CARDÂ?
- diegonunes
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Re: CARDÂ?
Concordo com o bruto ai, correia é bem legal.
Tem a vantagem dos dois mundos. O custo baixo e a desnecessidade de lubrificação. Mas não serve pro mundo trail.
Tem a vantagem dos dois mundos. O custo baixo e a desnecessidade de lubrificação. Mas não serve pro mundo trail.
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Re: CARDÂ?
Também estou brincando, Já estou de saco cheio de corrente e correia é tudibão.Russo escreveu: PS. Joqauim, a brincadeira com o Bagé deve-se ao fato dele ter rodado com a minha "Harley de coxinha" em Erechin...
Re: CARDÂ?
diegonunes escreveu:Concordo com o bruto ai, correia é bem legal.
Tem a vantagem dos dois mundos. O custo baixo e a desnecessidade de lubrificação. Mas não serve pro mundo trail.
Esse papo de mundo trail é complicado, pois tirando tirando trilha de cabrito, daquelas que só entra motoka profissional (pequena, potente e leve) , na maioria dos casos o "mundo trail" é na verdade composto apenas por caminhos ruins.
Nos últimos 8 anos, eu viajei com as minhas motos custom, equipadas com correia, em companiha de muitos Madianos com motos Big Trail por vários trechos ruins.
Passei com as jakas por todos os lugares que eles passaram (terra, lama, cascalho, pedregulho, pedreira braba, areião). Detalhe, em um ou outro caso, passei onde alguns ficaram.

Marcus DT escreveu: No final, muito antes da moto, é isso que fica: a camaradagem.
- diegonunes
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Re: CARDÂ?
Verdade. Eu estou nesse mundo trail composto apenas por caminhos ruins, nem tato, kkkkkkk.Russo escreveu: Esse papo de mundo trail é complicado, pois tirando tirando trilha de cabrito, daquelas que só entra motoka profissional (pequena, potente e leve) , na maioria dos casos o "mundo trail" é na verdade composto apenas por caminhos ruins.
Não sabia que as correias tinham tanta resistência a abrasão (areia, pedregulhos...). E quanto ao curso da suspensão? Parece que a folga da correia restringe bastante a movimentação da balança, não?
Parece-me também que dentre os sistemas de transmissão, a correia é o que promove a maior perda de potência entre motor e roda. Porém, em se tratando de motos não competitivas, é besteira.
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Luiz Almeida
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Re: CARDÂ?
Correia em lama e pedregulhos? Putz! Deve gemer prá burro.
Luiz Almeida
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Bons tempos aqueles em que só andava de moto quem realmente gostava de motocicleta.
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Re: CARDÂ?
Correia é realmente bom, mas cardã, com a manutenção correta, não quebra, o resto é lenda...
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EU FUI, E SOBREVIVI, FOI BOM DEMAIS
EU FUI, E SOBREVIVI, FOI BOM DEMAISRe: CARDÂ?
Bagé, seguro no meu perfil deu R$ 1400 na Porto Seguro.
O Cristiano que me vendeu a moto em Brasília fez a vistoria antes de eu ir buscar e acertei com o corretor por e-mail.
Segue o baile...
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Re: CARDÂ?
diegonunes escreveu: Não sabia que as correias tinham tanta resistência a abrasão (areia, pedregulhos...)
Até que não...curioso era o que ocorria com a correia da Suzuki Savage, que chiava feito chaleira com água fervendo quando molhada, na chuva ou mesmo após lavagem.Luiz Almeida escreveu:Correia em lama e pedregulhos? Putz! Deve gemer prá burro.
Com a Sportster 883 e com a Softail 1450, nunca percebi nenhum chiado ou rangido diferente rodando na chuva e/ou com lama ou mesmo na areia.
Quanto a pedregulhos, os protetores de correia são bastante "rentes" e eficientes
Restringe um pouco. As suspensões traseiras da BMW GS1200 e da ST1200, ambas com cardã, tem 200 mm e 190 mm de curso, respectivamente.diegonunes escreveu: E quanto ao curso da suspensão? Parece que a folga da correia restringe bastante a movimentação da balança, não?
Já a suspensão traseira Da Buell Ulisses 1200, única BT com correia de que me recordo, tem curso de 163 mm.
Ah, e a suspensão traseira da minha Harley tem 91 mm.
Muita gente acha que as motos esportivas não usam correia porque as correias roubam potência, mas isso não é bem assim.diegonunes escreveu:Parece-me também que dentre os sistemas de transmissão, a correia é o que promove a maior perda de potência entre motor e roda. Porém, em se tratando de motos não competitivas, é besteira.
A realidade é que as correias dentadas tem dois limites a ser respeitados:
O primeiro é o da curvatura mínima, que é inferior ao da corrente, por isso as motos com correia tem pinhões maiores. Numa moto com corrente é comum encontrarmos pinhões com 13 dentes. Já numa moto com correia, por causa do limite da curvatura, os menores pinhões tem 26 dentes, o que faz as coroas serem maiores. Na minha HD o minhão tem 32 dentes e a coroa tem 70 dentes.
O segundo limite, que eu acredito ser derivado do primeiro, é a velocidade linear máxima suportada pelo sistema de transmissão, que na correia acaba sendo menor que na corrente. Se não me engano, a VLM que uma correia suporta é de 1500 m/s e as motos esportivas atingem VLM superiores na transmissão.
Mas não dá nada não, prá quem roda devagar como eu com a Harley, a correia dá conta do recado, eheheh...


