Transamazônica 2013 - Chegadeira
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Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Enfrentando a Estrada Fantasma I
Valeu Aline e Medeiros!
Olha, depois da 319 esquecemos todas as dificuldades da BR 230. Somente a poeira braba entre Rurópolis e Itaituba ficou marcada, pois ali corremos real risco de vida.
Abração!
Olha, depois da 319 esquecemos todas as dificuldades da BR 230. Somente a poeira braba entre Rurópolis e Itaituba ficou marcada, pois ali corremos real risco de vida.
Abração!
Luiz Almeida
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Bons tempos aqueles em que só andava de moto quem realmente gostava de motocicleta.
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- Saurus
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Re: Transamazônica 2013 - Enfrentando a Estrada Fantasma I
Luiz Almeida escreveu:No afã de não passar a noite na 319, procuramos não parar muito, portanto, não fiz uma foto sequer das tais sinistras pontes e muita coisa mais que gostaria de ter registrado.
Posto, abaixo, algumas fotos feitas na viagem, 45 dias antes da nossa, do Augusto Roca e amigos. Eles passaram duas noites na estrada fantasma.....
Só me vi numa situação assim quando da tromba d'água que atingiu Nova Friburgo e a Região Serrana do Rio de Janeiro em janeiro de 2011. A XTE passou em lamaçais assim (ou algo piores) e enchentes, bolsões d'água lamacenta, barrenta. Mas é aquela história: pressão baixa nos pneus, ficar entre o sentado e o em pé nas pedaleiras/estribos da moto e, na dúvida, acelere.
Nihil ego fecit. Sic erat cvm ego ad hic.
Ad corniger omnes poena parva est.
Timet farcimen canis icti per serpens.
Non posse avxilivm pertvrbare. Ad participandvm svmmvm est.
Nvllo desiderio qvi pictis zebra mirari reliqvvm tinxere.
Melivs est qvam contendere cooperandi
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Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Enfrentando a Estrada Fantasma I
Enfrentando a Estrada Fantasma - Parte II
Marcelo não tinha mais água, nó a bebemos durante o dia. Eu tinha minha garrafa com dois litros e Joarez duas garrafinhas de meio litro. Juntei as garrafas e coloquei toda a água em local visível e lembrei ao amigos que, com parcimônia, não teríamos problema de falta de água para beber. Havia uma cisterna com água de aparência não muito boa. Tirei um grande balde para termos água para lavar mãos, etc.
Com ajuda da gasolina, a fogueira pegou bem e a lenha obtida deveria dar para a noite toda. Dizem que fogueira espanta onças e cobras. Havia uma velha corrente pendurada na grade do portão e Marcelo tinha um cadeado (não disse que o cabra tinha de tudo?). Trancamos o portão a cadeado, passamos uma corda grossa e demos nós.
Comemos os lanches que estavam na bagagem, barras de cereal, chocolates, etc. Bebericamos um pouco de água e fomos esticar as carcaças. Joarez não quis sequer forrar o chão para dormir. O problema é que ele deitou-se muito perto de mim, a dois palmos da minha cabeça. Riégua, tive que me afastar um pouco porque o cabra ronca demais! Havia um suave luar e nos calamos para tentar descansar. Bem que eu gostaria que a noite fosse breve.
Ouvimos o ruído de um carro. Ficamos na expectativa de que passasse direto. Que nada! Parou em frente ao portão e começou a buzinar. Levantei-me, chamei o Joarez para ir comigo, coloquei a camiseta para fora da calça para ocultar a faca na cintura e também uma arma de fogo inexistente. Joarez demorou a se levantar e caminhei sozinho em direção ao portão e o farol alto do carro não me permitia ver nada, somente ouvia o motor ligado e algumas pessoas falando agitadamente, sem compreender o que diziam. Guardando uma boa distância tentei o primeiro contato:
- Boa noite, por favor, baixem o farol. Falei pausadamente em voz alta.
Dei mais uns passos adiante, parei e repeti um sustenido mais alto:
- Boa noite, por favor, baixem o farol!
Fiquei parado esperando. Quando finalmente baixaram o farol do carro, uma Hilux cabine dupla, vi que eram três pessoas e aproximei-me do portão. Joarez e Marcelo caminhavam no mesmo sentido uns 20 metros atrás de mim, dando cobertura.
