Transamazônica 2013 - Chegadeira
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Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Relato da Viagem - Parte VII
jsamuel escreveu:O cara já vendeu a moto? Putz...
Tava barata. 2007 premium por 45 contos com uns 15 contos de acessórios originais, além de peças sobressalentes.
Mas parece que a muié do comprador fez ele amarelar na última hora.
Amanhã a Kombi vai a Oeiras, Piauí. Lançamento do livro do Augusto Rocha, sobre a viagem na Transamazônica dois meses antes de nós.
Inté
Luiz Almeida
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Bons tempos aqueles em que só andava de moto quem realmente gostava de motocicleta.
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Re: Transamazônica 2013 - Fotos do Macaquinho
Luiz Almeida escreveu:Poeira, Poeira, Poaca!
Jantamos, sim, mas nem me lembro direito o quê.
Inté!
Fechou com chave de ouro, kkkkkk
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Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Relato da Viagem - Parte VII
Mordomias em Jacareacanga
Antes do sol de proa começar a me incomodar chegamos a uma praça cujo destaque é uma réplica da estátua do Cristo Redentor ladeada por dois grandes jacarés. Era o trevo de entrada para Jacareacanga. Enquanto fotografávamos, aproximou-se uma pic-up cabine dupla Hilux branca, último tipo, e o cidadão que a conduzia perguntou: Tem água no Ceará este ano? Tem não, este ano tá uma seca danada por lá! Foi minha resposta. Conversamos um pouco, tivemos indicação de hotel e Joarez agradeceu o convite para ir direto pescar na fazenda do cidadão, que prometeu aparecer no hotel para continuar a prosa.
Chegamos ao hotel São Cristóvão depois dos bem 5km para chegar na cidade, que me pareceu ter uma meia dúzia de umas 4 ou 7 ruas. Era sábado, e na varanda do hotel algumas pessoas tomavam cerveja, que era servida de um balcão no canto da varanda. - Também quero uma dessas!, eu disse antes mesmo de descer da moto. Dona Dé, a dona do hotel, que também bebericava uma cervejinha, me serviu uma lata bem gelada. Saúde!, falei levantando a latinha em direção a meus amigos e demais presentes e entornando o líquido.
Levamos as tralhas para um apartamento triplo amplo e limpo. Joarez começou sua tradicional bagunça e eu, tendo tirado apenas as joelheiras, retornei para a varanda e às cervejas. As pessoas da varanda eram hóspedes e amigos de Dona Dé. Não demorou Marcelo apareceu para me acompanhar e Joarez foi tentar fotografar o sol poente nas margens do Tapajós. A Hilux branca estacionou e Edvaldo, era esse o nome do cidadão que nos recebeu na entrada da cidade, sentou-se à nossa mesa.
Edvaldo nasceu no Piauí, em um lugarejo próximo a Oeiras. Jovem, trabalhou de enxada na mão nos roçados do pai. Migrou para a Amazônia onde passou a viver da venda de mercadorias em garimpos. Hoje, junto com a esposa é o maior comerciante de Jacareacanga, além de possuir fazendas de criação de bovinos da raça nelore para abate e criatório de tambaquis. Nenhum empregado do Edvaldo recebe salário mínimo. “Não quero gente que mereça apenas um salário mínimo trabalhando para mim”, ele diz.
A conversa na varanda do hotel seguiu animada, Joarez já inserido, quando Edvaldo nos convidou para irmos comer uns espetos de picanha em umas barracas numa praça por perto. Marcelo se adiantou e pagou toda a conta da mesa, ato que pareceu-me ter deixado nosso novo amigo contrariado e ao mesmo tempo positivamente surpreso.
De carona na Hilux fomos ao espaço de festas, bingos e barraquinhas de alimentação ao ar livre da cidade. Eu ainda de bota, calça e camiseta empoeirada da viagem. Logo a esposa e filhos de Edvaldo chegaram. Continuamos as conversa, as cervejas, além de alguns excelentes espetos de uma suculenta picanha acompanhados de um bom baião de dois. As picanhas, aliás, eram provenientes da fazenda do nosso anfitrião.
Em viagem de moto, posso estar sujo de poeira, jamais fedido. Acho que era o caso de nós três. Dividindo apartamento com mais dois, na maioria das vezes priorizei tomar um bom banho somente na hora de dormir.
Sempre ouvi dizer que o óleo spray WD40 era bom para muita coisa. Lembro que vi uma lista que circulava na Internet que incluía o óleo em tratamento de tanta coisa que até hemorroidas poderia ser curada com seu uso... O fato é que o Marcelo sugeriu dar uma borrifada de WD40 no dispositivo de abrir o capacete. Não é que funcionou!
