Folha de São Paulo falando sobre motos, no editorial ...
Folha de São Paulo falando sobre motos, no editorial ...
... e não é coisa boa, para variar (original em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/indice ... 072010.htm
O país das motos
O aumento explosivo da quantidade de motocicletas nas cidades brasileiras cria novos problemas e exige medidas do poder público
"O office-boy virou motoboy. O transporte público se rendeu ao mototáxi. O jegue deu lugar à moto. E, para escapar de engarrafamentos ou de ônibus caros, lentos e desconfortáveis, muita gente decidiu se tornar motociclista." Assim começava a reportagem da Folha do último domingo que dava conta do impressionante aumento da frota de motocicletas no país na última década.
Os números levantados falam por si: 46% das cidades brasileiras têm mais motos do que carros. No início da década passada, em 2001, isso ocorria em 26% das cidades, contra 74% com predominância de automóveis.
É um fenômeno explosivo. Nos últimos cinco anos, mais do que dobrou a quantidade de motos. Havia 7,4 milhões delas em 2005; hoje, são 15,3 milhões -variação de 105%. No mesmo período, o número de carros, hoje cerca de 35,4 milhões, cresceu 40%.
O predomínio de motos está concentrado em cidades brasileiras de pequeno e médio porte. Mas já há duas capitais onde elas superam os automóveis: Rio Branco, no Acre, e Boa Vista, em Roraima. São cidades de ocupação mais recente -o que parece indicar uma tendência. Por exemplo, em Ji-Paraná, a segunda área urbana mais populosa de Rondônia, os ônibus municipais não chegam a 30, enquanto os mototáxis são cerca de 200.
Vista no conjunto, a expansão das motos indica que vai se consolidando no Brasil um modelo típico de países emergentes asiáticos, como o Vietnã ou a Índia.
A expansão, no caso brasileiro, deve-se em primeiro lugar ao preço mais acessível e às novas facilidades de financiamento. Estímulos como a redução de impostos e a legalização do mototáxi, aliados às carências do transporte público, empurram a população na direção dessa modalidade mais popular de locomoção individual.
Não é o caso de desconsiderar as vantagens oferecidas pelas motos, mas é preciso considerar também os aspectos negativos, como a poluição e a letalidade dos acidentes com esse tipo de veículo.
O número de motociclistas mortos saltou de 725 em 1996 para mais de 8.000 no ano passado. Isso significa que morreram, em média, 22 pessoas por dia em acidentes com motos em 2009. É uma estupidez alarmante.
Está certo o engenheiro e sociólogo Eduardo Vasconcellos quando diz que, diante de um fenômeno que não tem volta, é preciso "reprogramar o trânsito".
Para enfrentar o problema, uma política que pretenda ser mais do que paliativa deveria começar revendo a tolerância excessiva com desvios de conduta dos motociclistas. Impor limites mais severos de velocidade é necessário. Mais do que isso: na cidade de São Paulo, por exemplo, onde existem mais de 800 mil motos, muitos radares nem sequer estão capacitados a registrar infrações, uma vez que esses biciclos não possuem placa dianteira.
A própria legislação de trânsito precisa ser rediscutida. Em 1998, foi suprimido do Código de Trânsito Brasileiro o artigo que proibia a circulação de motos entre as faixas de veículos. Seria o caso de rever tal decisão, impondo aos motoqueiros algum tipo de restrição.
Nem seria preciso repetir que o investimento prioritário em transporte público é parte da solução do problema. Mas as autoridades e os responsáveis pelas políticas de trânsito precisam agir com energia e celeridade diante dessa nova realidade, para a qual o país ainda não está preparado.
O país das motos
O aumento explosivo da quantidade de motocicletas nas cidades brasileiras cria novos problemas e exige medidas do poder público
"O office-boy virou motoboy. O transporte público se rendeu ao mototáxi. O jegue deu lugar à moto. E, para escapar de engarrafamentos ou de ônibus caros, lentos e desconfortáveis, muita gente decidiu se tornar motociclista." Assim começava a reportagem da Folha do último domingo que dava conta do impressionante aumento da frota de motocicletas no país na última década.
