TRIBUTO AO "GAUDÉRIO" ANZOLIN
- pe49
- Roda Presa
- Mensagens: 931
- Registrado em: 28 Dez 2007, 20:24
- Localização: NH - Republica do Pampa
TRIBUTO AO "GAUDÉRIO" ANZOLIN
buenas, comancheros....
pois o churrastiba foi um evento recheado das mais diversas emoções...
mas, no sábado de noite, já tarde, para uma pequena plateia de privilegiados, nosso amigo Anzolim, foi um pajeador de primeira....com o Ari ao violão, no acompanhamento, ele declamou o Bochincho, repleto de emoção....com toda sua simplicidade, nos deixou emocionados, sem possibilidade de arredar o pé...
então, índio véio, tua declamação, vinda do fundo do coração, ainda ecoa em nossos ouvidos
tu dissestes: "coisa de bebado...", discordo, foi da alma.
o gilberto, num gesto de desapego, presenteou com sua guaiaca, dizendo: toma, pois tu mereçes isso mais que eu...."
obrigado, por aquele momento.








Bochincho (o Velho)
(Jayme Caetano Braum)
Chinocas de todo o porte,
gaudérios do queixo roxo.
Corria o bochincho frouxo,
naquela noite de julho.
E, a não ser pelo barulho
da velha gaita manheira,
só se ouvia a tinideira
de esporas no pedregulho!
Meu pingo mascava o freio
num palanque de ramada,
pateando - de cola-atada -
pois sempre fui prevenido,
em pago desconhecido
não me descuido, por nada,
e voltando de uma tropeada
ali me achava entretido!
eu tinha botado o laço
numa mestiça-a-zebua.
Lhes digo - flor de chirúa -
de anca delgada e redonda.
E o encontro é que nem onda
a corcovear caprichosa.
E o olhar - lua mimosa
clareando noites de ronda!
Marca vem e marca vai
e a cordeona resmungava.
Mas tinha um índio que olhava
demais, pra minha chinóca.
Lagarto que sai da tóca
quer chumbo diz o ditado
e eu me paro embodocado
quando um olhar me provoca!
Nisso o cujo aproximou-se
numa imponência de taita,
batendo com o mango na bota
mandou que parasse a gaita,
e já disse ao gaiteiro: -“enlota
um vanerão bem sem dono
que eu vou é compear o sono
nos braços dessa mamota”!
“Não vou dançar!”- disse a china -
“É que já estou acompanhada!”
O índio trocou pisada
falando grosso e altivo:
-“Pra mim não basta o motivo
pois troteio légua e légua,
e nunca topei com égua
que me negasse o estribo!”
Já no primeiro planchaço
que dei - de bainha e tudo -
fui gritando ao melenudo:
-“A china não dança - Eu danço!”
O índio não era manso,
mas caiu meio de culo.
E já no segundo pulo
fedeu a tripa do ganso!
Os otros, já me atropelaram
e assim formou-se o entreveiro.
Meti a pata no candieiro
naquele Deus-nos-acuda,
e era só china clinuda
gritando de boca-torta,
que se vinha direto à porta
e se mandava na muda!
E, amigos - eu nem lhes conto,
aquilo foi de zoada.
Pranchaço - tiro - facada
e gritos de: -“Te arrenego!
Cueradas de: -“não me entrego!”
-“Te arrebento!” -“Te esconjuro!”
Peleiando ali no escuro
é o mesmo que um galo cego!
Me cortaram minha bombacha,
me esfiaparam todo o pala.
Mas fiquei dono da sala
e antes de clarear o dia.
Vi o último que fugia
num zainho-mocho, de em pelo,
mas deixaram pra sinuelo
a china que eu mais queria!
Mas para que eu siga contando
o final daquele rolo,
qualquer índio criolo
já de vereda imagina?
Eu alcei na garupa - a china -
que me olhava de soslaio
e dei de rédias ao baio
na direção da Argentina!
Bochincho (O Novo)
Jayme Caetano Braun
A um bochincho - certa feita,
Fui chegando - de curioso,
Que o vicio - é que nem sarnoso,
nunca pára - nem se ajeita.
Baile de gente direita
Vi, de pronto, que não era,
Na noite de primavera
Gaguejava a voz dum tango
E eu sou louco por fandango
Que nem pinto por quireral.
Atei meu zaino - longito,
Num galho de guamirim,
Desde guri fui assim,
Não brinco nem facilito.