Todas vezes que abria o bauleto, a sacola onde estavam as roupas e a máquina fotográfica grande estava revirada, fora da posição em que havia sido colocada. Acho que ela, apesar de bem apertada no baú, muitas vezes dando trabalho para fechar, ficava girando lá por dentro com o chacoalhado constante da moto na estrada. Espero que a máquina e a lente aguentem bem.
Tomamos um delicioso café da manhã feito pela dona Dé, juntamente com alguns hóspedes. Entre eles o médico do município, um sr de certa idade que mora no hotel e um engenheiro de Belo Horizonte, que estava na região prestando serviço especializado no maquinário de garimpo. Dele vimos um vídeo no celular em que a porta do avião em que estava indo a um garimpo se abre em pleno vôo. Segura aí!, dizia o piloto. E o mineiro, sentado sobre galões de diesel mantinha a porta fechada com uma mão enquanto a outra segurava o telefone para filmar.
Antes da oito hora Edvaldo, com um jet-ski atrelado à Hilux nos convidou a ir para as praias do rio Tapajós pertinho dali. Barraquinhas, peixes assado em braseiros, barcos e voadeiras de todos os tamanhos e até uma casa flutuante havia por perto. Também índios que chegavam ao lugar em barcos motorizados e que evitavam trocar olhares com as pessoas. Tipos estranhos esses índios aculturados.
Com todos usando coletes salva-vidas, Edvaldo levou cada um de nós na garupa do jet-sky até um banco de areia no meio do rio. Água de um esmeralda transparente. Depois ensinou Marcelo e Joarez a pilotarem a potente máquina aquática Yamaha de 1000cc. Em cada um ele provocou, com uma manobra mais radical, um tombo na água ante de passar o comando do jet-sky. Ele insistiu para eu ir, mas não estava a fim de emoções fortes, não. Bastava-me a estrada. Nos divertimos bastante banhando-se na suave correnteza do rio.
Aceitamos o convite para almoçar na casa do Edvaldo. Acertamos as contas no hotel, arrumamos as moto para viagem e fomos recebidos pelo anfitrião e família. Em Apuí, nosso próximo destino, acontecia um grande rodeio e, segundo informações, não encontraríamos vagas em nenhum hotel. Edvaldo fez uma ligação telefônica, perguntou-nos se haveria problema em dormirmos numa casa. Não, não havia problema, respondemos informando que levávamos nossas próprias redes de dormir. Deveríamos então procurar um contato no hotel Silverado, em Apuí.
Almoçamos tambaquis na brasa e experimentamos a sobremesa de açaí, uma delícia. Era uma e meia da tarde quando nos despedimos desse camarada gente boa e de sua família. Ficaram de nos contatar ao irem a Fortaleza, planos para meados de 2014.
Abastecemos na saída da cidade. Minha moto rodou 410km e, incluindo os três litros colocados no Km180, coube 10,3 litros no tanque. Fez 30,83km/l. Se não tivesse colocado gasolina extra ainda teria mais de dois litros para rodar. É melhor não arriscar ficar num “prego seco” na Transamazônica!
Apuí dista quase 300km de Jacaré (já íntimo do lugar), e fizemos o trajeto na mesma rotina de balsas, poeira, pedras, buracos e erosões de sempre. Rodamos cerca de 50km e, depois de tanto tempo na Amazônia, finalmente entramos no Estado do Amazonas. A placa que sinalizava a divisa era de um estabelecimento comercial – Magazine do Norte – em Apuí, que por acaso percebi largada na beira do mato. Parei escorei a placa no pneu da moto e registrei nossa entrada no maior Estado da Federação.
Cruzamos o Rio Sucundurí numa balsa e em seguida paramos para descanso e água na vila de mesmo nome. As casas sobre palafitas indicavam o quanto o rio crescia nas cheias. No estabelecimento que entramos, muito limpo e arrumado, havia um cartaz informando: não atendemos do por do sol de sexta feira ao por do sol do sábado. Exigência da seita. Embaixo dos palafitas havia crianças encantadas com filhotes recém-nascidos de uma cadela. Liliane, que nos atendeu, contou que tinha parentes em São Luís. Incentivei ela a viajar perguntando quanto tempo ela não via o mar. Há trinta e dois anos, ela respondeu informando sua idade.



