Discutindo a Relação - Causo
Enviado: 03 Nov 2008, 15:02
Discutindo a Relação
Eventualmente motociclista conversam sobre qual é a melhor relação, isto é, qual o melhor tipo de transmissão secundária utilizada em nas motocicletas. Os mais comuns são: coroa/corrente/pinhão, eixo cardã e correia dentada. Nos dois últimos não há muito o que discutir. Porém, quando se trata de corrente, discute-se a relação quanto ao tipo, marcas, manutenção e especialmente a lubrificação.
Uma coisa que eu ainda não tinha conhecimento era de se parar no acostamento de uma estrada deserta, no meio do nada para se discutir relação. Ora, essas coisa a gente discute nos botecos onde motociclistas se encontram.
Pois é, mas aconteceu...
Um casal muito admirado e querido viajava solitariamente por estas longas estradas do Brasil. Entre uma cidade e outra, entre uma pousada e outra, por fim, em algum momento da viagem tiveram um pequeno desentendimento, coisa banal na vida de qualquer casal. Não fizeram as pazes durante a noite e no dia seguinte, praticamente sem se falarem, seguiram viagem.
A esta altura você deve estar a pensar: E o que isso tem a ver com a relação? Calma, voltemos à viagem do casal.
A esposa-garupa, aborrecida, posicionou-se um tanto afastada do maridão-piloto. Ao invés de abraçá-lo como normalmente faria, apoiou desconfortavelmente as mãos nos alforges da moto. Não trocavam palavras. Nos primeiros 200km tudo bem, um ombro doía um pouco, mas não incomodava muito. Mais 100km e um punho começou a doer. Uma perna começou a ficar dormente 150km à frente, mas nada faria àquela orgulhosa e valente garupa-esposa ceder e mudar a posição que a mantinha afastada daquele insensível-piloto-marido-bruto.
Mais 300km. Entardecia, a estrada era uma reta sem fim e o pescoço da esposa-garupa ardia de tanto doer. O marido-piloto, impoluto, conduzia sua “poderosa” indiferente à tudo que acontecia na parte de trás da motocicleta.
De repente a garupa-esposa, muito aflita, grita: “Pare a moto, pare a moto agooora! A relação!” O marido-piloto, que não a escutava direito por causa do vento, continuava acelerando e ela insistia gritando ainda mais alto: “PARE, PARE AGORA, PARE A MOTO AGOOORA QUE A RELAÇÃO PRECISA...(inaudível).” Finalmente o piloto-marido entendeu que havia alguma coisa com a motocicleta. Parou no acostamento, desceu e foi examinar o que estaria havendo de tão grave na transmissão de sua “poderosa” em busca de alguma avaria.
Sem entender o que acontecia, o piloto-marido viu a dolorida esposa-garupa tirar o capacete e falar bem alto: “ASSIM NÃO DÁ MAIS PARA VIAJAR, TEMOS QUE DISCUTIR NOSSA RELAÇÃO AQUI E A G O R A !”
Depois de várias gargalhadas de ambos..., eles não contam o que se seguiu... Mas tudo indica que a briga foi esquecida e a relação ficou bem lubrificada.
Luiz Almeida
Eventualmente motociclista conversam sobre qual é a melhor relação, isto é, qual o melhor tipo de transmissão secundária utilizada em nas motocicletas. Os mais comuns são: coroa/corrente/pinhão, eixo cardã e correia dentada. Nos dois últimos não há muito o que discutir. Porém, quando se trata de corrente, discute-se a relação quanto ao tipo, marcas, manutenção e especialmente a lubrificação.
Uma coisa que eu ainda não tinha conhecimento era de se parar no acostamento de uma estrada deserta, no meio do nada para se discutir relação. Ora, essas coisa a gente discute nos botecos onde motociclistas se encontram.
Pois é, mas aconteceu...
Um casal muito admirado e querido viajava solitariamente por estas longas estradas do Brasil. Entre uma cidade e outra, entre uma pousada e outra, por fim, em algum momento da viagem tiveram um pequeno desentendimento, coisa banal na vida de qualquer casal. Não fizeram as pazes durante a noite e no dia seguinte, praticamente sem se falarem, seguiram viagem.
A esta altura você deve estar a pensar: E o que isso tem a ver com a relação? Calma, voltemos à viagem do casal.
A esposa-garupa, aborrecida, posicionou-se um tanto afastada do maridão-piloto. Ao invés de abraçá-lo como normalmente faria, apoiou desconfortavelmente as mãos nos alforges da moto. Não trocavam palavras. Nos primeiros 200km tudo bem, um ombro doía um pouco, mas não incomodava muito. Mais 100km e um punho começou a doer. Uma perna começou a ficar dormente 150km à frente, mas nada faria àquela orgulhosa e valente garupa-esposa ceder e mudar a posição que a mantinha afastada daquele insensível-piloto-marido-bruto.
Mais 300km. Entardecia, a estrada era uma reta sem fim e o pescoço da esposa-garupa ardia de tanto doer. O marido-piloto, impoluto, conduzia sua “poderosa” indiferente à tudo que acontecia na parte de trás da motocicleta.
De repente a garupa-esposa, muito aflita, grita: “Pare a moto, pare a moto agooora! A relação!” O marido-piloto, que não a escutava direito por causa do vento, continuava acelerando e ela insistia gritando ainda mais alto: “PARE, PARE AGORA, PARE A MOTO AGOOORA QUE A RELAÇÃO PRECISA...(inaudível).” Finalmente o piloto-marido entendeu que havia alguma coisa com a motocicleta. Parou no acostamento, desceu e foi examinar o que estaria havendo de tão grave na transmissão de sua “poderosa” em busca de alguma avaria.
Sem entender o que acontecia, o piloto-marido viu a dolorida esposa-garupa tirar o capacete e falar bem alto: “ASSIM NÃO DÁ MAIS PARA VIAJAR, TEMOS QUE DISCUTIR NOSSA RELAÇÃO AQUI E A G O R A !”
Depois de várias gargalhadas de ambos..., eles não contam o que se seguiu... Mas tudo indica que a briga foi esquecida e a relação ficou bem lubrificada.
Luiz Almeida