Cyril Despres - o que se faz com um infeliz desses?
Re: Cyril Despres - o que se faz com um infeliz desses?
O problema não é ser dino, emo, xovem ou playboy.
O problema é a atual mania(mundial no caso) de querer levar vantagem de qq jeito.
Isso gera um péssimo exemplo para a garotada, pois o "idolo" passa a imagem de que o correto é vencer prejudicando os demais, quando o correto é vencer sendo o melhor.
Tipo sacanear um colega de trabalho pra conseguir um cargo... isso é falta de ética, muito praticada por sinal, mas continua sendo falta de ética, falta de carater, coisa de quem não é bom o suficiente.
Não acho que a vida antigamente era melhor que atual... eu vivo o dia de hoje, não vivo de passado.
Mas acho, sim, que antigamente existia mais respeito entre as pessoas em todos os ramos da sociedade. No esporte inclusive.
Ok, patrocinios, grana, pressão e mais um monte de desculpas... não justificam a perda do carater. Quem tem, utiliza... quem não tem, não sabe o que estou escrevendo.
O problema é a atual mania(mundial no caso) de querer levar vantagem de qq jeito.
Isso gera um péssimo exemplo para a garotada, pois o "idolo" passa a imagem de que o correto é vencer prejudicando os demais, quando o correto é vencer sendo o melhor.
Tipo sacanear um colega de trabalho pra conseguir um cargo... isso é falta de ética, muito praticada por sinal, mas continua sendo falta de ética, falta de carater, coisa de quem não é bom o suficiente.
Não acho que a vida antigamente era melhor que atual... eu vivo o dia de hoje, não vivo de passado.
Mas acho, sim, que antigamente existia mais respeito entre as pessoas em todos os ramos da sociedade. No esporte inclusive.
Ok, patrocinios, grana, pressão e mais um monte de desculpas... não justificam a perda do carater. Quem tem, utiliza... quem não tem, não sabe o que estou escrevendo.
- Saurus
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Re: Cyril Despres - o que se faz com um infeliz desses?
x2JAL escreveu:O problema não é ser dino, emo, xovem ou playboy.
O problema é a atual mania(mundial no caso) de querer levar vantagem de qq jeito.
Isso gera um péssimo exemplo para a garotada, pois o "idolo" passa a imagem de que o correto é vencer prejudicando os demais, quando o correto é vencer sendo o melhor.
Tipo sacanear um colega de trabalho pra conseguir um cargo... isso é falta de ética, muito praticada por sinal, mas continua sendo falta de ética, falta de carater, coisa de quem não é bom o suficiente.
Não acho que a vida antigamente era melhor que atual... eu vivo o dia de hoje, não vivo de passado.
Mas acho, sim, que antigamente existia mais respeito entre as pessoas em todos os ramos da sociedade. No esporte inclusive.
Ok, patrocinios, grana, pressão e mais um monte de desculpas... não justificam a perda do carater. Quem tem, utiliza... quem não tem, não sabe o que estou escrevendo.
Nihil ego fecit. Sic erat cvm ego ad hic.
Ad corniger omnes poena parva est.
Timet farcimen canis icti per serpens.
Non posse avxilivm pertvrbare. Ad participandvm svmmvm est.
Nvllo desiderio qvi pictis zebra mirari reliqvvm tinxere.
Melivs est qvam contendere cooperandi
Ad corniger omnes poena parva est.
Timet farcimen canis icti per serpens.
Non posse avxilivm pertvrbare. Ad participandvm svmmvm est.
Nvllo desiderio qvi pictis zebra mirari reliqvvm tinxere.
Melivs est qvam contendere cooperandi
Re: Cyril Despres - o que se faz com um infeliz desses?
x3Saurus escreveu:x2JAL escreveu:O problema não é ser dino, emo, xovem ou playboy.
O problema é a atual mania(mundial no caso) de querer levar vantagem de qq jeito.
Isso gera um péssimo exemplo para a garotada, pois o "idolo" passa a imagem de que o correto é vencer prejudicando os demais, quando o correto é vencer sendo o melhor.
Tipo sacanear um colega de trabalho pra conseguir um cargo... isso é falta de ética, muito praticada por sinal, mas continua sendo falta de ética, falta de carater, coisa de quem não é bom o suficiente.
Não acho que a vida antigamente era melhor que atual... eu vivo o dia de hoje, não vivo de passado.
Mas acho, sim, que antigamente existia mais respeito entre as pessoas em todos os ramos da sociedade. No esporte inclusive.
Ok, patrocinios, grana, pressão e mais um monte de desculpas... não justificam a perda do carater. Quem tem, utiliza... quem não tem, não sabe o que estou escrevendo.

Marcus DT escreveu: No final, muito antes da moto, é isso que fica: a camaradagem.
-
jcreis1959
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Re: Cyril Despres - o que se faz com um infeliz desses?
X4JAL escreveu:O problema não é ser dino, emo, xovem ou playboy.
O problema é a atual mania(mundial no caso) de querer levar vantagem de qq jeito.
Isso gera um péssimo exemplo para a garotada, pois o "idolo" passa a imagem de que o correto é vencer prejudicando os demais, quando o correto é vencer sendo o melhor.
Tipo sacanear um colega de trabalho pra conseguir um cargo... isso é falta de ética, muito praticada por sinal, mas continua sendo falta de ética, falta de carater, coisa de quem não é bom o suficiente.
Não acho que a vida antigamente era melhor que atual... eu vivo o dia de hoje, não vivo de passado.
Mas acho, sim, que antigamente existia mais respeito entre as pessoas em todos os ramos da sociedade. No esporte inclusive.
Ok, patrocinios, grana, pressão e mais um monte de desculpas... não justificam a perda do carater. Quem tem, utiliza... quem não tem, não sabe o que estou escrevendo.
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Honda MSX 125
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Re: Cyril Despres - o que se faz com um infeliz desses?
Mas com certeza, será a última vez que o FDP do Francês vai ser ajudado.
Daqui pra frente ele vai morrer na lama que ninguém vai parar pra tirar...