Os números levantados falam por si: 46% das cidades brasileiras têm mais motos do que carros. No início da década passada, em 2001, isso ocorria em 26% das cidades, contra 74% com predominância de automóveis.
É um fenômeno explosivo. Nos últimos cinco anos, mais do que dobrou a quantidade de motos. Havia 7,4 milhões delas em 2005; hoje, são 15,3 milhões -variação de 105%. No mesmo período, o número de carros, hoje cerca de 35,4 milhões, cresceu 40%.
O predomínio de motos está concentrado em cidades brasileiras de pequeno e médio porte. Mas já há duas capitais onde elas superam os automóveis: Rio Branco, no Acre, e Boa Vista, em Roraima. São cidades de ocupação mais recente -o que parece indicar uma tendência. Por exemplo, em Ji-Paraná, a segunda área urbana mais populosa de Rondônia, os ônibus municipais não chegam a 30, enquanto os mototáxis são cerca de 200.
Vista no conjunto, a expansão das motos indica que vai se consolidando no Brasil um modelo típico de países emergentes asiáticos, como o Vietnã ou a Índia.
A expansão, no caso brasileiro, deve-se em primeiro lugar ao preço mais acessível e às novas facilidades de financiamento. Estímulos como a redução de impostos e a legalização do mototáxi, aliados às carências do transporte público, empurram a população na direção dessa modalidade mais popular de locomoção individual.
Não é o caso de desconsiderar as vantagens oferecidas pelas motos, mas é preciso considerar também os aspectos negativos, como a poluição e a letalidade dos acidentes com esse tipo de veículo.
O número de motociclistas mortos saltou de 725 em 1996 para mais de 8.000 no ano passado. Isso significa que morreram, em média, 22 pessoas por dia em acidentes com motos em 2009. É uma estupidez alarmante.
Está certo o engenheiro e sociólogo Eduardo Vasconcellos quando diz que, diante de um fenômeno que não tem volta, é preciso "reprogramar o trânsito".
Para enfrentar o problema, uma política que pretenda ser mais do que paliativa deveria começar revendo a tolerância excessiva com desvios de conduta dos motociclistas. Impor limites mais severos de velocidade é necessário. Mais do que isso: na cidade de São Paulo, por exemplo, onde existem mais de 800 mil motos, muitos radares nem sequer estão capacitados a registrar infrações, uma vez que esses biciclos não possuem placa dianteira.
A própria legislação de trânsito precisa ser rediscutida. Em 1998, foi suprimido do Código de Trânsito Brasileiro o artigo que proibia a circulação de motos entre as faixas de veículos. Seria o caso de rever tal decisão, impondo aos motoqueiros algum tipo de restrição.
Nem seria preciso repetir que o investimento prioritário em transporte público é parte da solução do problema. Mas as autoridades e os responsáveis pelas políticas de trânsito precisam agir com energia e celeridade diante dessa nova realidade, para a qual o país ainda não está preparado.
- Saurus
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Re: Folha de São Paulo falando sobre motos, no editorial ...
Ainda não vi reportagem nenhuma falando das vantagens das motocicletas. Ainda não vi nenhuma reportagem que, por ficar menos tempo com o motor ligado as motos (as mais antigas), na verdade, acabam poluindo menos que carros e ônibus. Acho que os reporteres que fazem esse tipo de reportagem ou editorial acabam "chovendo no molhado", são repetitivos, parece coisa para tapar buraco na grade.
Nihil ego fecit. Sic erat cvm ego ad hic.
Ad corniger omnes poena parva est.
Timet farcimen canis icti per serpens.
Non posse avxilivm pertvrbare. Ad participandvm svmmvm est.
