Transamazônica 2013 - Chegadeira

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ltadeu
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Re: Transamazônica 2013 - Navegando no Rio Amazonas

Mensagem por ltadeu »

sábia a escolha da suíte de beliche com banheiro
histórias sinistras do banheiro coletivo após umas hs de viagem
parabéns como sempre pelo relato e pelos causos
obs.: as fotos não merecem comentários
são como colírios



obs.: desde quando começou a escrever sobre esse passeio estou para te falar/escrever
leia:
http://amazonasdemoto.blogspot.com.br/2 ... chive.html
conta a viajem da sara, seu pai Clóvis, e célio meus amigos
como o mundo é pequeno se são meus são seus,
em comum Clodoaldo tubay, Ricardo Rauen, Cícero etc
não faço parte dos escritores mas sim do MPS
se eles foram, vcs foram, eu não, estou com dívida !!!
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minholi
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Re: Transamazônica 2013 - Navegando no Rio Amazonas

Mensagem por minholi »

Baita leitura! Com as fotos ficou melhor ainda. :beer:

Aventura de primeiríssima qualidade! Parabéns! ;-)
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MarceloW
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Re: Transamazônica 2013 - Navegando no Rio Amazonas

Mensagem por MarceloW »

Tópico fantástico.
Seu texto é muito bom de se ler.
Escreva mais.
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Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Navegando no Rio Amazonas

Mensagem por Luiz Almeida »

Valeu pessoal! É muito legal saber que leram e gostaram das escrevinhações.

Itadeu, tenho os livros do Clodoaldo, do Cicero e do Rauen. Vou abrir o link recomendado. O Cicero já esteve comigo por duas vezes, uma delas, inclusive, com passeio de moto por beira de praia.

Abração!
Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Navegando no Rio Amazonas

Mensagem por Luiz Almeida »

Subversão a Bordo


Domingo. Antes do dia raiar eu fui para a proa apreciar o momento. O comandante do Liberty era um homem de poucas palavras, cada resposta tinha que ser extraída. Falava muito baixo e parecia ser uma pessoa tristonha, não o vi sorrir. Já o imediato, mais idoso, me pareceu mais acessível e feliz com o que fazia. O “segundo escalão” composto pelos pilotos, Márcio e Kin, e o cozinheiro, Willie, além de outros tripulantes, só começaram a nos ver como gente ao longo da navegação. E isso melhorou muito nossa vida a bordo. Afinal, foram cerca de 80 horas de viagem.

O café da manhã de bordo, R$5,00, compunha-se de pão com queijo frio, café, leite, e um mingau de arroz que refuguei na primeira colherada. Desisti tomar café da manhã e comparecia ao restaurante apenas para filar um cafezinho preto, permitido por uma jovem tripulante com mais de seis meses de gestação, que se mostrava mais amigável que a galega do bucho caído.

Ao longo da viagem o navio faz diversas paradas para entrada e saída de passageiros e para carga e descarga. Isso geralmente demorava entre meia e uma hora. A parada em Santarém, no meio da manhã, seria bem mais longa, portanto, aproveitamos, nós, o paulista e o Lorim, mais dois tripulantes, para desembarcar. Em um táxi fomos aos mercados da cidade, compramos muitos peixes – mapará, curimatá, tambaqui, etc - caixas de cerveja que foram contrabandeadas para bordo (era proibida a entrada de bebidas alcoólicas a bordo e havia monopólio das skins a seis reais...), farinha e carvão. Com ajuda do “segundo escalão” e demais do lado bom da tripulação, escondemos nossas cervas no freezer da cozinha, acendemos uma churrasqueira no primeiro piso do navio, área de carga, e tivemos um domingão muito animado, com fartura de peixes na brasa, aquela saborosa farinha paraense e uma cervejada e tanto. Bom demais!

