MITOS: Um confirmado e outro Detonado!
MITOS: Um confirmado e outro Detonado!
Ae Kameraden...
Passeio básico de 1.000 km (CWB-Erechim-CWB) com a HD FX Deuce. Alforjes e baú carregados, tanque cheio, D. Russa na Garupa e vambora.
Os mitos:
1. HD perde parafusos e peças pelo caminho. CONFIRMADO!
Na sexta à tarde, 27/01/12, na chegada a Erechim, constatei a perda da pedaleira direita da garupa e de um dos parafusos do suporte de alforje.
2. Harley carburada é melhor que injetada, pois qualquer mecânico de beira de estrada mexe nela. DETONADO!
Uns poucos Km antes de chegar a Erechim, senti a motoka falhar um pouco... sujeira na gasolina, pensei.
Reabasteci com VPower e as falhadas continuaram. Então resolvi alterar um pouco a regulagem do Suricat (módulo de potência) e as falhas sumiram.
No domingo cedo, 29/01/12, saímos de Erechim rumo a CWB, com planos passar o dia (e pernoitar) nas Termas de Ita, a uns 100 km de . Aí começou a "via crucis". Nos primeiros 20 km a motoka estava perfeita mas, à medida que o tempo passava, ela ia perdendo potência... o giro caia cerca de 500 rpm a cada 15 minutos, ao ponto dela não passar de 120, depois de 100 e finalmente, não conseguir atingir sequer 80 km/h. Com muito custo, consegui chegar a Ita ( foi aí, praticamente dentro do Hotel, que a D.Russa torceu o pé e caiu, machucando ambos os joelhos, as mãos e fazendo um calombo do tamanho de um ovo na testa. Peguei a motoka e fui numa farmácia comprar uns analgésicos, e para meu espanto, ela estava excelente... apliquei uma pomada e fiz umas massagens na D. Russa e fomos aproveitar as piscinas.
Na segunda, cedo, pegamos o rumo de casa e, de novo, a mesma história, o desempenho da motoka passou de excelente para bom, depois para regular, sofrível e péssimo em menos de 80 km.
Parei então numa borracheria de Posto à beira da estrada e resolvi ver o que estava acontecendo com a motoka. Saquei fora as velas e elas estavam esbranquiçadas e secas, sintoma típico de mistura pobre. Com a ajuda de dois rapazes, arranjei um balde, drenei o combustível e tirei o tanque para acessar o módulo de potência, pois a minha suspeita era que estivesse em curto, uma vez que ele atua enriquecendo a mistura. Recoloco o tanque, retorno o combustível e saio para um teste. Não consegui rodar 500 m, a motoka pipocando toda, sem conseguir passar dos 60 km/h. Diagnóstico: era o Suricato que estava conseguindo segurar a barra da motoka. A origem do defeito estava ou no sistema de alimentação ou no módulo de injeção.
Um dos rapazes que estava na borracharia me disse que havia um cara que "mexia com motos" em Irani, uma cidadezinha próxima, e me acompanhou até lá. Era revenda multimarcas que, embora pequena, era bem organizada, com oficina, escritório, setor de peças e banheiro. Nela trabalhavam o dono, chamado Gilson e um ajudante. Na entrada, haviam algumas motos à venda, todas usadas ( três Biz, três CGs, duas XTZ, uma TDM 225 e algumas chinesinhas). Na oficina, algumas 125, a maioria motokas de trilha.
Aqui começa a ser detonado o mito da vantagem das motos carburadas, pois Irani tem 13.000 habitantes, e a maior moto da cidade é uma Shadow 600, que pertence ao dono da oficina.
De novo, esgotamos e retiramos o tanque e o mecânico disse que seria necessário tirar todo o sistema de alimentação (bomba de gasolina, válvula de alívio e bicos injetores) para testar. Ele disse que não tinha os recursos para fazer os testes em sua oficina, mas que havia uma oficina de automóveis ali perto, a uns 500 m, que dispunha de mais recursos. Retiramos o sistema de alimentação e fomos até a tal oficina. O primeiro teste foi com a bomba de combustível. Ela não estava queimada, mas estava "nas últimas", mal conseguia manter 2 kg de pressão quando fria e ia perdendo rendimento na medida que trabalhava e esquentava, o que explicava a perda de rendimento da motoka na estrada.
