VALIDADE DE ÓLEO NO MOTOR. MITO OU VERDADE
Re: VALIDADE DE ÓLEO NO MOTOR. MITO OU VERDADE
Eu nao tenho esse problema na minha moto pq a recomendação é troca a cada 1500km de fabrica, porem os mecanicos vivem falando para trocar com 1000kmm entao troco entre 1000 e 1500km no máximo.
Agora o carro eu uso muito pouco (so nos finds ou chuva)...entao em uns 6 meses.. so rodei uns 3000km, sendo que coloco oleo para 5000km (menor que tem para carro), então de toda forma sempre acabo trocando pelo tempo mesmo, e sempre tive essa duvida da validade se é real!
Agora o carro eu uso muito pouco (so nos finds ou chuva)...entao em uns 6 meses.. so rodei uns 3000km, sendo que coloco oleo para 5000km (menor que tem para carro), então de toda forma sempre acabo trocando pelo tempo mesmo, e sempre tive essa duvida da validade se é real!

FILIPE
[EX] CBR 450 SR 1993 [EX] NXR 125 kS 2004 Bros [EX] XRE 300 ABS 2011
Agora no MSM!

AVISO
Por razões de segurança, a gerência agradece que não alimentem as aves.
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- EduLeitão
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Re: VALIDADE DE ÓLEO NO MOTOR. MITO OU VERDADE
ando muito tranquilo, sem levantar muito giro, sem acelerar tudo, bem modo freira mesmo... destes 1200 km rodados uns 300km que foi acelerando tudo da moto mesmo (andando com o pessoal nas serrinhas aqui da regiao)...RAlves escreveu:EduLeitão escreveu:ybrEuclides escreveu:Qual é a moto?
Leitao,
Depende do uso. Se tu gosta de acelerar, o oleo fode rapidinho.
Se anda de boa, o oleo demora mais pra estragar.
Pelo jeito vc deve andar bem civilizadamente, entao nem esquenta. Troca de 1500 em 1500... 1l so de oleo nao vai arrombar seu orcamento.
vou trocar de 1500 em 1500 entao... (praticamente a cada 3 tanques completos)
YBR125ED, YS250, XTZ250X, NXR150ES, ZXR300, GSF650S, GSX1300R, ER6NABS, CBX250, G650GS Sertão.... XL883N
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Euclides
Re: VALIDADE DE ÓLEO NO MOTOR. MITO OU VERDADE
Qual a recomendação do manual?
Re: VALIDADE DE ÓLEO NO MOTOR. MITO OU VERDADE
Até o momento não encontrei material que convença trocar o óleo em milhares de km fora o recomendado no manual.Euclides escreveu:Qual a recomendação do manual?
Vale o que o Itadeu comentou... se for analisar o óleo com instrumento é confiável, agora com o dedo do frenstista, cor do óleo e outras crenças mais...
Abs
- EduLeitão
- Dinossauro
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Re: VALIDADE DE ÓLEO NO MOTOR. MITO OU VERDADE
estou sem o manual dela.. baixei uns que foram publicados na europa (ingles e portugues de portugal).. e sinceramente nem li esta parte ainda...
YBR125ED, YS250, XTZ250X, NXR150ES, ZXR300, GSF650S, GSX1300R, ER6NABS, CBX250, G650GS Sertão.... XL883N
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Euclides
Re: VALIDADE DE ÓLEO NO MOTOR. MITO OU VERDADE
As que tenho na empresa o manual recomenda a troca a cada 1k. É como faço. Não sei se as mais novas são diferentes.EduLeitão escreveu:estou sem o manual dela.. baixei uns que foram publicados na europa (ingles e portugues de portugal).. e sinceramente nem li esta parte ainda...
-
Johnny Park
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Re: VALIDADE DE ÓLEO NO MOTOR. MITO OU VERDADE
O manual da minha diz 3k ou 6 meses, mas a minha já é a Factor.Euclides escreveu:As que tenho na empresa o manual recomenda a troca a cada 1k. É como faço. Não sei se as mais novas são diferentes.EduLeitão escreveu:estou sem o manual dela.. baixei uns que foram publicados na europa (ingles e portugues de portugal).. e sinceramente nem li esta parte ainda...