Falei que estávamos viajando de motocicleta e que naquela torre não havia mais lugar para pernoitar. Um japonês meio aborrecido respondeu que iriam dormir DENTRO da torre. Você são da Embratel? Perguntei com minha ficha a cair. Eram. Eram prestadores de serviços à Embratel. - E quem tem o segredo para abrir este cadeado? Perguntou o japa ainda com certa rispidez. Calma, o Marcelo está chegando e vai tirar o cadeado. Putz, trancamos a casa com os donos do lado de fora!
Entraram com a caminhonete, abriram a porta da torre onde há um alojamento completo, com quatro camas. Um deles veio conversar com a gente e nos apresentamos. Ele andava de moto e morava em Manaus. Falei que era amigo do Shigueo, que nos aguardava em Manaus. Pronto, o gelo foi quebrado. Eram o Adão, o Rafael (o japa) e mais um que não recordo o nome. Rafael e Adão são pilotos de motocross e fazem muitas aventuras off-road na região.
O donos na “nossa” torre ligaram um gerador de energia que fazia um barulho e fumaça infernais, tomaram diversas providência lá por dentro e depois nos convidaram para jantar na copa/cozinha que havia no interior da torre. Guizado de galinha caipira doada por um índio das proximidades, macarrão tipo fuzili, arroz e farinha. Nada poderia ser tão saboroso naquela situação. Rolou refrigerante, cerveja venezuelana e cachaça mineira de Salinas. Água gelada? Havia a vontade!
Antes de se recolher para dormir, Adão, conhecido como Adão Cross, levou um colchão para o Joarez que estava deitado no cimento e um edredon para mim.
Acordei bem cedo, se é que dormi mesmo. A rede do Marcelo estava a quatro dedos do chão e Joarez puxava sono ferrado. Comecei a despertar os amigos e não demorou o terceiro do grupo da Embratel apareceu nos oferecendo uma jarra de café fumegante que tomamos junto com biscoitos oferecidos pelo Adão.
Adão, que tem muito jeito para consertar coisas, conseguiu colocar no lugar a mola do descanso da moto do Joarez, que havia se soltado num lamaçal dia anterior.
Bagagens arrumadas e motos prontas para a estrada, nos despedimos dos novos amigos com abraços e troca de endereços na internet e redes sociais. O que se iniciou com certa apreensão terminou muito bem. A chegada do carro desconhecido no meio da noite que pensamos ser ameaça, terminou em amizade. Espero um dia rever estes camaradas.
Após exatos 30km avistei à nossa direita a modestíssima pousada Terra Rica, da tal “muié-da-saia-comprida”, alcunha dada por suas vestes de evangélica. Mais à frente encontramos um comboio de cinco caminhonetes 4x4 em direção contrária a nossa. Pararam, conversamos rapidamente sobre as condições da estrada em ambos sentidos e nos despedimos. Foram os únicos carros que encontramos até então. Mais 50km de estrada ruim e estaríamos em Igapó-Açu.
Marcelo seguia na frente quando encontramos uma equipe do jornal Valor Econômico, que fazia reportagem sobre o abandono da BR 319. O cinegrafista pediu para aguardarmos um pouco, posicionou uma filmadora no final de uma ponte e se posicionou em outro ponto para filmar manualmente nossa passagem. Reencontramos os jornalistas em Igapó-Açu. A filmagem ficou bem legal e eles nos cederam os arquivos.
Enquanto aguardávamos a balsa para mais uma travessia de rio, fomos ver os botos sendo alimentados pelos meninos do lugar. Igapó-Açu é um lugarejo à margens do rio Preto do Igapó-Açu. Um pequeno casario de madeira, a pousada de dona Mocinha e seu Raimundo, suspensa sobre palafitas com telhado de zinco, muito simples, porém de grande ajuda para quem se aventura na 319.
Durante a travessia, concedemos entrevista aos jornalistas. Foram várias perguntas e respostas. Porém na edição que foi publicada no site do jornal não saiu quando eu falei que a estrada estava criminosamente abandonada e que tive informações de que havia sido criminosamente destruída. Sabe-se lá se por conta do tal “politicamente correto”. Consta que um governador com vínculos no transporte fluvial de cargas mandou destruir a estrada para evitar prejuízos no setor. No entanto, a reportagem mostrou entrevista com pessoa que testemunhou máquinas arrancando parte do asfalto.