O rapaz dessa oficina foi até o estoque e voltou com uma bomba idêntica, novinha, na caixa: Bosch F 000 TE0 103, que equipa Gol, Parati, Pálio, Siena, etc, etc. Aproveitou também para testar os bicos injetores, que são os mesmos do Gol! De volta à oficina, montamos tudo de novo e pé na estrada.
Tempo gasto na despontagem, teste e remontagem do sistema de alimentação: 3 h (das 13 às 16 h)
Total gasto: R$ 320, sendo R$ 230 da bomba, R$ 10 dos testes e R$ 80 da mão de obra do mecânico de motos.
Fica, então, detonado o mito de que as Harleys carburadas são melhores porque qualquer mecânico de beira de estrada conserta.
Na realidade, qualquer Harley pode ser consertada na beira da estrada, eheheheheh...
Agradecimentos especiais:
Big Gil Motos - Irani/SC
Mecânica Remi Auto Peças - Irani /SC
PS.
Daqui a pouco eu vou sair para comprar uma pedaleira nova para substituir a que caiu... custa "apenas" R$ 470 o par...
Passeio básico de 1.000 km (CWB-Erechim-CWB) com a HD FX Deuce. Alforjes e baú carregados, tanque cheio, D. Russa na Garupa e vambora.
Os mitos:
1. HD perde parafusos e peças pelo caminho. CONFIRMADO!
Na sexta à tarde, 27/01/12, na chegada a Erechim, constatei a perda da pedaleira direita da garupa e de um dos parafusos do suporte de alforje.
2. Harley carburada é melhor que injetada, pois qualquer mecânico de beira de estrada mexe nela. DETONADO!
Uns poucos Km antes de chegar a Erechim, senti a motoka falhar um pouco... sujeira na gasolina, pensei.
Reabasteci com VPower e as falhadas continuaram. Então resolvi alterar um pouco a regulagem do Suricat (módulo de potência) e as falhas sumiram.
No domingo cedo, 29/01/12, saímos de Erechim rumo a CWB, com planos passar o dia (e pernoitar) nas Termas de Ita, a uns 100 km de . Aí começou a "via crucis". Nos primeiros 20 km a motoka estava perfeita mas, à medida que o tempo passava, ela ia perdendo potência... o giro caia cerca de 500 rpm a cada 15 minutos, ao ponto dela não passar de 120, depois de 100 e finalmente, não conseguir atingir sequer 80 km/h. Com muito custo, consegui chegar a Ita ( foi aí, praticamente dentro do Hotel, que a D.Russa torceu o pé e caiu, machucando ambos os joelhos, as mãos e fazendo um calombo do tamanho de um ovo na testa. Peguei a motoka e fui numa farmácia comprar uns analgésicos, e para meu espanto, ela estava excelente... apliquei uma pomada e fiz umas massagens na D. Russa e fomos aproveitar as piscinas.
Na segunda, cedo, pegamos o rumo de casa e, de novo, a mesma história, o desempenho da motoka passou de excelente para bom, depois para regular, sofrível e péssimo em menos de 80 km.
Parei então numa borracheria de Posto à beira da estrada e resolvi ver o que estava acontecendo com a motoka. Saquei fora as velas e elas estavam esbranquiçadas e secas, sintoma típico de mistura pobre. Com a ajuda de dois rapazes, arranjei um balde, drenei o combustível e tirei o tanque para acessar o módulo de potência, pois a minha suspeita era que estivesse em curto, uma vez que ele atua enriquecendo a mistura. Recoloco o tanque, retorno o combustível e saio para um teste. Não consegui rodar 500 m, a motoka pipocando toda, sem conseguir passar dos 60 km/h. Diagnóstico: era o Suricato que estava conseguindo segurar a barra da motoka. A origem do defeito estava ou no sistema de alimentação ou no módulo de injeção.
Um dos rapazes que estava na borracharia me disse que havia um cara que "mexia com motos" em Irani, uma cidadezinha próxima, e me acompanhou até lá. Era revenda multimarcas que, embora pequena, era bem organizada, com oficina, escritório, setor de peças e banheiro. Nela trabalhavam o dono, chamado Gilson e um ajudante. Na entrada, haviam algumas motos à venda, todas usadas ( três Biz, três CGs, duas XTZ, uma TDM 225 e algumas chinesinhas). Na oficina, algumas 125, a maioria motokas de trilha.