No meio da farra, Marcelo derrubou acidentalmente minha máquina grande, a Nikon D5100 com lente 18-300mm, que estava dentro da sacola e sobre a proa de uma voadeira embarcada. Quedinha besta, mas... Tentei de todas a maneiras ao meu alcance, porém a máquina não mais funcionou. E logo ela com a qual eu esperava fazer as melhores fotos das paisagens e pessoas ribeirinhas... Felizmente, soube depois do reparo da máquina em Fortaleza, que a lente não foi danificada. O que aconteceu, segundo o técnico, foram parafusos do espelho que se soltaram ou quebraram, e que a queda apenas foi a gota d’água para o fato. Seja como for, foi frustrante não fazer as fotos que tanto esperava...

Durante a navegação conhecemos um subversivo de verdade, diferente de nós que éramos apenas uns desordeiros... Sr Orlando, setentão cujo sonho maior é criar os Estados de Tapajós, Carajás e Solimões, para depois separar a Amazônia do Brasil fundando a República Sustentável do Amazonas. O cidadão falava e falava sobre os erros a séculos cometidos pelo Brasil na Região, sobre fáceis soluções para problemas complexos numa interminável conversa. Eu, cansado de tantas elocubrações, perguntei: - E os políticos desse novo país e estados seriam os mesmos que vocês têm aqui? A partir daí seu Orlando preferiu ocupar os ouvidos do paulista Edson.

A Amazônia tem mesmo muitos problemas. Mas não será com separatismo que eles serão resolvidos. Vi miséria, muita miséria por onde passei. Porém uma miséria diferente da que logo imagina um nordestino, aquela miséria cujo maior componente é a fome. Não, a miséria da Amazônia é uma miséria sem fome, com fartura de alimentos até. A miséria de lá é a miséria do isolamento, da falta de estrutura, do difícil acesso ao estudo, da precariedade de atendimento médico ambulatorial ou hospitalar, a miséria das doenças endêmicas e da impossibilidade de progredir. Fiquemos por aqui que eu não sou o seu Orlando...

A segunda feira teve uma manhã longa. Acomodei-me na proa para leitura e observação da paisagem. Quando o sol chegou onde eu estava me mudei para a popa, onde continuei a ler apesar do barulho dos motores e da música brega do bar comandada pelo Tom. Em todas as paradas busquei captar um pouco da vida das pessoas através da fotografia. Em outras descemos e fizemos lanche fora do navio. Suprir na geladeira da cozinha com caixas de cerveja nunca era demais.

Três noites dormindo naquele beliche. Chegou a terça feira, último longo dia da viagem e a pergunta no ar era: A que horas chegaremos a Belém?

O rio Amazonas chega ao mar através de uma imensa ramificação de canais. Nestes canais muitas crianças remavam dezenas de pequenas e frágeis canoas para, aproximando-se do navio, ganharem sacos de salgadinhos que os passageiros jogavam de bordo. Há histórias de acidentes fatais envolvendo essas crianças. Meninos e meninas com menos de dez anos de idade agitavam os bracinhos para cima e para baixo no afã de ganhar uma guloseima. À tarde a luz estava perfeita para fotografar esse pitoresco hábito. Como senti falta do foco rápido da minha Nikon! Ao mesmo tempo que observava e registrava as canoas com as crianças, sentia um aperto no coração com a situação destes brasileirinhos tão isolados arriscando a vida por um saco de salgadinho barato. Mesmo longe da margem, ciscos caíam nos meus olhos.

A que horas chegaríamos em Belém? Essa era a pergunta sem resposta durante toda aquela terça feira. Ninguém da tripulação tinha certeza de nada. Falou-se na opção de desembarcarmos em Barcarena, distante 120km de Belém e com uma balsa no caminho. Encilhamos as motos com as bagagens deixando-as prontas para partir. No entanto, anoiteceu e o Liberty Star não parou em Barcarena. Depois de angustiante espera, o navio começou a atracar em Belém as 22,00h. Estávamos decidido não passar mais uma noite naquele camarote e queriamos desembarcar a moto imediatamente. Impossível, a maré estava baixa, deixando grande desnível entre o barco e o cais, e a burocracia portuária não liberaria as motocicletas antes do início do expediente do dia seguinte.