A partir de Igapó-Açu a estrada estava em obras. Poeira, desníveis, terra remexida, pedriscos e máquinas, tudo uma maravilha para quem sobreviveu aos 350km anteriores. Região de pouca floresta e muitas pastagens. Minha única preocupação era que minha moto mostrava reserva há algum tempo e o odômetro parcial mais de 400km e eu não sabia quando teria um posto para abastecer. Vi um placa informando venda de gasolina e entrei no lugar – acampamento desativado da Construtora Gautama. Por garantia coloquei dois litros de gasolina a 8 reais no tanque.
Chegamos a Careiro com o odômetro marcando 492,5km a partir de Realidade. Com os 6 litros extras colocados durante o percurso, o tanque encheu com 11,8 litros (27,67km/l). Seguimos adiante para pegar a balsa para Manaus em Careiro da Várzea. Ao longo da estrada, agora asfaltada, muitas pequenas fazendas de gado, todas as casas eram de madeira e suspensas por palafitas. Cenário bem pitoresco. Fiz várias fotos mentais em preto e branco.
Nossas "instalações"


Pousada em Igapó-Açu.

Cena, infelizmente, não incomum.

Marcelo não tinha mais água, nó a bebemos durante o dia. Eu tinha minha garrafa com dois litros e Joarez duas garrafinhas de meio litro. Juntei as garrafas e coloquei toda a água em local visível e lembrei ao amigos que, com parcimônia, não teríamos problema de falta de água para beber. Havia uma cisterna com água de aparência não muito boa. Tirei um grande balde para termos água para lavar mãos, etc.
Com ajuda da gasolina, a fogueira pegou bem e a lenha obtida deveria dar para a noite toda. Dizem que fogueira espanta onças e cobras. Havia uma velha corrente pendurada na grade do portão e Marcelo tinha um cadeado (não disse que o cabra tinha de tudo?). Trancamos o portão a cadeado, passamos uma corda grossa e demos nós.
Comemos os lanches que estavam na bagagem, barras de cereal, chocolates, etc. Bebericamos um pouco de água e fomos esticar as carcaças. Joarez não quis sequer forrar o chão para dormir. O problema é que ele deitou-se muito perto de mim, a dois palmos da minha cabeça. Riégua, tive que me afastar um pouco porque o cabra ronca demais! Havia um suave luar e nos calamos para tentar descansar. Bem que eu gostaria que a noite fosse breve.
Ouvimos o ruído de um carro. Ficamos na expectativa de que passasse direto. Que nada! Parou em frente ao portão e começou a buzinar. Levantei-me, chamei o Joarez para ir comigo, coloquei a camiseta para fora da calça para ocultar a faca na cintura e também uma arma de fogo inexistente. Joarez demorou a se levantar e caminhei sozinho em direção ao portão e o farol alto do carro não me permitia ver nada, somente ouvia o motor ligado e algumas pessoas falando agitadamente, sem compreender o que diziam. Guardando uma boa distância tentei o primeiro contato:
- Boa noite, por favor, baixem o farol. Falei pausadamente em voz alta.
Dei mais uns passos adiante, parei e repeti um sustenido mais alto:
- Boa noite, por favor, baixem o farol!
Fiquei parado esperando. Quando finalmente baixaram o farol do carro, uma Hilux cabine dupla, vi que eram três pessoas e aproximei-me do portão. Joarez e Marcelo caminhavam no mesmo sentido uns 20 metros atrás de mim, dando cobertura.
Falei que estávamos viajando de motocicleta e que naquela torre não havia mais lugar para pernoitar. Um japonês meio aborrecido respondeu que iriam dormir DENTRO da torre. Você são da Embratel? Perguntei com minha ficha a cair. Eram. Eram prestadores de serviços à Embratel. - E quem tem o segredo para abrir este cadeado? Perguntou o japa ainda com certa rispidez. Calma, o Marcelo está chegando e vai tirar o cadeado. Putz, trancamos a casa com os donos do lado de fora!
Entraram com a caminhonete, abriram a porta da torre onde há um alojamento completo, com quatro camas. Um deles veio conversar com a gente e nos apresentamos. Ele andava de moto e morava em Manaus. Falei que era amigo do Shigueo, que nos aguardava em Manaus. Pronto, o gelo foi quebrado. Eram o Adão, o Rafael (o japa) e mais um que não recordo o nome. Rafael e Adão são pilotos de motocross e fazem muitas aventuras off-road na região.