Em bruxas não acredito
'Pero - que las, las hay',
Sou da costa do Uruguai,
Meu velho pago querido
E por andar desprevenido
Há tanto guri sem pai.
No rancho de santa-fé,
De pau-a-pique barreado,
Num trancão de convidado
Me entreverei no banzé.
Chinaredo à bola-pé,
No ambiente fumacento,
Um candieiro, bem no centro,
Num lusco-fusco de aurora,
Pra quem chegava de fora
Pouco enxergava ali dentro!
Dei de mão numa tiangaça
Que me cruzou no costado
E já sai entreverado
Entre a poeira e a fumaça,
Oigalé china lindaça,
Morena de toda a crina,
Dessas da venta brasina,
Com cheiro de lechiguana
Que quando ergue uma pestana
Até a noite se ilumina.
Misto de diaba e de santa,
Com ares de quem é dona
E um gosto de temporona
Que traz água na garganta.
Eu me grudei na percanta
O mesmo que um carrapato
E o gaiteiro era um mulato
Que até dormindo tocava
E a gaita choramingava
Como namoro de gato!
A gaita velha gemia,
Ás vezes quase parava,
De repente se acordava
E num vanerão se perdia
E eu - contra a pele macia
Daquele corpo moreno,
Sentia o mundo pequeno,
Bombeando cheio de enlevo
Dois olhos - flores de trevo
Com respingos de sereno!
Mas o que é bom se termina
- Cumpriu-se o velho ditado,
Eu que dançava, embalado,
Nos braços doces da china
Escutei - de relancina,
Uma espécie de relincho,
Era o dono do bochincho,
Meio oitavado num canto,
Que me olhava - com espanto,
Mais sério do que um capincho!
E foi ele que se veio,
Pois era dele a pinguancha,
Bufando e abrindo cancha
Como dono de rodeio.
Quis me partir pelo meio
Num talonaço de adaga
Que - se me pega - me estraga,
Chegou levantar um cisco,
Mas não é a toa - chomisco!
Que sou de São Luiz Gonzaga!
Meio na volta do braço
Consegui tirar o talho
E quase que me atrapalho
Porque havia pouco espaço,
Mas senti o calor do aço
E o calor do aço arde,
Me levantei - sem alarde,
Por causa do desaforo
E soltei meu marca touro
Num medonho buenas-tarde!
Tenho visto coisa feia,
Tenho visto judiaria,
Mas ainda hoje me arrepia
Lembrar aquela peleia,
Talvez quem ouça - não creia,
Mas vi brotar no pescoço,
Do índio do berro grosso
Como uma cinta vermelha
E desde o beiço até a orelha
Ficou relampeando o osso!
O índio era um índio touro,
Mas até touro se ajoelha,
Cortado do beiço a orelha
Amontoou-se como um couro
E aquilo foi um estouro,
Daqueles que dava medo,
Espantou-se o chinaredo
E amigos - foi uma zoada,
Parecia até uma eguada
Disparando num varzedo!
Não há quem pinte o retrato
Dum bochincho - quando estoura,
Tinidos de adaga - espora
E gritos de desacato.
Berros de quarenta e quatro
De cada canto da sala
E a velha gaita baguala
Num vanerão pacholento,
Fazendo acompanhamento
Do turumbamba de bala!
É china que se escabela,
Redemoinhando na porta
E chiru da guampa torta
Que vem direito à janela,
Gritando - de toda guela,
Num berreiro alucinante,
Índio que não se garante,
Vendo sangue - se apavora
E se manda - campo fora,
Levando tudo por diante!
Sou crente na divindade,
Morro quando Deus quiser,
Mas amigos - se eu disser,
Até periga a verdade,
Naquela barbaridade,
De chínaredo fugindo,
De grito e bala zunindo,
O gaiteiro - alheio a tudo,
Tocava um xote clinudo,
Já quase meio dormindo!
E a coisa ia indo assim,
Balanceei a situação,
- Já quase sem munição,
Todos atirando em mim.
Qual ia ser o meu fim,
Me dei conta - de repente,
Não vou ficar pra semente,
Mas gosto de andar no mundo,
Me esperavam na do fundo,
Saí na Porta da frente...