Antes do sol de proa começar a me incomodar chegamos a uma praça cujo destaque é uma réplica da estátua do Cristo Redentor ladeada por dois grandes jacarés. Era o trevo de entrada para Jacareacanga. Enquanto fotografávamos, aproximou-se uma pic-up cabine dupla Hilux branca, último tipo, e o cidadão que a conduzia perguntou: Tem água no Ceará este ano? Tem não, este ano tá uma seca danada por lá! Foi minha resposta. Conversamos um pouco, tivemos indicação de hotel e Joarez agradeceu o convite para ir direto pescar na fazenda do cidadão, que prometeu aparecer no hotel para continuar a prosa.
Chegamos ao hotel São Cristóvão depois dos bem 5km para chegar na cidade, que me pareceu ter uma meia dúzia de umas 4 ou 7 ruas. Era sábado, e na varanda do hotel algumas pessoas tomavam cerveja, que era servida de um balcão no canto da varanda. - Também quero uma dessas!, eu disse antes mesmo de descer da moto. Dona Dé, a dona do hotel, que também bebericava uma cervejinha, me serviu uma lata bem gelada. Saúde!, falei levantando a latinha em direção a meus amigos e demais presentes e entornando o líquido.
Levamos as tralhas para um apartamento triplo amplo e limpo. Joarez começou sua tradicional bagunça e eu, tendo tirado apenas as joelheiras, retornei para a varanda e às cervejas. As pessoas da varanda eram hóspedes e amigos de Dona Dé. Não demorou Marcelo apareceu para me acompanhar e Joarez foi tentar fotografar o sol poente nas margens do Tapajós. A Hilux branca estacionou e Edvaldo, era esse o nome do cidadão que nos recebeu na entrada da cidade, sentou-se à nossa mesa.
Edvaldo nasceu no Piauí, em um lugarejo próximo a Oeiras. Jovem, trabalhou de enxada na mão nos roçados do pai. Migrou para a Amazônia onde passou a viver da venda de mercadorias em garimpos. Hoje, junto com a esposa é o maior comerciante de Jacareacanga, além de possuir fazendas de criação de bovinos da raça nelore para abate e criatório de tambaquis. Nenhum empregado do Edvaldo recebe salário mínimo. “Não quero gente que mereça apenas um salário mínimo trabalhando para mim”, ele diz.
A conversa na varanda do hotel seguiu animada, Joarez já inserido, quando Edvaldo nos convidou para irmos comer uns espetos de picanha em umas barracas numa praça por perto. Marcelo se adiantou e pagou toda a conta da mesa, ato que pareceu-me ter deixado nosso novo amigo contrariado e ao mesmo tempo positivamente surpreso.
De carona na Hilux fomos ao espaço de festas, bingos e barraquinhas de alimentação ao ar livre da cidade. Eu ainda de bota, calça e camiseta empoeirada da viagem. Logo a esposa e filhos de Edvaldo chegaram. Continuamos as conversa, as cervejas, além de alguns excelentes espetos de uma suculenta picanha acompanhados de um bom baião de dois. As picanhas, aliás, eram provenientes da fazenda do nosso anfitrião.
Em viagem de moto, posso estar sujo de poeira, jamais fedido. Acho que era o caso de nós três. Dividindo apartamento com mais dois, na maioria das vezes priorizei tomar um bom banho somente na hora de dormir.
Sempre ouvi dizer que o óleo spray WD40 era bom para muita coisa. Lembro que vi uma lista que circulava na Internet que incluía o óleo em tratamento de tanta coisa que até hemorroidas poderia ser curada com seu uso... O fato é que o Marcelo sugeriu dar uma borrifada de WD40 no dispositivo de abrir o capacete. Não é que funcionou!
Todas vezes que abria o bauleto, a sacola onde estavam as roupas e a máquina fotográfica grande estava revirada, fora da posição em que havia sido colocada. Acho que ela, apesar de bem apertada no baú, muitas vezes dando trabalho para fechar, ficava girando lá por dentro com o chacoalhado constante da moto na estrada. Espero que a máquina e a lente aguentem bem.
Tomamos um delicioso café da manhã feito pela dona Dé, juntamente com alguns hóspedes. Entre eles o médico do município, um sr de certa idade que mora no hotel e um engenheiro de Belo Horizonte, que estava na região prestando serviço especializado no maquinário de garimpo. Dele vimos um vídeo no celular em que a porta do avião em que estava indo a um garimpo se abre em pleno vôo. Segura aí!, dizia o piloto. E o mineiro, sentado sobre galões de diesel mantinha a porta fechada com uma mão enquanto a outra segurava o telefone para filmar.
