Pilotando na chuva
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Pilotando na chuva
Nesse último findi do feriado de 7 de setembro dei uma chegada relâmpago em Brasília. Fui sexta de aerobus, aproveitei pra conhecer meu primeiro sobrinho, mas sábado de manhã já estava na estrada trazendo a GS500 de volta pra Porto Alegre. O fato de ter ficado a maior parte do tempo parada na garagem do pai deve ter sido a causa de algumas falhas na alimentação durante a viagem, principalmente nos 2 primeiros dias. Ocorria geralmente quando atingia os 140km/h. Nas 2 primeiras vezes cheguei a parar no acostamento, mas depois peguei a manha, era só diminuir pra 80 ou 100km/h e dar umas aliviadas, soltando o acelerador, e a alimentação normalizava. Também percebi que mantendo em 120/h o problema praticamente não ocorria. No 2o. dia botei um Badahl no tanque e melhorou, no 3o. dia quase não senti o problema. Durante a viagem acho que o problema deve ter ocorrido umas 10 vezes.
A previsão era de bastante chuva em quase todo o trajeto, mas nos 2 primeiros dias até foi pouca chuva, menos de 1h em cada dia. A GS está com um BT45 atrás, e desde que o coloquei comecei a sentir uma fácil tendência de escorregar a traseira, leve e gradual no seco, mas bem forte no molhado. Sentia bem mais confiança antes no Sport Demon. Então por causa disso comecei a experimentar um pêndulo diferente, com o objetivo de manter a moto o mais vertical possível. Para fazer isso, meio que intuitivamente comecei a botar o tronco o máximo possível para dentro da curva, e ao mesmo tempo mantendo o guidão o máximo possível distante do tronco, ficando com o braço de fora quase esticado. Dentre as figuras abaixo, seria parecido com a última posição, sentado no banco, mas com o tronco mais inclinado e a moto menos inclinada. Não sei o quanto isso diminuiu a inclinação da moto nas curvas, mesmo sem mover o quadril, mas tive a impressão de a moto estar muito mais na vertical, e com certeza me deu muito mais confiança nas curvas.

Ao entrar no RS, além de a chuva ter aumentado, as curvas foram ficando cada vez mais fechadas. Foi então que a brincadeira foi ficando cada vez mais divertida. Comecei também a usar mais o quadril junto com o tronco para dentro da curva, agora sim usando uma posição bem parecida com a terceira foto da figura, talvez com o tronco até um pouco mais projetado para longe da moto (antes nos pêndulos usava uma posição mais parecida com a da 4a. foto, com o tronco mais próximo à moto). Nas aprocimações de curva, redução de marchas e freio traseiro, as vezes até já dentro da curva, claro, muito de leve. Freio dianteiro, quase nunca, só quando em linha reta e apenas complementando a frenagem traseira. Fiquei impressionado mesmo com a facilidade com que fazia as curvas, as vezes sentindo o pneu traseiro perdendo a aderência, literalmente sambando nas reacelerações, mas parecia totalmente controlável. Era curioso, pois ao mesmo tempo que sabia que estava mais rápido do que de costume na chuva, e sabendo dos riscos disso, me sentia mais confortável do que em outras vezes que pilotei na serra com chuva. Na verdade sempre gostei de pilotar na chuva, mas nunca tinha me divertido tanto gerenciando a falta de aderência e o medo inerentes.
Ironicamente na estrada foi tudo tranquilo, sem sustos, mas no trecho urbano de Caxias quase tomei um belo capote, e nem estava chovendo no momento, embora a pista estivesse meio molhada e suja. Num dos semáforos do trecho urbano da BR, num leve declive, o sinal fechou e quando fui diminuir senti como se a moto disparasse deslizando, descontrolada. Não sei se foi óleo, não foi sensação de travamento de roda, a moto parecia completamente solta, sem sofrer ação alguma do motor, parecia até que estava no neutro. Náo sei como consegui controlar, a moto foi indo a uns 30 km/h entre o meio-fio e os carros, o asfalto era bem irregular e a moto balançou muito. Passei por uma fila de uns 5 carros dessa forma, e ao passá-los fui dando leves toques no freio traseiro, conseguindo parar uns 7m depois do último carro, exatamente embaixo do semáforo vermelho. Putz... que alívio!