E dali ganhei o mato,
Abaixo de tiroteio
E inda escutava o floreio
Da cordeona do mulato
E, pra encurtar o relato,
Me bandeei pra o outro lado,
Cruzei o Uruguai, a nado,
Que o meu zaino era um capincho
E a história desse bochincho
Faz parte do meu passado!
E a china - essa pergunta me é feita
A cada vez que declamo
É uma coisa que reclamo
Porque não acho direita
Considero uma desfeita
Que compreender não consigo,
Eu, no medonho perigo
Duma situação brasina
Todos perguntam da china
E ninguém se importa comigo!
E a china - eu nunca mais vi
No meu gauderiar andejo,
Somente em sonhos a vejo
Em bárbaro frenesi.
Talvez ande - por aí,
No rodeio das alçadas,
Ou - talvez - nas madrugadas,
Seja uma estrela chirua
Dessas - que se banha nua
No espelho das aguadas!
pois o gilberto me pediu pra postar aqui, que na Semana Farroupilha, serás nosso convidado, aqui em POA.
hasta la vista, pe-49...indo pros 54
pois o churrastiba foi um evento recheado das mais diversas emoções...
mas, no sábado de noite, já tarde, para uma pequena plateia de privilegiados, nosso amigo Anzolim, foi um pajeador de primeira....com o Ari ao violão, no acompanhamento, ele declamou o Bochincho, repleto de emoção....com toda sua simplicidade, nos deixou emocionados, sem possibilidade de arredar o pé...
então, índio véio, tua declamação, vinda do fundo do coração, ainda ecoa em nossos ouvidos
tu dissestes: "coisa de bebado...", discordo, foi da alma.
o gilberto, num gesto de desapego, presenteou com sua guaiaca, dizendo: toma, pois tu mereçes isso mais que eu...."
obrigado, por aquele momento.








Bochincho (o Velho)
(Jayme Caetano Braum)
Chinocas de todo o porte,
gaudérios do queixo roxo.
Corria o bochincho frouxo,
naquela noite de julho.
E, a não ser pelo barulho
da velha gaita manheira,
só se ouvia a tinideira
de esporas no pedregulho!
Meu pingo mascava o freio
num palanque de ramada,
pateando - de cola-atada -
pois sempre fui prevenido,
em pago desconhecido
não me descuido, por nada,
e voltando de uma tropeada
ali me achava entretido!
eu tinha botado o laço
numa mestiça-a-zebua.
Lhes digo - flor de chirúa -
de anca delgada e redonda.
E o encontro é que nem onda
a corcovear caprichosa.
E o olhar - lua mimosa
clareando noites de ronda!
Marca vem e marca vai
e a cordeona resmungava.
Mas tinha um índio que olhava
demais, pra minha chinóca.
Lagarto que sai da tóca
quer chumbo diz o ditado
e eu me paro embodocado
quando um olhar me provoca!
Nisso o cujo aproximou-se
numa imponência de taita,
batendo com o mango na bota
mandou que parasse a gaita,
e já disse ao gaiteiro: -“enlota
um vanerão bem sem dono
que eu vou é compear o sono
nos braços dessa mamota”!
“Não vou dançar!”- disse a china -
“É que já estou acompanhada!”
O índio trocou pisada
falando grosso e altivo:
-“Pra mim não basta o motivo
pois troteio légua e légua,
e nunca topei com égua
que me negasse o estribo!”
Já no primeiro planchaço
que dei - de bainha e tudo -
fui gritando ao melenudo:
-“A china não dança - Eu danço!”
O índio não era manso,
mas caiu meio de culo.
E já no segundo pulo
fedeu a tripa do ganso!
Os otros, já me atropelaram
e assim formou-se o entreveiro.
Meti a pata no candieiro
naquele Deus-nos-acuda,
e era só china clinuda
gritando de boca-torta,
que se vinha direto à porta
e se mandava na muda!
E, amigos - eu nem lhes conto,
aquilo foi de zoada.
Pranchaço - tiro - facada
e gritos de: -“Te arrenego!
Cueradas de: -“não me entrego!”
-“Te arrebento!” -“Te esconjuro!”
Peleiando ali no escuro
é o mesmo que um galo cego!
Me cortaram minha bombacha,
me esfiaparam todo o pala.
Mas fiquei dono da sala
e antes de clarear o dia.
Vi o último que fugia
num zainho-mocho, de em pelo,
mas deixaram pra sinuelo
a china que eu mais queria!
Mas para que eu siga contando
o final daquele rolo,
qualquer índio criolo
já de vereda imagina?