Antes da oito hora Edvaldo, com um jet-ski atrelado à Hilux nos convidou a ir para as praias do rio Tapajós pertinho dali. Barraquinhas, peixes assado em braseiros, barcos e voadeiras de todos os tamanhos e até uma casa flutuante havia por perto. Também índios que chegavam ao lugar em barcos motorizados e que evitavam trocar olhares com as pessoas. Tipos estranhos esses índios aculturados.
Com todos usando coletes salva-vidas, Edvaldo levou cada um de nós na garupa do jet-sky até um banco de areia no meio do rio. Água de um esmeralda transparente. Depois ensinou Marcelo e Joarez a pilotarem a potente máquina aquática Yamaha de 1000cc. Em cada um ele provocou, com uma manobra mais radical, um tombo na água ante de passar o comando do jet-sky. Ele insistiu para eu ir, mas não estava a fim de emoções fortes, não. Bastava-me a estrada. Nos divertimos bastante banhando-se na suave correnteza do rio.
Aceitamos o convite para almoçar na casa do Edvaldo. Acertamos as contas no hotel, arrumamos as moto para viagem e fomos recebidos pelo anfitrião e família. Em Apuí, nosso próximo destino, acontecia um grande rodeio e, segundo informações, não encontraríamos vagas em nenhum hotel. Edvaldo fez uma ligação telefônica, perguntou-nos se haveria problema em dormirmos numa casa. Não, não havia problema, respondemos informando que levávamos nossas próprias redes de dormir. Deveríamos então procurar um contato no hotel Silverado, em Apuí.
Almoçamos tambaquis na brasa e experimentamos a sobremesa de açaí, uma delícia. Era uma e meia da tarde quando nos despedimos desse camarada gente boa e de sua família. Ficaram de nos contatar ao irem a Fortaleza, planos para meados de 2014.
Abastecemos na saída da cidade. Minha moto rodou 410km e, incluindo os três litros colocados no Km180, coube 10,3 litros no tanque. Fez 30,83km/l. Se não tivesse colocado gasolina extra ainda teria mais de dois litros para rodar. É melhor não arriscar ficar num “prego seco” na Transamazônica!
Apuí dista quase 300km de Jacaré (já íntimo do lugar), e fizemos o trajeto na mesma rotina de balsas, poeira, pedras, buracos e erosões de sempre. Rodamos cerca de 50km e, depois de tanto tempo na Amazônia, finalmente entramos no Estado do Amazonas. A placa que sinalizava a divisa era de um estabelecimento comercial – Magazine do Norte – em Apuí, que por acaso percebi largada na beira do mato. Parei escorei a placa no pneu da moto e registrei nossa entrada no maior Estado da Federação.
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Re: Transamazônica 2013 - Relato da Viagem - Parte VIII
...Show as fotos Luiz!!!
...e teu relato é uma delícia de ler , obrigada !! Também vou aguardar o livro, estes ensaios sempre fica um ar de quero mais
..
...e teu relato é uma delícia de ler , obrigada !! Também vou aguardar o livro, estes ensaios sempre fica um ar de quero mais -
Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Relato da Viagem - Parte VIII
Aline Lander escreveu:...Show as fotos Luiz!!!![]()
...e teu relato é uma delícia de ler , obrigada !! Também vou aguardar o livro, estes ensaios sempre fica um ar de quero mais
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Re: Transamazônica 2013 - Relato de Viagem parte III
Luiz Almeida escreveu:drsrg escreveu:Luiz,
o que são estas benditas "travas de pneu"?
E o tal macaco que você usava para lubrificar corrente?
Tem foto? Fiquei curioso em como seria, para você poder carregar na moto.
[[]]!
Eis as fotos do Macaquinho:
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Luiz, este macaquinho compraste aonde?
Lubrificar corrente de moto sem cavalete central desanima o cidadão...
-
Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Relato da Viagem - Parte VIII
Comprei na Motoban, mas parece que não tem mais. Procurei para postar aqui e não ancontrei.
Um mecânico do meu irmão fez 10 cópias desse meu macaco, encomenda do Pablo, que andou vendendo por aqui.
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Re: Transamazônica 2013 - Relato da Viagem - Parte VII
Luiz Almeida escreveu:jsamuel escreveu:O cara já vendeu a moto? Putz...
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Eu achei cara por ser uma moto sei lá meio antiga, isso comercialmente falando, sei que essas jacas tem motor quase eterno. rs..
bon voyage
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No Limit Brasil MG (SS Iguatu - Ceará)
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Re: Transamazônica 2013 - Relato da Viagem - Parte VIII
Luiz Almeida escreveu:Comprei na Motoban, mas parece que não tem mais. Procurei para postar aqui e não ancontrei.