Yamaha Factor 125 ED 08/09
- Juliano Assimila
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Re: VALIDADE DE ÓLEO NO MOTOR. MITO OU VERDADE
Gente
Óleo mineral vence com 6 meses e deve ser trocado por km ou tempo, o que vencer antes. Já o sintético só vence por kilometragem, não por tempo. Sem querer bancar o metido, digo que trabalho em companhia petrolífera e sei do que digo, pois foi instrução que recebi aqui mesmo.
Óleo mineral vence com 6 meses e deve ser trocado por km ou tempo, o que vencer antes. Já o sintético só vence por kilometragem, não por tempo. Sem querer bancar o metido, digo que trabalho em companhia petrolífera e sei do que digo, pois foi instrução que recebi aqui mesmo.
Re: VALIDADE DE ÓLEO NO MOTOR. MITO OU VERDADE
Sério???Juliano Assimila escreveu:Gente
Óleo mineral vence com 6 meses e deve ser trocado por km ou tempo, o que vencer antes. Já o sintético só vence por kilometragem, não por tempo. Sem querer bancar o metido, digo que trabalho em companhia petrolífera e sei do que digo, pois foi instrução que recebi aqui mesmo.
Spidiiii
De Biz na Patagônia 2013
De Biz na Patagônia 2013
- Juliano Assimila
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Re: VALIDADE DE ÓLEO NO MOTOR. MITO OU VERDADE
Sim, sério.
-
Euclides
Re: VALIDADE DE ÓLEO NO MOTOR. MITO OU VERDADE
Óleo errado funde motor
Entrevista: Remo Lucioli Materia fornecida pela GF LUB – Distribuidora Shell (15) 3543.9000
Desde 1997, algumas montadoras brasileiras passaram a adotar motores de “alta rotação”, que estão “fundindo” prematuramente devido principalmente ao uso de óleo errado. A afirmação é do especialista
em lubrificantes automotivos, Remo Lucioli, que é representante no Brasil da empresa inglesa Lubricants Search Sistem e consultor para Minas Gerais dos fabricantes dos lubrificantes Elf. Total e Fina.
Remo que já trabalha também como consultor técnico para a empresa espanhola Repsol, é um estudioso do assunto e atualmente viaja pelo Brasil dando palestras em empresas frotistas, concessionárias,
oficinas e centros automotivos sobre a importância de se usar o óleo correto para cada motor.
Estado de Minas- O que são motores de ”alta rotação”?
Remo Lucioli- São motores a combustão (a gasolina, álcool ou gás) que operam em regimes de rotação acima de 5.000 rpm e motores a explosão (diesel) que trabalham em regimes de rotação acima de
3.000 rpm. Podemos dizer que são motores ecologicamente corretos, pois boa parte da energia que produzem vem da transformação de energia cinética em energia potencial.
Pergunta - Em que se baseia esta tecnologia?
Remo - O conceito desta tecnologia está em reduzir a cilindrada para diminuir o volume de gases poluentes produzido em cada ciclo do motor; aumentar as rotações do motor, para aumentar a produção
de energia cinética; aproveitar a energia cinética produzida, transformando-a em energia potencial.
Pergunta - Como surgiram estes motores?
Remo - É preciso voltar à década de 80 para explicar as transformações. Naquela época, o aumento da produção e comercialização de veículos automotores levou o governo e as organizações
ambientalistas a proporem mudanças na legislação ambiental com finalidade de diminuir os efeitos da poluição provocada pelas emissões veiculares. Na década de 90, a indústria européia, direcionou seus projetos de motores para a tecnologia de alta rotação, visando tanto a redução de poluentes emitidos por estes motores quanto a economia de combustível. Esta solução também foi adotada pelos fabricantes
de motores asiáticos e sul-americanos (a maiorias dos projetos de motores adotados no Brasil são projetos europeus).
Pergunta - Quando estes motores de “alta rotação” chegaram no Brasil?