Aqui começa a ser detonado o mito da vantagem das motos carburadas, pois Irani tem 13.000 habitantes, e a maior moto da cidade é uma Shadow 600, que pertence ao dono da oficina.
De novo, esgotamos e retiramos o tanque e o mecânico disse que seria necessário tirar todo o sistema de alimentação (bomba de gasolina, válvula de alívio e bicos injetores) para testar. Ele disse que não tinha os recursos para fazer os testes em sua oficina, mas que havia uma oficina de automóveis ali perto, a uns 500 m, que dispunha de mais recursos. Retiramos o sistema de alimentação e fomos até a tal oficina. O primeiro teste foi com a bomba de combustível. Ela não estava queimada, mas estava "nas últimas", mal conseguia manter 2 kg de pressão quando fria e ia perdendo rendimento na medida que trabalhava e esquentava, o que explicava a perda de rendimento da motoka na estrada.
O rapaz dessa oficina foi até o estoque e voltou com uma bomba idêntica, novinha, na caixa: Bosch F 000 TE0 103, que equipa Gol, Parati, Pálio, Siena, etc, etc. Aproveitou também para testar os bicos injetores, que são os mesmos do Gol! De volta à oficina, montamos tudo de novo e pé na estrada.
Tempo gasto na despontagem, teste e remontagem do sistema de alimentação: 3 h (das 13 às 16 h)
Total gasto: R$ 320, sendo R$ 230 da bomba, R$ 10 dos testes e R$ 80 da mão de obra do mecânico de motos.
Fica, então, detonado o mito de que as Harleys carburadas são melhores porque qualquer mecânico de beira de estrada conserta.
Na realidade, qualquer Harley pode ser consertada na beira da estrada, eheheheheh...
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Daqui a pouco eu vou sair para comprar uma pedaleira nova para substituir a que caiu... custa "apenas" R$ 470 o par...

Marcus DT escreveu: No final, muito antes da moto, é isso que fica: a camaradagem.
Re: MITOS: Um confirmado e outro Detonado!
Só sei dizer que eu andei nesse Jaka e gostiei hehehe, barulhão do caraio, estilão de bandido maloqueiro é o tipo de condução, tô aqui e foda-se o resto de vcs com motos de prástico hehehe
Obrigado pela voltinha tio Russóvski
.
Obrigado pela voltinha tio Russóvski
.

Sou primo irmão do Mano Lima, genro do Xirú Missioneiro e sogro do Porca Véia, mas bah
Bagé@tchê.rs
Se Deus é grande, O MATO É MAIOR
Selamun Aleykun to all friends
- leo_careca
- Motociclista
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- Registrado em: 25 Dez 2007, 18:57
- Localização: Macaé / RJ
Re: MITOS: Um confirmado e outro Detonado!
Perdeu a pedaleira??????
Dona Russa deve ter adorado a vaijar só com um pé na pedaleira....
Melhoras pra Dona Russa.
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A XT se foi.
B650n 2011 a Poposuda.
Força e fé para aqueles em recuperação!
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Re: MITOS: Um confirmado e outro Detonado!
Só o suporte da pedaleira já é maior que as pedaleiras de muitas motos, eheheh... eu tirei a pedaleira do piloto e coloquei na garupa e coloquei o "cotoco" que sobrou da pedaleira do garupa perdida no lugar da pedaleira do piloto e "vimbora", eheheheh...leo_careca escreveu:Perdeu a pedaleira??????![]()
Dona Russa deve ter adorado a vaijar só com um pé na pedaleira....
![]()
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Melhoras pra Dona Russa.

Marcus DT escreveu: No final, muito antes da moto, é isso que fica: a camaradagem.
-
Luiz Almeida
- Mito
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Re: MITOS: Um confirmado e outro Detonado!
Bom causo, Russo.
Só com uma Harley para tornar qualquer viagem um aventura.