Nvllo desiderio qvi pictis zebra mirari reliqvvm tinxere.
Melivs est qvam contendere cooperandi
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Re: Folha de São Paulo falando sobre motos, no editorial ...
Eu pessoalmente acho que nas principais cidades se houvessem mais "moto faixas", como está começando a aparecer em SP, mas separando as faixas de rolagem pra carros e ônibus (com blocos de concreto pra evitar a invasão) já melhoraria demais a situação quanto a segurança dos usuários de motos, mas não faixas de 1 metro de largura porque isso não vai resolver, só vai mudar o tipo de acidente.
O problema não é mais as motos, é algo que não vai ter volta, agora cabe ao desgoverno perceber isso e tomar as decisões adequadas como parece estar começando a acontecer em SP, e não é proibindo o uso do corredor que vai resolver todos os problemas (apesar que acho que andar em corredor como andam em SP, a 60/70 km/h, deveria ser ilegal sim)
O problema não é mais as motos, é algo que não vai ter volta, agora cabe ao desgoverno perceber isso e tomar as decisões adequadas como parece estar começando a acontecer em SP, e não é proibindo o uso do corredor que vai resolver todos os problemas (apesar que acho que andar em corredor como andam em SP, a 60/70 km/h, deveria ser ilegal sim)

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Re: Folha de São Paulo falando sobre motos, no editorial ...
E viva o poder econômico !!!
Quem pode mais, publica mais, simples assim.
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Re: Folha de São Paulo falando sobre motos, no editorial ...
A imprensa falar mal de carros é atirar no próprio pé, é estúpido, pois vivemos num país onde o carro é sonho de consumo de 11 pessoas entre 10. É um país que usa o termômetro econômico infalível, se vender muito carro zero no ano, o país está bem, senão vai mal pra caramba. Diria de forma até infantil, que o país só sobrevive por causa do mercado de carros, incluo aí montadoras, concessionárias, seguradoras, loja de autopeças, equipadora, loja de pneus, rodas, banco de couro, som automotivo, postos de combustível, borracheiro, estacionamentos, funilaria, siderúrgicas, mecânica de autos, escola de mecânicos de autos, chaveiro de carros, ferramentas pra carros, loja de parabrisas, eletricista de autos, ufa, vou parar por aqui por cansaço, não por falta de opções.
Algumas dessas pessoas que iriam entrar nesse ciclo do carro, deixaram o sonho um pouco de lado, enquanto nao ganha mais uns trocados e faz rolo na sua CG por um gol quadrado. O mercado de carros sabe disso, o de ônibus coletivos também, o de concessionárias e montadoras também, resta uma solução, ou pelo menos eles tentam, contratam a imprensa e pedem para eles falarem o quando pior melhor sobre as MOTOS, a grande vilâ da história, o transporte do capeta, o veículo que é usado por pessoas pobres e criminosas, MOTOS no Brasil, não, aqui é apenas permitido carros e de preferência zero km.
Algumas dessas pessoas que iriam entrar nesse ciclo do carro, deixaram o sonho um pouco de lado, enquanto nao ganha mais uns trocados e faz rolo na sua CG por um gol quadrado. O mercado de carros sabe disso, o de ônibus coletivos também, o de concessionárias e montadoras também, resta uma solução, ou pelo menos eles tentam, contratam a imprensa e pedem para eles falarem o quando pior melhor sobre as MOTOS, a grande vilâ da história, o transporte do capeta, o veículo que é usado por pessoas pobres e criminosas, MOTOS no Brasil, não, aqui é apenas permitido carros e de preferência zero km.
Abraços Gente Boa !!! 
XTZ 150 Crosser ED 2017
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Rubens Sales
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Re: Folha de São Paulo falando sobre motos, no editorial ...
o mercado de carros - grandes anunciantes - é o que mais tem a perder com o crescimento do mercado de motos....
-
Robson
Re: Folha de São Paulo falando sobre motos, no editorial ...