A vantagem de hoje pode se transformar na desgraça de amanha.
Daqui pra frente ele vai morrer na lama que ninguém vai parar pra tirar...
A vantagem de hoje pode se transformar na desgraça de amanha.
New life in place of old life. Unscarred by trials !
2001 -> DT 180 1996
2002 - 2008 -> 4 Patas
2009 - 2013 -> XTZ 250 X 2009
2013 - ~ -> M.S.M.
2020 - ~ -> HD Roadster 1200 2018 Amarela - Stage 1
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Re: Cyril Despres - o que se faz com um infeliz desses?
x2rsolani escreveu:Mas com certeza, será a última vez que o FDP do Francês vai ser ajudado.
Daqui pra frente ele vai morrer na lama que ninguém vai parar pra tirar...
A vantagem de hoje pode se transformar na desgraça de amanha.
Capaz de ainda passar por cima dele pra não ficar atolado tbm... hehe
HIRA®
Re: Cyril Despres - o que se faz com um infeliz desses?
JAL escreveu:O problema não é ser dino, emo, xovem ou playboy.
O problema é a atual mania(mundial no caso) de querer levar vantagem de qq jeito.
Isso gera um péssimo exemplo para a garotada, pois o "idolo" passa a imagem de que o correto é vencer prejudicando os demais, quando o correto é vencer sendo o melhor.
Tipo sacanear um colega de trabalho pra conseguir um cargo... isso é falta de ética, muito praticada por sinal, mas continua sendo falta de ética, falta de carater, coisa de quem não é bom o suficiente.
Não acho que a vida antigamente era melhor que atual... eu vivo o dia de hoje, não vivo de passado.
Mas acho, sim, que antigamente existia mais respeito entre as pessoas em todos os ramos da sociedade. No esporte inclusive.
Ok, patrocinios, grana, pressão e mais um monte de desculpas... não justificam a perda do carater. Quem tem, utiliza... quem não tem, não sabe o que estou escrevendo.
Eitcha, orgulhoso do vô.
Falou tudo, Jal.
E pelo que já vi aqui, o OL não vai entender (saber) o que tu escreveu.
"Aqui a criança chora e a mãe vira de costas"
B12S
B12S
Russo escreveu:Mas é isso ai... no motociclismo há espaço para todos, para os que gostam de tecnologia, pros que curtem velharia e até para os babacas caras que não conseguem perceber isso, eheheheh ...
Re: Cyril Despres - o que se faz com um infeliz desses?
Mais uma do DespresÍVEL
O que eu gosto na vida é de olhar para a frente. Faço isso a cada dia e sigo bem. Estamos em Iquique e estou cansado pelo esforço. Ontem fiz um halterofilismo para tirar a moto do barro e vou precisar de uma massagem hoje”, comentou Cyril, que no entanto, não citou o luso Paulo Gonçalves, piloto que o ajudou a sair do lamaçal.
retirado do site Grandepremio
O que eu gosto na vida é de olhar para a frente. Faço isso a cada dia e sigo bem. Estamos em Iquique e estou cansado pelo esforço. Ontem fiz um halterofilismo para tirar a moto do barro e vou precisar de uma massagem hoje”, comentou Cyril, que no entanto, não citou o luso Paulo Gonçalves, piloto que o ajudou a sair do lamaçal.
retirado do site Grandepremio
http://www.blog-do-tiozao.blogspot.com
Um blog sobre segurança e motos clássicas
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-
Augusto Intruder
- Roda Presa
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- Registrado em: 03 Jan 2008, 11:51
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Re: Cyril Despres - o que se faz com um infeliz desses?
x5JAL escreveu:O problema não é ser dino, emo, xovem ou playboy.
O problema é a atual mania(mundial no caso) de querer levar vantagem de qq jeito.
Isso gera um péssimo exemplo para a garotada, pois o "idolo" passa a imagem de que o correto é vencer prejudicando os demais, quando o correto é vencer sendo o melhor.
Tipo sacanear um colega de trabalho pra conseguir um cargo... isso é falta de ética, muito praticada por sinal, mas continua sendo falta de ética, falta de carater, coisa de quem não é bom o suficiente.
Não acho que a vida antigamente era melhor que atual... eu vivo o dia de hoje, não vivo de passado.
Mas acho, sim, que antigamente existia mais respeito entre as pessoas em todos os ramos da sociedade. No esporte inclusive.
Ok, patrocinios, grana, pressão e mais um monte de desculpas... não justificam a perda do carater. Quem tem, utiliza... quem não tem, não sabe o que estou escrevendo.
Eu também já estou de saco cheio desse tipo de comportamento. Engraçado que estava lendo outro dia uma reportagem sobre o dakar do ano passado e parece que teve confusão entre o Despres e o Coma..
Re: Cyril Despres - o que se faz com um infeliz desses?
Eu estive no Nepal em 2003 e escalei uma montanha que nunca havia sido escaladaKleberGT escreveu:
Me diga a grande aventura do homem moderno?
Qual ainda sobrou?
Somente o fundo do mar.
Um abraço,
Kleber
Igual a ela existem dezenas na cordiulheira do Hyamalaia e mesmo aqui na Am do Sul aindatem muitas paredes "virgens"
Belo - SP

Re: Cyril Despres - o que se faz com um infeliz desses?
Vixe...Russo escreveu:x3Saurus escreveu:x2JAL escreveu:O problema não é ser dino, emo, xovem ou playboy.
O problema é a atual mania(mundial no caso) de querer levar vantagem de qq jeito.
Isso gera um péssimo exemplo para a garotada, pois o "idolo" passa a imagem de que o correto é vencer prejudicando os demais, quando o correto é vencer sendo o melhor.
Tipo sacanear um colega de trabalho pra conseguir um cargo... isso é falta de ética, muito praticada por sinal, mas continua sendo falta de ética, falta de carater, coisa de quem não é bom o suficiente.
Não acho que a vida antigamente era melhor que atual... eu vivo o dia de hoje, não vivo de passado.
Mas acho, sim, que antigamente existia mais respeito entre as pessoas em todos os ramos da sociedade. No esporte inclusive.