Remo - Pode se dizer que a partir de 1997, a indústria automobilística nacional passou a produzir motores de “alta rotação”. A Volkswagen, por exemplo, adotou os Mil nos Gol e Parati; a Fiat entrou
com o 1.6 16V no Pálio, e a Ford passou a adotar as Endura e Zetec no Ka, Fiesta e Escort.
Pergunta - Por que a chegada destes motores coincide com o início de uma maio quantidade de problemas de lubrificação nos motores?
Remo - Houve uma mudança também no conceito de lubrificação. A explicação é técnica. Nos motores de alta rotação ocorrem mais combustões ou explosões que nos motores de baixa rotação. Se observarmos
o mesmo espaço de tempo. Portanto, nos motores de alta rotação é gerada maior quantidade de calor que nos motores de baixa rotação. Desta forma torna se necessário que o calor produzido
nestes motores seja dicipado de maneira mais rápida e eficiente que nos motores de baixa. Por este motivo, a bomba de óleo destes motores precisa Ter pressão e vazão bem altas, para circular o lubrificante
com rapidez chegando a circular em um minuto mais de 7 vezes o volume total do óleo existente no cárter, quando o motor estiver acima de 5.000rpm. A bomba de óleo deve manter os mancais pressurizados adequadamente na alta rotação. Por estes motivos o óleo lubrificante utilizado nestes motores deverá ser o
mais fino possível (“leve”) e ter uma altíssima resistência térmica, além de um elevado índice de viscosidade, para resistir ao afinamento e engrossamento constantes, pois o óleo é principal na retirada
de calor gerada nas câmaras de combustão ou explosão. Vale dizer que quanto mais rápido girar
o motor mais rápido o óleo terá que circular para resfriar o calor produzido.
Pergunta - Na sua opinião, estes novos motores exigiram novos óleos e um cuidado especial dos motoristas na manutenção, aos quais eles não estavam acostumados?
Remo - Os motores de alta rotação adotam óleos bem diferentes daqueles adotados em motores de baixa rotação, que podiam utilizar óleos mais “grossos” sem maiores problemas, desde que o óleo
tivesse qualidade. Nos motores de alta rotação exigem óleos com IV (índice de viscosidade) maior. O IV é que determina a resistência do óleo ao afinamento e engrossamento quando ele é exposto a uma variação de temperatura. O uso de óleo fora dessas especificações permite o contato entre as peças móveis do motor, gerando atrito que produzirá desgaste e calor excessivo, podendo fundir o motor. Ou seja o óleo errado não cumpre a sua função de lubrificar e resfriar. Por isso, o motorista tem que estar atento para as
especificações e não pedir apenas o óleo mais barato na hora de trocar.
Pergunta - O problema então seria o uso de óleos mais “grossos”?
Remo - Exatamente, Estes óleos mais grossos (“pesados”) irão forçar a bomba de óleo provocando uma sensível diminuição de sua vida útil, diminuindo a pressão e a vazão. Isto acabará por provocar o espessamento (“oxidação”) do óleo e entupimento dos canais de lubrificação, o que trará danos gravíssimos aos componentes móveis, levando a fundir por deficiência de lubrificação.
Pegunta - Muitos especialistas atribuem o problema ao prolongamento da troca do filtro de óleo e à contaminação do óleo por combustível adulterado. Você concorda com isso?Remo - Quanto ao filtro de óleo, concordo, pois ao trocar o óleo é fundamental trocar também o filtro porque ele vai acumulando toda a espécie de sujeira que circula pelo motor. Se o motorista prolongar
demais a troca, além de provocar danos na bomba de óleo, poderá fazer com que a válvula de alívio do filtro libere de uma só vez toda a sujeira que ela reteu, obstruindo os canais de lubrificação e provocando
o travamento do motor. Quanto à contaminação , ela representa muito pouco em todo o processo. Acredito que a “borra” em que se transforma o óleo é conseqüência do calor gerado pelo atrito,
que fritou o óleo, provocando a sua oxidação (engrossamento), isto é, a “borra”.
Pergunta - Como o consumidor deve proceder para não utilizar um óleo inadequado ?