Um mecânico do meu irmão fez 10 cópias desse meu macaco, encomenda do Pablo, que andou vendendo por aqui.
Eu ainda não consegui entender o funcionamento dele.
Mas acho que compraria um. ;)
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MSM, no momento.
Versys 650 2012, 15k km em quase três anos
Shadow 2007, 11k km em 15 meses (jul/2012-out/2013)
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Re: Transamazônica 2013 - Relato da Viagem - Parte VIII
agora sim!! com as fotos ilustrando cada parte ficou bem melhor!!!!!!!!
Desde 23/06/2006
Intruder 125
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Re: Transamazônica 2013 - Relato da Viagem - Parte VIII
drsrg escreveu:Luiz Almeida escreveu:Comprei na Motoban, mas parece que não tem mais. Procurei para postar aqui e não ancontrei.
Um mecânico do meu irmão fez 10 cópias desse meu macaco, encomenda do Pablo, que andou vendendo por aqui.
Eu ainda não consegui entender o funcionamento dele.
Mas acho que compraria um. ;)
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A alguns anos mandei fazer um com esticador de cabo, até que ficou bom.
Tenere 250 - 8566 km
Re: Transamazônica 2013 - Relato da Viagem - Parte VII
Luiz Almeida escreveu:jsamuel escreveu:O cara já vendeu a moto? Putz...
Tava barata. 2007 premium por 45 contos com uns 15 contos de acessórios originais, além de peças sobressalentes.
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Gostou da 020, hein, cabra?
Galera, vamos propor uma moção e batizar como Rodovia Luiz F. Almeida?
Re: Transamazônica 2013 - Relato da Viagem - Parte VIII
samurai escreveu:drsrg escreveu:Luiz Almeida escreveu:Comprei na Motoban, mas parece que não tem mais. Procurei para postar aqui e não ancontrei.
Um mecânico do meu irmão fez 10 cópias desse meu macaco, encomenda do Pablo, que andou vendendo por aqui.
Eu ainda não consegui entender o funcionamento dele.
Mas acho que compraria um. ;)
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A alguns anos mandei fazer um com esticador de cabo, até que ficou bom.
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Tem foto dele samurai?
Não consegui imaginar como seria.
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Re: Transamazônica 2013 - Relato da Viagem - Parte VIII
drsrg escreveu:Tem foto dele samurai?
Não consegui imaginar como seria.
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Kuati escreveu:Não gostei disso aí não, tem moto que não tem esse furo.
Mais fácil, barato um martelo mesmo, ou para levar em viagens é mais prático um esticador de cerca devidamente adaptado:
http://www.tenereclub.com.br/viewtopic. ... 200#p83151
[ ]'s
Re: Transamazônica 2013 - Relato da Viagem - Parte VIII
Obrigado!
Estava quase chegando no resultado final com os esticadores. ;)
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Re: Transamazônica 2013 - Relato da Viagem - Parte VII
Castelo escreveu:Gostou da 020, hein, cabra?
![]()
Galera, vamos propor uma moção e batizar como Rodovia Luiz F. Almeida?
É, nunca andei tanto e em tão pouco tempo pela BR 020. hehehehe
Mas a paisagem é de doer; mendigos de São Francisco na beira da estrada até Canindé e um sertão seco de dar dó para frente.
Na ida encontrei o bonde da madrugada em Tauá. Os caras saíram as cinco da manhã e eu preferi sair seis e meia.
Voltamos em um grupo de 8 motos; uma KTM super motard 929, uma DL 1000, uma 1200GS, a minha, e o resto F 800GS. Tocamos forte e nos divertimos quando o movimento de carros aumentou. Bailado de motos na ultrapassasgens.
Chegadeira no aniversário de um italiano gente boa, no restaurante dele.
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Re: Transamazônica 2013 - Relato da Viagem - Parte VIII
Rodeio e Parapente em Apuí
Na área urbana de Apuí a estrada se transforma numa larga avenida com canteiro central. Chegamos ao hotel Silverado em busca do nosso contato para conseguirmos alojamento, porém a simpática recepcionista do hotel já nos esperava com um bom apartamento triplo reservado exclusivamente para nós – intervenção do nosso amigo Edvaldo, “O Cara”, de Jacareacanga! No entanto, por conta do rodeio, a diária seria de R$300,00. Em datas normais seria R$115,00. Fazer o quê? Traga-me uma cerveja, menina!
Boa parte da população de Apuí é de gente que veio da Região Sul. Dedicam´se principalmente à pecuária. Tomam chimarrão e mantêm os hábitos gaúchos que são possíveis manter no calor amazônico.
Era noite de domingo (dia 15/09) e quase tudo estava fechado na cidade. Todos estavam no grande parque agropecuário, onde existe um espécie de estádio para rodeios, vendo peões sendo derrubados por touros. Conseguimos uma refeição marromenos e fomos ao parque do rodeio. Muito carros e muito mais motos estacionadas. Deixamos nossas motos estacionadas enquanto um homem e uma mulher discutiam em altos brados e xingamentos. Antes de nos afastarmos da confusão ainda ouvimos o estalo do tapa que o cabra deu na irada mulher, que caiu de quatro no chão. Continuamos nosso rumo para nos mantermos distantes dessa deprimente cena.
Não gosto de multidões, mesmo assim acompanhei os amigos na ida à arquibancada e assistimos as duas montarias finais. Como o grande vencedor foi peão local, o público comemorou com grande vibração.
Nas barracas em volta do estádio tomamos umas cervejas. Muito interessante aquele povo na Amazônia se vestindo como se estivesse em Barretos. Mulheres de botas, chapéu e calças apertadíssimas, muito arrumadas. Muitos casais, sendo boa partes deles o homem claramente gaúcho e a mulher amazonense, muitos com os filhotes à tiracolo.
Ao sairmos de Apuí rumo a Humaitá, encontramos a dupla que estava sobrevoando toda a extensão da BR230 de parapente motorizado e publicando a cruzada aos domingos no programa Fantástico, da Rede Globo. Paramos para fotografar e eles manobraram em nossa direção. Trocamos cumprimentos acenando e seguimos viagem. Certamente eles nos filmaram. Sabe lá se apareceremos no Fantástico?
A estrada era de barro, porém melhor do que muitas asfaltadas por aí. O problema era que com a velocidade mais alta, ultrapassar veículos, principalmente os com tração dianteira, era receber uma chuva de pedriscos no capacete.
Paramos em outra localidade denominada km 180, só que esse era medido a partir de Humaitá. Almoçamos entre a gauchada, arroz, feijão, farinha, bife e ovo frito. Por conta do calor bebemos um garrafão de coca-cola. Abastecemos as motos ( 25,58km/l)
Uma cancela bloqueava a estrada e um velho índio de calção adidas e corpo com desbotada pintura de genipapo nos apresentou um papelucho típico de conta de bar com o valor de R$10,00 para pagarmos por moto. Pagamos sem criar caso. A cancela foi aberta e seguimos pela denominada Terra Indígena Tenharim – Marmelos, de quase 500 mil hectares, por onde passa a BR 230, que pertence à União e por onde, creio eu, todo brasileiro tem o direito de ir e vir. Há agrupamentos de casas bem construídas no interior das terras dos Tenharims. No entanto, considero a cobrança do pedágio um caso de extorsão consentida.
A propósito de índios. Desde Novo Repartimento as diversas conversas que tive a respeito de índios aculturados durante a viagem me levaram a conclusão de que uma boa parte não passa de párias da floresta. Não plantam, não coletam, não criam. Vivem das mais diversas bolsas, cestas e recursos de Ongs, maioria estrangeira. Acobertam fugitivos e negociam garimpos e corte ilegal de árvores. Quando frequentam festas de não índios, se encharcam de bebidas alcoólicas e causam confusão na certa.
Meu único contato direto com índios foi quando paramos para um descanso e, enquanto Joarez e Marcelo foram banhar-se num belo igarapé de águas com tons de esmeralda, tentei conversar com um indígena que atravessava a ponte com seus dois curumins e pedi licença para fotografar. Muito tímidos. Ele tinha muita dificuldade de se expressar em português, entendi que ele me disse que índio não tinha nome, falou alguma coisa sobre os curumins e guaraná e foi embora. Fui com os curumins até a venda próxima pensando que era para comprar algum produto da floresta produzido por eles. Nada disso, me informou a moça da venda. Eles queriam que eu pagasse uma garrafa pet com 2 litros de guaraná desses mesmos, que a gente conhece. Os meninos saíram felizes com o guaraná de homem branco. Ainda os vi bebendo o refrigerante junto com o pai e uma mulher do outro lado do igarapé.
O entardecer ainda me incomodava muito com o sol de proa e a viseira do capacete sempre empoeirada. Passar a luva, mesmo suja, por fora e por dentro da viseira melhorava um pouco, mas por pouco tempo.
Por conta da boa média de velocidade, depois de rodar 427,8km no odômetro da moto – o guia 4 Rodas informa 467km - atravessamos o Rio Madeira e chegamos a Humaitá antes das quatro horas da tarde. Desencontrei-me dos amigos na chegada no Hotel Brasil, indicado por amigos, que era logo após o posto na entrada da cidade em que buscamos informações e eu segui em frente, para o centro de Humaitá. Tentei ligar para o Rogério, do Brazil Riders, nosso contato motociclístico na cidade, mas o número que eu tinha estava errado. Bom, pensei, basta achar o Hotel que encontro os amigos. Retornava numa possível contra-mão quando o Marcelo me encontrou e o Tiago, também motociclista Brazil Riders, nos encontrou.
O pneu traseiro da minha já estava ficando liso na parte central da banda de rodagem. Procurei pneus em duas lojas de peças para motos e só encontrei dos tipo motocross e de marcas desconhecidas. Preferi dar um voto de confiança no velho Pirelli MT40. Os pneus da moto do Marcelo continuavam firmes e fortes. Providenciamos recipientes para a gasolina que iríamos precisar na jornada seguinte.
À noite saímos com o Rogério e o Tiago. Ambos têm Ténéré 660 que em breve sairiam em viagem a Machu-Pichu e Chile. Nos levaram num lugar de mesas na rua, cerveja gelada e um jantar caprichado com fartos e suculentos bifes de filé mignon.



Na área urbana de Apuí a estrada se transforma numa larga avenida com canteiro central. Chegamos ao hotel Silverado em busca do nosso contato para conseguirmos alojamento, porém a simpática recepcionista do hotel já nos esperava com um bom apartamento triplo reservado exclusivamente para nós – intervenção do nosso amigo Edvaldo, “O Cara”, de Jacareacanga! No entanto, por conta do rodeio, a diária seria de R$300,00. Em datas normais seria R$115,00. Fazer o quê? Traga-me uma cerveja, menina!
Boa parte da população de Apuí é de gente que veio da Região Sul. Dedicam´se principalmente à pecuária. Tomam chimarrão e mantêm os hábitos gaúchos que são possíveis manter no calor amazônico.
Era noite de domingo (dia 15/09) e quase tudo estava fechado na cidade. Todos estavam no grande parque agropecuário, onde existe um espécie de estádio para rodeios, vendo peões sendo derrubados por touros. Conseguimos uma refeição marromenos e fomos ao parque do rodeio. Muito carros e muito mais motos estacionadas. Deixamos nossas motos estacionadas enquanto um homem e uma mulher discutiam em altos brados e xingamentos. Antes de nos afastarmos da confusão ainda ouvimos o estalo do tapa que o cabra deu na irada mulher, que caiu de quatro no chão. Continuamos nosso rumo para nos mantermos distantes dessa deprimente cena.
Não gosto de multidões, mesmo assim acompanhei os amigos na ida à arquibancada e assistimos as duas montarias finais. Como o grande vencedor foi peão local, o público comemorou com grande vibração.
Nas barracas em volta do estádio tomamos umas cervejas. Muito interessante aquele povo na Amazônia se vestindo como se estivesse em Barretos. Mulheres de botas, chapéu e calças apertadíssimas, muito arrumadas. Muitos casais, sendo boa partes deles o homem claramente gaúcho e a mulher amazonense, muitos com os filhotes à tiracolo.
Ao sairmos de Apuí rumo a Humaitá, encontramos a dupla que estava sobrevoando toda a extensão da BR230 de parapente motorizado e publicando a cruzada aos domingos no programa Fantástico, da Rede Globo. Paramos para fotografar e eles manobraram em nossa direção. Trocamos cumprimentos acenando e seguimos viagem. Certamente eles nos filmaram. Sabe lá se apareceremos no Fantástico?
A estrada era de barro, porém melhor do que muitas asfaltadas por aí. O problema era que com a velocidade mais alta, ultrapassar veículos, principalmente os com tração dianteira, era receber uma chuva de pedriscos no capacete.
Paramos em outra localidade denominada km 180, só que esse era medido a partir de Humaitá. Almoçamos entre a gauchada, arroz, feijão, farinha, bife e ovo frito. Por conta do calor bebemos um garrafão de coca-cola. Abastecemos as motos ( 25,58km/l)
Uma cancela bloqueava a estrada e um velho índio de calção adidas e corpo com desbotada pintura de genipapo nos apresentou um papelucho típico de conta de bar com o valor de R$10,00 para pagarmos por moto. Pagamos sem criar caso. A cancela foi aberta e seguimos pela denominada Terra Indígena Tenharim – Marmelos, de quase 500 mil hectares, por onde passa a BR 230, que pertence à União e por onde, creio eu, todo brasileiro tem o direito de ir e vir. Há agrupamentos de casas bem construídas no interior das terras dos Tenharims. No entanto, considero a cobrança do pedágio um caso de extorsão consentida.
