Transamazônica 2013 - Chegadeira
Re: Transamazônica 2013 - Manaus
Luiz Almeida escreveu:Castelo, ainda bem que as piranhas não gostaram do meu tempero! hahahahahaha
Estou indo ao Detran, mas assim que poder vou postar fotos de cores e sabores da Amazônia. Aguardem!
Gus, em quase sete mil km rodados, nenhuma parada em postos policiais, nenhuma fiscalização. Aliás, na volta, BR 316, onde havia uma fila num posto da PRF, passei pelo lado, e, sem parar a moto, sinalizei para o policial e ele liberou-nos de imediato.
Inté
Imaginei....ahahahhaha
Brasil!
abs
A pedido daquele que tudo vê, retirado o banner ! :-P
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Neo - 16/? -> 21/?.
Hymalian - 23/05 -> Atual
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- Ticano
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Re: Transamazônica 2013 - Manaus
Luiz, morei dois anos em Manaus, realmente tu deveria ter ficado mais 
Honda CB 450 preta café, a beiçuda arrojada.
BMW F800R, a zoiuda nervosa.
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Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Manaus
Amazônia, Cores e Sabores











Espero que apreciem.
Inté











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Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Manaus
Muito bom. Me falta essa visao poetica das coisas. Belas fotos.
-
Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Manaus
RAlves escreveu:Muito bom. Me falta essa visao poetica das coisas. Belas fotos.
Curioso, camarada, é que necessito que muitas fotos amadureçam em meus arquivos para que só então, em segundo/terceiro olhar, eu perceba o valor delas.
Ao buscar fotos para a postagem acima, descobri muitas fotos que eu não tinha dado o devido valor antes, no primeiro olhar.
Coisa de retratista amador e aprendiz.
Abraço!
Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Manaus
Luiz Almeida escreveu:Aline Lander escreveu:...Luiz ..Manaus deve ser um lugar muito interessante mesmo.....belas fotos
É bem interessante, sim. Mas engana-se quem vai pensando em compras. Isso só era interessante nos tempos de proibição de importações. Hoje, onde ficava as lojas da Zona Franca está repleto de produtos chineses encontráveis em qualquer lugar. Zona Franca hoje é indústria.
Não deu para ir a Presidente Figueiredo, a 100km de Manaus, conhecer suas centenas de cachoeiras.
Valeu!
...num lugar assim a última coisa que uma pessoa vai querer fazer é compras...
-
Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Manaus
Navegando no Rio Amazonas
Tomamos café da manhã e levamos as motocicletas sem bagagem ao porto para o embarque. A burocracia portuária demora um tanto, aguardamos sob forte calor os trâmites e, meia hora depois, finalmente estávamos com as motos no píer de embarque. Muita gente aparece se oferecendo para ajudar a colocar as motocicletas a bordo do navio, malandros e mais malandros pedindo 50 reais para ajudar. Marcelão, o negociador, entra em cena e aceita pagar 10 reais... Quando vimos a rampa de madeira ligando o cais ao navio entramos sem a ajuda de ninguém. Imaginem a cara de contrariedade do Marcelo pagando os malandros!
Recepção fria por parte das duas tripulantes encarregadas do recebimento da documentação das Ténérés. Havia grande carga de cebolas e outras sacarias a ser descarregada do navio.
Disseram que nossa passagem era para camarote sem banheiro privativo. Ôpa, o corretor nos vendeu com banheiro! Só pagamos porque era com banheiro! As tripulantes antipáticas e irredutíveis cruzam os braços até que Júnior, um camarada de óculos escuros da moda, com jeitão de cowboy, o dono do Liberty Star, manda que elas nos forneçam um camarote com banheiro. Camarote é sem banheiro. Suíte é que tem banheiro... A contragosto, tivemos que deixar os documentos das motos com as tripulantes. Norma da navegação.
Falaram para a gente embarcar por volta do meio dia e que o navio zarparia às 13:00h. Com a chave da suíte 18 nas mãos retornamos ao hotel de táxi, para arrumar bagagem e acertar contas. Ainda de táxi, retornamos ao porto com toda a tralha que estava sobre as motos no porta malas, chegamos ao porto na hora determinada. Novamente passamos mais de meia hora na burocracia portuária para o táxi ir até o píer. Um carregador de idade já meio avançada se ofereceu para levar toda nossa bagagem até o camarote. Já sabendo da malandragem do lugar, perguntamos quanto cobraria. Melquisedeque, o carregador não malandro, disse que aceitaria o que pagássemos. Levou toda nossa tralha de uma vez só e ficou deveras satisfeito com o que o pagamos.