Eu alcei na garupa - a china -
que me olhava de soslaio
e dei de rédias ao baio
na direção da Argentina!
Bochincho (O Novo)
Jayme Caetano Braun
A um bochincho - certa feita,
Fui chegando - de curioso,
Que o vicio - é que nem sarnoso,
nunca pára - nem se ajeita.
Baile de gente direita
Vi, de pronto, que não era,
Na noite de primavera
Gaguejava a voz dum tango
E eu sou louco por fandango
Que nem pinto por quireral.
Atei meu zaino - longito,
Num galho de guamirim,
Desde guri fui assim,
Não brinco nem facilito.
Em bruxas não acredito
'Pero - que las, las hay',
Sou da costa do Uruguai,
Meu velho pago querido
E por andar desprevenido
Há tanto guri sem pai.
No rancho de santa-fé,
De pau-a-pique barreado,
Num trancão de convidado
Me entreverei no banzé.
Chinaredo à bola-pé,
No ambiente fumacento,
Um candieiro, bem no centro,
Num lusco-fusco de aurora,
Pra quem chegava de fora
Pouco enxergava ali dentro!
Dei de mão numa tiangaça
Que me cruzou no costado
E já sai entreverado
Entre a poeira e a fumaça,
Oigalé china lindaça,
Morena de toda a crina,
Dessas da venta brasina,
Com cheiro de lechiguana
Que quando ergue uma pestana
Até a noite se ilumina.
Misto de diaba e de santa,
Com ares de quem é dona
E um gosto de temporona
Que traz água na garganta.
Eu me grudei na percanta
O mesmo que um carrapato
E o gaiteiro era um mulato
Que até dormindo tocava
E a gaita choramingava
Como namoro de gato!
A gaita velha gemia,
Ás vezes quase parava,
De repente se acordava
E num vanerão se perdia
E eu - contra a pele macia
Daquele corpo moreno,
Sentia o mundo pequeno,
Bombeando cheio de enlevo
Dois olhos - flores de trevo
Com respingos de sereno!
Mas o que é bom se termina
- Cumpriu-se o velho ditado,
Eu que dançava, embalado,
Nos braços doces da china
Escutei - de relancina,
Uma espécie de relincho,
Era o dono do bochincho,
Meio oitavado num canto,
Que me olhava - com espanto,
Mais sério do que um capincho!
E foi ele que se veio,
Pois era dele a pinguancha,
Bufando e abrindo cancha
Como dono de rodeio.
Quis me partir pelo meio
Num talonaço de adaga
Que - se me pega - me estraga,
Chegou levantar um cisco,
Mas não é a toa - chomisco!
Que sou de São Luiz Gonzaga!
Meio na volta do braço
Consegui tirar o talho
E quase que me atrapalho
Porque havia pouco espaço,
Mas senti o calor do aço
E o calor do aço arde,
Me levantei - sem alarde,
Por causa do desaforo
E soltei meu marca touro
Num medonho buenas-tarde!
Tenho visto coisa feia,
Tenho visto judiaria,
Mas ainda hoje me arrepia
Lembrar aquela peleia,
Talvez quem ouça - não creia,
Mas vi brotar no pescoço,
Do índio do berro grosso
Como uma cinta vermelha
E desde o beiço até a orelha
Ficou relampeando o osso!
O índio era um índio touro,
Mas até touro se ajoelha,
Cortado do beiço a orelha
Amontoou-se como um couro
E aquilo foi um estouro,
Daqueles que dava medo,
Espantou-se o chinaredo
E amigos - foi uma zoada,
Parecia até uma eguada
Disparando num varzedo!
Não há quem pinte o retrato
Dum bochincho - quando estoura,
Tinidos de adaga - espora
E gritos de desacato.
Berros de quarenta e quatro
De cada canto da sala
E a velha gaita baguala
Num vanerão pacholento,
Fazendo acompanhamento
Do turumbamba de bala!
É china que se escabela,
Redemoinhando na porta
E chiru da guampa torta
Que vem direito à janela,
Gritando - de toda guela,
Num berreiro alucinante,
Índio que não se garante,
Vendo sangue - se apavora
E se manda - campo fora,
Levando tudo por diante!