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Luiz Almeida
Fortaleza-Ce
R 1200 GS
DL 650 XT V-Strom
XTZ 250 Ténéré
http://www.historiasdemotocicleta.com.br
Bons tempos aqueles em que só andava de moto quem realmente gostava de motocicleta.
Fortaleza-Ce
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- minholi
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Re: MITOS: Um confirmado e outro Detonado!
Essa bomba é o famoso "refil". Em outras motos dá pra usar ela também, só que as vezes é preciso cortar uma parte dos plásticos próximos aos conectores para poder encaixar direito. Salvo engano é a mesma da Kombi, que é mais barata ainda, encontra-se até por R$ 120,00.
Quem anda de moto e não passou um perrenguezinho na estrada não tem história pra contar.
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Dubito ergo cogito; cogito ergo sum
GSF-1250S Bandit & FLHTK 114 Ultra Limited & Super Meteor 650
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Re: MITOS: Um confirmado e outro Detonado!
Talvez não tenha considerado, mas dependendo da posição do tanque, a motoca carburada sequer requer bomba de combustível... que foi exatamente o que deu pau e é o que comumente dá problema em várias motos.
Re: MITOS: Um confirmado e outro Detonado!
poutz... uehueuheheuh a Dona Russa se estabacar foi a gota. Se fosse uma mulher q não gosta de moto, tinha acabado de vez a curtição. Parabéns pra ela e a vontade de curtir o passeio!!!
Suzuki Freewind 2003.
"Zoiúda"
Rodando rumo aos 200 mil km com ela!!!
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Rodando rumo aos 200 mil km com ela!!!
- EduLeitão
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Re: MITOS: Um confirmado e outro Detonado!
Russo, parabens por manter a calma e poder aproveitar o passeio mesmo com os problemas que acontecem no meio do caminho!!
imprevistos sempre acontecem, como o proprio nome diz, nao tem nada do que se possa fazer... o que pode fazer eh tentar achar a solucao e nao deixar isto afetar no seu humor!!
talvez a experiencia de vida (nao to te chamando de velho nao, alias, soh um pouco, hehe, mas isto nao eh desaforo) tenha ajudado e muito nisto tudo, afinal molecada hoje toda tem pavil curto pra estas coisas e poucos nao deixam acabar com o passeio!!
quanto a moto, ainda bem que foi diagnosticado o problema e resolvido, nao convem importar estas pedaleiras? ou voce vai tentar achar alguma paralela mesmo?
imprevistos sempre acontecem, como o proprio nome diz, nao tem nada do que se possa fazer... o que pode fazer eh tentar achar a solucao e nao deixar isto afetar no seu humor!!
talvez a experiencia de vida (nao to te chamando de velho nao, alias, soh um pouco, hehe, mas isto nao eh desaforo) tenha ajudado e muito nisto tudo, afinal molecada hoje toda tem pavil curto pra estas coisas e poucos nao deixam acabar com o passeio!!
quanto a moto, ainda bem que foi diagnosticado o problema e resolvido, nao convem importar estas pedaleiras? ou voce vai tentar achar alguma paralela mesmo?
YBR125ED, YS250, XTZ250X, NXR150ES, ZXR300, GSF650S, GSX1300R, ER6NABS, CBX250, G650GS Sertão.... XL883N
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Helder.soares
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Re: MITOS: Um confirmado e outro Detonado!
show de bola o relato e o acréscimo de experiência....
Parabéns e melhoras para sra. Russa....
Parabéns e melhoras para sra. Russa....
"É fazendo merdas que adubamos a história de nossa existência"
já fui jaspion, já fui kamikaze...hoje me considero um sobrevivente!
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- Tartaruga
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- Registrado em: 24 Dez 2007, 08:16
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Re: MITOS: Um confirmado e outro Detonado!
Russo escreveu:Ae Kameraden...
Passeio básico de 1.000 km (CWB-Erechim-CWB) com a HD FX Deuce. Alforjes e baú carregados, tanque cheio, D. Russa na Garupa e vambora.
Os mitos:
1. HD perde parafusos e peças pelo caminho. CONFIRMADO!
Na sexta à tarde, 27/01/12, na chegada a Erechim, constatei a perda da pedaleira direita da garupa e de um dos parafusos do suporte de alforje.
