Noite bamba, tudo a beça! Trecho noturno de 240km com a CB400
Enviado: 16 Set 2019, 12:19
Saaaalve pessoal!
Noite passada fiz algo que me deu uma pontinha de culpa. Abusei de uma velha senhora.
Tinha que levar a CB400 de Araraquara para Jundiaí já que me mudei pra cá. Pensei em fazer de carretinha, cheguei até a cogitar empresa de mudança, tamanho o medo da moto explodir no caminho. Mas aí, bateu aquela coragem (e uma boa porção de inconsequência financeira, pois se ela quebra, a conta bancária sangra com força) e eu resolvi por a CB400 na estrada para um trecho de 240km.
Primeiro desafio, que ela até que me surpreendeu: Ligar a moto depois de 2 meses parada. Nem tentei a elétrica, pois a bateria estaria certamente morta. Bati o pedal. Afogador puxado, 3 bombadas e tava la o motor ronronando e assobiando caracteristicamente.
Passei no posto, calibrei pneu, enchi o tanque... percebi o manicoto direito frouxo. Peguei um alicate e dei o aperto..
E bora pra estrada. Eram 19:10. Washington Luiz tranquila, tempo fresco, subi as marchas e estabilizei em prudentes 100km/h (pelo menos eu acho que era 100, porque o ponteiro parecia ter mal de Parskinson). Bancão confortável pra caramba, que posição gostosa de pilotagem...
No começo, parei no Castelinho perto de São Carlos, apenas para ver se a moto estava vazando óleo pelas tampas laterais, algo que eu havia constatado antes da restauração. Tudo normal. Fiz a mesma coisa perto de Rio Claro. Perto de Limeira, fui abastecer e constatei os desanimadores 12km por litro de consumo da moto.
. Fiz então os 50km até Campinas as 21:15, onde parei pra jantar na minha mãe, e aí mais 55km para chegar a Jundiaí as 00:30. Foi uma viagem gostosa, sem susto (só assutei com o consumo mesmo). No trecho até Campinas, fiz em 2 horas, que é o mesmo que eu fazia de carro, mostrando que a moto até que tem uma performance consistente na estrada.
Do que eu gostei:
- Conforto para a bunda-mole, os braços e as pernas. Ela é muito confortavel mesmo! E achei que ela vibra relativamente pouco.
- Comportamento do motor. Ele é bem linear, 6 marchas é uma coisa muito boa nessa moto. Mas é uma overdrive, não tem muita força.
- farol. É o original, com a lampada original, mas ilumina muito bem.
- ciclística: não que seja um "estado da arte". Entendo que é um projeto antigo, mesmo para o início dos 80s, mas consegui fazer até que boas curvas na descida da serrinha de Rio Claro.
Do que eu NÃO gostei.
- Consumo. Achei que a fama de beberrona dela era só lenda. Mas não é. a moto é uma pinguça de primeira grandeza.
- Freios: Mesmo com o aerokip que eu coloquei nela, ele é, quando muito, medíocre. Freiar em cima, esquece. Tem que estar muito atento ao que acontece, pois se precisar de uma mordida mais feroz no disco, ele vai te deixar na mão.
- Vazamento: Quando cheguei, percebi que deu uma meladinha de nada, não nas laterais, mas sim embaixo, perto do dreno do carter. Vou mandar ver isso. O Vazamento é pequeno.. mas nunca sabe.
Bom, é isso. Muito satisfeito.
Abrasssss!
Noite passada fiz algo que me deu uma pontinha de culpa. Abusei de uma velha senhora.
Tinha que levar a CB400 de Araraquara para Jundiaí já que me mudei pra cá. Pensei em fazer de carretinha, cheguei até a cogitar empresa de mudança, tamanho o medo da moto explodir no caminho. Mas aí, bateu aquela coragem (e uma boa porção de inconsequência financeira, pois se ela quebra, a conta bancária sangra com força) e eu resolvi por a CB400 na estrada para um trecho de 240km.
Primeiro desafio, que ela até que me surpreendeu: Ligar a moto depois de 2 meses parada. Nem tentei a elétrica, pois a bateria estaria certamente morta. Bati o pedal. Afogador puxado, 3 bombadas e tava la o motor ronronando e assobiando caracteristicamente.
Passei no posto, calibrei pneu, enchi o tanque... percebi o manicoto direito frouxo. Peguei um alicate e dei o aperto..
No começo, parei no Castelinho perto de São Carlos, apenas para ver se a moto estava vazando óleo pelas tampas laterais, algo que eu havia constatado antes da restauração. Tudo normal. Fiz a mesma coisa perto de Rio Claro. Perto de Limeira, fui abastecer e constatei os desanimadores 12km por litro de consumo da moto.
Do que eu gostei:
- Conforto para a bunda-mole, os braços e as pernas. Ela é muito confortavel mesmo! E achei que ela vibra relativamente pouco.
- Comportamento do motor. Ele é bem linear, 6 marchas é uma coisa muito boa nessa moto. Mas é uma overdrive, não tem muita força.
- farol. É o original, com a lampada original, mas ilumina muito bem.
- ciclística: não que seja um "estado da arte". Entendo que é um projeto antigo, mesmo para o início dos 80s, mas consegui fazer até que boas curvas na descida da serrinha de Rio Claro.
Do que eu NÃO gostei.
- Consumo. Achei que a fama de beberrona dela era só lenda. Mas não é. a moto é uma pinguça de primeira grandeza.
- Freios: Mesmo com o aerokip que eu coloquei nela, ele é, quando muito, medíocre. Freiar em cima, esquece. Tem que estar muito atento ao que acontece, pois se precisar de uma mordida mais feroz no disco, ele vai te deixar na mão.
- Vazamento: Quando cheguei, percebi que deu uma meladinha de nada, não nas laterais, mas sim embaixo, perto do dreno do carter. Vou mandar ver isso. O Vazamento é pequeno.. mas nunca sabe.
Bom, é isso. Muito satisfeito.
Abrasssss!