Concordo em quase tudo com o editorial.
Tá na hora de fazer alguma coisa mesmo, mas não é impondo restrições de circulação para os motoqueiros...
O que tem de fazer é dificultar a obtenção da CNH para pilotar motos.
.
Tá na hora de fazer alguma coisa mesmo, mas não é impondo restrições de circulação para os motoqueiros...
O que tem de fazer é dificultar a obtenção da CNH para pilotar motos.
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- wcarlete
- Motoqueiro
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Re: Folha de São Paulo falando sobre motos, no editorial ...
O problema das grandes cidades não é a moto.
Ela é apenas o resultado de varios problemas.
Ela é apenas o resultado de varios problemas.
Saudades: Biz 100 - CG 125 - CG150 Sport - Twister - ER-6 10/10 :(
Hoje: YBR 06/06
Hoje: YBR 06/06
Re: Folha de São Paulo falando sobre motos, no editorial ...
Claro que vão falar que moto é o problema e não a solução...
Além de que devia ser exigido melhor formação de futuros motociclistas (e motoristas de carros tb, tá cheio de gente sem noção pegando carta e atrapalhando o trânsito), tem que ser adaptado o sistema viário para as motos tb... mais corredores e mais concientização dos motoristas.
Além de que devia ser exigido melhor formação de futuros motociclistas (e motoristas de carros tb, tá cheio de gente sem noção pegando carta e atrapalhando o trânsito), tem que ser adaptado o sistema viário para as motos tb... mais corredores e mais concientização dos motoristas.
"O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros"
M. Thatcher
M. Thatcher
-
Robson
Re: Folha de São Paulo falando sobre motos, no editorial ...
Moto NUNCA foi solução.diniz escreveu:Claro que vão falar que moto é o problema e não a solução...
Pra mim é igual a "guardador de carros".... o Estado não faz sua função, que é prover segurança e trabalho para a população, aí surgem essas situações ridículas, de vc ter de pagar para alguém não danificar "olhar" seu carro em um espaço que é público...
no caso das motos, o Estado não faz sua função (prover transporte coletivo de qualidade e barato) e a população se vira como pode, nesse caso, é usando a moto, meio de transporte rápido, e de baixo custo.
Tá tudo errado.... tem muita gente que anda de moto não é pq gosta, é pq precisa.
Nem vou falar de moto-taxi pq isso pra mim é absurdo dos absurdos.
- Tartaruga
- Dinossauro
- Mensagens: 5419
- Registrado em: 24 Dez 2007, 08:16
- Localização: Santo Anastácio - SP/Brasil
Re: Folha de São Paulo falando sobre motos, no editorial ...
O trânsito em geral, está despreparado para essa quantidade de veículos, seja motos, seja carros.
Ninguém sabe dirigir defensivamente, domingueiros nas ruas e estradas nos fins de semana, trasporte de cargas com ênfase em caminhões em detrimento das ferrovias, tudo ruma para o caos insustentabilidade de convivência.
Eleger as motos como único problema, e não parte da sulução é muito fácil.
Ninguém sabe dirigir defensivamente, domingueiros nas ruas e estradas nos fins de semana, trasporte de cargas com ênfase em caminhões em detrimento das ferrovias, tudo ruma para o caos insustentabilidade de convivência.
Eleger as motos como único problema, e não parte da sulução é muito fácil.
Tartaruga
Santo Anastácio - SP/Brasil.

Enviado de meu Celular de Leitão
Santo Anastácio - SP/Brasil.

Enviado de meu Celular de Leitão
Re: Folha de São Paulo falando sobre motos, no editorial ...
Teorias da Conspiração, eheheheh...
Eu também não ví nada de errado nesse editorial... excesso de motos é resultado de ausência de políticas públicas na área de transporte coletivo, só isso...
Eu também não ví nada de errado nesse editorial... excesso de motos é resultado de ausência de políticas públicas na área de transporte coletivo, só isso...