Apesar do cagaço, realizei que aquilo foi algum fato isolado, não causado por imprudência minha, então consegui eliminar o medo no restante do trajeto e continuei pilotando como estava antes. Odeio dirigir ou pilotar com medo, foi sempre nesses momentos em que fiz alguma cagada. Chegando na Grande Porto Alegre, da elevadas de São Leopoldo vi uma formação de núvens sobre Canoas e Porto Alegre que parecia um grande pelego cinza, tava feio mesmo o tempo. No outro dia fui ver as notícias de que até tornados andaram castigando a Argentina, e depois também SC. Falando nisso, acho que ao sul de Lages, vi uns ventos que me deixaram curioso, pois via a chuva um pouco adiante inclinada pra esquerda, enquanto a vegetação na beira da estrada estava pra direita... ventos circulares???
Mas enfim, queria compartilhar com vocês o lance da pilotagem, talvez para alguns foi só "chover no molhado", mas para mim foi um "breaking point", e achei essa postura de pêndulo bem mais eficaz, não só no molhado mas também no seco.
A previsão era de bastante chuva em quase todo o trajeto, mas nos 2 primeiros dias até foi pouca chuva, menos de 1h em cada dia. A GS está com um BT45 atrás, e desde que o coloquei comecei a sentir uma fácil tendência de escorregar a traseira, leve e gradual no seco, mas bem forte no molhado. Sentia bem mais confiança antes no Sport Demon. Então por causa disso comecei a experimentar um pêndulo diferente, com o objetivo de manter a moto o mais vertical possível. Para fazer isso, meio que intuitivamente comecei a botar o tronco o máximo possível para dentro da curva, e ao mesmo tempo mantendo o guidão o máximo possível distante do tronco, ficando com o braço de fora quase esticado. Dentre as figuras abaixo, seria parecido com a última posição, sentado no banco, mas com o tronco mais inclinado e a moto menos inclinada. Não sei o quanto isso diminuiu a inclinação da moto nas curvas, mesmo sem mover o quadril, mas tive a impressão de a moto estar muito mais na vertical, e com certeza me deu muito mais confiança nas curvas.

Ao entrar no RS, além de a chuva ter aumentado, as curvas foram ficando cada vez mais fechadas. Foi então que a brincadeira foi ficando cada vez mais divertida. Comecei também a usar mais o quadril junto com o tronco para dentro da curva, agora sim usando uma posição bem parecida com a terceira foto da figura, talvez com o tronco até um pouco mais projetado para longe da moto (antes nos pêndulos usava uma posição mais parecida com a da 4a. foto, com o tronco mais próximo à moto). Nas aprocimações de curva, redução de marchas e freio traseiro, as vezes até já dentro da curva, claro, muito de leve. Freio dianteiro, quase nunca, só quando em linha reta e apenas complementando a frenagem traseira. Fiquei impressionado mesmo com a facilidade com que fazia as curvas, as vezes sentindo o pneu traseiro perdendo a aderência, literalmente sambando nas reacelerações, mas parecia totalmente controlável. Era curioso, pois ao mesmo tempo que sabia que estava mais rápido do que de costume na chuva, e sabendo dos riscos disso, me sentia mais confortável do que em outras vezes que pilotei na serra com chuva. Na verdade sempre gostei de pilotar na chuva, mas nunca tinha me divertido tanto gerenciando a falta de aderência e o medo inerentes.
Ironicamente na estrada foi tudo tranquilo, sem sustos, mas no trecho urbano de Caxias quase tomei um belo capote, e nem estava chovendo no momento, embora a pista estivesse meio molhada e suja. Num dos semáforos do trecho urbano da BR, num leve declive, o sinal fechou e quando fui diminuir senti como se a moto disparasse deslizando, descontrolada. Não sei se foi óleo, não foi sensação de travamento de roda, a moto parecia completamente solta, sem sofrer ação alguma do motor, parecia até que estava no neutro. Náo sei como consegui controlar, a moto foi indo a uns 30 km/h entre o meio-fio e os carros, o asfalto era bem irregular e a moto balançou muito. Passei por uma fila de uns 5 carros dessa forma, e ao passá-los fui dando leves toques no freio traseiro, conseguindo parar uns 7m depois do último carro, exatamente embaixo do semáforo vermelho. Putz... que alívio!
