas respostas que vocês dão ("besteira, tem cara que só quer se mostrar macho", "tem cara que só anda de moto porque é obrigado para trabalhar", "coisa chata", "como esse cara vem dizer que motoencontro é só para vender produtos?" etc etc) me ajudam muito a entender melhor a questão. De verdade. E não acho que isso seja usar ninguém como "laboratório".

Saurus, embora o meu estilo - de escrever um pouco mais - não seja muito comum por aqui, penso que tenho o direito de postar, né? Quem não quiser ler, tudo bem. Obrigado pela dica de onde postar. Será que algum administrador consegue mudar para lá? Sobre ser mais sucinto, eu concordo completamente. Mas é difícil. Eu tinha um professor que sempre falava que era bem mais difícil escrever um resumo do que um texto completo. Para ilustrar isso, ele contava a história de um cara que deixava um envelope na casa do amigo. O cara abre o envelope e encontra uma folha que começa assim "Caro amigo, como eu estava sem tempo para fazer um bilhete, resolvi escrever essa carta... ... ..."

Minhas férias já estão acabando, daí poderei voltar ao trânsito...

Abraços.
'vocês', não, me inclua fora dessa. eu penso com meus próprios um e meio neurônios.

:lol:

as respostas também me interessam DEMAIS. ontem fiquei até altas horas conversando sobre isso e inclusive sobre aquele seu outro tópico. e não acho que 'usar as pessoas como laboratório' seja crime, pois a vida e a sociedade são um grande laboratório; basta a gente querer observar como se comportam as culturas de bactérias e lactobacilos vivos pra tentar apreender e aprender alguma coisa.

;-)

também não vejo mal em escrever muito. não necessariamente muito é igual a enfadonho. e vc escreve muito bem, gosto de ler bons textos. são um oásis. só concordei quanto ao lugar; realmente o ot me parece ser mais adequado a esse tipo de filosofação. vc conhece a márcia tiburi? já a vi em vários programas de tv, estou doida pra começar a ler os livros dela - uma jovem filósofa brasileira - e da última vez ela dizia que se, a partir da minha perspectiva, o outro é um nada, não buscarei nada em comum com ele; não me aproximarei dele nem permitirei que se aproxime de mim. se, ao contrário, tenho no outro algum valor, buscarei essa identidade.

algo mais ou menos isso.
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minholi
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Re: Movimento Cultural dos Motoqueiros

Mensagem por minholi »

magnani escreveu:Na minha pobre visão, seria muito legal criar um Movimento Cultural dos Motoqueiros. Com músicas, livros, filmes, documentários, congressos, páginas na internet, teorias, linguagem própria, mitologia, respeito irrestrito às mulheres, diversidade de pensamentos, inclusão total de todas as minorias, lendas urbanas, símbolos, moda, fóruns de discussão, estilo de vida, defensores na mídia, representantes políticos, produtores culturais, revistas e festivais. Sem diferenciar motoqueiros, motoboys, motociclistas e profissionais da moto. Andou de moto, é motoqueiro. Viver é bom e viver é arriscado. Acho que chegou a hora de aparecer um outro Kid Vinil com a coragem de gritar “Eu Sou Motoqueiro”.
Já existe um movimento cultural de motoqueiros no Brasil, seguem alguns exemplos:

Música: Motorocker (banda curitibana que tem várias músicas que falam de motos, estrada, etc.)
Livros: Vários autores como Tite Simões, Magnani, etc.
Filmes e Documentários: Tem um do Tite Simões e muitos pequenos vídeos no Youtube
Congressos: ???
Páginas na Internet: Muitas
Teorias e Lendas Urbanas: Muitas... Óleo de amaciamento de motor, militec, honda é honda, final da twister, trocar óleo a cada 1000km, etc.
Símbolos: Muitos brasões originais de motoclubes, entre outros.
Moda: Jaqueta de cordura, camiseta, calça jeans e botinha.
Fóruns: Muitos
Estilo de vida: Andar de moto, ouvir rock e tomar cerveja
Defensores na mídia: Poucos ou nenhum
Representates políticos: Poucos ou nenhum
Produtores culturais: ???
Revistas: Tem um monte e nenhuma presta
Festivais: Encontros de motos

Aqui no Paraná é comum os jornais e telejornais regionais cobrirem encontros sem demonstrar nenhum tipo de discriminação e tentando passar uma imagem bastante positiva disso. algumas semanas atrás a Folha de Londrina fez uma reportagem sobre o estilo de vida de quem gosta de motos, com entrevista com membros de um motoclube de Londrina e tudo mais.