Sou crente na divindade,
Morro quando Deus quiser,
Mas amigos - se eu disser,
Até periga a verdade,
Naquela barbaridade,
De chínaredo fugindo,
De grito e bala zunindo,
O gaiteiro - alheio a tudo,
Tocava um xote clinudo,
Já quase meio dormindo!
E a coisa ia indo assim,
Balanceei a situação,
- Já quase sem munição,
Todos atirando em mim.
Qual ia ser o meu fim,
Me dei conta - de repente,
Não vou ficar pra semente,
Mas gosto de andar no mundo,
Me esperavam na do fundo,
Saí na Porta da frente...
E dali ganhei o mato,
Abaixo de tiroteio
E inda escutava o floreio
Da cordeona do mulato
E, pra encurtar o relato,
Me bandeei pra o outro lado,
Cruzei o Uruguai, a nado,
Que o meu zaino era um capincho
E a história desse bochincho
Faz parte do meu passado!
E a china - essa pergunta me é feita
A cada vez que declamo
É uma coisa que reclamo
Porque não acho direita
Considero uma desfeita
Que compreender não consigo,
Eu, no medonho perigo
Duma situação brasina
Todos perguntam da china
E ninguém se importa comigo!
E a china - eu nunca mais vi
No meu gauderiar andejo,
Somente em sonhos a vejo
Em bárbaro frenesi.
Talvez ande - por aí,
No rodeio das alçadas,
Ou - talvez - nas madrugadas,
Seja uma estrela chirua
Dessas - que se banha nua
No espelho das aguadas!
pois o gilberto me pediu pra postar aqui, que na Semana Farroupilha, serás nosso convidado, aqui em POA.
hasta la vista, pe-49...indo pros 54
Editado pela última vez por pe49 em 02 Jun 2008, 17:54, em um total de 1 vez.
dragstar650-1998 "Laranja Mecânica" ISRA 29929
prefiro conversar com um boi no acostamento que discutir com os burros do transito...
capacete aberto: cheirando os fedores da estrada
Não tem perdão...
prefiro conversar com um boi no acostamento que discutir com os burros do transito...
capacete aberto: cheirando os fedores da estrada
Não tem perdão...
- Fernanda-DF
- Mito
- Mensagens: 17324
- Registrado em: 23 Dez 2007, 21:35
- Localização: em casa!!!!
- Contato:
Re: TRIBUTO AO "GAUDÉRIO" ANZOLIN
Aff fio.... Anzola, impressão minha, ou tu tá conseguindo ficar mais feio?

XR200 - XLX250 - GS500 - CB500 - GSXF750 - CAGIVA W16 - VIRAGO 250 - VSTROM 650 - MSM
Postando besteira no M@D há 12 anos...
Postando besteira no M@D há 12 anos...
Re: TRIBUTO AO "GAUDÉRIO" ANZOLIN
Indio véio esse Anzolim... show de bola aquela noite.
Tenho um vídeo dele aqui... se o Youtube aceitar eu coloco lá... ficou 10 o bagualismo heheh
Tenho um vídeo dele aqui... se o Youtube aceitar eu coloco lá... ficou 10 o bagualismo heheh
Spidiiii
De Biz na Patagônia 2013
De Biz na Patagônia 2013
Re: TRIBUTO AO "GAUDÉRIO" ANZOLIN
Já que ele é gaudério, então tem que aprender o hino da pátria amada
Quem quiser saber quem sou
Olha para o céu azul
E grita junto comigo
Viva o Rio Grande do Sul
O lenço me identifica
Qual a minha procedência
Da Província de São Pedro
Padroeiro da Querência
Ò meu Rio Grande
De encantos mil
Disposto a tudo
Pelo Brasil
Querência amada
Dos parreirais
Da uva vem o vinho
Do povo vem o carinho
Bondade nunca é demais
Berço de Flores da Cunha
E de Borges de Medeiros
Terra de Getúlio Vargas
Presidente brasileiro
Eu sou da mesma vertente
Que Deus saúde me mande
Que eu possa ver muitos anos
O céu azul do Rio Grande
Te quero tanto
Torrão gaúcho
Morrer por ti
Me dou o luxo
Querência amada
Planície e serra
Os braços que me puxa
Da linda mulher gaúcha
Beleza da minha terra
Meu coração é pequeno
Porque Deus me fez assim
O Rio Grande é bem maior
Mas cabe dentro de mim
Sou da geração mais nova
Poeta bem macho e guapo
Nas minhas veias escorre
O sangue herói de farrapo
Deus é gaúcho
De espora e mango
Foi maragato
Ou foi chimango
Querencia amada
Meu céu de anil
Este Rio Grande gigante
Mais uma estrela brilhante
Na bandeira do Brasil
.