Apesar do cagaço, realizei que aquilo foi algum fato isolado, não causado por imprudência minha, então consegui eliminar o medo no restante do trajeto e continuei pilotando como estava antes. Odeio dirigir ou pilotar com medo, foi sempre nesses momentos em que fiz alguma cagada. Chegando na Grande Porto Alegre, da elevadas de São Leopoldo vi uma formação de núvens sobre Canoas e Porto Alegre que parecia um grande pelego cinza, tava feio mesmo o tempo. No outro dia fui ver as notícias de que até tornados andaram castigando a Argentina, e depois também SC. Falando nisso, acho que ao sul de Lages, vi uns ventos que me deixaram curioso, pois via a chuva um pouco adiante inclinada pra esquerda, enquanto a vegetação na beira da estrada estava pra direita... ventos circulares???
Mas enfim, queria compartilhar com vocês o lance da pilotagem, talvez para alguns foi só "chover no molhado", mas para mim foi um "breaking point", e achei essa postura de pêndulo bem mais eficaz, não só no molhado mas também no seco.
Editado pela última vez por MAD em 13 Set 2009, 16:54, em um total de 1 vez.
Viajaire é preciso...
A curva é a distância mais divertida entre dois pontos
"Os problemas do mundo não podem ser resolvidos por céticos ou cínicos, cujos horizontes se limitam às realidades evidentes. Precisamos de pessoas capazes de imaginar o que nunca existiu." John F. Kennedy
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- Rodrigo Alves
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Re: Pilotando na chuva
Quando chove, eu recorro ao ônibus; mas, já pilotei sob chuva forte.
Para quem pilota moto pequena, como eu, a chuva é algo que torna mais arriscada a pilotagem na estrada. Além do óleo expelido por algumas sucatas que são chamadas de "caminhões" (os L1113 da vida) e que se mistura com a água da chuva, tem também o fato do spray formado pelos veículos e que impregnam a viseira do capacete; há alguns dias, peguei uma chuva na estrada e não enxergava quase nada por causa da água do spray na viseira. Isso sem falar que a moto e o capacete ficam todo sujos após secar a água da chuva.
Conheço gente que usa moto até mesmo em dias de tempestade porque não tem outra opção, inclusive uma guria de Biz (cujos pneus finos são mais propícios a levar a moto no chão durante uma escorregão no asfalto).
Para quem pilota moto pequena, como eu, a chuva é algo que torna mais arriscada a pilotagem na estrada. Além do óleo expelido por algumas sucatas que são chamadas de "caminhões" (os L1113 da vida) e que se mistura com a água da chuva, tem também o fato do spray formado pelos veículos e que impregnam a viseira do capacete; há alguns dias, peguei uma chuva na estrada e não enxergava quase nada por causa da água do spray na viseira. Isso sem falar que a moto e o capacete ficam todo sujos após secar a água da chuva.
Conheço gente que usa moto até mesmo em dias de tempestade porque não tem outra opção, inclusive uma guria de Biz (cujos pneus finos são mais propícios a levar a moto no chão durante uma escorregão no asfalto).
Moto Atual: Honda CG 150 Titan ESD
Veículo alternativo nos dias de chuva: Scania F113HL Busscar Urbanus
Sonho de consumo: Piaggio MP3
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Re: Pilotando na chuva
Seus problemas acabaram, HONDA lança CB 300 com ABS hehehe
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Sou primo irmão do Mano Lima, genro do Xirú Missioneiro e sogro do Porca Véia, mas bah
Bagé@tchê.rs
Se Deus é grande, O MATO É MAIOR
Selamun Aleykun to all friends
- CARLOS-BSB
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Re: Pilotando na chuva
Acho que já falei isso aquí... Ou foi no ClubeXT600.
EU FAÇO CURVA EM PÉ!
Já caí (tombo mais besta do mundo) fazendo curva de retorno com uma XT600 que tive. 