Instalados no camarote, ou melhor, suíte 18, apertadissimamente instalados para ser mais preciso, Marcelo escolheu a cama de baixo do beliche e tentamos colocar alguma ordem na arrumação das bagagens naquele exíguo espaço, metade no chão metade dividindo a cama com a gente. Pelo menos o ar-condicionado era muito bom. Circulamos pela embarcação e percebemos que teríamos tempo para almoçar nas redondezas do porto. Fora da área portuária almoçamos, compramos água, revistas e algumas lembranças de viagem compatíveis com nosso meio de transporte.
De volta ao navio, Marcelo foi tirar um cochilo e eu fiquei a ver o movimento no porto e na embarcação, fazendo alguma foto aqui e ali. Caminhões, carregadores braçais, cargas de todo tipo sendo colocadas ou retiradas das diversas embarcações atracadas, gente armando redes de dormir nos salões do navio, pequenos barcos transitando entre os maiores, por fim, muita movimentação à minha volta. O Liberty Star tem três andares; o primeiro piso e o porão para carga, a enfermaria e a cozinha também ficam no primeiro piso. No segundo andar fica o restaurante de bordo e o salão vip, onde se arma redes de dormir em ambiente com ar-condicionado, no terceiro andar fica o salão para redes sem ar-condicionado, os camarotes, a cabine de comando na proa, e na popa, o bar e lanchonete. Em todos os pisos há camarotes especiais para a tripulação, alguns amplos e com cama de casal – dever ser o do dono do barco.
O estado geral da embarcação não era bom. Parecia que faltava manutenção geral, da pintura às instalações sanitárias. Mas também não estava caindo aos pedaços. Soube que cada viagem, entre carga e passagens, rende cerca de R$180 000,00. Possui dois grandes motores de 400 hp cada, mais outro motor que aciona o gerador que abastece de eletricidade toda embarcação, incluindo dezenas de aparelhos de ar condicionado.
Chegou quatro horas da tarde e nada do navio sair do cais. Ainda descarregavam sacas e mais sacas de cebola. Nossas motos estavam bem amarradas e protegidas por pedaços de papelão. Fui ao bar e tomei um grande susto: cerveja Bavária ou Nova Schin a seis reais a latinha! Égua! Vou a falência, pensei.
Anoitecia quando o navio finalmente zarpou. Fiquei observando o movimento no rio e tentando fazer algumas fotos do crepúsculo. Conhecemos o Edson, motociclista do interior de São Paulo, Poranga, cuja V-Strom 1000 estava amarrada ao lado das nossas motos. Também fizemos amizade com o “Lôrim”, um cearense figuraça que comercializava com sucesso roupas de grife proveniente das Guianas.
Resolvemos jantar no restaurante de bordo. Marcelo teve o prato literalmente tomado pela azeda tripulante que dizia ter que ser ela a fazer o prato. Pagamos R$15,00 e não podemos nos servir? Quando ela colocou grosseiramente arroz e macarrão no prato, o Marcelo disse que não queria o macarrão. Se olhar de ódio matasse o Marcelão estaria fulminado naquele momento. A galega antipática teve que refazer o prato a muito contragosto. Quando chegou minha vez fui pedindo duas colheres e meia de arroz, meia concha de feijão sem caldo, bifes sem gordura e com o molho de cebola por cima, etc, exigindo precisão da cabrita, que ficou a viagem toda com raiva da gente.
Como sempre temos notícias de naufrágios trágicos nos rios da Amazônia, combinei com o Marcelo que caso houvesse qualquer emergência, movimento estranho, alarmes, etc, buscássemos a cabine de comando, na proa, que ficava no mesmo andar e bem perto do nosso alojamento. Pois ali haveria gente experiente. Que mantivéssemos distância do salão onde ficavam as redes e a maioria dos passageiros, pois certamente haveria pânico no local.
A dormida não foi boa. Na parte superior do beliche se eu sentasse batia a cabeça no teto. O colchão forrado com plástico parecia ser um inflável com pouco ar, afundava no meio e o lençol saía do lugar com facilidade. O ar-condicionado gelava minhas canelas e a lâmpada no meio iluminava meu umbigo de tal forma que para ler um pouco tive que usar a lanterna de testa. A leitura que levei para bordo foi 1942, do João Barone, sobre a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial. Muito bom!
Considero que convivemos muito bem dentro daquele cubículo. Ajustamos o ar-condicionado, harmonizamos os horários de uso do banheiro de modo a manter o conforto interno, e cada um respeitou o ritmo e os horários do outro. Eu praticamente só ficava no camarote para dormir à noite, evidentemente com algumas cervas no couro para ajudar a puxar o sono.
Marcelo negociando as passagens