2. Harley carburada é melhor que injetada, pois qualquer mecânico de beira de estrada mexe nela. DETONADO!
Uns poucos Km antes de chegar a Erechim, senti a motoka falhar um pouco... sujeira na gasolina, pensei.
Reabasteci com VPower e as falhadas continuaram. Então resolvi alterar um pouco a regulagem do Suricat (módulo de potência) e as falhas sumiram.
No domingo cedo, 29/01/12, saímos de Erechim rumo a CWB, com planos passar o dia (e pernoitar) nas Termas de Ita, a uns 100 km de . Aí começou a "via crucis". Nos primeiros 20 km a motoka estava perfeita mas, à medida que o tempo passava, ela ia perdendo potência... o giro caia cerca de 500 rpm a cada 15 minutos, ao ponto dela não passar de 120, depois de 100 e finalmente, não conseguir atingir sequer 80 km/h. Com muito custo, consegui chegar a Ita ( foi aí, praticamente dentro do Hotel, que a D.Russa torceu o pé e caiu, machucando ambos os joelhos, as mãos e fazendo um calombo do tamanho de um ovo na testa. Peguei a motoka e fui numa farmácia comprar uns analgésicos, e para meu espanto, ela estava excelente... apliquei uma pomada e fiz umas massagens na D. Russa e fomos aproveitar as piscinas.
Na segunda, cedo, pegamos o rumo de casa e, de novo, a mesma história, o desempenho da motoka passou de excelente para bom, depois para regular, sofrível e péssimo em menos de 80 km.
Parei então numa borracheria de Posto à beira da estrada e resolvi ver o que estava acontecendo com a motoka. Saquei fora as velas e elas estavam esbranquiçadas e secas, sintoma típico de mistura pobre. Com a ajuda de dois rapazes, arranjei um balde, drenei o combustível e tirei o tanque para acessar o módulo de potência, pois a minha suspeita era que estivesse em curto, uma vez que ele atua enriquecendo a mistura. Recoloco o tanque, retorno o combustível e saio para um teste. Não consegui rodar 500 m, a motoka pipocando toda, sem conseguir passar dos 60 km/h. Diagnóstico: era o Suricato que estava conseguindo segurar a barra da motoka. A origem do defeito estava ou no sistema de alimentação ou no módulo de injeção.
Um dos rapazes que estava na borracharia me disse que havia um cara que "mexia com motos" em Irani, uma cidadezinha próxima, e me acompanhou até lá. Era revenda multimarcas que, embora pequena, era bem organizada, com oficina, escritório, setor de peças e banheiro. Nela trabalhavam o dono, chamado Gilson e um ajudante. Na entrada, haviam algumas motos à venda, todas usadas ( três Biz, três CGs, duas XTZ, uma TDM 225 e algumas chinesinhas). Na oficina, algumas 125, a maioria motokas de trilha.
Aqui começa a ser detonado o mito da vantagem das motos carburadas, pois Irani tem 13.000 habitantes, e a maior moto da cidade é uma Shadow 600, que pertence ao dono da oficina.
De novo, esgotamos e retiramos o tanque e o mecânico disse que seria necessário tirar todo o sistema de alimentação (bomba de gasolina, válvula de alívio e bicos injetores) para testar. Ele disse que não tinha os recursos para fazer os testes em sua oficina, mas que havia uma oficina de automóveis ali perto, a uns 500 m, que dispunha de mais recursos. Retiramos o sistema de alimentação e fomos até a tal oficina. O primeiro teste foi com a bomba de combustível. Ela não estava queimada, mas estava "nas últimas", mal conseguia manter 2 kg de pressão quando fria e ia perdendo rendimento na medida que trabalhava e esquentava, o que explicava a perda de rendimento da motoka na estrada.
O rapaz dessa oficina foi até o estoque e voltou com uma bomba idêntica, novinha, na caixa: Bosch F 000 TE0 103, que equipa Gol, Parati, Pálio, Siena, etc, etc. Aproveitou também para testar os bicos injetores, que são os mesmos do Gol! De volta à oficina, montamos tudo de novo e pé na estrada.