Ok, patrocinios, grana, pressão e mais um monte de desculpas... não justificam a perda do carater. Quem tem, utiliza... quem não tem, não sabe o que estou escrevendo.
Fim de tópico !
PERFEITO !
Belo - SP

Re: Cyril Despres - o que se faz com um infeliz desses?
x6.JAL escreveu:O problema não é ser dino, emo, xovem ou playboy.
O problema é a atual mania(mundial no caso) de querer levar vantagem de qq jeito.
Isso gera um péssimo exemplo para a garotada, pois o "idolo" passa a imagem de que o correto é vencer prejudicando os demais, quando o correto é vencer sendo o melhor.
Tipo sacanear um colega de trabalho pra conseguir um cargo... isso é falta de ética, muito praticada por sinal, mas continua sendo falta de ética, falta de carater, coisa de quem não é bom o suficiente.
Não acho que a vida antigamente era melhor que atual... eu vivo o dia de hoje, não vivo de passado.
Mas acho, sim, que antigamente existia mais respeito entre as pessoas em todos os ramos da sociedade. No esporte inclusive.
Ok, patrocinios, grana, pressão e mais um monte de desculpas... não justificam a perda do carater. Quem tem, utiliza... quem não tem, não sabe o que estou escrevendo.
E para avaliar a idoneidade/ética dos patrocinadores do infeliz, basta acompanhar esta página:
http://www.cyrildespres.com/web/partners
Vamos ver daqui a um ano, quais marcas continuarão e quais sairão dali
Re: Cyril Despres - o que se faz com um infeliz desses?
Como MUITO bem disse o JAL ou você tem caráter ou não tem...
Pode arrumar 1.000 desculpas para justificar um desvio de caráter, mas no final a verdade é uma só. Nego safado é safado e pronto !
Abaixo deixo 2 textos longos, mas que vale a pena ler
O 2º texto, se clicarem no link tem alguns vídeos do Paulo e da Helena, os quais conheço pessoalmente e sei da dificuldade que tem para arrumar grana para realizar esse sonho, mas que sem pensar deixaram tudo para trás em troca de ajudar um companheiro
======================================================================================================
No Everest, ajudar um montanhista doente é
raridade – a tarefa é relegada aos nepaleses
Duda Teixeira
A ambição de chegar ao topo da montanha mais alta do mundo justifica deixar de socorrer um companheiro à beira da morte? A resposta para a maioria das pessoas com certeza é não. O padrão ético que prevalece no Monte Everest, o pico de 8.850 metros de altitude na Cordilheira do Himalaia, na fronteira da China com o Nepal, é menos nobre. Sofrendo com o ar rarefeito, com os dedos congelados pela temperatura de 30 graus negativos e conscientes de terem pago no mínimo 20.000 dólares para estar ali, os alpinistas têm como regra ajudar apenas a si próprios acima dos 8.000 metros. No dia 15 do mês passado, o inglês David Sharp, 34 anos, sentiu-se mal por causa da altitude. Quarenta alpinistas passaram pelo montanhista e nada fizeram. Sharp morreu naquela noite dentro de uma caverna. Dez dias depois, o australiano Lincoln Hall, 50 anos, chegou ao pico e, no percurso de volta, caiu exausto. Seus companheiros de escalada continuaram a descida e deixaram três sherpas para ajudá-lo. Os sherpas, um povo do Nepal nascido e criado em aldeias acima de 3.000 metros, estão acostumados à altitude elevada e especializaram-se em ser auxiliares e carregadores dos alpinistas. Após nove horas, os sherpas também desistiram de Hall e o abandonaram na neve. No dia seguinte, três montanhistas o encontraram parcialmente sem roupa e sem gorro. "Vocês devem estar surpresos de me ver aqui", disse o australiano. Quem eles chamaram para socorrer o milagroso sobrevivente? Os sherpas, claro. Por rádio, os alpinistas pediram ajuda ao acampamento, de onde foi enviada uma equipe de carregadores para fazer o resgate.
As duas histórias de abandono aconteceram na zona da morte, acima de 8.000 metros de altitude. A partir daí, há um sério risco de o alpinista sofrer desidratação, edema cerebral ou pulmonar e alucinações. A única maneira de se salvar é descer a pé, já que a atmosfera rala praticamente impede o resgate de helicóptero. O brasileiro Vitor Negrete, morto há duas semanas depois de atingir o cume pelo caminho mais difícil e sem o auxílio de oxigênio, foi vítima dessas condições extremas. "Nessa altitude é difícil manter-se vivo, quanto mais salvar a vida de outra pessoa", disse o neozelandês Mark Inglis, o primeiro homem com as pernas amputadas a chegar ao cume do Everest. Inglis testemunhou a agonia de Sharp – e também não se sentiu capaz de ajudar. À preocupação com a própria vida junta-se outra razão para os atletas não socorrerem os colegas: o compromisso com o patrocinador. "Na cabeça dos montanhistas, voltar para casa sem chegar ao cume equivale a romper o contrato, apesar de nenhum patrocinador fazer essa exigência", diz o paranaense Alir Wellner, que subiu o Everest em 2002 com o conterrâneo Waldemar Niclevicz.