O navio

As valentes bem amarradas

Visão do cais

Margens

Leitura

Cervas

Cabine de comando

Novos amigos: Lorim, Kin (tripulante piloto) e o paulista Edson.


Tomamos café da manhã e levamos as motocicletas sem bagagem ao porto para o embarque. A burocracia portuária demora um tanto, aguardamos sob forte calor os trâmites e, meia hora depois, finalmente estávamos com as motos no píer de embarque. Muita gente aparece se oferecendo para ajudar a colocar as motocicletas a bordo do navio, malandros e mais malandros pedindo 50 reais para ajudar. Marcelão, o negociador, entra em cena e aceita pagar 10 reais... Quando vimos a rampa de madeira ligando o cais ao navio entramos sem a ajuda de ninguém. Imaginem a cara de contrariedade do Marcelo pagando os malandros!
Recepção fria por parte das duas tripulantes encarregadas do recebimento da documentação das Ténérés. Havia grande carga de cebolas e outras sacarias a ser descarregada do navio.
Disseram que nossa passagem era para camarote sem banheiro privativo. Ôpa, o corretor nos vendeu com banheiro! Só pagamos porque era com banheiro! As tripulantes antipáticas e irredutíveis cruzam os braços até que Júnior, um camarada de óculos escuros da moda, com jeitão de cowboy, o dono do Liberty Star, manda que elas nos forneçam um camarote com banheiro. Camarote é sem banheiro. Suíte é que tem banheiro... A contragosto, tivemos que deixar os documentos das motos com as tripulantes. Norma da navegação.
Falaram para a gente embarcar por volta do meio dia e que o navio zarparia às 13:00h. Com a chave da suíte 18 nas mãos retornamos ao hotel de táxi, para arrumar bagagem e acertar contas. Ainda de táxi, retornamos ao porto com toda a tralha que estava sobre as motos no porta malas, chegamos ao porto na hora determinada. Novamente passamos mais de meia hora na burocracia portuária para o táxi ir até o píer. Um carregador de idade já meio avançada se ofereceu para levar toda nossa bagagem até o camarote. Já sabendo da malandragem do lugar, perguntamos quanto cobraria. Melquisedeque, o carregador não malandro, disse que aceitaria o que pagássemos. Levou toda nossa tralha de uma vez só e ficou deveras satisfeito com o que o pagamos.
Instalados no camarote, ou melhor, suíte 18, apertadissimamente instalados para ser mais preciso, Marcelo escolheu a cama de baixo do beliche e tentamos colocar alguma ordem na arrumação das bagagens naquele exíguo espaço, metade no chão metade dividindo a cama com a gente. Pelo menos o ar-condicionado era muito bom. Circulamos pela embarcação e percebemos que teríamos tempo para almoçar nas redondezas do porto. Fora da área portuária almoçamos, compramos água, revistas e algumas lembranças de viagem compatíveis com nosso meio de transporte.
De volta ao navio, Marcelo foi tirar um cochilo e eu fiquei a ver o movimento no porto e na embarcação, fazendo alguma foto aqui e ali. Caminhões, carregadores braçais, cargas de todo tipo sendo colocadas ou retiradas das diversas embarcações atracadas, gente armando redes de dormir nos salões do navio, pequenos barcos transitando entre os maiores, por fim, muita movimentação à minha volta. O Liberty Star tem três andares; o primeiro piso e o porão para carga, a enfermaria e a cozinha também ficam no primeiro piso. No segundo andar fica o restaurante de bordo e o salão vip, onde se arma redes de dormir em ambiente com ar-condicionado, no terceiro andar fica o salão para redes sem ar-condicionado, os camarotes, a cabine de comando na proa, e na popa, o bar e lanchonete. Em todos os pisos há camarotes especiais para a tripulação, alguns amplos e com cama de casal – dever ser o do dono do barco.