O donos na “nossa” torre ligaram um gerador de energia que fazia um barulho e fumaça infernais, tomaram diversas providência lá por dentro e depois nos convidaram para jantar na copa/cozinha que havia no interior da torre. Guizado de galinha caipira doada por um índio das proximidades, macarrão tipo fuzili, arroz e farinha. Nada poderia ser tão saboroso naquela situação. Rolou refrigerante, cerveja venezuelana e cachaça mineira de Salinas. Água gelada? Havia a vontade!
Antes de se recolher para dormir, Adão, conhecido como Adão Cross, levou um colchão para o Joarez que estava deitado no cimento e um edredon para mim.
Acordei bem cedo, se é que dormi mesmo. A rede do Marcelo estava a quatro dedos do chão e Joarez puxava sono ferrado. Comecei a despertar os amigos e não demorou o terceiro do grupo da Embratel apareceu nos oferecendo uma jarra de café fumegante que tomamos junto com biscoitos oferecidos pelo Adão.
Adão, que tem muito jeito para consertar coisas, conseguiu colocar no lugar a mola do descanso da moto do Joarez, que havia se soltado num lamaçal dia anterior.
Bagagens arrumadas e motos prontas para a estrada, nos despedimos dos novos amigos com abraços e troca de endereços na internet e redes sociais. O que se iniciou com certa apreensão terminou muito bem. A chegada do carro desconhecido no meio da noite que pensamos ser ameaça, terminou em amizade. Espero um dia rever estes camaradas.
Após exatos 30km avistei à nossa direita a modestíssima pousada Terra Rica, da tal “muié-da-saia-comprida”, alcunha dada por suas vestes de evangélica. Mais à frente encontramos um comboio de cinco caminhonetes 4x4 em direção contrária a nossa. Pararam, conversamos rapidamente sobre as condições da estrada em ambos sentidos e nos despedimos. Foram os únicos carros que encontramos até então. Mais 50km de estrada ruim e estaríamos em Igapó-Açu.
Marcelo seguia na frente quando encontramos uma equipe do jornal Valor Econômico, que fazia reportagem sobre o abandono da BR 319. O cinegrafista pediu para aguardarmos um pouco, posicionou uma filmadora no final de uma ponte e se posicionou em outro ponto para filmar manualmente nossa passagem. Reencontramos os jornalistas em Igapó-Açu. A filmagem ficou bem legal e eles nos cederam os arquivos.
Enquanto aguardávamos a balsa para mais uma travessia de rio, fomos ver os botos sendo alimentados pelos meninos do lugar. Igapó-Açu é um lugarejo à margens do rio Preto do Igapó-Açu. Um pequeno casario de madeira, a pousada de dona Mocinha e seu Raimundo, suspensa sobre palafitas com telhado de zinco, muito simples, porém de grande ajuda para quem se aventura na 319.
Durante a travessia, concedemos entrevista aos jornalistas. Foram várias perguntas e respostas. Porém na edição que foi publicada no site do jornal não saiu quando eu falei que a estrada estava criminosamente abandonada e que tive informações de que havia sido criminosamente destruída. Sabe-se lá se por conta do tal “politicamente correto”. Consta que um governador com vínculos no transporte fluvial de cargas mandou destruir a estrada para evitar prejuízos no setor. No entanto, a reportagem mostrou entrevista com pessoa que testemunhou máquinas arrancando parte do asfalto.
A partir de Igapó-Açu a estrada estava em obras. Poeira, desníveis, terra remexida, pedriscos e máquinas, tudo uma maravilha para quem sobreviveu aos 350km anteriores. Região de pouca floresta e muitas pastagens. Minha única preocupação era que minha moto mostrava reserva há algum tempo e o odômetro parcial mais de 400km e eu não sabia quando teria um posto para abastecer. Vi um placa informando venda de gasolina e entrei no lugar – acampamento desativado da Construtora Gautama. Por garantia coloquei dois litros de gasolina a 8 reais no tanque.