Mas imaginar que esse tipo de coisa pode ganhar status iconico como ganhou nas decadas de 50 a 80 em vários países, é querer demais. A diversidade cultural é muito grande hoje em dia, não existem mais grandes movimentos, existem grandes quantidades de movimentos pequenos, porém representativos. Emos, Hipsters, Nerds, Playboys, Agroboys, Metaleiros, Pagodeiros, Motoqueiros... tudo isso é uma salada hoje em dia, e já não é incomum encontrar pessoas que fazem parte de mais de uma tribo dessas, aliás, já está se tornando a situação mais comum.
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Re: Movimento Cultural dos Motoqueiros

Mensagem por mamm777 »

magnani escreveu:A principal função dos jornais e revistas é trazer a verdade.
Onde isto, no País das Maravilhas?
Enjoy yourself, it's later than you think.

ImagemImagem -> seis cilindros boxer gerando 350hp, tracionando cinco rodas e bebendo pra caramba.
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Saurus
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Re: Movimento Cultural dos Motoqueiros

Mensagem por Saurus »

minholi, é isso aê. Você esqueceu de mencionar a proliferação desmedida de MCs e MGs. Então, existem conjuntos (tribos) os quais tem um grande número de interseções, de subconjuntos e até mesmo de subconjuntos com interseções entre si.

Em fim, é uma imensa suruba!!!!!
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Re: Movimento Cultural dos Motoqueiros

Mensagem por Russo »

Ae Kameraden...

Os dinos devem lembrar que desde a época do FórumNow o Tio Russo já dizia: "o que falta no Brasil é Cultura Motociclistica".

E hoje, reafirmo isso... vai levar muito tempo para o Brasil desenvolver essa cultura, mas ele acabara desenvolvendo.


Eu também citava do termo utilizado pelo Delfin Netto para definir o Brasil nosd anos 70: BELINDIA... mistura de BELgica com INDIA. E, nesses quarenta anos, pouca coisa mudou com relação a esse conceito: temos uma parte Bélgica, que consome motos grandes e tem acesso à informação e à cultura e temos uma (grande) parte India, que utilizam motokas pequenas como meio de transporte e/ou ganha pão.

Mas a parte Belga do Brasil, felizmente, é maior que a própria Bélgica, eheheheheh... e é essa parte que acabará criando a cultura motociclistica própria do Brasil. São pessoas como kamerad Magnani, que param para pensar, refletir, expor seus pontos de vista, mesmo em ambientes onde a preguiça de ler de de pensar predomina.

E é assim em todo o canto do mundo, em todas as áreas: a evolução cultural é gerada por cabeças pensantes. Num primeiro momento as idéias são refugadas por aqueles que estão acomodados em sua zona de conforto para em seguida, essas mesmas idéias serem adotadas quase como crença ou religião pelos mesmos.
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Marcus DT escreveu: No final, muito antes da moto, é isso que fica: a camaradagem.
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minholi
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Re: Movimento Cultural dos Motoqueiros

Mensagem por minholi »

Russo escreveu:E é assim em todo o canto do mundo, em todas as áreas: a evolução cultural é gerada por cabeças pensantes. Num primeiro momento as idéias são refugadas por aqueles que estão acomodados em sua zona de conforto para em seguida, essas mesmas idéias serem adotadas quase como crença ou religião pelos mesmos.
Perfeito! :wsh:
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magnani
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Re: Movimento Cultural dos Motoqueiros

Mensagem por magnani »

Nina, quando eu disse "vocês", não quis dizer algo como "um coletivo que pensa do mesmo jeito". Eu quis dizer "meus amigos, cada um com sua própria cabeça". Eu não conheço essa filósofa, vou dar uma olhada.

Minholi, eu concordo com você. Só acho que precisamos aumentar isso (sempre mantendo a diversidade). Para mim, o único meio que funciona mais ou menos são os fóruns, com a diversidade, a criação de uma mitologia própria. Só não tenho certeza se os motoboys e quem anda de moto a trabalho tem uma participação proporcional na internet.

O que eu chamei de Movimento Cultural é algo que vai além das tribos. Englobando ao mesmo tempo que critica a todas. Eu acredito que existem dois pontos comuns em quem anda de moto: a) do ponto de vista evolutivo, temos prazer com a aceleração, a velocidade, o som do motor, o nível de concentração e a posição de pilotagem; b) do ponto de vista cultural, defendemos a mensagem de que a vida é arriscada, ajudando a oxigenar a sociedade que tem a tendência de ter medo de tudo. O resto é completamente diferente: tem gente conservadora que se veste como rebelde (desrespeitando as mulheres, por exemplo), tem gente que tenta se matar em cima de uma moto (isso deveria ser levado mais a sério, pois a nossa sociedade está criando isso) e tem gente que precisa se afirmar em grupos, fortalecendo o ego em vez de fortalecer a sua autenticidade. O que eu chamo de Movimento Cultural é algo que afirme o que temos de comum (velocidade e risco), promova a diversidade (cada um com sua opinião, moda e música) e que tenha a coragem de combater o que está errado (preconceito e ignorância).