Marcus DT escreveu: No final, muito antes da moto, é isso que fica: a camaradagem.
-
SilvoJunhu
- Roda Presa
- Mensagens: 434
- Registrado em: 03 Fev 2008, 17:31
- Localização: Sampa
Re: Folha de São Paulo falando sobre motos, no editorial ...
Eu gosto e prefiro andar de moto do que de carro. Bom, eu sei que a maioria aqui do fórum tbm, mas não dá pra comparar pq é um fórum de moto. rsrsrsRobson escreveu:Tá tudo errado.... tem muita gente que anda de moto não é pq gosta, é pq precisa.diniz escreveu:Claro que vão falar que moto é o problema e não a solução...
Mas no resto, concordo plenamente.
Re: Folha de São Paulo falando sobre motos, no editorial ...
Só faltava neguinho defendendo essas hordas de 125 fudendo o trânsito.
XR200 - XLX250 - GS500 - CB500 - GSXF750 - CAGIVA W16 - VIRAGO 250 - VSTROM 650 - MSM
Postando besteira no M@D há 12 anos...
Postando besteira no M@D há 12 anos...
Re: Folha de São Paulo falando sobre motos, no editorial ...
Osama B Laden escreveu:E viva o poder econômico !!!
Quem pode mais, publica mais, simples assim.
RubensRS1 escreveu:o mercado de carros - grandes anunciantes - é o que mais tem a perder com o crescimento do mercado de motos....
Negativo!
São públicos completamente diferentes. Quem perde com o crescimento do mercado de motos sãoas concessionárias de transporte coletivo... se é que perdem...
São públicos completamente diferentes. O grosso dos compradores uma motoka popular zero km, na casa dos 5/6mil tem um perfil bem diferente daquele que compra um carro popular zero, na casados 25mil.
As únicas perdas que a indústria automobilistica tem são com aqueles que compram uma motoka para servir como segundo ou até mesmo terceiro veículo e são poucos comparando com a maioria dos compradores de motoka. Além disso, esses caras não deixarão de ser consumidores de automóvel.
Por outro lado, aqueles que trocaram o busão pela moto são potenciais candidatos a, no futuro, trocar a moto por um carro ou então, ficar com a motoka e adquirir um carro.

Marcus DT escreveu: No final, muito antes da moto, é isso que fica: a camaradagem.
Re: Folha de São Paulo falando sobre motos, no editorial ...
Defender as 125 é defender também o direito de quem tem motos mais potentes de andar sem restrições nas grandes cidades; motociclistas e motoqueiros estão no mesmo barco nessa hora.Israel escreveu:Só faltava neguinho defendendo essas hordas de 125 fudendo o trânsito.
Agora, cadê a engenharia de tráfego quando mais se precisa dela?
Estamos evoluindo na educação, e sempre fomos especialistas em punir o cidadão; mas de nada adianta isso se não houver gente disposta a mexer nas cidades para que carros, caminhões, motos e bicicletas (porque não?) possam conviver em harmonia, no seu devido espaço.
Difícil? Sim, mas se não tentarmos discutir esses assuntos, quem fará isso?
- Henrique Marmota
- Motoqueiro
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- Registrado em: 30 Jan 2008, 20:03
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Re: Folha de São Paulo falando sobre motos, no editorial ...
perfeito!papamalas escreveu:O problema das grandes cidades não é a moto.
Ela é apenas o resultado de varios problemas.
Versys 650 S ABS
Re: Folha de São Paulo falando sobre motos, no editorial ...
Israel escreveu:Só faltava neguinho defendendo essas hordas de 125 fudendo o trânsito.
Putz...vou consertar a Intruder o mais rápido que a reforma da minha casa deixar... assim minha 125 não fuck com o transito...
Você já foi hoje? Não? Tá esperando o quê, então?
Sem popopó.
