Caí.
Enviado: 05 Set 2017, 20:50
É. Hoje foi minha vez.
Sabe quando você está na moto e meio sem querer acelera demais, freia brusco demais, arrisca demais, sem motivo nenhum? Parece que a adrenalina está bombando e não tem nada que se possa fazer? Pois é. Hoje saí de casa assim, afobado à toa. Eu não tinha motivo nenhum para pressa, mas não conseguia me conter, parecia um moleque. De vez em quando acontece isso comigo.
Vinha eu nessa adrenalina na Avenida Antártica sentido Zona Sul, atrás de algumas motocas lentas em função do corredor apertado. Vamos chamar esse corredor principal de número 1, ok? Só para facilitar minha explicação. O outro corredor, à direita dele seria o 2, depois o 3, ok?
Com uma afobação injustificável o tonto aqui pulou pro corredor 2 e logo em seguida pro 3, porque estava mais livre naquele pedacinho. Passei um ou dois carros e já fui voltando pro corredor 2, que livrou mais. Quando estou passando meio atravessado na frente de um carro, percebo que ele começou a se mover mais rapidamente e então acelero forte pra dar tempo de entrar no corredor 2 sem que o carro precise freiar. Tombo a moto pra direita, pra encaixar na curva e quando estou ganhando velocidade, no meio dessa curva, aparece na minha frente um outro tonto costurando de moto no meio dos carros. Ele vinha do corredor 1 para o 2, na mesma hora em que eu passava do 3 para o 2. Pra não bater no infeliz eu tive que freiar com tudo no meio da curva, com a moto deitada e acelerando. Adivinha.
Agora imagine a avenida cheia, eu do lado do corredor de ônibus, todo mundo me olhando, as cabeças nas janelas perguntando "VOCÊ ESTÁ BEM?". Deu vontade de ser um avestruz pra enfiar a cabeça num buraco. Por sorte não colidi com ninguém, só eu mesmo que fui pro chão.
Puta vergonha. Mais rápido que imediatamente eu subi na moto e sumi.
No semáforo duas quadras adiante para um casal de scooter do meu lado, perguntando se eu estava bem mesmo.
- Sim, sim, estou bem. Só a moto que entortou a manete de freio.
- E sua jaqueta.
Daí que me dei conta da jaqueta. Cazzo! Rasgou de fora a fora a ordinária, sem chance de conserto.
Tive algumas escoriações leves na perna, que vão doer durante alguns dias, só pra eu me lembrar de largar a mão de ser tonto, lembrar que não sou feito de borracha e que portanto eu deveria pilotar feito um sujeito decente.
Dessa vez dei sorte.
Sabe quando você está na moto e meio sem querer acelera demais, freia brusco demais, arrisca demais, sem motivo nenhum? Parece que a adrenalina está bombando e não tem nada que se possa fazer? Pois é. Hoje saí de casa assim, afobado à toa. Eu não tinha motivo nenhum para pressa, mas não conseguia me conter, parecia um moleque. De vez em quando acontece isso comigo.
Vinha eu nessa adrenalina na Avenida Antártica sentido Zona Sul, atrás de algumas motocas lentas em função do corredor apertado. Vamos chamar esse corredor principal de número 1, ok? Só para facilitar minha explicação. O outro corredor, à direita dele seria o 2, depois o 3, ok?
Com uma afobação injustificável o tonto aqui pulou pro corredor 2 e logo em seguida pro 3, porque estava mais livre naquele pedacinho. Passei um ou dois carros e já fui voltando pro corredor 2, que livrou mais. Quando estou passando meio atravessado na frente de um carro, percebo que ele começou a se mover mais rapidamente e então acelero forte pra dar tempo de entrar no corredor 2 sem que o carro precise freiar. Tombo a moto pra direita, pra encaixar na curva e quando estou ganhando velocidade, no meio dessa curva, aparece na minha frente um outro tonto costurando de moto no meio dos carros. Ele vinha do corredor 1 para o 2, na mesma hora em que eu passava do 3 para o 2. Pra não bater no infeliz eu tive que freiar com tudo no meio da curva, com a moto deitada e acelerando. Adivinha.
Agora imagine a avenida cheia, eu do lado do corredor de ônibus, todo mundo me olhando, as cabeças nas janelas perguntando "VOCÊ ESTÁ BEM?". Deu vontade de ser um avestruz pra enfiar a cabeça num buraco. Por sorte não colidi com ninguém, só eu mesmo que fui pro chão.
Puta vergonha. Mais rápido que imediatamente eu subi na moto e sumi.
No semáforo duas quadras adiante para um casal de scooter do meu lado, perguntando se eu estava bem mesmo.
- Sim, sim, estou bem. Só a moto que entortou a manete de freio.
- E sua jaqueta.
Daí que me dei conta da jaqueta. Cazzo! Rasgou de fora a fora a ordinária, sem chance de conserto.
Tive algumas escoriações leves na perna, que vão doer durante alguns dias, só pra eu me lembrar de largar a mão de ser tonto, lembrar que não sou feito de borracha e que portanto eu deveria pilotar feito um sujeito decente.
Dessa vez dei sorte.