Quem quiser saber quem sou
Olha para o céu azul
E grita junto comigo
Viva o Rio Grande do Sul
O lenço me identifica
Qual a minha procedência
Da Província de São Pedro
Padroeiro da Querência
Ò meu Rio Grande
De encantos mil
Disposto a tudo
Pelo Brasil
Querência amada
Dos parreirais
Da uva vem o vinho
Do povo vem o carinho
Bondade nunca é demais
Berço de Flores da Cunha
E de Borges de Medeiros
Terra de Getúlio Vargas
Presidente brasileiro
Eu sou da mesma vertente
Que Deus saúde me mande
Que eu possa ver muitos anos
O céu azul do Rio Grande
Te quero tanto
Torrão gaúcho
Morrer por ti
Me dou o luxo
Querência amada
Planície e serra
Os braços que me puxa
Da linda mulher gaúcha
Beleza da minha terra
Meu coração é pequeno
Porque Deus me fez assim
O Rio Grande é bem maior
Mas cabe dentro de mim
Sou da geração mais nova
Poeta bem macho e guapo
Nas minhas veias escorre
O sangue herói de farrapo
Deus é gaúcho
De espora e mango
Foi maragato
Ou foi chimango
Querencia amada
Meu céu de anil
Este Rio Grande gigante
Mais uma estrela brilhante
Na bandeira do Brasil
.

Sou primo irmão do Mano Lima, genro do Xirú Missioneiro e sogro do Porca Véia, mas bah
Bagé@tchê.rs
Se Deus é grande, O MATO É MAIOR
Selamun Aleykun to all friends
Re: TRIBUTO AO "GAUDÉRIO" ANZOLIN
Pedrão, não foi o Bochincho, nem um nem outro.
Ele tá devendo o nome e autoria pra nós ainda.
Depois Pé Vermeio declamando o Bochincho ainda vou ter que nascer de novo pra ver (vamos ver se ele aceita o desaforo).
Ontem de noite mateando com a patroa do CTG lá de casa proseei que o Anzolim tinha que pegar uma semana de antes de 20 de setembro e vir pra cá conhecer o acampamento da Harmonia.
Se quiser vir é só bandear pra cá.
Abraço e segue o bochincho...
Ele tá devendo o nome e autoria pra nós ainda.
Depois Pé Vermeio declamando o Bochincho ainda vou ter que nascer de novo pra ver (vamos ver se ele aceita o desaforo).
Ontem de noite mateando com a patroa do CTG lá de casa proseei que o Anzolim tinha que pegar uma semana de antes de 20 de setembro e vir pra cá conhecer o acampamento da Harmonia.
Se quiser vir é só bandear pra cá.
Abraço e segue o bochincho...
Re: TRIBUTO AO "GAUDÉRIO" ANZOLIN
Gaúcho é tudo viado...[font=Verdana] [/font]
Re: TRIBUTO AO "GAUDÉRIO" ANZOLIN
O foda foi ter que improvisar uns dedilhados toscos pro índio guapo declamar, mas ele já tinha dado um show no acampamento do Guartelá.
Re: TRIBUTO AO "GAUDÉRIO" ANZOLIN
A primeira chama-se "Payada do Despachado".Gilberto escreveu:Pedrão, não foi o Bochincho, nem um nem outro.
Ele tá devendo o nome e autoria pra nós ainda.
A segunda, "Estampa de Gaúchão".
Aprendi escutando na rádio local, porém já procurei na net, e não consegui saber o nome do autor.
O jeito vai ser ir perguntar pro locutor do programa..
Por falar em desaforo...Gilberto escreveu: Depois Pé Vermeio declamando o Bochincho ainda vou ter que nascer de novo pra ver (vamos ver se ele aceita o desaforo).
"Por causa do desaforo,
Soltei meu marca touro
Num medonho buenas tarde"..
Pode escolher os padrinhos pro teu batizado então, já q vai ter q nascer de novo, porque o bochinco da "china" já tá decorado...só treinar mais um pouco....
Taí um convite tentador, quem sabe, quem sabe.....Gilberto escreveu:
Ontem de noite mateando com a patroa do CTG lá de casa proseei que o Anzolim tinha que pegar uma semana de antes de 20 de setembro e vir pra cá conhecer o acampamento da Harmonia.