Remo -Deverá em primeiro lugar consultar o manual do veículo. Se isto não for possível, ele pode seguir algumas recomendações. Em geral o proprietário de um veículo importado produzido a partir
de 1990, De um nacional produzido a partir de 1997, ou de qualquer veículo com motor
equipado com cabeçote multiválvulas deverá usar um óleo mais “fino”, cuja a viscosidade seja SAE 15W/X - 10W/X ou 5W/X. Alem da viscosidade, deverá ser observado o grau de serviço através das
especificações ACEA2 ou superior e APISJ ou superior. Quanto a natureza dos óleos deverá dar preferencias aos óleos produzidos com base sintética. Estas informações devem ser verificadas nas embalagens do óleo. Em hipótese alguma, o motorista deverá utilizar aditivos junto com o óleo do motor.
Pergunta -Qual é o período para troca de óleo dos motores de alta rotação ?
Remo -Atualmente os fabricantes têm recomendados longos períodos para troca, porém esses períodos estão vinculadas a uma determinada forma de utilização do veículo. Ou seja, um veículo que
circula 70% do tempo em vias asfaltadas poderá trocar o óleo com maior quilometragem que um veículo que roda 70% do tempo em tráfego urbano ou estradas de terra. Normalmente o usuário não presta
atenção a essas recomendações e acaba usando o óleo acima do limite permitido, o que seguramente lhe trará sérios problemas. Não devemos esquecer ainda, que, independente da quilometragem ou
do regime de utilização, o óleo do motor deverá ser trocado no máximo a cada 6 meses.
Pergunta -O motorista pode completar o nível com outro tipo de óleo ?
Remo -Todo o motor consome óleo. Os valores tidos como aceitáveis giram em torno de 200ml/300ml por 1.000Km. Se tomarmos como base o período de troca como 10.000kms (ou 6 meses) o motorista terá colocado 2 litros de óleo novo nesse período, o que representa cerca de 60% do volume do cárter (tomando como base um cárter de 3,5 litros) se for tomado como base o período de 15.000kms, o
motorista terá trocado todo óleo do cárter. De que adianta ter tanto cuidado ao adotar o óleo correto se o motorista completa com outro tipo de óleo, ou seja, um óleo inadequado ? Se completar com um óleo
que tenha as mesmas especificações, de marca diferente, não tem nenhum problema.
Fonte: http://www.abbabatatabrasileira.com.br/r
Entrevista: Remo Lucioli Materia fornecida pela GF LUB – Distribuidora Shell (15) 3543.9000
Desde 1997, algumas montadoras brasileiras passaram a adotar motores de “alta rotação”, que estão “fundindo” prematuramente devido principalmente ao uso de óleo errado. A afirmação é do especialista
em lubrificantes automotivos, Remo Lucioli, que é representante no Brasil da empresa inglesa Lubricants Search Sistem e consultor para Minas Gerais dos fabricantes dos lubrificantes Elf. Total e Fina.
Remo que já trabalha também como consultor técnico para a empresa espanhola Repsol, é um estudioso do assunto e atualmente viaja pelo Brasil dando palestras em empresas frotistas, concessionárias,
oficinas e centros automotivos sobre a importância de se usar o óleo correto para cada motor.
Estado de Minas- O que são motores de ”alta rotação”?
Remo Lucioli- São motores a combustão (a gasolina, álcool ou gás) que operam em regimes de rotação acima de 5.000 rpm e motores a explosão (diesel) que trabalham em regimes de rotação acima de
3.000 rpm. Podemos dizer que são motores ecologicamente corretos, pois boa parte da energia que produzem vem da transformação de energia cinética em energia potencial.
Pergunta - Em que se baseia esta tecnologia?
Remo - O conceito desta tecnologia está em reduzir a cilindrada para diminuir o volume de gases poluentes produzido em cada ciclo do motor; aumentar as rotações do motor, para aumentar a produção
de energia cinética; aproveitar a energia cinética produzida, transformando-a em energia potencial.
Pergunta - Como surgiram estes motores?
Remo - É preciso voltar à década de 80 para explicar as transformações. Naquela época, o aumento da produção e comercialização de veículos automotores levou o governo e as organizações
ambientalistas a proporem mudanças na legislação ambiental com finalidade de diminuir os efeitos da poluição provocada pelas emissões veiculares. Na década de 90, a indústria européia, direcionou seus projetos de motores para a tecnologia de alta rotação, visando tanto a redução de poluentes emitidos por estes motores quanto a economia de combustível. Esta solução também foi adotada pelos fabricantes
de motores asiáticos e sul-americanos (a maiorias dos projetos de motores adotados no Brasil são projetos europeus).
Pergunta - Quando estes motores de “alta rotação” chegaram no Brasil?
Remo - Pode se dizer que a partir de 1997, a indústria automobilística nacional passou a produzir motores de “alta rotação”. A Volkswagen, por exemplo, adotou os Mil nos Gol e Parati; a Fiat entrou
com o 1.6 16V no Pálio, e a Ford passou a adotar as Endura e Zetec no Ka, Fiesta e Escort.
Pergunta - Por que a chegada destes motores coincide com o início de uma maio quantidade de problemas de lubrificação nos motores?
Remo - Houve uma mudança também no conceito de lubrificação. A explicação é técnica. Nos motores de alta rotação ocorrem mais combustões ou explosões que nos motores de baixa rotação. Se observarmos
o mesmo espaço de tempo. Portanto, nos motores de alta rotação é gerada maior quantidade de calor que nos motores de baixa rotação. Desta forma torna se necessário que o calor produzido
nestes motores seja dicipado de maneira mais rápida e eficiente que nos motores de baixa. Por este motivo, a bomba de óleo destes motores precisa Ter pressão e vazão bem altas, para circular o lubrificante
com rapidez chegando a circular em um minuto mais de 7 vezes o volume total do óleo existente no cárter, quando o motor estiver acima de 5.000rpm. A bomba de óleo deve manter os mancais pressurizados adequadamente na alta rotação. Por estes motivos o óleo lubrificante utilizado nestes motores deverá ser o
mais fino possível (“leve”) e ter uma altíssima resistência térmica, além de um elevado índice de viscosidade, para resistir ao afinamento e engrossamento constantes, pois o óleo é principal na retirada
de calor gerada nas câmaras de combustão ou explosão. Vale dizer que quanto mais rápido girar
o motor mais rápido o óleo terá que circular para resfriar o calor produzido.
Pergunta - Na sua opinião, estes novos motores exigiram novos óleos e um cuidado especial dos motoristas na manutenção, aos quais eles não estavam acostumados?
Remo - Os motores de alta rotação adotam óleos bem diferentes daqueles adotados em motores de baixa rotação, que podiam utilizar óleos mais “grossos” sem maiores problemas, desde que o óleo
tivesse qualidade. Nos motores de alta rotação exigem óleos com IV (índice de viscosidade) maior. O IV é que determina a resistência do óleo ao afinamento e engrossamento quando ele é exposto a uma variação de temperatura. O uso de óleo fora dessas especificações permite o contato entre as peças móveis do motor, gerando atrito que produzirá desgaste e calor excessivo, podendo fundir o motor. Ou seja o óleo errado não cumpre a sua função de lubrificar e resfriar. Por isso, o motorista tem que estar atento para as
especificações e não pedir apenas o óleo mais barato na hora de trocar.
Pergunta - O problema então seria o uso de óleos mais “grossos”?
Remo - Exatamente, Estes óleos mais grossos (“pesados”) irão forçar a bomba de óleo provocando uma sensível diminuição de sua vida útil, diminuindo a pressão e a vazão. Isto acabará por provocar o espessamento (“oxidação”) do óleo e entupimento dos canais de lubrificação, o que trará danos gravíssimos aos componentes móveis, levando a fundir por deficiência de lubrificação.