Chegamos a Careiro com o odômetro marcando 492,5km a partir de Realidade. Com os 6 litros extras colocados durante o percurso, o tanque encheu com 11,8 litros (27,67km/l). Seguimos adiante para pegar a balsa para Manaus em Careiro da Várzea. Ao longo da estrada, agora asfaltada, muitas pequenas fazendas de gado, todas as casas eram de madeira e suspensas por palafitas. Cenário bem pitoresco. Fiz várias fotos mentais em preto e branco.
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Re: Transamazônica 2013 - Enfrentando a Estrada Fantasma II
Manaus
Embarcamos na balsa para Manaus com tripulantes que mais desorientavam do que organizavam o posicionamento das motocicletas, com o agravante do piso metálico da embarcação estar todo melecado de óleo diesel. Foi uma travessia longa, porém tranquila. Vimos botos nadando perto de nós, apreciamos o encontro das águas do Rio Solimões com o Negro e ainda deu para tomar uma cervejinha no boteco do andar superior.
Durante a travessia telefonei para o Shigeo e este nos orientou a chegar no hotel indicado, o hotel Brasil, na Av Getúlio Vargas, perto do centro de Manaus.
Saímos da balsa por volta das quatro da tarde e tivemos que enfrentar o caótico e barulhento trânsito de cidade grande. Mesmo assim não foi complicado encontrar o hotel. O pior foi a recepcionista desatenciosa, grosseira e despreparada. A gente chega de viagem braba, cansado, cheio de lama e poeira e a primeira coisa que a mulherzinha fala é que as motos não estavam estacionadas em local permitido. Enquanto solicitávamos alguma coisa ela ficava olhando o computador. Deixa pra lá. Pedimos apartamentos individuais - o meu, da sacada via-se o famoso Teatro Amazonas – colocamos as motocicletas na garagem e combinamos de descer uma hora mais tarde.
Banhados, limpos usando bermudas, camisetas e chinelos, nos encontramos na lanchonete diante da portaria do hotel para umas cervas enquanto aguardávamos a visita dos amigos motociclistas Brazil Riders de Manaus. Joarez estava resolvido enviar a moto por transportadora e voltar para Fortaleza de avião.
Considero o trânsito de Fortaleza muito ruim, mas reparei que em Manaus as pessoas só marcam encontros na dependência do horário do trânsito ou dos gargalos das principais artérias da cidade. Passou-me a impressão de que trafegar em Manaus é pior do que em Fortaleza.
Depois da visita dos amigos manauaras, que se guardaram para a farra do dia seguinte, uma sexta feira, pegamos um táxi e fomos ao restaurante recomendado por eles fazer uma refeição decente que há mais de 48 horas não fazíamos. Comemos um belo Tambaqui assado de fazer gosto. Depois curtimos uma bela noite de sono sem que se marcasse hora para nada.
Na manhã seguinte, Marcelo e eu, acompanhados pelo Eduardo, amigo indicado pelo Shigueo para ser nosso cicerone, fomos caminhar pelo centro da cidade, visitar o porto, o mercado de peixes com sua imensa fartura, onde muita gente circulava comprando e vendendo pescados com impressionante variedade de espécies, cores, tamanhos e formas de comercialização. Nunca via tamanha fartura de peixes!
Nesse tempo Joarez estava cuidando dos trâmites para nos abandonar.
Depois fomos aos corretores de viagens para negociar nossas passagens para Belém e transporte das motocicletas. Marcelo, o negociador oficial cuidou disso. Foram muitas consultas a diversos vendedores, pechinchas mil, blefes e malandragem. Até que finalmente fechamos em mil reais o transporte das motos e camarote para dois com banheiro privativo. Pagamos, recebemos a papelada com a recomendação de embarcarmos as motos por volta das oito horas da manhã seguinte, sábado. A partida seria por volta do meio dia, informaram-nos O navio era o Liberty Star.
Gostaríamos de ter passado mais um dia em Manaus, porém só há navios fazendo o percurso para Belém aos sábados e quarta feiras... Também não se tem como escolher navio; ou é aquele ou aquele é. Outro só na quarta!
Resolvida a parada da passagem, Eduardo, nosso paciente guia, pilotando o Jimny do Shigueo nos levou para almoçar numa chácara muito bacana, um pouco distante da cidade. Só deu para nos despedirmos do Joarez por telefone. Bom amigo, divertido e bagunçado parceiro de estrada!