A propósito de índios. Desde Novo Repartimento as diversas conversas que tive a respeito de índios aculturados durante a viagem me levaram a conclusão de que uma boa parte não passa de párias da floresta. Não plantam, não coletam, não criam. Vivem das mais diversas bolsas, cestas e recursos de Ongs, maioria estrangeira. Acobertam fugitivos e negociam garimpos e corte ilegal de árvores. Quando frequentam festas de não índios, se encharcam de bebidas alcoólicas e causam confusão na certa.
Meu único contato direto com índios foi quando paramos para um descanso e, enquanto Joarez e Marcelo foram banhar-se num belo igarapé de águas com tons de esmeralda, tentei conversar com um indígena que atravessava a ponte com seus dois curumins e pedi licença para fotografar. Muito tímidos. Ele tinha muita dificuldade de se expressar em português, entendi que ele me disse que índio não tinha nome, falou alguma coisa sobre os curumins e guaraná e foi embora. Fui com os curumins até a venda próxima pensando que era para comprar algum produto da floresta produzido por eles. Nada disso, me informou a moça da venda. Eles queriam que eu pagasse uma garrafa pet com 2 litros de guaraná desses mesmos, que a gente conhece. Os meninos saíram felizes com o guaraná de homem branco. Ainda os vi bebendo o refrigerante junto com o pai e uma mulher do outro lado do igarapé.
O entardecer ainda me incomodava muito com o sol de proa e a viseira do capacete sempre empoeirada. Passar a luva, mesmo suja, por fora e por dentro da viseira melhorava um pouco, mas por pouco tempo.
Por conta da boa média de velocidade, depois de rodar 427,8km no odômetro da moto – o guia 4 Rodas informa 467km - atravessamos o Rio Madeira e chegamos a Humaitá antes das quatro horas da tarde. Desencontrei-me dos amigos na chegada no Hotel Brasil, indicado por amigos, que era logo após o posto na entrada da cidade em que buscamos informações e eu segui em frente, para o centro de Humaitá. Tentei ligar para o Rogério, do Brazil Riders, nosso contato motociclístico na cidade, mas o número que eu tinha estava errado. Bom, pensei, basta achar o Hotel que encontro os amigos. Retornava numa possível contra-mão quando o Marcelo me encontrou e o Tiago, também motociclista Brazil Riders, nos encontrou.
O pneu traseiro da minha já estava ficando liso na parte central da banda de rodagem. Procurei pneus em duas lojas de peças para motos e só encontrei dos tipo motocross e de marcas desconhecidas. Preferi dar um voto de confiança no velho Pirelli MT40. Os pneus da moto do Marcelo continuavam firmes e fortes. Providenciamos recipientes para a gasolina que iríamos precisar na jornada seguinte.
À noite saímos com o Rogério e o Tiago. Ambos têm Ténéré 660 que em breve sairiam em viagem a Machu-Pichu e Chile. Nos levaram num lugar de mesas na rua, cerveja gelada e um jantar caprichado com fartos e suculentos bifes de filé mignon.



Editado pela última vez por Luiz Almeida em 19 Nov 2013, 15:31, em um total de 1 vez.
Luiz Almeida
Fortaleza-Ce
R 1200 GS
DL 650 XT V-Strom
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http://www.historiasdemotocicleta.com.br
Bons tempos aqueles em que só andava de moto quem realmente gostava de motocicleta.
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Re: Transamazônica 2013 - Rodeio e Parapente em Apuí
Essa ultima foto ficou muito legal!!!
-
Luiz Almeida
- Mito
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- Registrado em: 26 Dez 2007, 11:16
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Re: Transamazônica 2013 - Rodeio e Parapente em Apuí
RAlves escreveu:Essa ultima foto ficou muito legal!!!
Fiz uma pequena correção: os pneus que usei foram Pirelli MT40, e não MT60 como estava informado antes.
Abraço!
Luiz Almeida
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Re: Transamazônica 2013 - Rodeio e Parapente em Apuí
Luiz, que joelheiras são estas?
(Marca/modelo)
Enviado de meu GT-N7100 usando Tapatalk
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MSM, no momento.
Versys 650 2012, 15k km em quase três anos
Shadow 2007, 11k km em 15 meses (jul/2012-out/2013)
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