A temporada deste ano no Everest, encerrada no fim de maio, foi a segunda mais letal da história – foram dez mortes, duas a menos que em 1996, o ano mais trágico. As fatalidades se multiplicaram com a popularização do desafio de chegar ao topo do mundo. Desde que o neozelandês Edmund Hillary e o sherpa Tenzing Norgay alcançaram o cume, em 1953, 2 557 pessoas repetiram a façanha até o ano passado. Por 10.000 dólares, podem-se contratar dois sherpas para carregar toda a bagagem necessária para a expedição. O turista leva apenas uma garrafinha de água, um cilindro de oxigênio e o lanche. A partir dos 8.000 metros, os sherpas não são obrigados a seguir em frente. Por um bônus de 500 dólares, no entanto, eles podem acompanhar o cliente. "Os sherpas se acostumaram a fazer tudo por dinheiro e, assim, fica mais difícil alguém ajudar outra pessoa por pura compaixão", diz Niclevicz. Aos sherpas recai também a tarefa de resgatar quem ficou para trás na montanha – desde que, para isso, sejam bem pagos. De graça só o bom-mocismo de alguns atletas altruístas. Por duas vezes, o casal de paulistas Paulo e Helena Coelho teve de desistir de alcançar o cume do Everest para ajudar outros montanhistas. Em 1999, eles socorreram o português João Garcia. Chegaram a pedir ajuda aos líderes de outras expedições e a seus sherpas, mas não foram atendidos. No mês passado, Paulo precisou voltar ao acampamento com um malásio, auxiliado por dois sherpas. Ao comentar a morte de David Sharp, o pioneiro Edmund Hillary disse, na semana passada: "Eu não deixaria nenhum membro da minha expedição para trás". O romantismo das escaladas no Everest parece ter chegado ao fim.
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http://www.templosdosol-chas-fozcoa.com ... ros-e.html
"Bem-aventurados aqueles que ganham a vida sem prejudicar ou pôr em perigo a vida de qualquer ser vivo"..."e se encontram livres das limitações do egoísmo"... "desfrutam o prazer na contemplação do que é profundo e realmente verdadeiro neste mundo"
Paulo Coelho (Brazilian) and Helena Coelho (Brazilian) wife of Paulo, are credited with helping Joao part of the way back down. It must have been very difficult to be with an emotional Joao during those hours. Thank You Paulo & Helena ! Good Deed: The Georgian doctor that treated Joao after Joao descended. The Georgian doctor refused to accept any payment for his services. Good Deed: The Italian climbers and unknown sherpas who climbed back up to attempt to find Pascal and (you would assume) Tadeusz, only to arrive a little late. They saw Pascal fall to his death. EverestNews.com is sure others also deserve positive press from their actions. We say Thank You again to all who assisted.
- "O casal Paulo e Helena não sabe quando poderá fazer nova investida no Everest. Dos 100 alpinistas desta temporada no lado tibetano, eles eram os únicos sem patrocínio. Gastaram 40.000 reais do próprio bolso, ficaram sem dinheiro, mas se orgulham de ter no currículo o salvamento de um colega. Esse comportamento é uma raridade em grandes altitudes. Uma prova disso é que, no acampamento, quando buscaram companhia para ir atrás de Garcia, ninguém se prontificou. Um italiano ainda afirmou: "Esqueçam, ele já deve estar morto".
“Eu teria muita honra em continuar a defender o nome e a capacidade de Portugal, mas as pessoas não compreendem. A partir de agora irei com estrangeiros” 24 de Nov. Record - Declarações de João Garcia ao Record, em reacção à morte de Bruno Carvalho.
Olá Helena e Paulo Coelho: - Não é sem tristeza que faço esta denúncia - É meu compatriota , mas acho que tenho o dever cívico de não me conformar com tal procedimento, porque, tal como certamente terão notado na escalada ao Evarest, em que participaram e foram protagonistas, num dos mais belos exemplos de heroicidade e solidariedade nos Himalaias, João Garcia deve andar, certamente, muito enganado com a prática e o verdadeiro espírito de quem ama e desafia a montanha: já deixou dois companheiros pelo caminho e, porventura, o mesmo poderá acontecer, numa outra escalada que eventualmente venha a organizar(talvez não com portugueses, porque ele jurou não o voltar a fazer) mas com algum alpinista de outra nacionalidade que desconheça o seu individualismo. Ainda por cima, é provocador para com a dor e o luto da família que perde o seu ente querido - Sim, o Bruno perdeu avida, ao que parece, muito por culpa da forma leviana e irresponsável como organizou e liderou a referirda expedição. Pois compreenderão que o espírito de quem abraça e arrisca a vida em escalar picos ou altas montanhas, não se compadece com a pressa daqueles que visam apenas a fama e bater recordes de competição - em que a vida dos outros parece não ser o bem mais precioso - Correm para a montanha não pelo espírito de desafio com a sua adversidade e de contemplarem a sua beleza - mas na ânsia egoísta de nomeada e mostrarem currículo.
Como é possível que esta afirmação tenha passado despercebida na reportagem de uma televisão: - "Seis da manhã!.. A duas horas do cume Schichapangma!…Nascer do sol!… Não sei quantos graus negativos!…O Bruno vem ali em baixo e nós temos que o deixar!..." - Confesso que só me me dei conta, recentemente, na sequência da homenagem prestada ao malogrado alpinista Bruno Carvalho, nas celebrações do Solstício do Verão, no Monte dos Tambores, em Chãs, em que esteve presente o seu pai e quando passei a debruçar-me, mais detalhadamente, sobre a tragédia que envolveu a sua morte. Vão completar-se no dia 31 de Outubro quatro anos. Se fosse vivo, o jovem português fazia 35 anos no próximo dia 20 de Setembro. Alpinista português morre depois de alcançar o Trono dos Deuses .O caso sempre me pareceu mal explicado, porém, longe de imaginar que pudessem existir tantas e flagrantes contradições no que foi publicamente afirmado e divulgado.