Para a noitada combinei de me encontrar com o amigo, Salama, fotógrafo de olhar preciso, motociclista de boas lembranças e, nas horas vagas competente médico acupunturista, que eu conhecia virtualmente através do blog de fotografia do jornal O Globo, o fotoglobo, juntamente com a turma de motociclistas. Sugerido o boteco, chegamos lá e as cervas custavam mais de vinte contos a ampola.
Um outro boteco cheio de seguranças e tal deu certo. Parte de música e dança separada, muitas mulheres bonitas aparentemente disponíveis, bom rock, boa mesa e boa conversa.
Acho que foi possível unir viagens de moto com fotografia nos altos papos que tivemos. Fomos devolvidos ao hotel lá pelas tantas da madrugada. Bom demais!
Inté
Embarcamos na balsa para Manaus com tripulantes que mais desorientavam do que organizavam o posicionamento das motocicletas, com o agravante do piso metálico da embarcação estar todo melecado de óleo diesel. Foi uma travessia longa, porém tranquila. Vimos botos nadando perto de nós, apreciamos o encontro das águas do Rio Solimões com o Negro e ainda deu para tomar uma cervejinha no boteco do andar superior.
Durante a travessia telefonei para o Shigeo e este nos orientou a chegar no hotel indicado, o hotel Brasil, na Av Getúlio Vargas, perto do centro de Manaus.
Saímos da balsa por volta das quatro da tarde e tivemos que enfrentar o caótico e barulhento trânsito de cidade grande. Mesmo assim não foi complicado encontrar o hotel. O pior foi a recepcionista desatenciosa, grosseira e despreparada. A gente chega de viagem braba, cansado, cheio de lama e poeira e a primeira coisa que a mulherzinha fala é que as motos não estavam estacionadas em local permitido. Enquanto solicitávamos alguma coisa ela ficava olhando o computador. Deixa pra lá. Pedimos apartamentos individuais - o meu, da sacada via-se o famoso Teatro Amazonas – colocamos as motocicletas na garagem e combinamos de descer uma hora mais tarde.
Banhados, limpos usando bermudas, camisetas e chinelos, nos encontramos na lanchonete diante da portaria do hotel para umas cervas enquanto aguardávamos a visita dos amigos motociclistas Brazil Riders de Manaus. Joarez estava resolvido enviar a moto por transportadora e voltar para Fortaleza de avião.
Considero o trânsito de Fortaleza muito ruim, mas reparei que em Manaus as pessoas só marcam encontros na dependência do horário do trânsito ou dos gargalos das principais artérias da cidade. Passou-me a impressão de que trafegar em Manaus é pior do que em Fortaleza.
Depois da visita dos amigos manauaras, que se guardaram para a farra do dia seguinte, uma sexta feira, pegamos um táxi e fomos ao restaurante recomendado por eles fazer uma refeição decente que há mais de 48 horas não fazíamos. Comemos um belo Tambaqui assado de fazer gosto. Depois curtimos uma bela noite de sono sem que se marcasse hora para nada.
Na manhã seguinte, Marcelo e eu, acompanhados pelo Eduardo, amigo indicado pelo Shigueo para ser nosso cicerone, fomos caminhar pelo centro da cidade, visitar o porto, o mercado de peixes com sua imensa fartura, onde muita gente circulava comprando e vendendo pescados com impressionante variedade de espécies, cores, tamanhos e formas de comercialização. Nunca via tamanha fartura de peixes!
Nesse tempo Joarez estava cuidando dos trâmites para nos abandonar.
Depois fomos aos corretores de viagens para negociar nossas passagens para Belém e transporte das motocicletas. Marcelo, o negociador oficial cuidou disso. Foram muitas consultas a diversos vendedores, pechinchas mil, blefes e malandragem. Até que finalmente fechamos em mil reais o transporte das motos e camarote para dois com banheiro privativo. Pagamos, recebemos a papelada com a recomendação de embarcarmos as motos por volta das oito horas da manhã seguinte, sábado. A partida seria por volta do meio dia, informaram-nos O navio era o Liberty Star.
Gostaríamos de ter passado mais um dia em Manaus, porém só há navios fazendo o percurso para Belém aos sábados e quarta feiras... Também não se tem como escolher navio; ou é aquele ou aquele é. Outro só na quarta!
Resolvida a parada da passagem, Eduardo, nosso paciente guia, pilotando o Jimny do Shigueo nos levou para almoçar numa chácara muito bacana, um pouco distante da cidade. Só deu para nos despedirmos do Joarez por telefone. Bom amigo, divertido e bagunçado parceiro de estrada!
Para a noitada combinei de me encontrar com o amigo, Salama, fotógrafo de olhar preciso, motociclista de boas lembranças e, nas horas vagas competente médico acupunturista, que eu conhecia virtualmente através do blog de fotografia do jornal O Globo, o fotoglobo, juntamente com a turma de motociclistas. Sugerido o boteco, chegamos lá e as cervas custavam mais de vinte contos a ampola.
Um outro boteco cheio de seguranças e tal deu certo. Parte de música e dança separada, muitas mulheres bonitas aparentemente disponíveis, bom rock, boa mesa e boa conversa.
Acho que foi possível unir viagens de moto com fotografia nos altos papos que tivemos. Fomos devolvidos ao hotel lá pelas tantas da madrugada. Bom demais!
Inté
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Re: Transamazônica 2013 - Enfrentando a Estrada Fantasma II
Legal cara...
acompanhando atento cada parte do relato!
acompanhando atento cada parte do relato!
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Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Enfrentando a Estrada Fantasma II
Biagioni escreveu:Legal cara...
acompanhando atento cada parte do relato!
Valeu!
Daqui a pouco aparecerá o Edison, aí de Porangaba.
Abração
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Re: Transamazônica 2013 - Enfrentando a Estrada Fantasma II
Luiz Almeida escreveu:Biagioni escreveu:Legal cara...
acompanhando atento cada parte do relato!
Valeu!
Daqui a pouco aparecerá o Edison, aí de Porangaba.
Abração
ahhh legal hahahah um conterraneo no relato!!
Desde 23/06/2006
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Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Manaus
Ops! Ia esquecendo as fotos.








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Re: Transamazônica 2013 - Manaus
show demais!
Gogoboy, agregando valor trollístico, cultural e filosófico ao m@d desde 2005
Re: Transamazônica 2013 - Manaus
...Luiz ..Manaus deve ser um lugar muito interessante mesmo.....belas fotos 
Re: Transamazônica 2013 - Manaus
Ta, agora que o relato acabou queremos mais fotos! kkkkk
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Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Manaus
RAlves escreveu:Ta, agora que o relato acabou queremos mais fotos! kkkkk
Cabô não! Tem muita navegação e o retorno a Fortaleza por estrada.... Aguenta! hahahah
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Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Manaus
Aline Lander escreveu:...Luiz ..Manaus deve ser um lugar muito interessante mesmo.....belas fotos
É bem interessante, sim. Mas engana-se quem vai pensando em compras. Isso só era interessante nos tempos de proibição de importações. Hoje, onde ficava as lojas da Zona Franca está repleto de produtos chineses encontráveis em qualquer lugar. Zona Franca hoje é indústria.
Não deu para ir a Presidente Figueiredo, a 100km de Manaus, conhecer suas centenas de cachoeiras.
Valeu!
Luiz Almeida
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Bons tempos aqueles em que só andava de moto quem realmente gostava de motocicleta.
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Re: Transamazônica 2013 - Manaus
Luiz, vc não acredita!
Eu e a patroa conhecemos o Salama!
Quando moramos em Roraima tivemos o prazer de conversar com ele, numa de suas visitas à Boa Vista.
Mas perdemos o contato.
Se puder enviar por MP, agradeço!
Enviado de meu GT-N7100 usando Tapatalk
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Quando moramos em Roraima tivemos o prazer de conversar com ele, numa de suas visitas à Boa Vista.
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MSM, no momento.
Versys 650 2012, 15k km em quase três anos
Shadow 2007, 11k km em 15 meses (jul/2012-out/2013)
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Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Manaus
drsrg escreveu:Luiz, vc não acredita!
Eu e a patroa conhecemos o Salama!
Quando moramos em Roraima tivemos o prazer de conversar com ele, numa de suas visitas à Boa Vista.
Mas perdemos o contato.
Se puder enviar por MP, agradeço!
Eita mundim pequeno!
Procurei o e-mail do Salama e não ancontrei. Tenho mantido contato com ele através do facebook. Caso você não utilize esta ferramenta, posso enviar para ele, via mensagem, teu e-mail para contato. O camarada é gente muito boa!
