Moto foi paixão (sobre a ER6n)
Enviado: 18 Abr 2019, 13:59
Prezados, to com tempo e to afim de divagar...
Minha lista de motos está na assinatura, da pra decifrar um pouco pela marca e cilindrada qual o modelo que eu tive...
A gente sempre está na busca daquela moto perfeita, que vai bem na estrada e se vira bem dentro da cidade. Ideia aqui não é falar de todas as motos que tive, mas sim como cheguei na ER-6n E NO ESTADO QUE ESTÁ.
Pois bem, começo o relato desde quando estava olhando uma CB500 pra comprar, paixão antiga. Eis que olho na minha cidade uma CBR500 com 2 mil km rodados... olhei o nome do cidadão e pá - era ex-cunhado meu.
Ia pagar parceladinho, menos que fipe e sem juros. Trouxe pra casa.

Gostei demais da motoca, mas o peso excessivo nos braços (posição mais racing) me fez cansar a beleza, ainda mais que meu uso é praticamente dentro de cidade. Com 200km rodados botei a venda, com 400 rodados troquei numa CB250, Fipe na Fipe.

Podia ter parado por ai. Que moto boa. Econômica, estável, ABS extremamente funcional, até 125km/h ia tranquilo... Mas me encantei na CB500, motor e tal, vou correr atrás de uma F, o sonho. Botei a venda e enquanto vendia comecei os trâmites para dar o lance no consórcio.
Eis que veio pra casa, 0km.

Agora sim, posição show... econômica, é a moto definitiva!
... botei bagageiro de baú, fita de roda, fiz seguro..... faceiro... aí comecei a achar q ela shimava... botei amortecedor de direção.... ficou 90% bom.... mas faltava algo.... não tava satisfeito. Valor alto na garagem, botei a venda de brincadeira..... vendi depois de uns 4 meses... Perdi grana forte, mas fiquei faceiro pois foi bem antes das férias, usei e abusei no paraguai rsrsr.
Vamos lá, sem moto não fica. Me encarnei numa CG160. Quero essa, boa pra tudo. Queria a verde com preta, 2017... não achava nada no meus conformes, não achava, já agoniado sem moto... foda-se, peguei uma 0km em 10x no cartão.

Curti, andava bem, não faltava motor pro meu uso, cheguei a fazer 51km/l, não fiz seguro, não pago IPVA... é essa... mas e a alegria no rosto cadê? Sem falar que esse caralho dessa moto QUICA. Sim, fica pulando, trepidando, sei la. Suspensão porca da honda. Fui lá reclamar várias vezes, trocamos óleo por uma mais grosso, troquei a regulagem da suspa traseira, mas não tinha jeito. E era só comigo, com garupa ia bem, outros andando não perceberam nada.
Com 384km botei a venda. Queria uma Duke 390, mas as trocas eles pagavam 50% na minha. Queria uma TDM900, mas a volta ia ser muito grande. Queria uma Hornet, mas impossível bancar a diferença.
Diferente do que muitos imaginam, vender uma CG zerada é praticamente impossível. Ninguém quer CG zero, eles querem preço, tanto faz se tem 300km ou 50 mil km. Se o preço é próxima da Zero, todos fazem o que eu mesmo fiz: vai lá e pega 0km.
Eis que o cara me aparece com uma ER6-n 2011. Olhei e já ia descartar de cara, essa moto não é meu perfil.... moto com 8 anos de uso (nunca tive tão velha, exceto a cbx750), nunca tive tão rodada (27.700km), nunca tive moto com relação trocada, nunca tive moto com escapamento esportivo (na época tinha), nunca tive moto com manopla alteradas... e ainda precisava de um talento na pintura, pneus por trocar.... enfim, totalmente fora do meu perfil, SEM CONTAR ESSE LARANJA DO CARALHO, QUE COISA FEIA DA PORRA.
Mas como sempre sou sereno nas negociações, larguei um "quanto quer de volta?". E a volta foi razoável. Pelos motivos acima, falei que não ia rolar... e ele baixou mais 1000. Deixei em banho maria, "ah, vai cansar pensei eu".... e veio de volta no OLX: e ai cara, pensou?
Eu, pra despachar o cara, falei que não ia rolar, mas contraproposteei: cara, eu fecho se tu ficar com a minha pelo valor que eu to pedindo (700 acima da fipe) e eu ficar com a tua pelo valor que estás pedindo na venda (a dele era 1500 abaixo da fipe na venda e fipe na troca) - 2200 de diferença só nos valor das motos - diferença de 5200 reais. A minha foi seca, a dele veio slider e escapamento porco que já foi pro OLX.
Ele disse que não dava, se eu podia dar uma ajuda, fechamos em 5500 de volta, sendo que ele se deslocaria a minha cidade para o negócio. Fechamos.
Sabia que ia ter que gastar na moto, gastei mais de 2 mil entre troca de pneus e todo óleo e filtro e fluído possível, além de pinturas e tal. Ficou assim minha primeira Kawasaki:

E não é que é uma das motos que mais curti até hoje? Não tem lógica. Moto com escape mexido, manoplas genéricas, faz 14 por litro essa merda, é velha, a cor é feia pra caralho (mas me apaixonei, agora entendi minha esposa quando casou comigo
), tem detalhe na pintura (uma pedrinha no tanque), revenda uma bosta, concessionária perto nem tem, é dura na cidade (desníveis e tampas de bueiro tu dá um pulo), embola o motor em baixa.... MOTO TOTALMENTE FORA DO PADRÃO ALLENDE DE SE ADQUIRIR. Mas que moto gostosa pra andar. Firmezinha, anda muito, ronca bonito, tem ABS. Umas das melhores que já andei até hoje. No fim das contas ela me custou FIPE e não estou muito interessado em vender ela logo não (quem me conhece sabe que gosto do brique também) pois o que se vai comprar de tão divertido com o valor dessa moto velha?
Enfim, que venham mais motos pra gente perder dinheiro e se apaixonar.
Por hora, faceiro com a "Cenoura", como meu filho apelidou a máquina na garagem.
E ai, quais histórias apaixonadas vocês tem pra contar ai?
Ab, Allende!
Minha lista de motos está na assinatura, da pra decifrar um pouco pela marca e cilindrada qual o modelo que eu tive...
A gente sempre está na busca daquela moto perfeita, que vai bem na estrada e se vira bem dentro da cidade. Ideia aqui não é falar de todas as motos que tive, mas sim como cheguei na ER-6n E NO ESTADO QUE ESTÁ.
Pois bem, começo o relato desde quando estava olhando uma CB500 pra comprar, paixão antiga. Eis que olho na minha cidade uma CBR500 com 2 mil km rodados... olhei o nome do cidadão e pá - era ex-cunhado meu.
Ia pagar parceladinho, menos que fipe e sem juros. Trouxe pra casa.

Gostei demais da motoca, mas o peso excessivo nos braços (posição mais racing) me fez cansar a beleza, ainda mais que meu uso é praticamente dentro de cidade. Com 200km rodados botei a venda, com 400 rodados troquei numa CB250, Fipe na Fipe.

Podia ter parado por ai. Que moto boa. Econômica, estável, ABS extremamente funcional, até 125km/h ia tranquilo... Mas me encantei na CB500, motor e tal, vou correr atrás de uma F, o sonho. Botei a venda e enquanto vendia comecei os trâmites para dar o lance no consórcio.
Eis que veio pra casa, 0km.

Agora sim, posição show... econômica, é a moto definitiva!
Vamos lá, sem moto não fica. Me encarnei numa CG160. Quero essa, boa pra tudo. Queria a verde com preta, 2017... não achava nada no meus conformes, não achava, já agoniado sem moto... foda-se, peguei uma 0km em 10x no cartão.

Curti, andava bem, não faltava motor pro meu uso, cheguei a fazer 51km/l, não fiz seguro, não pago IPVA... é essa... mas e a alegria no rosto cadê? Sem falar que esse caralho dessa moto QUICA. Sim, fica pulando, trepidando, sei la. Suspensão porca da honda. Fui lá reclamar várias vezes, trocamos óleo por uma mais grosso, troquei a regulagem da suspa traseira, mas não tinha jeito. E era só comigo, com garupa ia bem, outros andando não perceberam nada.
Com 384km botei a venda. Queria uma Duke 390, mas as trocas eles pagavam 50% na minha. Queria uma TDM900, mas a volta ia ser muito grande. Queria uma Hornet, mas impossível bancar a diferença.
Diferente do que muitos imaginam, vender uma CG zerada é praticamente impossível. Ninguém quer CG zero, eles querem preço, tanto faz se tem 300km ou 50 mil km. Se o preço é próxima da Zero, todos fazem o que eu mesmo fiz: vai lá e pega 0km.
Eis que o cara me aparece com uma ER6-n 2011. Olhei e já ia descartar de cara, essa moto não é meu perfil.... moto com 8 anos de uso (nunca tive tão velha, exceto a cbx750), nunca tive tão rodada (27.700km), nunca tive moto com relação trocada, nunca tive moto com escapamento esportivo (na época tinha), nunca tive moto com manopla alteradas... e ainda precisava de um talento na pintura, pneus por trocar.... enfim, totalmente fora do meu perfil, SEM CONTAR ESSE LARANJA DO CARALHO, QUE COISA FEIA DA PORRA.
Mas como sempre sou sereno nas negociações, larguei um "quanto quer de volta?". E a volta foi razoável. Pelos motivos acima, falei que não ia rolar... e ele baixou mais 1000. Deixei em banho maria, "ah, vai cansar pensei eu".... e veio de volta no OLX: e ai cara, pensou?
Eu, pra despachar o cara, falei que não ia rolar, mas contraproposteei: cara, eu fecho se tu ficar com a minha pelo valor que eu to pedindo (700 acima da fipe) e eu ficar com a tua pelo valor que estás pedindo na venda (a dele era 1500 abaixo da fipe na venda e fipe na troca) - 2200 de diferença só nos valor das motos - diferença de 5200 reais. A minha foi seca, a dele veio slider e escapamento porco que já foi pro OLX.
Ele disse que não dava, se eu podia dar uma ajuda, fechamos em 5500 de volta, sendo que ele se deslocaria a minha cidade para o negócio. Fechamos.
Sabia que ia ter que gastar na moto, gastei mais de 2 mil entre troca de pneus e todo óleo e filtro e fluído possível, além de pinturas e tal. Ficou assim minha primeira Kawasaki:

E não é que é uma das motos que mais curti até hoje? Não tem lógica. Moto com escape mexido, manoplas genéricas, faz 14 por litro essa merda, é velha, a cor é feia pra caralho (mas me apaixonei, agora entendi minha esposa quando casou comigo
Enfim, que venham mais motos pra gente perder dinheiro e se apaixonar.
Por hora, faceiro com a "Cenoura", como meu filho apelidou a máquina na garagem.
E ai, quais histórias apaixonadas vocês tem pra contar ai?
Ab, Allende!