Tempo gasto na despontagem, teste e remontagem do sistema de alimentação: 3 h (das 13 às 16 h)
Total gasto: R$ 320, sendo R$ 230 da bomba, R$ 10 dos testes e R$ 80 da mão de obra do mecânico de motos.
Fica, então, detonado o mito de que as Harleys carburadas são melhores porque qualquer mecânico de beira de estrada conserta.
Na realidade, qualquer Harley pode ser consertada na beira da estrada, eheheheheh...
Agradecimentos especiais:
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PS.
Daqui a pouco eu vou sair para comprar uma pedaleira nova para substituir a que caiu... custa "apenas" R$ 470 o par...
É isso aí Russo, em manutenção de veículos existem muitos mitos, principalmente motos, e estão aí para serem desmistificados.
Tartaruga
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Enviado de meu Celular de Leitão
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Re: MITOS: Um confirmado e outro Detonado!
Esse é o "espírito" eheheheheheh...Bagé escreveu: barulhão do caraio, estilão de bandido maloqueiro é o tipo de condução, tô aqui e foda-se o resto de vcs com motos de prástico hehehe
.
Sim, isso eu sei, só que o "mito" é que, dada a sua simplicidade e rusticidade, pode-se consertar um carburador de Harley em qualquer lugar, porisso, muitos Harleyros torcem o nariz para as Harleys injetadas.hawk escreveu:Talvez não tenha considerado, mas dependendo da posição do tanque, a motoca carburada sequer requer bomba de combustível... que foi exatamente o que deu pau e é o que comumente dá problema em várias motos.
Esse "contratempo" provou que, "dada a sua simplicidade e rusticidade", dá prá consertar uma Harley injetada em qualquer lugar, eheheheheh...

Marcus DT escreveu: No final, muito antes da moto, é isso que fica: a camaradagem.
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Re: MITOS: Um confirmado e outro Detonado!
Russo escreveu:Ae Kameraden...
Passeio básico de 1.000 km (CWB-Erechim-CWB) com a HD FX Deuce. Alforjes e baú carregados, tanque cheio, D. Russa na Garupa e vambora.
Os mitos:
1. HD perde parafusos e peças pelo caminho. CONFIRMADO!
Na sexta à tarde, 27/01/12, na chegada a Erechim, constatei a perda da pedaleira direita da garupa e de um dos parafusos do suporte de alforje.
2. Harley carburada é melhor que injetada, pois qualquer mecânico de beira de estrada mexe nela. DETONADO!
Uns poucos Km antes de chegar a Erechim, senti a motoka falhar um pouco... sujeira na gasolina, pensei.
Reabasteci com VPower e as falhadas continuaram. Então resolvi alterar um pouco a regulagem do Suricat (módulo de potência) e as falhas sumiram.
No domingo cedo, 29/01/12, saímos de Erechim rumo a CWB, com planos passar o dia (e pernoitar) nas Termas de Ita, a uns 100 km de . Aí começou a "via crucis". Nos primeiros 20 km a motoka estava perfeita mas, à medida que o tempo passava, ela ia perdendo potência... o giro caia cerca de 500 rpm a cada 15 minutos, ao ponto dela não passar de 120, depois de 100 e finalmente, não conseguir atingir sequer 80 km/h. Com muito custo, consegui chegar a Ita ( foi aí, praticamente dentro do Hotel, que a D.Russa torceu o pé e caiu, machucando ambos os joelhos, as mãos e fazendo um calombo do tamanho de um ovo na testa. Peguei a motoka e fui numa farmácia comprar uns analgésicos, e para meu espanto, ela estava excelente... apliquei uma pomada e fiz umas massagens na D. Russa e fomos aproveitar as piscinas.
Na segunda, cedo, pegamos o rumo de casa e, de novo, a mesma história, o desempenho da motoka passou de excelente para bom, depois para regular, sofrível e péssimo em menos de 80 km.
Parei então numa borracheria de Posto à beira da estrada e resolvi ver o que estava acontecendo com a motoka. Saquei fora as velas e elas estavam esbranquiçadas e secas, sintoma típico de mistura pobre. Com a ajuda de dois rapazes, arranjei um balde, drenei o combustível e tirei o tanque para acessar o módulo de potência, pois a minha suspeita era que estivesse em curto, uma vez que ele atua enriquecendo a mistura. Recoloco o tanque, retorno o combustível e saio para um teste. Não consegui rodar 500 m, a motoka pipocando toda, sem conseguir passar dos 60 km/h. Diagnóstico: era o Suricato que estava conseguindo segurar a barra da motoka. A origem do defeito estava ou no sistema de alimentação ou no módulo de injeção.