A propósito, Shigueo é o chefão da revenda Kawasaki em Manaus, a única que é da fábrica, portanto, melhores preços. Vi umas Versys equipadonas para estrada que deu gosto. E a preço de revenda normal.
Inté
Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Manaus
Luiz Almeida escreveu:
A propósito, Shigueo é o chefão da revenda Kawasaki em Manaus, a única que é da fábrica, portanto, melhores preços. Vi umas Versys equipadonas para estrada que deu gosto. E a preço de revenda normal.
Inté
Ei Luiz, pois então quando as coisas melhorarem pro meu lado, vamos marcar um retorno para Manaus? Ou nem pensar, hein?
Recebi a XL da revisão última, está quase lá a moça.
E o relato está mais colorido, parabéns! Mas ainda dá para vc detalhar mais certas passagens. Esse tambaqui assado, então, deu água na boca. Mesmo sem ser gourmet, senti falta de saber dos acompanhamentos, apresentação, temperos... O lance é pensar nos sentidos, amigo, dar uma visão multidimensional das coisas...
E o cadê meu troco? Firme e forte? Nunca mais tive tempo de pintar lá, essa construção está me deixando uma pilha! Essa sexta está pedindo um happy hour...
Abraço grande!
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Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Manaus
Cadê meu Trôco firme, forte e gelado!
Mas não irei nesta sexta próxima. Vou prá Peroba monitorar o erquimento da churrasqueira para o Euclides inaugurar.
Rapaz... complicado falar da comida em termos de tempêros e sabores. O tambaqui é bom, mas chega a ficar enjoativo por conta de ter muita gordura.
Gostei mais dos charutinhos, dos tucunarés e das piranhas...
É impressionante como se gosta e como se come peixe na Amazônia.
Abração!
Mas não irei nesta sexta próxima. Vou prá Peroba monitorar o erquimento da churrasqueira para o Euclides inaugurar.
Rapaz... complicado falar da comida em termos de tempêros e sabores. O tambaqui é bom, mas chega a ficar enjoativo por conta de ter muita gordura.
Gostei mais dos charutinhos, dos tucunarés e das piranhas...
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Re: Transamazônica 2013 - Manaus
Viu aí, só este detalhe do bicho ser gordo já enriquece, eu sou péssimo nesse ramo de peixe, rsrs.
Pois peixe é uma coisa que tem que saber fazer, é muito fácil de errar a mão.
O povo de lá gosta e é bom de tempero?
No mais, cuidado com esse negócio de gostar de piranha...
E ainda bem que as piranhas não gostaram de você, naquele lance da mijada interrompida, né?

Pois peixe é uma coisa que tem que saber fazer, é muito fácil de errar a mão.
O povo de lá gosta e é bom de tempero?
No mais, cuidado com esse negócio de gostar de piranha...
E ainda bem que as piranhas não gostaram de você, naquele lance da mijada interrompida, né?
Re: Transamazônica 2013 - Manaus
Luis, pergunta besta...seis rodarão sei lá quantos mil kms....em algum momento a PRF/PR te pararam para "averiguação" ?
abs
abs
A pedido daquele que tudo vê, retirado o banner ! :-P
Intruder 125 - 01/09 -> 01/10.
Fazer 250 - 01/10 -> 11/10.
Suzuki GSX 750 F - 10/10 -> 13?.
Neo - 16/? -> 21/?.
Hymalian - 23/05 -> Atual
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Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Manaus
Castelo, ainda bem que as piranhas não gostaram do meu tempero! hahahahahaha
Estou indo ao Detran, mas assim que poder vou postar fotos de cores e sabores da Amazônia. Aguardem!
Gus, em quase sete mil km rodados, nenhuma parada em postos policiais, nenhuma fiscalização. Aliás, na volta, BR 316, onde havia uma fila num posto da PRF, passei pelo lado, e, sem parar a moto, sinalizei para o policial e ele liberou-nos de imediato.
Inté
Estou indo ao Detran, mas assim que poder vou postar fotos de cores e sabores da Amazônia. Aguardem!
Gus, em quase sete mil km rodados, nenhuma parada em postos policiais, nenhuma fiscalização. Aliás, na volta, BR 316, onde havia uma fila num posto da PRF, passei pelo lado, e, sem parar a moto, sinalizei para o policial e ele liberou-nos de imediato.
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