Sei que corro o risco de repetir -me e de me tornar demasiado extenso.- bom, mas também não vou importar-me com isso; haverá sempre quem queira ir ao fundo das questões. Assim, além de vir alertar-vos para tão desumano abandono de que terá sido vítima o valoroso alpinista, Bruno Carvalho, na expedição ao Shihsa Pangma - montanha que vós bem conheceis e que tem servido até de vossa preparação - venho, pois, dar-vos os meus parabéns e um grande abraço de afecto e de reconhecimento pela vossa opção de vida - ou antes, por terdes conseguido conciliar a vossa vida profissional com tão sincero e expressivo amor à montanha. A luta maior do Paulo é o cancro mas eu acredito que a força de vontade dele - que o tem feito escalar as maiores montanhas da Terra - o há-de ajudar a sobrepor-se à doença . Meu pensamento estará com a sua coragem e as vossas preces. - Parabéns pela vossa determinação - e ainda pela vossa tão enternecedora generosidade, abnegação e alto heroísmo. Sei que, ambos, sacrificaram a vossa escalada para socorrem o alpinista português João Garcia, na escalada ao Evarest, em que também participáveis, nas expedições de Maio de 1999 . É talvez um pouco tarde, mas só agora tomei conhecimento. Sem dúvida, um gesto de elevado heroísmo e de generosidade. Eu já falei do vosso gesto nas minhas anteriores postagens, onde me referi ao exacerbado egoísmo e individualismo de Garcia: que, em vez de prezar a solidariedade e o companheirismo, de fazer da escalada um reforçar de convívio, de amizade e de fraternidade, deu-nos o mais deplorável exemplo de fingimento e de hipocrisia. Não se importando de deixar para trás (quer à subida quer à descida) um elemento da sua equipa na expedição que liderou ao Shisha Pangma - E vejam: ainda mal havia nascido o sol! - Já se ouvia naquele silêncio e pureza da montanha, tão desumana expressão: O Bruno vem lá em baixo… nós temos que o deixar.- E, de facto, deixaram-no mesmo - Lá ficou sepultado para sempre.
Creiam, pois ( eu que também andei com a vida suspensa na vertigem aprumo de um dos mais difíceis picos de África - nunca antes escalado: o Pico Cão Grande, em São Tomé (a que já me referi com algum pormenor e outras fotografias em ALPINISMO VERTICAL - MEU TRIBUTO AO BRUNO - .... não é um gigante coberto de neve mas clikem e vejam só esta beleza e imponência! que emerge do coração da floresta e está quase sempre envolto de névoas e rasga e esconde o gargalo do seu cume nos céus equatoriais Great Dog - Pico Cão Grande,....Pico do Cão Grande ) isto para já não falar dos 38 dias sozinho numa frágil piroga nos atribulados mares do sul por razões científicas e humanitárias, sem meios de comunicação com o exterior e munido apenas de uma simples bússola .....A LONGA JORNADA DE SOBREVIVÊNCIA -...),sim, realizei ainda outras viagens solitárias e clandestinas, fui preso nas costas onde aportei e também conheci as masmorras da PIDE - pelas mesmas causas. Nunca corri atrás de prémios nem os pretendo. Vivi lado a lado com o perigo, com a adversidade e aprendi a valorizar princípios de amor à vida, à natureza e à solidariedade, de que não abdico . Creiam, pois, bons amigos da montanha e da humanidade, que fico muito preocupado e indignado com atitudes reveladoras de tão manifesta falta de companheirismo, que é o que , no fundo, posso depreender da audição de tão infeliz registo gravado durante a escalada, liderada por João Garcia, a uma das montanhas mais altas do inóspito e longínquo Himalaia. Admiro e louvo , pois, o vosso ideal de vida, o vosso gesto, muito me sensibilizou, me tocou profundamente o coração - Jamais me esquecerei do vosso nome. E, além de vos manifestar o meu profundo apreço e admiração, desejo-vos, sinceramente, antes de mais a recuperação da saúde do Paulo Coelho (na sua luta contra o cancro) e que, ambos os dois - Helena e Paulo - continueis a desfrutar das maiores alegrias na montanha e na vossa saudável união, com muita energia e muita paz, por muitos e risonhos anos de vida.
Um abraço de Jorge Trabulo Marques
Jornalista
Pode arrumar 1.000 desculpas para justificar um desvio de caráter, mas no final a verdade é uma só. Nego safado é safado e pronto !
Abaixo deixo 2 textos longos, mas que vale a pena ler
O 2º texto, se clicarem no link tem alguns vídeos do Paulo e da Helena, os quais conheço pessoalmente e sei da dificuldade que tem para arrumar grana para realizar esse sonho, mas que sem pensar deixaram tudo para trás em troca de ajudar um companheiro
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No Everest, ajudar um montanhista doente é
raridade – a tarefa é relegada aos nepaleses
Duda Teixeira
A ambição de chegar ao topo da montanha mais alta do mundo justifica deixar de socorrer um companheiro à beira da morte? A resposta para a maioria das pessoas com certeza é não. O padrão ético que prevalece no Monte Everest, o pico de 8.850 metros de altitude na Cordilheira do Himalaia, na fronteira da China com o Nepal, é menos nobre. Sofrendo com o ar rarefeito, com os dedos congelados pela temperatura de 30 graus negativos e conscientes de terem pago no mínimo 20.000 dólares para estar ali, os alpinistas têm como regra ajudar apenas a si próprios acima dos 8.000 metros. No dia 15 do mês passado, o inglês David Sharp, 34 anos, sentiu-se mal por causa da altitude. Quarenta alpinistas passaram pelo montanhista e nada fizeram. Sharp morreu naquela noite dentro de uma caverna. Dez dias depois, o australiano Lincoln Hall, 50 anos, chegou ao pico e, no percurso de volta, caiu exausto. Seus companheiros de escalada continuaram a descida e deixaram três sherpas para ajudá-lo. Os sherpas, um povo do Nepal nascido e criado em aldeias acima de 3.000 metros, estão acostumados à altitude elevada e especializaram-se em ser auxiliares e carregadores dos alpinistas. Após nove horas, os sherpas também desistiram de Hall e o abandonaram na neve. No dia seguinte, três montanhistas o encontraram parcialmente sem roupa e sem gorro. "Vocês devem estar surpresos de me ver aqui", disse o australiano. Quem eles chamaram para socorrer o milagroso sobrevivente? Os sherpas, claro. Por rádio, os alpinistas pediram ajuda ao acampamento, de onde foi enviada uma equipe de carregadores para fazer o resgate.