Russo, preciso ler mais o que você escreve...

Mamm2, eu disse que era função deles, não que eles fazem isso...
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Wheels
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Re: Movimento Cultural dos Motoqueiros

Mensagem por Wheels »

Cacete, acho que li em um post mais do que todo um tópico com a Nina, o Jota e SeuClides juntos... :lol: :lol:

Concordo com o Saurus. :wink:

Conceito de cultura + Teoria Gestalt = Muito obrigado, mas eu já tenho minha "cultura motociclista".

:-D
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Russo
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Re: Movimento Cultural dos Motoqueiros

Mensagem por Russo »

magnani escreveu: Russo, preciso ler mais o que você escreve...
O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
"Ler o que o Tio Russo escreve pode causar disturbios neurológicos severos e irreversíveis"

:lol: :lol: :lol:
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Marcus DT escreveu: No final, muito antes da moto, é isso que fica: a camaradagem.
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Re: Movimento Cultural dos Motoqueiros

Mensagem por minholi »

magnani escreveu:Só não tenho certeza se os motoboys e quem anda de moto a trabalho tem uma participação proporcional na internet.
Tem o pessoal do Pequenas Notáveis, que eu considero como sendo um dos melhores fóruns brasileiros sobre motos, mas nesse meio tem uma grande massa que é prejudicada pela educação deficitária do Brasil, e apesar de serem grandes entusiastas, tem dificuldades para se expressar na forma escrita. Há também o fato de que grande parte destes não possui desenvoltura para acessar o computador e participar de um fórum, que é algo aparentemente banal para nós, mas que é uma grande barreira para grande parte da população digitalmente incluída, que se esforça para aprender a usar Orkut e MSN só porque a difusão desses dois é imensa nas classes C e D.
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Re: Movimento Cultural dos Motoqueiros

Mensagem por nina »

magnani escreveu:Nina, quando eu disse "vocês", não quis dizer algo como "um coletivo que pensa do mesmo jeito". Eu quis dizer "meus amigos, cada um com sua própria cabeça". 1 Eu não conheço essa filósofa, vou dar uma olhada. 2

Minholi, eu concordo com você. Só acho que precisamos aumentar isso (sempre mantendo a diversidade). Para mim, o único meio que funciona mais ou menos são os fóruns, com a diversidade, a criação de uma mitologia própria. Só não tenho certeza se os motoboys e quem anda de moto a trabalho tem uma participação proporcional na internet.

O que eu chamei de Movimento Cultural é algo que vai além das tribos. Englobando ao mesmo tempo que critica a todas. Eu acredito que existem dois pontos comuns em quem anda de moto: a) do ponto de vista evolutivo, temos prazer com a aceleração, a velocidade, o som do motor, o nível de concentração e a posição de pilotagem; b) do ponto de vista cultural, defendemos a mensagem de que a vida é arriscada, ajudando a oxigenar a sociedade que tem a tendência de ter medo de tudo. O resto é completamente diferente: tem gente conservadora que se veste como rebelde (desrespeitando as mulheres, por exemplo), tem gente que tenta se matar em cima de uma moto (isso deveria ser levado mais a sério, pois a nossa sociedade está criando isso) e tem gente que precisa se afirmar em grupos, fortalecendo o ego em vez de fortalecer a sua autenticidade. O que eu chamo de Movimento Cultural é algo que afirme o que temos de comum (velocidade e risco), promova a diversidade (cada um com sua opinião, moda e música) e que tenha a coragem de combater o que está errado (preconceito e ignorância). 3

Russo, preciso ler mais o que você escreve...

Mamm2, eu disse que era função deles, não que eles fazem isso...
1 - sim, sim, eu entendi; ;-) :-D
2 - acho que você vai gostar; me parece que ela tem uns romances também; esses, confesso, não me interessaram muito;
3 - o resto que grifei só me resta aplaudir.
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Re: Movimento Cultural dos Motoqueiros

Mensagem por magnani »

minholi escreveu:
magnani escreveu:Só não tenho certeza se os motoboys e quem anda de moto a trabalho tem uma participação proporcional na internet.
Tem o pessoal do Pequenas Notáveis, que eu considero como sendo um dos melhores fóruns brasileiros sobre motos (...)
Minholi, eu descobri recentemente o Pequenas Notáveis. Achei o pessoal de lá bem legal.

Esses mesmos assuntos que eu coloquei aqui, também postei por lá. Vamos ver o que mais eu aprendo. ;-)
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