Como os argentinos andam de moto?
Enviado: 04 Jan 2008, 02:22
Eles até que se comportam bem no trânsito, não vi muita correria nem muita pirueta. E muito raramente escutei os asquerosos escapes estraladores.
Só que fazem com as motos coisas que até a gente duvida. Vejam o que observei numa visita a Buenos Aires agora no Natal:
- pilotos rodando sem capacete
- piloto com capacete e carona sem capacete
- piloto e carona sem capacete
- papai, mamãe, nenê no meio, todo mundo sem capacete
- moto de luz apagada, dia e noite
- motos sem espelhos retrovisores, a grande maioria
- moto sem farol. Isso mesmo: os caras arrancam o farol fora e cobrem o chicote todo com fita isolante, fica somente as bengalas e um vazio no meio delas. Não raro essas motos estão também sem painel
- motos sem rabeta. Normal, aqui também tem isso. Só que eles arrancam também o suporte da placa, aí prendem a placa na porca do eixo da roda. Ou seja, uma nova modalidade de placa lateral, praticamente escondida.
Uma zona, pode tudo, e acham isso muito natural.
Interessante que tem blitz, em geral dois caras da PFA (Polícia Federal Argentina), em motos Guzzi, parando a gurizada e pedindo documentos. Mas se a moto está sem farol, sem espelhos, o cara sem capacete, nada disso eles autuam, eles só conferem a papelada. Por duas vezes vi uns caras desobedecendo ao sinal de parada, aí um dos policiais montava em sua moto e saia tranquilamente atrás do cara. Se é aqui, periga o guri levar chumbo pelas costas direto.
Quanto às motos, a grande maioria até 250 cc. Difícil ver moto grande. Quando aparece uma, é antigona, ou às vezes é moto de turista do Brasil. A Honda reina mas nem tanto, porque tem muita YBR 125 por lá. A moto que mais tem da Honda é a nossa antiga CG 125 Titan (hoje FAN). Da Yamaha, YBR 125 (A Fazer lá é YBR 250). Quase não se vê Twister/Tornado. A moto que mais tem da Suzuki é uma motinho de 100 cc, motor ainda de 2 tempos, estilo anos 80, design todo retinho e quadradinho. Motinho tosquinha no visual, mas bom acabamento. Scooters, a maioria estilo Sundown Future. Motinhos estilo Biz tem de balaio, de várias marcas. Vi algumas GS 500 por lá.
Motos custom tem bastante, desses modelos Xing Ling de baixa cilindrada mas com pinta de moto grande, tipo as nossas MVK Fenix, Miza Drago, FYM 250, etc. Uma noite observei um motoclube passeando, contei 21 motos, todas desse estilo custom Xing Ling. E das mais variadas marcas, Gilera, Zanella, Kymco, até marcas desconhecidas por nós como "Mondial" e "Motomel".
Quase não se vê trails, até porque a pavimentação de Buenos Aires é muito boa, os portenhos não chacoalham nos buracos como nós brasileiros, acho que eles não vêem necessidade de moto trail para andar na cidade.
Os motoboys em sua maioria usam motos 2 tempos estilo Mobilette, em geral da marca Zanella. São umas tosqueirinhas que não devem passar de 50 Km/h. Mas em Buenos Aires muitas empresas com tele-entrega têm rede distribuída, e aí o motoboy tem uma área pequena de atuação, e como a cidade é praticamente plana e bem asfaltada, até uma motinho de 50 cc quebra o galho.
O salário mínimo é de 850 pesos. Com 3.000 pesos compra-se um scooter pequeno. Com 9 mil pesos, compra-se uma moto custom bicilindro paralelo de 250 cc, clone da Honda Rebel 250 cc. Ou seja, pouquinho mais de 10 salários mínimos argentinos para levar para casa uma moto 250 cc bicilindro.
Enquanto isso, pagamos aqui no Brasil por uma Xing Ling bicilindro, algo em torno de 40 salários mínimos dos nossos. Nesse ponto, eles estão muito bem, as motos pequenas são baratas, como deveria ser aqui, mas enquanto a Honda continuar nos quase 90 porcento de mercado vendendo motos com freio a tambor e partida a pedal, nós só podemos invejar os portenhos que tem inúmeros modelos a preços muito acessíveis.