O estado geral da embarcação não era bom. Parecia que faltava manutenção geral, da pintura às instalações sanitárias. Mas também não estava caindo aos pedaços. Soube que cada viagem, entre carga e passagens, rende cerca de R$180 000,00. Possui dois grandes motores de 400 hp cada, mais outro motor que aciona o gerador que abastece de eletricidade toda embarcação, incluindo dezenas de aparelhos de ar condicionado.
Chegou quatro horas da tarde e nada do navio sair do cais. Ainda descarregavam sacas e mais sacas de cebola. Nossas motos estavam bem amarradas e protegidas por pedaços de papelão. Fui ao bar e tomei um grande susto: cerveja Bavária ou Nova Schin a seis reais a latinha! Égua! Vou a falência, pensei.
Anoitecia quando o navio finalmente zarpou. Fiquei observando o movimento no rio e tentando fazer algumas fotos do crepúsculo. Conhecemos o Edson, motociclista do interior de São Paulo, Poranga, cuja V-Strom 1000 estava amarrada ao lado das nossas motos. Também fizemos amizade com o “Lôrim”, um cearense figuraça que comercializava com sucesso roupas de grife proveniente das Guianas.
Resolvemos jantar no restaurante de bordo. Marcelo teve o prato literalmente tomado pela azeda tripulante que dizia ter que ser ela a fazer o prato. Pagamos R$15,00 e não podemos nos servir? Quando ela colocou grosseiramente arroz e macarrão no prato, o Marcelo disse que não queria o macarrão. Se olhar de ódio matasse o Marcelão estaria fulminado naquele momento. A galega antipática teve que refazer o prato a muito contragosto. Quando chegou minha vez fui pedindo duas colheres e meia de arroz, meia concha de feijão sem caldo, bifes sem gordura e com o molho de cebola por cima, etc, exigindo precisão da cabrita, que ficou a viagem toda com raiva da gente.
Como sempre temos notícias de naufrágios trágicos nos rios da Amazônia, combinei com o Marcelo que caso houvesse qualquer emergência, movimento estranho, alarmes, etc, buscássemos a cabine de comando, na proa, que ficava no mesmo andar e bem perto do nosso alojamento. Pois ali haveria gente experiente. Que mantivéssemos distância do salão onde ficavam as redes e a maioria dos passageiros, pois certamente haveria pânico no local.
A dormida não foi boa. Na parte superior do beliche se eu sentasse batia a cabeça no teto. O colchão forrado com plástico parecia ser um inflável com pouco ar, afundava no meio e o lençol saía do lugar com facilidade. O ar-condicionado gelava minhas canelas e a lâmpada no meio iluminava meu umbigo de tal forma que para ler um pouco tive que usar a lanterna de testa. A leitura que levei para bordo foi 1942, do João Barone, sobre a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial. Muito bom!
Considero que convivemos muito bem dentro daquele cubículo. Ajustamos o ar-condicionado, harmonizamos os horários de uso do banheiro de modo a manter o conforto interno, e cada um respeitou o ritmo e os horários do outro. Eu praticamente só ficava no camarote para dormir à noite, evidentemente com algumas cervas no couro para ajudar a puxar o sono.
Marcelo negociando as passagens

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Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Navegando no Rio Amazonas
Massa, Luiz.
Foto da embuanceira, lá do blog:

Alcunhada "A escrota" pelo Marcelo, kkkk
E essa foto das margens remonta ao Euclides da Cunha, que se abusou da monotonia da paisagem, um verdadeiro inferno verde, concorda?
Acho q nem sobrevoando baixinho deve melhorar a visão geral da coisa, por mais que tenha um ou outro acidente geográfico, como pousar para estudar? Melhor do que viste, a convivência mais comum do homem com o lugar, só sendo antropólogo, geólogo etc. para se embrenhar na mata e curiar de verdade. Mas quem quer mesmo?
Tenho um cunhado geólogo da CPRM em Porto Velho, as estórias dele são sinistras, de noites na selva, lugares ermos, literalmente os fins das picadas. Teve uma convocação, ele finalmente vai ser rendido e se transferir para Fortaleza.
No mais, nem imaginaria o Joarez dividindo essa suite do barco com vc e o Marcelo, kkkkk
Abraço!
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Alcunhada "A escrota" pelo Marcelo, kkkk
E essa foto das margens remonta ao Euclides da Cunha, que se abusou da monotonia da paisagem, um verdadeiro inferno verde, concorda?
Acho q nem sobrevoando baixinho deve melhorar a visão geral da coisa, por mais que tenha um ou outro acidente geográfico, como pousar para estudar? Melhor do que viste, a convivência mais comum do homem com o lugar, só sendo antropólogo, geólogo etc. para se embrenhar na mata e curiar de verdade. Mas quem quer mesmo?
Tenho um cunhado geólogo da CPRM em Porto Velho, as estórias dele são sinistras, de noites na selva, lugares ermos, literalmente os fins das picadas. Teve uma convocação, ele finalmente vai ser rendido e se transferir para Fortaleza.
No mais, nem imaginaria o Joarez dividindo essa suite do barco com vc e o Marcelo, kkkkk
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Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Navegando no Rio Amazonas
Essa mesma a galêga do buxo caído que se obrigava a fazer nossos pratos. Bichinha antipática.
Tinha uma outra, mais bonitinha e gostozinha. Uma das que nos recebeu friamente. Soube depois que era comida exclusiva do dono do navio. No meio da viagem ela me pediu para fazer algumas fotos. Eu que não me meti numa encrenca dessas!
Camarada, sobre a monotonia da paisagem. Confesso que não senti isso. Foi minha primeira navegação naquelas águas, sei lá se a última. Fiquei atento, observei tudo o que pude e não larguei a máquina da mão. Quando a Nikon quebrou lancei mão da perebinha Sony.
Faria a viagem novamente? Sim, sem dúvidas. E com o mesmo grande interêsse. Mas em uma embarcação melhor.
Não. Absolutamente o Joarez não entraria no nosso camarote. Tá doido???????
As matas são fechadas demais para permitir sobrevivência. Só mateiro profissional encara aquilo. Além de fechadas são impresionantemente escuras.
Tinha uma outra, mais bonitinha e gostozinha. Uma das que nos recebeu friamente. Soube depois que era comida exclusiva do dono do navio. No meio da viagem ela me pediu para fazer algumas fotos. Eu que não me meti numa encrenca dessas!
Camarada, sobre a monotonia da paisagem. Confesso que não senti isso. Foi minha primeira navegação naquelas águas, sei lá se a última. Fiquei atento, observei tudo o que pude e não larguei a máquina da mão. Quando a Nikon quebrou lancei mão da perebinha Sony.
Faria a viagem novamente? Sim, sem dúvidas. E com o mesmo grande interêsse. Mas em uma embarcação melhor.
Não. Absolutamente o Joarez não entraria no nosso camarote. Tá doido???????
As matas são fechadas demais para permitir sobrevivência. Só mateiro profissional encara aquilo. Além de fechadas são impresionantemente escuras.
Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Navegando no Rio Amazonas
Lembrei do Papillon, que livrinho legal, já o filme, ô bosta!
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Re: Transamazônica 2013 - Navegando no Rio Amazonas
Me lembro de quando fiz um curso de sobrevivência na selva pelo colégio militar, foi como tirei meu certificado de reservista, fomos para o interior da amazônia, umas 5 horas na caçamba do caminhão até a base do Batalhão de infantaria de selva.
Lá na base tinha uns soldados mateiros que andavam descalços no meio daquela bagaça, um facão e o profundo conhecimento da selva, rambo é frango perto desses caras
.
Em relação à escuridão total, é a mais pura verdade, não da para ver a mão na frente dos olhos, no entanto, nas infiltrações noturnas, para nos mantermos na trilha de orientação, os caras colocavam folhas de candirana ainda nova (uma espécie de palma, quando novinha a folha é branca) no chão e ficava paracendo riscos de neon de tanto que brilhavam
Lá na base tinha uns soldados mateiros que andavam descalços no meio daquela bagaça, um facão e o profundo conhecimento da selva, rambo é frango perto desses caras
Em relação à escuridão total, é a mais pura verdade, não da para ver a mão na frente dos olhos, no entanto, nas infiltrações noturnas, para nos mantermos na trilha de orientação, os caras colocavam folhas de candirana ainda nova (uma espécie de palma, quando novinha a folha é branca) no chão e ficava paracendo riscos de neon de tanto que brilhavam
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Re: Transamazônica 2013 - Navegando no Rio Amazonas
Vish, Ticano, Avatar total, hein?
Re: Transamazônica 2013 - Navegando no Rio Amazonas
Só tinha coragem de subir nesse trambolho aí(barco) se deixasse antes uma apólice com um belo seguro de vida. rs...
Pelo menos o da família tava garantido.
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Re: Transamazônica 2013 - Navegando no Rio Amazonas
Na região do garimpo ouvi umas histórias...
Um cabra esta a três meses no garimpo ´no fundo de uma rede com uma malária braba. Conseguiu transporte até um telefone e ligou para a mulher.
- Três meses sem dá noticias? reclamou a mulher.
- Mulher, eu tô com a malária!
- Pois fique com essa vagabunda que eu já tô com o João do açougue faz é tempo!
Outro, também com malária tendo calafrios no fundo da rede ouve um cabra chacoalhar um vidro de maionese cheio de pepitas de ouro enquanto dizia: Hoje eu gasto tudo isso aqui com buceta!
- Apetece um cuzinho não? perguntou logo o adoentado ganancioso.
Inté
Um cabra esta a três meses no garimpo ´no fundo de uma rede com uma malária braba. Conseguiu transporte até um telefone e ligou para a mulher.
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- Pois fique com essa vagabunda que eu já tô com o João do açougue faz é tempo!
Outro, também com malária tendo calafrios no fundo da rede ouve um cabra chacoalhar um vidro de maionese cheio de pepitas de ouro enquanto dizia: Hoje eu gasto tudo isso aqui com buceta!
- Apetece um cuzinho não? perguntou logo o adoentado ganancioso.
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Re: Transamazônica 2013 - Navegando no Rio Amazonas
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Fast food com hi-fi