Caso desembarcássemos sem as motos, no dia seguinte não poderíamos adentrar o cais e dependeríamos terceiros para nos entregar as motocicletas. E agora?

Quando os passageiros, comandante e imediato desembarcaram, nossos amigos do segundo escalão encontraram a solução para nós e os demais que estavam com veículos a bordo. Desatracaram o navio e o conduziram a um atracadouro clandestino, num lugar esquisito, escuro e cercado de construções de madeira sobre palafitas. Desembarcamos a pé e aguardamos a maré encher tomando cerveja e comendo linguiças num boteco meio barra pesadíssima juntamente com nossos amigos e tripulantes.

Era madrugada quando a maré chegou a um nível que possibilitava a colocação das rampas de madeira para o desembarque dos veículos. Ao posicionar as pesadas pranchas um tripulante caiu na água escura entre o barco e o atracadouro. Temendo que ele tivesse batido a cabeça em um pilar de madeira, cheguei a fazer o gesto de soltar a pochete para saltar e ajudar o camarada, porém, antes de qualquer outra ação, ele emergiu rapidamente da água e, mais rápido ainda, jogou seu telefone celular para cima, salvando-o. Estava bem, apenas molhado. Logo jogaram uma corda e o cabra foi içado.

Nos despedimos dos amigos prometendo manter contato. Esgueirando-nos por ruelas sombrias, pilotamos até encontrar as avenidas desertas, pegamos um rumo e, com a orientação obtida em viatura policial, chegamos, por fim, ao hotel Ferrador as duas da madrugada. O dono, que ainda estava acordado, nos recebeu muito bem e fomos instalados em um confortável apartamento.


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Encontro das águas do Tapajós com o Amazonas. Santarém ao fundo.
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Luar
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Inté
Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Subversão a Bordo

Mensagem por Joaquim »

Show de bola Luiz, lendo sua narrativa me sinto navegando no rio Amazonas de novo.
Engraçado que a 16 anos nada mudou por lá.
Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Subversão a Bordo

Mensagem por Luiz Almeida »

Joaquim escreveu:Show de bola Luiz, lendo sua narrativa me sinto navegando no rio Amazonas de novo.
Engraçado que a 16 anos nada mudou por lá.


;-) ;-) ;-)
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Re: Transamazônica 2013 - Subversão a Bordo

Mensagem por Castelo »

Não sou eu quem me navega, quem me navega, é o mar...

Pobreza é uma desgraça quando só se conhece a ela e a uma riqueza oriunda de ilícitos.

É decepcionante constatar isso, mas não revoltante.
Quando se decide pela evolução, muitos pensam que só é possível pelo caminho largo da irregularidade...
Decepcionante pq poucos contrariam a opressão da mediocridade conseguem se emancipar, preferem tão somente manter o nariz acima da água.

E lembrei da citação latina dos pulistas: non ducor, duco!

Ando de moto e ainda aturo dirigir carro pq eu que levo, não aguento taxi, ônibus...
Até avião fiquei cabreiro com o último vôo, em que só faltei ter explodidos los ouvidos, otite e uma virose que me derrubaram por uma semana.

Acredito que nosso tempo é eterno, nada merece pressa.
Mas até a paciência tem limite...

Mas o que dizer de... barco?! Carácoles!
Deu para imaginar bem pelo relato a coceira para desembarcar o quanto antes, meu caro Luiz!
Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Subversão a Bordo

Mensagem por Luiz Almeida »

Acrescentei mais um parágrafo a esse bloco:

Quis conhecer a casa de máquinas e pedi autorização ao comandante. Ele disse que eu procurasse o Batista, o chefe das máquinas. Encontrei o Batista próximo à descida para os motores, com protetores de ouvido por conta do barulho infernal. Tem que falar com o comandante, disse o rabugento Batista. Já falei e ele disse que o procurasse, respondi gentilmente. Tem que falar com o dono do navio, com a capitania dos portos, com o ministro da marinha... ele ia falando e eu fiz um gesto dizendo que não queria mais ver os motores. Afastei-me e, mais tarde, quando o plantão da casa de máquinas mudou, sem o Batista por perto, desci e fotografei todo aquele ambiente abafado, barulhento, cheio de tubulações, medidores diversos e enormes motores.
Editado pela última vez por Luiz Almeida em 02 Dez 2013, 20:31, em um total de 1 vez.
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Re: Transamazônica 2013 - Subversão a Bordo

Mensagem por MarceloW »

Povinho chato nesse navio, heim?
Eu já teria estourado faz tempo. O cabra paga (caro) e é maltratado dentro da embarcação.
Nesse tipo de viagem tem que ter muito jogo de cintura e conquistar tudo na base da camaradagem.
Eu não teria paciencia.
Editado pela última vez por MarceloW em 02 Dez 2013, 19:03, em um total de 1 vez.
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Re: Transamazônica 2013 - Subversão a Bordo

Mensagem por Luiz Almeida »

MarceloW escreveu:Povinho chato nesse navio, heim?
Eu já teria estourado faz tempo. O cabra paga (caro) e é mal tratado dentro da embarcação.
Nesse tipo de viagem tem que ter muito jogo de cintura e conquistar tudo na base da camaradagem.
Eu não teria paciencia.


Nos tivemos que ter... Parece que a maioria dos passageiros, o povão das redes, aceita ser tratado como gado tranquilamente.

Mas valeram muito as poucas amizades que fizemos com alguns tripulantes.

Inclusive com o rapaz encarregado da limpeza dos banheiros, o Lucivaldo. Ele, negro e humilde, ia ser largado à própria sorte numa parada seguinte por ter sido injustamente acusado de furtar cerveja de uma carga. Era mentira. Intercedemos a favor dele e seu emprego foi garantido. A latinha de cerveja skol que ele bebeu era nossa!
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Re: Transamazônica 2013 - Subversão a Bordo

Mensagem por MarceloW »

Luiz Almeida escreveu: Nos tivemos que ter... Parece que a maioria dos passageiros, o povão das redes, aceita ser tratado como gado tranquilamente.


Na minha modesta opinião, é um dos principais problemas do brasileiro. Esse pais só vai ir para a frente o dia que brasileiro começar a exigir as coisas.

Se mesmo vivendo a realidade de uma grande capital (São Paulo) é padrão o pessoal mais humilde não saber/querer exigir seus direitos, imagine como é nas regiões mais afastadas.
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Re: Transamazônica 2013 - Subversão a Bordo

Mensagem por Joaquim »

Quando fui de Manaus para Belém usei a balsa em que só vai caminhoneiro. Não tem alojamento nenhum para passageiro, só o barco empurrador que tem os camarotes do capitão, piloto, cozinheira e mecânico.
Logo no primeiro dia a cozinheira ofereceu uma cama no camarote dela para minha mulher, mas um camarada que a gente conheceu no embarque e levava gás em duas carretas de Belém para Manaus e voltava vazio, nos cedeu um cavalo mecânico da Volvo para dormir, mas não sei dizer se era melhor que as redes.
O pessoal, tanto da tripulação quanto os passageiros/caminhoneiros foram super camaradas, a noite eu ia para o barco empurrador e pilotava a balsa. De dia fazíamos churrasco e tomávamos cerveja até não caber mais. Quando acabava o estoque a gente fazia uma vaquinha e pagava a voadeira da balsa e ia até os vilarejos para repor o estoque.
O almoço /janta era sempre o mesmo: Feijão, arroz, carne de boi, peixe ou frango e macarrão.
Água para beber, cozinhar e tomar banho era a do rio, mas eu levei bastante água em garrafaz que ficavam na geladeira do barco.
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Re: Transamazônica 2013 - Subversão a Bordo

Mensagem por KSA »

MarceloW escreveu:
Luiz Almeida escreveu: Nos tivemos que ter... Parece que a maioria dos passageiros, o povão das redes, aceita ser tratado como gado tranquilamente.