Se quiser vir é só bandear pra cá.
Abraço e segue o bochincho...
Pedrão, qdo eu falei em estar bêbado, eu me referi ao fato de ficar desinibido.
No mais, não sou merecedor de tanto elogio assim não, dizer mto obrigado pela companhia e pelas palavras de vcs, é mto pouco....
Pra mim, isto aqui e a surpresa do Gilberto com o presente, é algo inesquecível....
Chega, não tenho mais o q falar, vcs são demais gente...
GRUPO DE TROPEIROS - HERANÇA DE BRAVOS
Re: TRIBUTO AO "GAUDÉRIO" ANZOLIN
Anzolin, eu tenho a coleção completa do Jayme Caetano Braun.
Se quiser posso despachar os mp3 procê, se acaso querê... e se acaso v. não tiver.
.
Se quiser posso despachar os mp3 procê, se acaso querê... e se acaso v. não tiver.
.
Re: TRIBUTO AO "GAUDÉRIO" ANZOLIN
Claro que é impressão sua, ora essa...Israel escreveu:Aff fio.... Anzola, impressão minha, ou tu tá conseguindo ficar mais feio?![]()
GRUPO DE TROPEIROS - HERANÇA DE BRAVOS
Re: TRIBUTO AO "GAUDÉRIO" ANZOLIN
Tenho não, claro q quero.Custom escreveu:Anzolin, eu tenho a coleção completa do Jayme Caetano Braun.
Se quiser posso despachar os mp3 procê, se acaso querê... e se acaso v. não tiver.
.
FAz uma cópia aí e manda, q eu tomo vou escutar tomando "umas" daquelas do Véio Jeca em tua homenagem.
Rua Pioneiro Rovedo Ziegmann, 771
Pitanga - Pr.
85.200-000
Aliás, tomei um xingo do Véio, por esquecer de levar a cachaça pra vc....
GRUPO DE TROPEIROS - HERANÇA DE BRAVOS
-
Jota
Re: TRIBUTO AO "GAUDÉRIO" ANZOLIN
Carái, perdi essa cena. :(
Re: TRIBUTO AO "GAUDÉRIO" ANZOLIN
Pois que você fique com este remorso prá vida inteira.Anzolim escreveu: Aliás, tomei um xingo do Véio, por esquecer de levar a cachaça pra vc....
.
- pe49
- Roda Presa
- Mensagens: 931
- Registrado em: 28 Dez 2007, 20:24
- Localização: NH - Republica do Pampa
Re: TRIBUTO AO "GAUDÉRIO" ANZOLIN
buenas, comanchero do Fim do Mundo....mas isso é muito bom.Spidi XX escreveu:.........Tenho um vídeo dele aqui... ..
pe-49..54
dragstar650-1998 "Laranja Mecânica" ISRA 29929
prefiro conversar com um boi no acostamento que discutir com os burros do transito...
capacete aberto: cheirando os fedores da estrada
Não tem perdão...
prefiro conversar com um boi no acostamento que discutir com os burros do transito...
capacete aberto: cheirando os fedores da estrada
Não tem perdão...
Re: TRIBUTO AO "GAUDÉRIO" ANZOLIN
Turma... eu, gaúcha, fiquei de queixo caído com as declamações do Anzolim...
Parabéns e apareça pelos pagos gaúchos pra irmos num bailão com os Monarcas...
Abrações guri
Parabéns e apareça pelos pagos gaúchos pra irmos num bailão com os Monarcas...
Abrações guri
Re: TRIBUTO AO "GAUDÉRIO" ANZOLIN
Bagual da bossoroca... na laranja mecânica.


Spidiiii
De Biz na Patagônia 2013
De Biz na Patagônia 2013
Re: TRIBUTO AO "GAUDÉRIO" ANZOLIN
Entre prosas e versos... coisa de nível...


Spidiiii
De Biz na Patagônia 2013
De Biz na Patagônia 2013
Re: TRIBUTO AO "GAUDÉRIO" ANZOLIN
Só Deus e uma picapada de anjo pra atender.... 
GRUPO DE TROPEIROS - HERANÇA DE BRAVOS
Re: TRIBUTO AO "GAUDÉRIO" ANZOLIN
Eita Anzolin, só fiasquêra como sempre... 