Pegunta - Muitos especialistas atribuem o problema ao prolongamento da troca do filtro de óleo e à contaminação do óleo por combustível adulterado. Você concorda com isso?Remo - Quanto ao filtro de óleo, concordo, pois ao trocar o óleo é fundamental trocar também o filtro porque ele vai acumulando toda a espécie de sujeira que circula pelo motor. Se o motorista prolongar
demais a troca, além de provocar danos na bomba de óleo, poderá fazer com que a válvula de alívio do filtro libere de uma só vez toda a sujeira que ela reteu, obstruindo os canais de lubrificação e provocando
o travamento do motor. Quanto à contaminação , ela representa muito pouco em todo o processo. Acredito que a “borra” em que se transforma o óleo é conseqüência do calor gerado pelo atrito,
que fritou o óleo, provocando a sua oxidação (engrossamento), isto é, a “borra”.
Pergunta - Como o consumidor deve proceder para não utilizar um óleo inadequado ?
Remo -Deverá em primeiro lugar consultar o manual do veículo. Se isto não for possível, ele pode seguir algumas recomendações. Em geral o proprietário de um veículo importado produzido a partir
de 1990, De um nacional produzido a partir de 1997, ou de qualquer veículo com motor
equipado com cabeçote multiválvulas deverá usar um óleo mais “fino”, cuja a viscosidade seja SAE 15W/X - 10W/X ou 5W/X. Alem da viscosidade, deverá ser observado o grau de serviço através das
especificações ACEA2 ou superior e APISJ ou superior. Quanto a natureza dos óleos deverá dar preferencias aos óleos produzidos com base sintética. Estas informações devem ser verificadas nas embalagens do óleo. Em hipótese alguma, o motorista deverá utilizar aditivos junto com o óleo do motor.
Pergunta -Qual é o período para troca de óleo dos motores de alta rotação ?
Remo -Atualmente os fabricantes têm recomendados longos períodos para troca, porém esses períodos estão vinculadas a uma determinada forma de utilização do veículo. Ou seja, um veículo que
circula 70% do tempo em vias asfaltadas poderá trocar o óleo com maior quilometragem que um veículo que roda 70% do tempo em tráfego urbano ou estradas de terra. Normalmente o usuário não presta
atenção a essas recomendações e acaba usando o óleo acima do limite permitido, o que seguramente lhe trará sérios problemas. Não devemos esquecer ainda, que, independente da quilometragem ou
do regime de utilização, o óleo do motor deverá ser trocado no máximo a cada 6 meses.
Pergunta -O motorista pode completar o nível com outro tipo de óleo ?
Remo -Todo o motor consome óleo. Os valores tidos como aceitáveis giram em torno de 200ml/300ml por 1.000Km. Se tomarmos como base o período de troca como 10.000kms (ou 6 meses) o motorista terá colocado 2 litros de óleo novo nesse período, o que representa cerca de 60% do volume do cárter (tomando como base um cárter de 3,5 litros) se for tomado como base o período de 15.000kms, o
motorista terá trocado todo óleo do cárter. De que adianta ter tanto cuidado ao adotar o óleo correto se o motorista completa com outro tipo de óleo, ou seja, um óleo inadequado ? Se completar com um óleo
que tenha as mesmas especificações, de marca diferente, não tem nenhum problema.
Fonte: http://www.abbabatatabrasileira.com.br/r
- neubert_bh
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Re: VALIDADE DE ÓLEO NO MOTOR. MITO OU VERDADE
Salve amigos do M@D, tudo na paz?
Pessoal, este lance de Oleo é um assunto que esquenta a cabeça de qualquer motociclista apaixonado pela sua moto. Digo isso por que nós ficamos sempre preocupados com a Saúde do motor das nossas meninas.
Eu mesmo estou tendo uma dúvida cruel sobre qual oleo usar na minha viraguinho, pois como eu uso ela no meu dia a dia (rodando cerca de 80km por dia). Eu tenho notado que o motor deste tipo de moto tende a esquentar muito no transito. Fazendo assim com que o oleo mineral degrade perdendo as suas qualidades lubrificantes. No entanto o Oleo sintético não teria essa perda que o mineral tem.
A pergunta é: Eu posso trocar o Oleo do meu motor de Mineral para Sintético? Aquele papo de que se vc colocar oleo sintético em uma moto que já roda com oleo mineral, pode causar borra no moto e tal é verdade ou mito.
Eu prefiro desembolsar 5 reais a mais na troca de oleo e manter o motor da minha moto saudavel e bem lubrificado do que ficar sempre com a pulga atrás da orelha.
Se o motor dela não esquentasse assim, eu até não pensaria em usar oleo sintético.
Pessoal, este lance de Oleo é um assunto que esquenta a cabeça de qualquer motociclista apaixonado pela sua moto. Digo isso por que nós ficamos sempre preocupados com a Saúde do motor das nossas meninas.
Eu mesmo estou tendo uma dúvida cruel sobre qual oleo usar na minha viraguinho, pois como eu uso ela no meu dia a dia (rodando cerca de 80km por dia). Eu tenho notado que o motor deste tipo de moto tende a esquentar muito no transito. Fazendo assim com que o oleo mineral degrade perdendo as suas qualidades lubrificantes. No entanto o Oleo sintético não teria essa perda que o mineral tem.
A pergunta é: Eu posso trocar o Oleo do meu motor de Mineral para Sintético? Aquele papo de que se vc colocar oleo sintético em uma moto que já roda com oleo mineral, pode causar borra no moto e tal é verdade ou mito.
Eu prefiro desembolsar 5 reais a mais na troca de oleo e manter o motor da minha moto saudavel e bem lubrificado do que ficar sempre com a pulga atrás da orelha.
Se o motor dela não esquentasse assim, eu até não pensaria em usar oleo sintético.
Lobo Insólito
Neubert Borges
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Re: VALIDADE DE ÓLEO NO MOTOR. MITO OU VERDADE
Essa doeu...... escreveu:...Desta forma torna se necessário que o calor produzido nestes motores seja dicipado de maneira mais rápida e eficiente que nos motores de baixa. ...

Editado pela última vez por Saurus em 09 Jul 2010, 16:59, em um total de 1 vez.
Nihil ego fecit. Sic erat cvm ego ad hic.
Ad corniger omnes poena parva est.
Timet farcimen canis icti per serpens.
Non posse avxilivm pertvrbare. Ad participandvm svmmvm est.
Nvllo desiderio qvi pictis zebra mirari reliqvvm tinxere.
Melivs est qvam contendere cooperandi
Ad corniger omnes poena parva est.
Timet farcimen canis icti per serpens.
Non posse avxilivm pertvrbare. Ad participandvm svmmvm est.
Nvllo desiderio qvi pictis zebra mirari reliqvvm tinxere.
Melivs est qvam contendere cooperandi
- Saurus
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Re: VALIDADE DE ÓLEO NO MOTOR. MITO OU VERDADE
Se você retirar todo o óleo mineral antes de passar a usar o sintético, sem problemas. Troque todo o óleo (deixe bastante tempo pingando) e o filtro de óleo.neubert_bh escreveu:Salve amigos do M@D, tudo na paz?
Pessoal, este lance de Oleo é um assunto que esquenta a cabeça de qualquer motociclista apaixonado pela sua moto. Digo isso por que nós ficamos sempre preocupados com a Saúde do motor das nossas meninas.
Eu mesmo estou tendo uma dúvida cruel sobre qual oleo usar na minha viraguinho, pois como eu uso ela no meu dia a dia (rodando cerca de 80km por dia). Eu tenho notado que o motor deste tipo de moto tende a esquentar muito no transito. Fazendo assim com que o oleo mineral degrade perdendo as suas qualidades lubrificantes. No entanto o Oleo sintético não teria essa perda que o mineral tem.
A pergunta é: Eu posso trocar o Oleo do meu motor de Mineral para Sintético? Aquele papo de que se vc colocar oleo sintético em uma moto que já roda com oleo mineral, pode causar borra no moto e tal é verdade ou mito.
Eu prefiro desembolsar 5 reais a mais na troca de oleo e manter o motor da minha moto saudavel e bem lubrificado do que ficar sempre com a pulga atrás da orelha.
Se o motor dela não esquentasse assim, eu até não pensaria em usar oleo sintético.