Na minha modesta opinião, é um dos principais problemas do brasileiro. Esse pais só vai ir para a frente o dia que brasileiro começar a exigir as coisas.

Se mesmo vivendo a realidade de uma grande capital (São Paulo) é padrão o pessoal mais humilde não saber/querer exigir seus direitos, imagine como é nas regiões mais afastadas.


Concordo. O brasileiro, a grande maioria deles, tem que sair da zona da subserviência. Zona que os nossos políticos adoram. Daí não investirem em educação de verdade. Bem... mas também não sou o tal separatista lá do barco. Isso é assunto pra outra ocasião. ;-) ;-) ;-)

Ex.....: YBR 125 ED (*)2002 - (†)2004
Ex.....: XTZ 125.....(*)2004 - (†)2005
Ex.....: XT 225.......(*)2005 - (†)2006
Ex.....: Fazer 250...(*) 2006 - (†)2015
Ex.....: CB500X ABS..(*) 2015 - (†)2018


PCX 150 (*) 2019
KSA escreveu: Relação Transponder (aquela que é tão barulhenta que avisa a aproximação)
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Re: Transamazônica 2013 - Navegando no Rio Amazonas

Mensagem por minholi »

Luiz Almeida escreveu:Eu, cansado de tantas elocubrações, perguntei: - E os políticos desse novo país e estados seriam os mesmos que vocês têm aqui? A partir daí seu Orlando preferiu ocupar os ouvidos do paulista Edson.

:pow:

Muito bom! ;-)
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Re: Transamazônica 2013 - Navegando no Rio Amazonas

Mensagem por Luiz Almeida »

minholi escreveu:
Luiz Almeida escreveu:Eu, cansado de tantas elocubrações, perguntei: - E os políticos desse novo país e estados seriam os mesmos que vocês têm aqui? A partir daí seu Orlando preferiu ocupar os ouvidos do paulista Edson.

:pow:

Muito bom! ;-)


Hahahahahaha!

Jáder Barbalho presidente e dai prá baixo....
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Re: Transamazônica 2013 - Subversão a Bordo

Mensagem por ltadeu »

para quem acha que é a 319 é fácil

http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia ... r-319.html
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Re: Transamazônica 2013 - Subversão a Bordo

Mensagem por Luiz Almeida »

ltadeu escreveu:para quem acha que é a 319 é fácil

http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia ... r-319.html


Legal!

As fotos da reportagem me trazem boas lembranças. Foi dureza, mas depois que passa o que fica é lembrança de diversão.
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Re: Transamazônica 2013 - Subversão a Bordo

Mensagem por piccoli »

Que relato incrível! :shock:

Mais incrível é a "viagem" que fazemos nesse seu histórico, nós, os urbanóides, acostumados com asfalto, edifícios, avenidas, estamos conhecendo um Brasil diferente do nosso dia a dia, porque não é todo mundo que afunda uma roda traseira de moto trail na lama da Amazônia, ou viaja nos enormes barcos amazônicos que a maioria de nós só vê pela TV. Certo que cada um de nós se sentiu rodando junto com vocês.

Parabéns! E obrigado ;-)

Merece uma nova edição do seu livro com essa viagem, ou um livro novo, quem sabe intitulado "Diários de Transamazônica". :wink:
atual: Baby King 250 - em contrato de experiência - já faz parte da família
anterior: CBombinha 300 2011 - boa moto, tem mais qualidades que defeitos.
Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Subversão a Bordo

Mensagem por Luiz Almeida »

Valeu Piccoli!

Um dia o novo livro sai. hehehehehe

Aquele Abraço!
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