Marcus DT escreveu: No final, muito antes da moto, é isso que fica: a camaradagem.
Re: CARDÂ?
Ja estou na quarta moto com carda. a primeira foi uma Virago 1100, depois uma Intruder 1400, possuo ela ate hoje, mas fa 7 anos que nao anda, depois uma Drag star aqui no Japao, atualmente tenho a Mot Guzzi, tirando um retentor ressecado da moto guzzi, nunca tive nenhum problema
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Re: CARDÂ?
Russo,
obrigado pelos esclarecimentos.

obrigado pelos esclarecimentos.
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Re: CARDÂ?
Issae...jorgenose escreveu:Ja estou na quarta moto com carda. a primeira foi uma Virago 1100, depois uma Intruder 1400, possuo ela ate hoje, mas fa 7 anos que nao anda, depois uma Drag star aqui no Japao, atualmente tenho a Mot Guzzi, tirando um retentor ressecado da moto guzzi, nunca tive nenhum problema
Tanto cardã quanto correia são sistemas limpos, simples, robustos e seguros.
Quem fala mal deles ou fala por falar, por puro desconhecimento ou então emite opinião baseado em um ou outro caso noticiado, fazendo a exceção virar regra.

Marcus DT escreveu: No final, muito antes da moto, é isso que fica: a camaradagem.
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Re: CARDÂ?
Motos esportivas usam corrente pela facilidade de poder trocar as relacoes, de acordo as condicoes da pista.
E melhor ser um corredor por 5 minutos, do que um espectador por toda uma vida.
Frizione a secco / Amici del bicilindrico
"Without RACING, there is no HONDA" Soichiro Honda
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Nina escreveu: acho que deveria ser criado um outro FOL. os fãs do optimus leo.
Re: CARDÂ?
Rapaisss, tais brincando que é esse valor....Meu perfil é máomeno como teuGilberto escreveu:Bagé, seguro no meu perfil deu R$ 1400 na Porto Seguro.
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Sou primo irmão do Mano Lima, genro do Xirú Missioneiro e sogro do Porca Véia, mas bah
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Re: CARDÂ?
isso aqui é por conta da elasticidade da correia, não tem a ver com a resistencia da mesma.O segundo limite, que eu acredito ser derivado do primeiro, é a velocidade linear máxima suportada pelo sistema de transmissão, que na correia acaba sendo menor que na corrente. Se não me engano, a VLM que uma correia suporta é de 1500 m/s e as motos esportivas atingem VLM superiores na transmissão.
O que acontece é que com velocidades muito altas, a inércia da própria massa da correia faz com que ela estique e se descole das polias, gerando perda de tração. Imagine que a correia, ou a corrente, ao girar sobre polias e pinhões, respectivamente, são lançadas para fora do sistema, por conta da velocidade tangencial da mesma em relação às polias e pinhões. A corrente, neste lançamento não cede, enquanto a correia acaba esticando um pouco, que a partir de uma velocidade é suficiente para causar perda de atrito, diminuindo a velocidade ela encolhe novamente e o atrito volta.
normalmente quando mair a resistencia a tração de uma correia maior o seu indice de velocidade. Já vi este tipo de patinamento acontecendo em máquinas de grande porte em rotações próximas às 10 mil rpm na polia menor, chega ao ponto de pegar fogo no sistema. Negócio punk ver uma correia dessa que trabalha com tensão de 10 mil N estourando. Dá medo de ficar perto.
O lance da curvatura tem a ver com ângulo de abracamento, pois a correia tem que ter uma área mínima de contato com a polia, se não patina, de modo que em correias para ter relações muito reduzidas vc tem que manter a polia menor grande e aumentar muito a polia maior, mas até o limite onde ainda tenha um angulo mínimo de abraçamento na menor. isso vale mais para correias lisas do que dentadas. Nas dentadas o problema de um angulo de abraçamento muito aberto é que vc concentra a carga em poucos dentes o que aumenta o desgaste.
valeu
Re: CARDÂ?
Issae Tio Frei... confirmou a minha intuição.

Marcus DT escreveu: No final, muito antes da moto, é isso que fica: a camaradagem.
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Luiz Almeida
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Re: CARDÂ?
É, mestre Russovisky, foi uma Savage que me deu a impressão de que toda correia, ao pegar alguma sujeira, abre o berreiro.
Luiz Almeida
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Re: CARDÂ?
Tio Russóvski, eu já fiz automação em máquina com correia dentada, usando motor de 250kw e alta rpm, coisa de 3000rpm, tivemos que substituir por correias em V, não pelos problemas que o mestre relatou e sim pelo ruído infernal, sem exageros, quando atingia velocidades altas, era como se estivesse do lado da turbina de um boingão hehehee....
Outra coisa que acredito seja o problema da correia no caso de motos para uso em estradas com sujeira, por exemplo:
Se vc pega barro, no caso da corrente, não tem como acumular barro pois ela é furada, ou seja, o dente acaba expulsando a lama, imagine um saibro, aquele barro vermelho que gruda mais que merda em tamanco, vai acumulando na correia, acaba ´´alisando´´ a parte interna
.
Outra coisa que acredito seja o problema da correia no caso de motos para uso em estradas com sujeira, por exemplo:
Se vc pega barro, no caso da corrente, não tem como acumular barro pois ela é furada, ou seja, o dente acaba expulsando a lama, imagine um saibro, aquele barro vermelho que gruda mais que merda em tamanco, vai acumulando na correia, acaba ´´alisando´´ a parte interna
.

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Re: CARDÂ?
decoZ escreveu:Correia é realmente bom, mas cardã, com a manutenção correta, não quebra, o resto é lenda...
Re: CARDÂ?
Velho,
Já rodei bastante com cardã, antes com a minha Virago 535 e agora com a 1100, nada a dizer, o sistema é muito robusto e durável, basta não descuidar da manutenção periódica em uma concessionária de confiança, que tenha algum fluxo de motos grandes. Concessionárias que só atendem motos pequenas às vezes nem conhecem a mecânica destas motos, já aconteceu comigo.
Sobre a questão do cardã funcionar apenas em deslocamento vertical, não é bem assim, o conjunto possui uma cruzeta que é responsável pelos deslocamentos laterais também, quem me disse isso foi um mecânico com mais de 20 anos de yamaha. Claro que deve-se atentar para o desgaste das peças da balança, na Virago, e provavelmente na ST também, a balança é montada com rolamento o que deixa o sistema mais leve e menos sujeito ao desgaste.
Acho interessante considerar que a Yamaha produz modelos com cardã há mais de 30 anos, a primeira Virago 750 de 1981 já vinha com cardã, se o troço não fosse confiável não adotariam em uma moto robusta como a ST.
Já rodei bastante com cardã, antes com a minha Virago 535 e agora com a 1100, nada a dizer, o sistema é muito robusto e durável, basta não descuidar da manutenção periódica em uma concessionária de confiança, que tenha algum fluxo de motos grandes. Concessionárias que só atendem motos pequenas às vezes nem conhecem a mecânica destas motos, já aconteceu comigo.
Sobre a questão do cardã funcionar apenas em deslocamento vertical, não é bem assim, o conjunto possui uma cruzeta que é responsável pelos deslocamentos laterais também, quem me disse isso foi um mecânico com mais de 20 anos de yamaha. Claro que deve-se atentar para o desgaste das peças da balança, na Virago, e provavelmente na ST também, a balança é montada com rolamento o que deixa o sistema mais leve e menos sujeito ao desgaste.
Acho interessante considerar que a Yamaha produz modelos com cardã há mais de 30 anos, a primeira Virago 750 de 1981 já vinha com cardã, se o troço não fosse confiável não adotariam em uma moto robusta como a ST.
Calado
Re: CARDÂ?
Você andou com a minha motoka... escutou algum ruido proveniente da correia?Bagé escreveu:Tio Russóvski, eu já fiz automação em máquina com correia dentada, usando motor de 250kw e alta rpm, coisa de 3000rpm, tivemos que substituir por correias em V, não pelos problemas que o mestre relatou e sim pelo ruído infernal, sem exageros, quando atingia velocidades altas, era como se estivesse do lado da turbina de um boingão hehehee....
.
Não, não escutou, pois em quinta marcha a 6000 rpm a roda traseira estará girando a uns 600 rpm por conta das relações de redução.
Para a roda atingir 3000 rpm o motor deverá estar girando a 30.000 rpm, ou seja, nem a pau, eheheh...
Será que estraga?Bagé escreveu:Outra coisa que acredito seja o problema da correia no caso de motos para uso em estradas com sujeira, por exemplo:
Se vc pega barro, no caso da corrente, não tem como acumular barro pois ela é furada, ou seja, o dente acaba expulsando a lama, imagine um saibro, aquele barro vermelho que gruda mais que merda em tamanco, vai acumulando na correia, acaba ´´alisando´´ a parte interna
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Marcus DT escreveu: No final, muito antes da moto, é isso que fica: a camaradagem.