M@d, desviando das flechas da ditadura desde 2005.
Quando se tem razão, a recompensa é o silêncio.
Sem popopó.
M@d, desviando das flechas da ditadura desde 2005.
Quando se tem razão, a recompensa é o silêncio.
Re: Folha de São Paulo falando sobre motos, no editorial ...
Tem 125... e também tem 125.Israel escreveu:Só faltava neguinho defendendo essas hordas de 125 fudendo o trânsito.
Eu ando de 125 desde 1975, ano em que a maioria aqui nem era nascida. E eu nunca fudi trânsito nenhum.
Andar de 125 pode ser uma opção, e não uma situação.
O que falta é pegar pesado com todos os mal-educados, estejam eles de moto, carro, ônibus, ou tico-tico (velotrol). E investir em transporte de massa que funcione.
Assim, andarão de moto aqueles que optarem pela moto como transporte e/ou lazer consciente, e não aqueles que são "jogados" de dentro de um ônibus para o banco de uma CG, para em pouco tempo conhecerem a SAMU, ou serem velados no asfalto. Tudo por incompetência da própria sociedade.
atual: Baby King 250 - em contrato de experiência - já faz parte da família
anterior: CBombinha 300 2011 - boa moto, tem mais qualidades que defeitos.
anterior: CBombinha 300 2011 - boa moto, tem mais qualidades que defeitos.
Re: Folha de São Paulo falando sobre motos, no editorial ...
Li esse editorial ontem.
É certo que precisamos de cabeças pensantes - especialistas em engenharia de tráfego - tomando a iniciativa de levar ao Congresso Nacional ou ao CONTRAN, propostas tecnicamente viáveis.
A poluição é um problema? Acredito que somente na frota antiga que está rodando há alguns anos com escapamentos violados de terceira categoria. Inspeção veicular nelas. Não dá pra ficar adiando essa iniciativa nas outras capitais ad infinitum.
A fluidez do trânsito está mudando? Coloquem os engenheiros de tráfego para trabalhar; muitos deles tem ou tiveram motos. E se as soluções para carros e caminhões tem saído com regular frequência, porque não para as motos?
Há muitos acidentes? Mera consequência de um círculo vicioso de falhas. Mudanças no CONTRAN e sociedade civil caindo de pau pra evitar paspalhonices.
A experiência da BHtrans em Belo Horizonte em planejamento de tráfego é muito boa. Resta dar um salto qualitativo com respaldo em outra legislação de trânsito. Impedir as motos de circular entre carros de forma não cautelosa, sob pena de multa, pode ser uma saída. Mas há muito mais a fazer.
O transporte público melhor é obrigação do poder público e não guarda relação direta com as motos.
É certo que precisamos de cabeças pensantes - especialistas em engenharia de tráfego - tomando a iniciativa de levar ao Congresso Nacional ou ao CONTRAN, propostas tecnicamente viáveis.
A poluição é um problema? Acredito que somente na frota antiga que está rodando há alguns anos com escapamentos violados de terceira categoria. Inspeção veicular nelas. Não dá pra ficar adiando essa iniciativa nas outras capitais ad infinitum.
A fluidez do trânsito está mudando? Coloquem os engenheiros de tráfego para trabalhar; muitos deles tem ou tiveram motos. E se as soluções para carros e caminhões tem saído com regular frequência, porque não para as motos?
Há muitos acidentes? Mera consequência de um círculo vicioso de falhas. Mudanças no CONTRAN e sociedade civil caindo de pau pra evitar paspalhonices.
A experiência da BHtrans em Belo Horizonte em planejamento de tráfego é muito boa. Resta dar um salto qualitativo com respaldo em outra legislação de trânsito. Impedir as motos de circular entre carros de forma não cautelosa, sob pena de multa, pode ser uma saída. Mas há muito mais a fazer.
O transporte público melhor é obrigação do poder público e não guarda relação direta com as motos.