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Re: Transamazônica 2013 - Navegando no Rio Amazonas
Luiz Almeida escreveu:Na região do garimpo ouvi umas histórias...
Um cabra esta a três meses no garimpo ´no fundo de uma rede com uma malária braba. Conseguiu transporte até um telefone e ligou para a mulher.
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- Apetece um cuzinho não? perguntou logo o adoentado ganancioso.
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Nihil ego fecit. Sic erat cvm ego ad hic.
Ad corniger omnes poena parva est.
Timet farcimen canis icti per serpens.
Non posse avxilivm pertvrbare. Ad participandvm svmmvm est.
Nvllo desiderio qvi pictis zebra mirari reliqvvm tinxere.
Melivs est qvam contendere cooperandi
Ad corniger omnes poena parva est.
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Re: Transamazônica 2013 - Navegando no Rio Amazonas
Agora vou para a estrada!
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Bons tempos aqueles em que só andava de moto quem realmente gostava de motocicleta.
Re: Transamazônica 2013 - Navegando no Rio Amazonas
Legais essas fotos...
Lembrei do Zé Ramalho, quanto tempo temos antes de voltarem aquelas ondas!
Se bem que a pororoca mais ultra-master não deve chegar nem perto de Manaus...
Lembrei do Zé Ramalho, quanto tempo temos antes de voltarem aquelas ondas!
Se bem que a pororoca mais ultra-master não deve chegar nem perto de Manaus...
- minholi
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Re: Transamazônica 2013 - Navegando no Rio Amazonas
Nenhum empregado do Edvaldo recebe salário mínimo. “Não quero gente que mereça apenas um salário mínimo trabalhando para mim”, ele diz.
Que prazer ler isso! Filosofia de meu falecido pai e por conseguinte minha. Que bom saber que existe gente assim nos confins desse pais.
Dubito ergo cogito; cogito ergo sum
GSF-1250S Bandit & FLHTK 114 Ultra Limited & Super Meteor 650
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Re: Transamazônica 2013 - Navegando no Rio Amazonas
..lindas fotos Luiz
..o sol ficou perfeito ...o Brasil tem lugares lindos demais!! 