As duas histórias de abandono aconteceram na zona da morte, acima de 8.000 metros de altitude. A partir daí, há um sério risco de o alpinista sofrer desidratação, edema cerebral ou pulmonar e alucinações. A única maneira de se salvar é descer a pé, já que a atmosfera rala praticamente impede o resgate de helicóptero. O brasileiro Vitor Negrete, morto há duas semanas depois de atingir o cume pelo caminho mais difícil e sem o auxílio de oxigênio, foi vítima dessas condições extremas. "Nessa altitude é difícil manter-se vivo, quanto mais salvar a vida de outra pessoa", disse o neozelandês Mark Inglis, o primeiro homem com as pernas amputadas a chegar ao cume do Everest. Inglis testemunhou a agonia de Sharp – e também não se sentiu capaz de ajudar. À preocupação com a própria vida junta-se outra razão para os atletas não socorrerem os colegas: o compromisso com o patrocinador. "Na cabeça dos montanhistas, voltar para casa sem chegar ao cume equivale a romper o contrato, apesar de nenhum patrocinador fazer essa exigência", diz o paranaense Alir Wellner, que subiu o Everest em 2002 com o conterrâneo Waldemar Niclevicz.
A temporada deste ano no Everest, encerrada no fim de maio, foi a segunda mais letal da história – foram dez mortes, duas a menos que em 1996, o ano mais trágico. As fatalidades se multiplicaram com a popularização do desafio de chegar ao topo do mundo. Desde que o neozelandês Edmund Hillary e o sherpa Tenzing Norgay alcançaram o cume, em 1953, 2 557 pessoas repetiram a façanha até o ano passado. Por 10.000 dólares, podem-se contratar dois sherpas para carregar toda a bagagem necessária para a expedição. O turista leva apenas uma garrafinha de água, um cilindro de oxigênio e o lanche. A partir dos 8.000 metros, os sherpas não são obrigados a seguir em frente. Por um bônus de 500 dólares, no entanto, eles podem acompanhar o cliente. "Os sherpas se acostumaram a fazer tudo por dinheiro e, assim, fica mais difícil alguém ajudar outra pessoa por pura compaixão", diz Niclevicz. Aos sherpas recai também a tarefa de resgatar quem ficou para trás na montanha – desde que, para isso, sejam bem pagos. De graça só o bom-mocismo de alguns atletas altruístas. Por duas vezes, o casal de paulistas Paulo e Helena Coelho teve de desistir de alcançar o cume do Everest para ajudar outros montanhistas. Em 1999, eles socorreram o português João Garcia. Chegaram a pedir ajuda aos líderes de outras expedições e a seus sherpas, mas não foram atendidos. No mês passado, Paulo precisou voltar ao acampamento com um malásio, auxiliado por dois sherpas. Ao comentar a morte de David Sharp, o pioneiro Edmund Hillary disse, na semana passada: "Eu não deixaria nenhum membro da minha expedição para trás". O romantismo das escaladas no Everest parece ter chegado ao fim.
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http://www.templosdosol-chas-fozcoa.com ... ros-e.html
"Bem-aventurados aqueles que ganham a vida sem prejudicar ou pôr em perigo a vida de qualquer ser vivo"..."e se encontram livres das limitações do egoísmo"... "desfrutam o prazer na contemplação do que é profundo e realmente verdadeiro neste mundo"
Paulo Coelho (Brazilian) and Helena Coelho (Brazilian) wife of Paulo, are credited with helping Joao part of the way back down. It must have been very difficult to be with an emotional Joao during those hours. Thank You Paulo & Helena ! Good Deed: The Georgian doctor that treated Joao after Joao descended. The Georgian doctor refused to accept any payment for his services. Good Deed: The Italian climbers and unknown sherpas who climbed back up to attempt to find Pascal and (you would assume) Tadeusz, only to arrive a little late. They saw Pascal fall to his death. EverestNews.com is sure others also deserve positive press from their actions. We say Thank You again to all who assisted.
- "O casal Paulo e Helena não sabe quando poderá fazer nova investida no Everest. Dos 100 alpinistas desta temporada no lado tibetano, eles eram os únicos sem patrocínio. Gastaram 40.000 reais do próprio bolso, ficaram sem dinheiro, mas se orgulham de ter no currículo o salvamento de um colega. Esse comportamento é uma raridade em grandes altitudes. Uma prova disso é que, no acampamento, quando buscaram companhia para ir atrás de Garcia, ninguém se prontificou. Um italiano ainda afirmou: "Esqueçam, ele já deve estar morto".
“Eu teria muita honra em continuar a defender o nome e a capacidade de Portugal, mas as pessoas não compreendem. A partir de agora irei com estrangeiros” 24 de Nov. Record - Declarações de João Garcia ao Record, em reacção à morte de Bruno Carvalho.
Olá Helena e Paulo Coelho: - Não é sem tristeza que faço esta denúncia - É meu compatriota , mas acho que tenho o dever cívico de não me conformar com tal procedimento, porque, tal como certamente terão notado na escalada ao Evarest, em que participaram e foram protagonistas, num dos mais belos exemplos de heroicidade e solidariedade nos Himalaias, João Garcia deve andar, certamente, muito enganado com a prática e o verdadeiro espírito de quem ama e desafia a montanha: já deixou dois companheiros pelo caminho e, porventura, o mesmo poderá acontecer, numa outra escalada que eventualmente venha a organizar(talvez não com portugueses, porque ele jurou não o voltar a fazer) mas com algum alpinista de outra nacionalidade que desconheça o seu individualismo. Ainda por cima, é provocador para com a dor e o luto da família que perde o seu ente querido - Sim, o Bruno perdeu avida, ao que parece, muito por culpa da forma leviana e irresponsável como organizou e liderou a referirda expedição. Pois compreenderão que o espírito de quem abraça e arrisca a vida em escalar picos ou altas montanhas, não se compadece com a pressa daqueles que visam apenas a fama e bater recordes de competição - em que a vida dos outros parece não ser o bem mais precioso - Correm para a montanha não pelo espírito de desafio com a sua adversidade e de contemplarem a sua beleza - mas na ânsia egoísta de nomeada e mostrarem currículo.