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- MAD
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Re: Pilotando na chuva
Bagé, acho que nem ABS resolveria naquele caso. Pelo que lembro a moto "se foi" antes de eu tocar no freio, foi como se alguém tivesse empurrado ela pela rabeta, e a partir daí é como se estivesse sobre sabão.Bagé escreveu:Seus problemas acabaram, HONDA lança CB 300 com ABS hehehe.
Viajaire é preciso...
A curva é a distância mais divertida entre dois pontos
"Os problemas do mundo não podem ser resolvidos por céticos ou cínicos, cujos horizontes se limitam às realidades evidentes. Precisamos de pessoas capazes de imaginar o que nunca existiu." John F. Kennedy
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Re: Pilotando na chuva
É interessante esse negócio de fazer curvas porque na auto escola os professores (pelo menos os da minha auto escola né, não sei se em todas é assim) falavam para não afastar o joelho da moto porque desequilibra ela nas curvas, mas todos os pilotos profissionais fazem isso e praticamente encostam o joelho no chão em curvas muito fechadas. Desculpem minha ignorância se eu falei alguma besteira, em dias de chuva eu costumo usar sempre o freio da frente. Não tenho essa malícia que todo mundo aqui tem. 
Gostei desse estilo de pilotagem MAD, eu acho que melhorou bastante a sua aderência porque nessa posição o teu peso ficou equilibrado com o da moto. Deve ser por isso que você teve uma sensação de maior controle nas curvas.
Gostei desse estilo de pilotagem MAD, eu acho que melhorou bastante a sua aderência porque nessa posição o teu peso ficou equilibrado com o da moto. Deve ser por isso que você teve uma sensação de maior controle nas curvas.
"Se as coisas boas fossem fáceis de conseguir, deixariam de ser boas... porque todo mundo teria."
- MAD
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Re: Pilotando na chuva
Velkan, quando fiz moto-escola eles também disseram isso, mas isso é algo que só serve para aquela realidade irreal do circuito, onde tu anda em cima da moto numa velocidade muito baixa, exigindo boa dose de equilíbrio. É por isso que eles dão essa dica, mas para mim isso não vale nada na vida real, na rua.Velkan escreveu:É interessante esse negócio de fazer curvas porque na auto escola os professores (pelo menos os da minha auto escola né, não sei se em todas é assim) falavam para não afastar o joelho da moto porque desequilibra ela nas curvas, ...
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- andre_dias_pet
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Re: Pilotando na chuva
Ae, Mad!MAD escreveu: A GS está com um BT45 atrás, e desde que o coloquei comecei a sentir uma fácil tendência de escorregar a traseira, leve e gradual no seco, mas bem forte no molhado. Sentia bem mais confiança antes no Sport Demon.
Muito bom teu relato. Mas voltando a um assunto que a gente já tinha falado antes, mas não tinha como opinar pq recém tinha trocado o pneu da GS: antes eu usava o BT45, depois troquei por um Sport Demon com a mesma medida. Sentia mais confiança de no BT45. Com o sport demon andei levando uns sustos na chuva que não tinham acontecido com o pneu original.
Vai tentar vender a GS por aqui?
Editado pela última vez por andre_dias_pet em 13 Set 2009, 17:52, em um total de 1 vez.
Osten!
ex-GS500
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Re: Pilotando na chuva
auto-escola hoje só te ensina a ligar a moto e andar em circulos
- MAD
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Re: Pilotando na chuva
E aí André! Pois é, curioso esse negócio de pneus, mesmo no seco o BT não me passou a mesma confiança. Mas enfim, a idéia é vendê-la por aqui sim. 
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- gringo_killer
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Re: Pilotando na chuva
bacana mad
Eu na chuva, também adoto algumas técnicas diferentes das que uso pra andar no seco. Na verdade no seco dá pra andar de qualquer jeito, vai mais do gosto de cada um...
Na chuva, quanto mais reta ficar a moto melhor (mais seguro, se der de cara com óleo fica mais fácil de evitar um tombo): jogo o corpo um pouco pra fora... só freio antes de entrar na curva e, se precisar frear dentro dela procuro usar o traseiro dentro da curva.