Um dos rapazes que estava na borracharia me disse que havia um cara que "mexia com motos" em Irani, uma cidadezinha próxima, e me acompanhou até lá. Era revenda multimarcas que, embora pequena, era bem organizada, com oficina, escritório, setor de peças e banheiro. Nela trabalhavam o dono, chamado Gilson e um ajudante. Na entrada, haviam algumas motos à venda, todas usadas ( três Biz, três CGs, duas XTZ, uma TDM 225 e algumas chinesinhas). Na oficina, algumas 125, a maioria motokas de trilha.
Aqui começa a ser detonado o mito da vantagem das motos carburadas, pois Irani tem 13.000 habitantes, e a maior moto da cidade é uma Shadow 600, que pertence ao dono da oficina.
De novo, esgotamos e retiramos o tanque e o mecânico disse que seria necessário tirar todo o sistema de alimentação (bomba de gasolina, válvula de alívio e bicos injetores) para testar. Ele disse que não tinha os recursos para fazer os testes em sua oficina, mas que havia uma oficina de automóveis ali perto, a uns 500 m, que dispunha de mais recursos. Retiramos o sistema de alimentação e fomos até a tal oficina. O primeiro teste foi com a bomba de combustível. Ela não estava queimada, mas estava "nas últimas", mal conseguia manter 2 kg de pressão quando fria e ia perdendo rendimento na medida que trabalhava e esquentava, o que explicava a perda de rendimento da motoka na estrada.
O rapaz dessa oficina foi até o estoque e voltou com uma bomba idêntica, novinha, na caixa: Bosch F 000 TE0 103, que equipa Gol, Parati, Pálio, Siena, etc, etc. Aproveitou também para testar os bicos injetores, que são os mesmos do Gol! De volta à oficina, montamos tudo de novo e pé na estrada.
Tempo gasto na despontagem, teste e remontagem do sistema de alimentação: 3 h (das 13 às 16 h)
Total gasto: R$ 320, sendo R$ 230 da bomba, R$ 10 dos testes e R$ 80 da mão de obra do mecânico de motos.
Fica, então, detonado o mito de que as Harleys carburadas são melhores porque qualquer mecânico de beira de estrada conserta.
Na realidade, qualquer Harley pode ser consertada na beira da estrada, eheheheheh...
Agradecimentos especiais:
Big Gil Motos - Irani/SC
Mecânica Remi Auto Peças - Irani /SC
PS.
Daqui a pouco eu vou sair para comprar uma pedaleira nova para substituir a que caiu... custa "apenas" R$ 470 o par...
É isso aí Russo, em manutenção de veículos existem muitos mitos, principalmente motos, e estão aí para serem desmistificados.
Tartaruga
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Re: MITOS: Um confirmado e outro Detonado!
É isso aí!Bagé escreveu:Só sei dizer que eu andei nesse Jaka e gostiei hehehe, barulhão do caraio, estilão de bandido maloqueiro é o tipo de condução, tô aqui e foda-se o resto de vcs com motos de prástico hehehe
Bagé, vão dar uma volta nessas bosta um dia, mas tem que ser aqui em BH. Não dou conta de encarar mais de 30 km na do meu colega.
É como entrar no lado do mal pela porta dos fundos.
Re: MITOS: Um confirmado e outro Detonado!
Ta contando ai a errada de caminho logo após sair de erechim? Cruzei uma motoca laranja e barulhenta mais ao sul.. 
100 - 250 - 750 - 400 - 500 - 250 - 400 - 250 - 600 - 660 - 250 - 110 - 450 - 150 - 500 - 250 - 500 - 160 - 650 - 160 - 250
Re: MITOS: Um confirmado e outro Detonado!
É vero, aqui no sítio conheço duas Shadows 600 que andam na boa sem bomba.hawk escreveu:Talvez não tenha considerado, mas dependendo da posição do tanque, a motoca carburada sequer requer bomba de combustível... que foi exatamente o que deu pau e é o que comumente dá problema em várias motos.