Como é possível que esta afirmação tenha passado despercebida na reportagem de uma televisão: - "Seis da manhã!.. A duas horas do cume Schichapangma!…Nascer do sol!… Não sei quantos graus negativos!…O Bruno vem ali em baixo e nós temos que o deixar!..." - Confesso que só me me dei conta, recentemente, na sequência da homenagem prestada ao malogrado alpinista Bruno Carvalho, nas celebrações do Solstício do Verão, no Monte dos Tambores, em Chãs, em que esteve presente o seu pai e quando passei a debruçar-me, mais detalhadamente, sobre a tragédia que envolveu a sua morte. Vão completar-se no dia 31 de Outubro quatro anos. Se fosse vivo, o jovem português fazia 35 anos no próximo dia 20 de Setembro. Alpinista português morre depois de alcançar o Trono dos Deuses .O caso sempre me pareceu mal explicado, porém, longe de imaginar que pudessem existir tantas e flagrantes contradições no que foi publicamente afirmado e divulgado.
Sei que corro o risco de repetir -me e de me tornar demasiado extenso.- bom, mas também não vou importar-me com isso; haverá sempre quem queira ir ao fundo das questões. Assim, além de vir alertar-vos para tão desumano abandono de que terá sido vítima o valoroso alpinista, Bruno Carvalho, na expedição ao Shihsa Pangma - montanha que vós bem conheceis e que tem servido até de vossa preparação - venho, pois, dar-vos os meus parabéns e um grande abraço de afecto e de reconhecimento pela vossa opção de vida - ou antes, por terdes conseguido conciliar a vossa vida profissional com tão sincero e expressivo amor à montanha. A luta maior do Paulo é o cancro mas eu acredito que a força de vontade dele - que o tem feito escalar as maiores montanhas da Terra - o há-de ajudar a sobrepor-se à doença . Meu pensamento estará com a sua coragem e as vossas preces. - Parabéns pela vossa determinação - e ainda pela vossa tão enternecedora generosidade, abnegação e alto heroísmo. Sei que, ambos, sacrificaram a vossa escalada para socorrem o alpinista português João Garcia, na escalada ao Evarest, em que também participáveis, nas expedições de Maio de 1999 . É talvez um pouco tarde, mas só agora tomei conhecimento. Sem dúvida, um gesto de elevado heroísmo e de generosidade. Eu já falei do vosso gesto nas minhas anteriores postagens, onde me referi ao exacerbado egoísmo e individualismo de Garcia: que, em vez de prezar a solidariedade e o companheirismo, de fazer da escalada um reforçar de convívio, de amizade e de fraternidade, deu-nos o mais deplorável exemplo de fingimento e de hipocrisia. Não se importando de deixar para trás (quer à subida quer à descida) um elemento da sua equipa na expedição que liderou ao Shisha Pangma - E vejam: ainda mal havia nascido o sol! - Já se ouvia naquele silêncio e pureza da montanha, tão desumana expressão: O Bruno vem lá em baixo… nós temos que o deixar.- E, de facto, deixaram-no mesmo - Lá ficou sepultado para sempre.
Creiam, pois ( eu que também andei com a vida suspensa na vertigem aprumo de um dos mais difíceis picos de África - nunca antes escalado: o Pico Cão Grande, em São Tomé (a que já me referi com algum pormenor e outras fotografias em ALPINISMO VERTICAL - MEU TRIBUTO AO BRUNO - .... não é um gigante coberto de neve mas clikem e vejam só esta beleza e imponência! que emerge do coração da floresta e está quase sempre envolto de névoas e rasga e esconde o gargalo do seu cume nos céus equatoriais Great Dog - Pico Cão Grande,....Pico do Cão Grande ) isto para já não falar dos 38 dias sozinho numa frágil piroga nos atribulados mares do sul por razões científicas e humanitárias, sem meios de comunicação com o exterior e munido apenas de uma simples bússola .....A LONGA JORNADA DE SOBREVIVÊNCIA -...),sim, realizei ainda outras viagens solitárias e clandestinas, fui preso nas costas onde aportei e também conheci as masmorras da PIDE - pelas mesmas causas. Nunca corri atrás de prémios nem os pretendo. Vivi lado a lado com o perigo, com a adversidade e aprendi a valorizar princípios de amor à vida, à natureza e à solidariedade, de que não abdico . Creiam, pois, bons amigos da montanha e da humanidade, que fico muito preocupado e indignado com atitudes reveladoras de tão manifesta falta de companheirismo, que é o que , no fundo, posso depreender da audição de tão infeliz registo gravado durante a escalada, liderada por João Garcia, a uma das montanhas mais altas do inóspito e longínquo Himalaia. Admiro e louvo , pois, o vosso ideal de vida, o vosso gesto, muito me sensibilizou, me tocou profundamente o coração - Jamais me esquecerei do vosso nome. E, além de vos manifestar o meu profundo apreço e admiração, desejo-vos, sinceramente, antes de mais a recuperação da saúde do Paulo Coelho (na sua luta contra o cancro) e que, ambos os dois - Helena e Paulo - continueis a desfrutar das maiores alegrias na montanha e na vossa saudável união, com muita energia e muita paz, por muitos e risonhos anos de vida.
Um abraço de Jorge Trabulo Marques
Jornalista
Editado pela última vez por Belo em 11 Jan 2012, 13:04, em um total de 1 vez.
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- Gustavo Erivan
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Re: Cyril Despres - o que se faz com um infeliz desses?
Se um francês de moto é ruim, imaginem dois franceses num carro...
Re: Cyril Despres - o que se faz com um infeliz desses?
x 5 (estimados)JAL escreveu:O problema não é ser dino, emo, xovem ou playboy.
O problema é a atual mania(mundial no caso) de querer levar vantagem de qq jeito.
Isso gera um péssimo exemplo para a garotada, pois o "idolo" passa a imagem de que o correto é vencer prejudicando os demais, quando o correto é vencer sendo o melhor.
Tipo sacanear um colega de trabalho pra conseguir um cargo... isso é falta de ética, muito praticada por sinal, mas continua sendo falta de ética, falta de carater, coisa de quem não é bom o suficiente.
Não acho que a vida antigamente era melhor que atual... eu vivo o dia de hoje, não vivo de passado.
Mas acho, sim, que antigamente existia mais respeito entre as pessoas em todos os ramos da sociedade. No esporte inclusive.