Uma vez peguei uma poça de óleo numa curva, estava chovendo... consegui corrigir sem sustos, mas depois daquela, ando que nem freira na chuva... dá até dó o laço que os motoboys me dão na chuva kkk
Eu na chuva, também adoto algumas técnicas diferentes das que uso pra andar no seco. Na verdade no seco dá pra andar de qualquer jeito, vai mais do gosto de cada um...
Na chuva, quanto mais reta ficar a moto melhor (mais seguro, se der de cara com óleo fica mais fácil de evitar um tombo): jogo o corpo um pouco pra fora... só freio antes de entrar na curva e, se precisar frear dentro dela procuro usar o traseiro dentro da curva.
Uma vez peguei uma poça de óleo numa curva, estava chovendo... consegui corrigir sem sustos, mas depois daquela, ando que nem freira na chuva... dá até dó o laço que os motoboys me dão na chuva kkk
Se tu souber.. vai querer lá fazer TD e tomar café 0800...
by K'waszaK
Pois é....no meu tempo homem tinha pegada by m@gro
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Re: Pilotando na chuva
X2.gringo_killer escreveu:bacana madUma vez peguei uma poça de óleo numa curva, estava chovendo... consegui corrigir sem sustos, mas depois daquela, ando que nem freira na chuva... dá até dó o laço que os motoboys me dão na chuva kkk
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Re: Pilotando na chuva
MAD escreveu:Nas aprocimações de curva, redução de marchas e freio traseiro, as vezes até já dentro da curva, claro, muito de leve. Freio dianteiro, quase nunca, só quando em linha reta e apenas complementando a frenagem traseira. Fiquei impressionado mesmo com a facilidade com que fazia as curvas, as vezes sentindo o pneu traseiro perdendo a aderência, literalmente sambando nas reacelerações, mas parecia totalmente controlável. Era curioso, pois ao mesmo tempo que sabia que estava mais rápido do que de costume na chuva, e sabendo dos riscos disso, me sentia mais confortável do que em outras vezes que pilotei na serra com chuva. Na verdade sempre gostei de pilotar na chuva, mas nunca tinha me divertido tanto gerenciando a falta de aderência e o medo inerentes.
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Mas enfim, queria compartilhar com vocês o lance da pilotagem, talvez para alguns foi só "chover no molhado", mas para mim foi um "breaking point", e achei essa postura de pêndulo bem mais eficaz, não só no molhado mas também no seco.
MAD
Eu só discordo de ti quanto ao uso do freio dianteiro. Quando passeando, viajando ou pilotando sob pé d´água, eu continuo fazendo uso dele, porém com maior progressividade e suavidade. A não ser que vc desconfie tremendamente de presença de sujeira no asfalto, não há porque deixar de usar o dianteiro. Vc se coloca em posição de risco, se for preciso reduzir sua velocidade e contar "apenas" ou quase tão somente com o traseiro e caixa de marchas.
Vou te dar exemplos práticos: quando fui a Santa Catarina em 2003 peguei uma baita frente fria de São Paulo até Joinville, ou seja, cerca de 400 km de pé d´água pela Regis Bittencourt com a RF900R e alforges. Os calçados estavam novos como manda a boa regra ( eram Metzeler M4 e M3 na época ) e as velocidades nas partes reformadas de pista dupla superavam os 210 km/h, com as médias oscilando em trono dos 160 km/h. Nas temidas serrinhas de caminhões, maior cuidado - claro - mas pneus nos chãos o tempo todo sem grandes sustos que não as habituais escapadelas que as motos costumam dar ao pegar pequenas manchinhas de óleo ou sujeira.
O grande diferencial da RF, considerando que viajei 1.100 km e peguei muuuita chuva e muuuito frio, foi a carenagem que dava um baita conforto aerodinâmico tanto no peito quanto nos joelhos.
Fora a sua conhecida estabilidade direcional.... mas deixa pra lá vamos começar a desviar o assunto e enaltecer as qualidades da RF.
Resumindo: tudo na chuva deve ser feito com maior atenção e medida. Nada de frenagens bruscas, mudanças de direção repentinas, reacelerações exageradas, etc. Tal como vc percebeu, vc vai ficando íntimo de sua moto naquelas condições após um punhado de dezenas de quilômetros.