Mas injeção realmente já deixou de ser dor de cabeça em qquer lugarejo desde o tempo em que os carros foram abandonando os carburadores.
Russo, ainda não entendi o lance da pedaleira, caiu com a Russa em cima, correto? Ela não viu a pedaleira caindo? Não deu pra pegar quando caiu? R$ 470 por nada dói.
[ ]'s

Re: MITOS: Um confirmado e outro Detonado!
Uma aventura se inicia exatamente quando os planos começam a dar errado. 
Re: MITOS: Um confirmado e outro Detonado!
Certo, certo... o fato é que uma carburada sem bomba teria seguido feliz e contente... Talvez essa seja a motivação dos que defendem a simplicidade do carburador.Russo escreveu:Esse é o "espírito" eheheheheheh...Bagé escreveu: barulhão do caraio, estilão de bandido maloqueiro é o tipo de condução, tô aqui e foda-se o resto de vcs com motos de prástico hehehe
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Sim, isso eu sei, só que o "mito" é que, dada a sua simplicidade e rusticidade, pode-se consertar um carburador de Harley em qualquer lugar, porisso, muitos Harleyros torcem o nariz para as Harleys injetadas.hawk escreveu:Talvez não tenha considerado, mas dependendo da posição do tanque, a motoca carburada sequer requer bomba de combustível... que foi exatamente o que deu pau e é o que comumente dá problema em várias motos.
Esse "contratempo" provou que, "dada a sua simplicidade e rusticidade", dá prá consertar uma Harley injetada em qualquer lugar, eheheheheh...
Re: MITOS: Um confirmado e outro Detonado!
Eheheheh... errada feia... peguei à direita no trevo ao invés de seguir reto... uns 5 km prá frente achei a paisagem "meio diferente" e resolvi voltar...Allende escreveu:Ta contando ai a errada de caminho logo após sair de erechim? Cruzei uma motoca laranja e barulhenta mais ao sul..
Ae Kamerad Kuatanga... as pedaleiras das Harleys grandes são diferentes das pedaleiras das outras motos. É um "pino" comprido, que encaixa no quadro como se fosse uma pedaleira normal e nesse pino é presa a pedaleira em si (o apoio de pé) por um parafuso. Existe um só tipo de pino e dezenas de modelos de pedaleira, que são intercambiáveis. O parafuso que prende a pedaleira no pino deve ter caido e numa parada para abastecer a pedaleira deve ter escapado do pino e a muié não percebeu. Subiu na motoka, apoiou o pé no pino e simbora...Kuati escreveu:É vero, aqui no sítio conheço duas Shadows 600 que andam na boa sem bomba.hawk escreveu:Talvez não tenha considerado, mas dependendo da posição do tanque, a motoca carburada sequer requer bomba de combustível... que foi exatamente o que deu pau e é o que comumente dá problema em várias motos.
Mas injeção realmente já deixou de ser dor de cabeça em qquer lugarejo desde o tempo em que os carros foram abandonando os carburadores.
Russo, ainda não entendi o lance da pedaleira, caiu com a Russa em cima, correto? Ela não viu a pedaleira caindo? Não deu pra pegar quando caiu? R$ 470 por nada dói.
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Marcus DT escreveu: No final, muito antes da moto, é isso que fica: a camaradagem.
- Saurus
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Re: MITOS: Um confirmado e outro Detonado!
Nice tale, dude!!! D. Russa já está bem, já se recuperou? E a motoca ficou boa agora?
Nihil ego fecit. Sic erat cvm ego ad hic.
Ad corniger omnes poena parva est.
Timet farcimen canis icti per serpens.
Non posse avxilivm pertvrbare. Ad participandvm svmmvm est.
Nvllo desiderio qvi pictis zebra mirari reliqvvm tinxere.
Melivs est qvam contendere cooperandi
Ad corniger omnes poena parva est.
Timet farcimen canis icti per serpens.
Non posse avxilivm pertvrbare. Ad participandvm svmmvm est.
Nvllo desiderio qvi pictis zebra mirari reliqvvm tinxere.
Melivs est qvam contendere cooperandi