Ok, patrocinios, grana, pressão e mais um monte de desculpas... não justificam a perda do carater. Quem tem, utiliza... quem não tem, não sabe o que estou escrevendo.
Fechou o tópico!!!
Abraço,
Daniel.
Lander 2008-"Mula Marchadeira, mãe Mangalarga"
Síntese das assinaturas do M@D:
"Sou mais motociclista ["sábio"/"melhor"] do que você e tenho muito orgulho da minha humildade".
Perturbando giroscópios desde 1997. Perturbando você desde sua permissão.
Lander 2008-"Mula Marchadeira, mãe Mangalarga"
Síntese das assinaturas do M@D:
"Sou mais motociclista ["sábio"/"melhor"] do que você e tenho muito orgulho da minha humildade".
Perturbando giroscópios desde 1997. Perturbando você desde sua permissão.
Re: Cyril Despres - o que se faz com um infeliz desses?
Caraleos, papo para os francese terminarem o rally sem nenhum dente na boca.
"Aqui a criança chora e a mãe vira de costas"
B12S
B12S
Russo escreveu:Mas é isso ai... no motociclismo há espaço para todos, para os que gostam de tecnologia, pros que curtem velharia e até para os babacas caras que não conseguem perceber isso, eheheheh ...
-
Jota
Re: Cyril Despres - o que se faz com um infeliz desses?
Mudança de valores, Jal.JAL escreveu:O problema não é ser dino, emo, xovem ou playboy.
O problema é a atual mania(mundial no caso) de querer levar vantagem de qq jeito.
Isso gera um péssimo exemplo para a garotada, pois o "idolo" passa a imagem de que o correto é vencer prejudicando os demais, quando o correto é vencer sendo o melhor.
Tipo sacanear um colega de trabalho pra conseguir um cargo... isso é falta de ética, muito praticada por sinal, mas continua sendo falta de ética, falta de carater, coisa de quem não é bom o suficiente.
Não acho que a vida antigamente era melhor que atual... eu vivo o dia de hoje, não vivo de passado.
Mas acho, sim, que antigamente existia mais respeito entre as pessoas em todos os ramos da sociedade. No esporte inclusive.
Ok, patrocinios, grana, pressão e mais um monte de desculpas... não justificam a perda do carater. Quem tem, utiliza... quem não tem, não sabe o que estou escrevendo.
Reparou como a atitude deixa os mais velhos indignados, enquanto alguns bem jovens acham natural e até correto?
Hoje o modelo almejado é o da celebridade.
Não há caminho ético que o leve a se tornar uma.
Re: Cyril Despres - o que se faz com um infeliz desses?
Cacete!Gustavo Erivan escreveu:Se um francês de moto é ruim, imaginem dois franceses num carro...
2:05
Re: Cyril Despres - o que se faz com um infeliz desses?
Acho que toda generalização acaba sendo injusta, mas...
O Alpinismo é um esporte muito praticado por europeus e nas minhas viagens já conheci e escalei com pessoas das mais diferentes nacionalidades, inclusive algumas "exóticas" como Croatas, Romenos, Russos, Eslovenos além de Espanhois, Ingleses, Italianos, Americanos, Japoneses, Israelenses Sulamericanos variados etc...
E posso dizer que em todos esses anos os mais egoistas e antipaticos que conheci foram sempre os Franceses
A montanha é um ambiente muito hostil e a distância de casa, provações e risco faz com que todos de certa forma se unam e se ajudem. è um ambiente que inspira a camaradagem, pois a segurança de um é a segurança de todos. Os franceses fazem sempre questão de ficar separados e na maior parte das vezes não respondem nem a um bom dia.
Tive uma experiência marcante em 1999 quando fazia a travessia da cordilheira Huayhuash (Peru) uma caminhada de 200km
A partir do 2 º ou 3º dia de caminhada um grupo de franceses esteve sempre ao nosso lado e montava acampamento sempre perto do nosso. Normalmente não respondiam quando dava um simples "olá"
No 6º ou 7º dia o fogareiro deles de pau e eles vieram pedirumdos nossos emprestados, o que prontamente atendemos
Após 12 dias, ao fim do percurso mandaram um carregador peruano devolver o fogareiro e nunca ouvimos um simples obrigado !!!
Na época pegeui uma raiva danada e por anos "amaldiçoei" todos os franceses, até que conheci alguns (poucos) que valiam a pena
O Alpinismo é um esporte muito praticado por europeus e nas minhas viagens já conheci e escalei com pessoas das mais diferentes nacionalidades, inclusive algumas "exóticas" como Croatas, Romenos, Russos, Eslovenos além de Espanhois, Ingleses, Italianos, Americanos, Japoneses, Israelenses Sulamericanos variados etc...
E posso dizer que em todos esses anos os mais egoistas e antipaticos que conheci foram sempre os Franceses
A montanha é um ambiente muito hostil e a distância de casa, provações e risco faz com que todos de certa forma se unam e se ajudem. è um ambiente que inspira a camaradagem, pois a segurança de um é a segurança de todos. Os franceses fazem sempre questão de ficar separados e na maior parte das vezes não respondem nem a um bom dia.
Tive uma experiência marcante em 1999 quando fazia a travessia da cordilheira Huayhuash (Peru) uma caminhada de 200km
A partir do 2 º ou 3º dia de caminhada um grupo de franceses esteve sempre ao nosso lado e montava acampamento sempre perto do nosso. Normalmente não respondiam quando dava um simples "olá"
No 6º ou 7º dia o fogareiro deles de pau e eles vieram pedirumdos nossos emprestados, o que prontamente atendemos
Após 12 dias, ao fim do percurso mandaram um carregador peruano devolver o fogareiro e nunca ouvimos um simples obrigado !!!
Na época pegeui uma raiva danada e por anos "amaldiçoei" todos os franceses, até que conheci alguns (poucos) que valiam a pena
Belo - SP

Re: Cyril Despres - o que se faz com um infeliz desses?
http://www.blog-do-tiozao.blogspot.com
Um blog sobre segurança e motos clássicas
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