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Euclides
Re: VALIDADE DE ÓLEO NO MOTOR. MITO OU VERDADE
Mas bem que vc poderia tirar meu nome daí, né?Saurus escreveu:Essa doeu...Euclides escreveu:...Desta forma torna se necessário que o calor produzido nestes motores seja dicipado de maneira mais rápida e eficiente que nos motores de baixa. ...
- Saurus
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Re: VALIDADE DE ÓLEO NO MOTOR. MITO OU VERDADE
Tá bom, tiôôô.... Já editei...Euclides escreveu:Mas bem que vc poderia tirar meu nome daí, né?Saurus escreveu:Essa doeu...... escreveu:...Desta forma torna se necessário que o calor produzido nestes motores seja dicipado de maneira mais rápida e eficiente que nos motores de baixa. ...
Nihil ego fecit. Sic erat cvm ego ad hic.
Ad corniger omnes poena parva est.
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Melivs est qvam contendere cooperandi
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Jota
Re: VALIDADE DE ÓLEO NO MOTOR. MITO OU VERDADE
o dicipado foi foda, mas o reteu tb não fica atrás...
Re: VALIDADE DE ÓLEO NO MOTOR. MITO OU VERDADE
Na XT66 está consumindo perto de 400 ml a cada 5 kkm... estou dentro da faixa seguraEuclides escreveu:Óleo errado funde motor
Entrevista: Remo Lucioli Materia fornecida pela GF LUB – Distribuidora Shell (15) 3543.9000
Pergunta -O motorista pode completar o nível com outro tipo de óleo ?
Remo -Todo o motor consome óleo. Os valores tidos como aceitáveis giram em torno de 200ml/300ml por 1.000Km. Se tomarmos como base o período de troca como 10.000kms (ou 6 meses) o motorista terá colocado 2 litros de óleo novo nesse período, o que representa cerca de 60% do volume do cárter (tomando como base um cárter de 3,5 litros) se for tomado como base o período de 15.000kms, o
motorista terá trocado todo óleo do cárter. De que adianta ter tanto cuidado ao adotar o óleo correto se o motorista completa com outro tipo de óleo, ou seja, um óleo inadequado ? Se completar com um óleo
que tenha as mesmas especificações, de marca diferente, não tem nenhum problema.
Fonte: http://www.abbabatatabrasileira.com.br/r
Lá se vão 13 anos e ainda está difícil se organizar em qual óleo e qual a quantidade de km rodados para saber o momento da troca... tem muita gente lucrando com essa dúvida
- Saurus
- Mito
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Re: VALIDADE DE ÓLEO NO MOTOR. MITO OU VERDADE
Barah, apenas siga o "manuel do própriotário". Esqueça esse lance de encasquetar com quem tá ganhando dindin na parada. O único que não ganha somos nós consumidores.
Nihil ego fecit. Sic erat cvm ego ad hic.
Ad corniger omnes poena parva est.
Timet farcimen canis icti per serpens.
Non posse avxilivm pertvrbare. Ad participandvm svmmvm est.
Nvllo desiderio qvi pictis zebra mirari reliqvvm tinxere.
Melivs est qvam contendere cooperandi
Ad corniger omnes poena parva est.
Timet farcimen canis icti per serpens.
Non posse avxilivm pertvrbare. Ad participandvm svmmvm est.
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Melivs est qvam contendere cooperandi
Re: VALIDADE DE ÓLEO NO MOTOR. MITO OU VERDADE
CG 150 2010 recomenda troca a cada 4 mil km (!)
eu troco com 2 mil km. tiro ai 50% por conta da gasola classe A e boa. 1L de óleo, sem filtro, ninguém sofre.
Agora, esse lance da troca por tempo me interessa por conta do carro... eu sempre troco com 6 meses, mas precisa mesmo?
[]s
eu troco com 2 mil km. tiro ai 50% por conta da gasola classe A e boa. 1L de óleo, sem filtro, ninguém sofre.
Agora, esse lance da troca por tempo me interessa por conta do carro... eu sempre troco com 6 meses, mas precisa mesmo?
[]s
orgulho de ser CGzeiro!