- MAD
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Re: Pilotando na chuva
Claro Pretti, tu tá certo, o freio dianteiro pode e deve ser usado na chuva também, sempre que houver necessidade, ainda mais em velocidades mais altas, onde só o traseiro vai tornar a frenagem muito longa.
No caso eu estava me referindo ao trecho da serra gaúcha, com velocidades que não passavam de 80km/h em curvas, muitas são bem mais lentas até. Nas retas eu não eu não estava indo a mais de 110, então não havia necessidade de muita potência nas frenagens. Não precisando do dianteiro, ia só no traseiro, pois facilitava na hora de entrar nas curvas, funcionando como um "leme", mas houve momentos em que combinei os dois, como tu mesmo disse, sempre de forma suave e progressiva.
No caso eu estava me referindo ao trecho da serra gaúcha, com velocidades que não passavam de 80km/h em curvas, muitas são bem mais lentas até. Nas retas eu não eu não estava indo a mais de 110, então não havia necessidade de muita potência nas frenagens. Não precisando do dianteiro, ia só no traseiro, pois facilitava na hora de entrar nas curvas, funcionando como um "leme", mas houve momentos em que combinei os dois, como tu mesmo disse, sempre de forma suave e progressiva.
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Re: Pilotando na chuva
Ótimo relato amigo, também costumo observar que piloto melhor que outros na chuva.... uso os freios normalmente...mas claro que o ritmo é outro, moto sempre mais vertical e as vezes chego a assustar em frenagens, pois considero que freia muito pelo fato de ter agua no asfalto e esse limiar pra mim é bem grande, para travar só se a pessoa quiser mesmo, ou com óleo, areia etc.
32.000kms + 24.000kms + 21.000kms + 46.127kms + 4.637kms + 63.820kms + 4.951kms + 6.170kms kms
Psn: Daninean
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Re: Pilotando na chuva
Eu tambem já tive essa sensação de prazer pilotando na chuva MAD, indo pra Joinville, começou a chover forte e estranhamente eu aumentei a velocidade hehee. Ia passando todos os carros que reduziram a velô e a minha sensação éra de total controle da motoca. Não sei se foi devido a estar muito acostumado com a moto, já estava chegando ao destino.
- StvRacer
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Re: Pilotando na chuva
Eu evito pilotar debaixo de chuva, mas uso o freio dianteiro também, inclusive nas curvas, bem de leve.
Acho que com isto o peso da moto fica mais concentrado nele, aumentando a aderência.
Meu medo com chuva é ter algum buraco na pista oculto sob a água.
Acho que com isto o peso da moto fica mais concentrado nele, aumentando a aderência.
Meu medo com chuva é ter algum buraco na pista oculto sob a água.
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- MAD
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Re: Pilotando na chuva
Raptor, essa figura eu achei no google mesmo, só queria alguma imagem que me ajudasse a explicar a postura que usei no pêndulo.
Aqui tem a foto no tamanho original.
http://www.geocities.com/fmattav/pendulo.JPG
Aqui tem a foto no tamanho original.
http://www.geocities.com/fmattav/pendulo.JPG
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Re: Pilotando na chuva
Uau, que geral, hein?!raptor escreveu:Pretti, tenho uma RF900 que estou no momento dando uma geral. Desmontei inteira, pintei eu mesmo quadro e rodas, limpei coletores de admissao e escape, descarbonizei cabecote e pistoes, revisei bomba da agua, limpei sistema, etc. Uma pergunta para voce, que ja teve ou tem uma, que pneu voce colocaria hoje na mesma, pilot road II, ou metzeler roadtec Z6 ? Preciso trocar da minha, e, estou na duvida do que usar.
Raptor, não o conheço nem sei qual o objetivo de sua tocada, mas ambos te atenderiam muito bem. Pergunte aos colegas do forum sobre o quesito durabilidade desses dois pneus em motos 4 cilindros.
Se vc não é piloto, ambos serviriam. O Pilot Road eu tive experiência muito positiva.