Essa moto aqui é uma bicilindro de 250 cc, e custa ao redor de 9 mil pesos:

Só que fazem com as motos coisas que até a gente duvida. Vejam o que observei numa visita a Buenos Aires agora no Natal:
- pilotos rodando sem capacete
- piloto com capacete e carona sem capacete
- piloto e carona sem capacete
- papai, mamãe, nenê no meio, todo mundo sem capacete
- moto de luz apagada, dia e noite
- motos sem espelhos retrovisores, a grande maioria
- moto sem farol. Isso mesmo: os caras arrancam o farol fora e cobrem o chicote todo com fita isolante, fica somente as bengalas e um vazio no meio delas. Não raro essas motos estão também sem painel
- motos sem rabeta. Normal, aqui também tem isso. Só que eles arrancam também o suporte da placa, aí prendem a placa na porca do eixo da roda. Ou seja, uma nova modalidade de placa lateral, praticamente escondida.
Uma zona, pode tudo, e acham isso muito natural.
Interessante que tem blitz, em geral dois caras da PFA (Polícia Federal Argentina), em motos Guzzi, parando a gurizada e pedindo documentos. Mas se a moto está sem farol, sem espelhos, o cara sem capacete, nada disso eles autuam, eles só conferem a papelada. Por duas vezes vi uns caras desobedecendo ao sinal de parada, aí um dos policiais montava em sua moto e saia tranquilamente atrás do cara. Se é aqui, periga o guri levar chumbo pelas costas direto.
Quanto às motos, a grande maioria até 250 cc. Difícil ver moto grande. Quando aparece uma, é antigona, ou às vezes é moto de turista do Brasil. A Honda reina mas nem tanto, porque tem muita YBR 125 por lá. A moto que mais tem da Honda é a nossa antiga CG 125 Titan (hoje FAN). Da Yamaha, YBR 125 (A Fazer lá é YBR 250). Quase não se vê Twister/Tornado. A moto que mais tem da Suzuki é uma motinho de 100 cc, motor ainda de 2 tempos, estilo anos 80, design todo retinho e quadradinho. Motinho tosquinha no visual, mas bom acabamento. Scooters, a maioria estilo Sundown Future. Motinhos estilo Biz tem de balaio, de várias marcas. Vi algumas GS 500 por lá.
Motos custom tem bastante, desses modelos Xing Ling de baixa cilindrada mas com pinta de moto grande, tipo as nossas MVK Fenix, Miza Drago, FYM 250, etc. Uma noite observei um motoclube passeando, contei 21 motos, todas desse estilo custom Xing Ling. E das mais variadas marcas, Gilera, Zanella, Kymco, até marcas desconhecidas por nós como "Mondial" e "Motomel".
Quase não se vê trails, até porque a pavimentação de Buenos Aires é muito boa, os portenhos não chacoalham nos buracos como nós brasileiros, acho que eles não vêem necessidade de moto trail para andar na cidade.
Os motoboys em sua maioria usam motos 2 tempos estilo Mobilette, em geral da marca Zanella. São umas tosqueirinhas que não devem passar de 50 Km/h. Mas em Buenos Aires muitas empresas com tele-entrega têm rede distribuída, e aí o motoboy tem uma área pequena de atuação, e como a cidade é praticamente plana e bem asfaltada, até uma motinho de 50 cc quebra o galho.
O salário mínimo é de 850 pesos. Com 3.000 pesos compra-se um scooter pequeno. Com 9 mil pesos, compra-se uma moto custom bicilindro paralelo de 250 cc, clone da Honda Rebel 250 cc. Ou seja, pouquinho mais de 10 salários mínimos argentinos para levar para casa uma moto 250 cc bicilindro.
Enquanto isso, pagamos aqui no Brasil por uma Xing Ling bicilindro, algo em torno de 40 salários mínimos dos nossos. Nesse ponto, eles estão muito bem, as motos pequenas são baratas, como deveria ser aqui, mas enquanto a Honda continuar nos quase 90 porcento de mercado vendendo motos com freio a tambor e partida a pedal, nós só podemos invejar os portenhos que tem inúmeros modelos a preços muito acessíveis.
Essa moto aqui é uma bicilindro de 250 cc, e custa ao redor de 9 mil pesos:


