Se fosse na Suzuki iria esperar 3 semanas...
Enviado: 30 Out 2012, 16:31
retirado do Clube XT
"Pessoal, estou repassando relato lido na lista 2 Rodas da qual pertenco, sómente para conhecimento...
Em 26 de outubro de 2012 14:52, Endgelreboucas <endgelreboucas@hotmail.com> escreveu:
senhores, em maio deste ano troquei minha velha companheira xt 660, 2006, pela afamada bmw f 800 gs.
moto zerinha, linda, azul, modelo trophy. pensei cá comigo, to montado e agora ninguém me segura.
de cara parti de manhumirim, cidadezinha que encontra-se na divisa entre os estados do espírito santo e minas gerais, com destino a fortaleza, no ceará. viagem maravilhosa, subida pelo sertão, regresso pelo litoral. 25 dias de pura diversão.
mais alguns pequenos passeios e a moto já estava com dez mil kms. 3 meses de uso.
revisão dos dez mil feita, novo destino traçado. vou rodar o planalto central.
novamente saio da pacata manhumirim e sigo para guanhaes, araxá, caldas novas, goiânia, brasília e formosa. 18 dias programados e reservados ao ócio e aventura.
passeio e informações turísticas a parte, vamos à novela. tópicotópico desse texto.
vinha eu entre goiânia e brasília quando resolvo parar a fim de abastecer o estômago. encostei logo após anápolis, almocei e quando retorno à moto percebo um vazamento de óleo na roda dianteira. inicialmente achei que era óleo advindo do sistema de freios, contudo, num segundo olhar, percebi que era óleo da suspensão dianteira. precisamente da bengala direita.
quem conhece um pouquinho de motos e já viu ou leu algum informe publicitário da bmw sabe que eles oferecem uma garantia, integral, de dois anos contra defeitos de fabricação, além de suporte e assistência no caso de panes ou demais eventualidades.
sabendo desse fato, ligo para o 0800 constante no service-card e informo o problema. digo à atendente que estou a 70 kms de brasília e que havia começado um vazamento de óleo na suspensão da motocicleta. a moça, muitíssimo educada, me pede alguns dados e oferece o serviço de remoção até a concessionária mais próxima. ocorre que era um sábado a tarde, não havia concessionárias abertas, nem eu pretendia ficar a pé todo final de semana. desta forma, digo à moça que o vazamento ainda era pequeno e que conseguiria chegar a brasília sem maiores problemas, tendo a mesma concordado com a proposta após consulta ao setor tecnico. parto eu então a brasília.
na entrada da cidade já sou recepcionado pelo olímpio e passamos um final de semana ótimo na capital federal.
segunda-feira, no primeiro horário, sob a escolta do olímpio, me encaminho à bmw para solucionar meu problema.
pra início de conversa, eles não possuíam a bendito retentor da bengala, nem tão pouco NENHUMA outra concessionária do território nacional. somente a central de distribuição, em são paulo, possuiria tal peça. feita a encomenda, a prazo de entrega foi acertado para a quinta-feita, dia 25 de outubro, ontem.
me julgo um sujeito muito tranquilo e compreensivo, por isso concordei com o prazo e permaneci na região, às minhas custas, até o dia estipulado.
chegado o dia, não chegou a peça... fico então na bmw de brasília até as 16 horas, aguardando o último horário de entregas e nada do meu retentor.
meu prazo já estava vencendo e tinha compromissos em casa para o sábado seguinte. não poderia mais permanecer em brasília.
ligo então novamente para o service-card da bmw e reporto que não havia conseguido solução para o problema da minha moto. como já estava aguardando solução desde o sábado, quando fiz a primeira ligação, solicitei remoção à minha residência, nos moldes do que eh prometido pela marca.
passados vários minutos ao telefone e muita musiquinha depois, me transferem a uma supervisora que, para surpresa geral da nação, me diz que não teria direito ao transporte porque entrei com a moto rodando na concessionária, e não sobre um reboque. pacientemente expliquei à dita cuja que fiz
um contato prévio informando o problema e que a atendente me autorizou a ir rodando com a motocicleta. disse ainda que estava a mil kms de casa e que precisava ir embora. infelizmente nossa amiga permaneceu intransigente e afirmou que não poderia me ajudar, visto que tinha um procedimento a seguir, isto eh, só poderia me ajudar caso a moto houvesse entrado na loja guinchada.
ora bolas, uma vez que a moto ainda não havia entrado na oficina, disse a jumenta, digo, atendente, que iria retirar a moto da concessionária, iria até a esquina, e iria acionar o guincho. ela então respondeu que poderia fazer o que bem entendesse e que não tinha como me ajudar, por mais estupida que fosse a situação.
insisti para conversar com alguém superior, que raciocinasse, e entendesse o absurdo que seria acionar um guincho para transportar a moto 50 metros, no entanto, não consegui fazer a mula, digo, atendente, me transferir para seu superior.
após esbravejar o suficiente, desliguei na fuça da sujeita e chamei o guincho através do mesmíssimo service-card da marca.
outra moça me atendeu e eu forneci o endereço de onde a moto estaria e a atendente, de plano, constatou que era ao lado da concessionária, tendo perguntado se eu não poderia ir com a moto até a loja. logicamente disse que não e reforcei a imprescindindibilidade do guincho.
quando peguei a moto na recepção disse ao funcionário que me atendia que havia acionado o guincho e que o esperaria na esquina, além de ter exposto toda minha insatisfação.
assim que estacionei a moto na esquina telefonei para um amigo da bmw de vitória/es e expliquei o que estava ocorrendo, além de tê-lo alertado que uma ação judicial seria inevitável. esse amigo, chamado andré nader, relatou
o problema ao gerente que, passados alguns minutos, me telefonou informando que o problema seria solucionado, ou seja, eu seria levado pra casa. nesse mesmo instante o funcionário da bmw de brasília, que estava me auxiliando, apareceu, se desculpando, e dizendo que sua gerência também havia resolvido o problema. isso já era seis horas da tarde.
voltei com a moto à concessionária e passei a atender diversos telefonemas solicitando meu endereço e informando como o transporte seria realizado.
acabei sendo enviado a um ótimo hotel na noite de ontem, de táxi fretado, hoje pela manhã levado ao aeroporto de brasília, onde comecei a escreve essa mensagem, via celular, diga-se de passagem, e, agora, estou em confins esperando minha conexão a Ipatinga onde um táxi estará (será?) me esperando para transporte até manhumirim... 200 kms.
vale destacar o excelente atendimento da gerente de pós venda da bmw de brasília, sra. ana roberta, e do atendente vinicius. ela especialmente, que permaneceu comigo até às 21 horas quando o táxi chegou.
relato todo esse episódio para que sirva de aprendizado, além de ser uma forma de expor a deficiência do primeiro atendimento da bmw. digo primeiro atendimento pois o restante do tratamento, após a interferência das gerências de brasília e vitória, claro, foi impecável.
com relação a moto, tenho certeza que eh um fato isolado que nada desmerece a máquina ou a marca, contudo, a falta de peças de reposição eh um pecado imperdoável.
com relação ao retorno na minha moto, isso são cenas dos próximos capítulos.
como disse, ainda estou em confins. eh uma sexta-feira, dia 26 de outubro, e, não havendo novos contratempos, a história eh essa.
um abraço.
Endgel Rebouças
Couraças moto clube
manhumirim/mg"
"Pessoal, estou repassando relato lido na lista 2 Rodas da qual pertenco, sómente para conhecimento...
Em 26 de outubro de 2012 14:52, Endgelreboucas <endgelreboucas@hotmail.com> escreveu:
senhores, em maio deste ano troquei minha velha companheira xt 660, 2006, pela afamada bmw f 800 gs.
moto zerinha, linda, azul, modelo trophy. pensei cá comigo, to montado e agora ninguém me segura.
de cara parti de manhumirim, cidadezinha que encontra-se na divisa entre os estados do espírito santo e minas gerais, com destino a fortaleza, no ceará. viagem maravilhosa, subida pelo sertão, regresso pelo litoral. 25 dias de pura diversão.
mais alguns pequenos passeios e a moto já estava com dez mil kms. 3 meses de uso.
revisão dos dez mil feita, novo destino traçado. vou rodar o planalto central.
novamente saio da pacata manhumirim e sigo para guanhaes, araxá, caldas novas, goiânia, brasília e formosa. 18 dias programados e reservados ao ócio e aventura.
passeio e informações turísticas a parte, vamos à novela. tópicotópico desse texto.
vinha eu entre goiânia e brasília quando resolvo parar a fim de abastecer o estômago. encostei logo após anápolis, almocei e quando retorno à moto percebo um vazamento de óleo na roda dianteira. inicialmente achei que era óleo advindo do sistema de freios, contudo, num segundo olhar, percebi que era óleo da suspensão dianteira. precisamente da bengala direita.
quem conhece um pouquinho de motos e já viu ou leu algum informe publicitário da bmw sabe que eles oferecem uma garantia, integral, de dois anos contra defeitos de fabricação, além de suporte e assistência no caso de panes ou demais eventualidades.
sabendo desse fato, ligo para o 0800 constante no service-card e informo o problema. digo à atendente que estou a 70 kms de brasília e que havia começado um vazamento de óleo na suspensão da motocicleta. a moça, muitíssimo educada, me pede alguns dados e oferece o serviço de remoção até a concessionária mais próxima. ocorre que era um sábado a tarde, não havia concessionárias abertas, nem eu pretendia ficar a pé todo final de semana. desta forma, digo à moça que o vazamento ainda era pequeno e que conseguiria chegar a brasília sem maiores problemas, tendo a mesma concordado com a proposta após consulta ao setor tecnico. parto eu então a brasília.
na entrada da cidade já sou recepcionado pelo olímpio e passamos um final de semana ótimo na capital federal.
segunda-feira, no primeiro horário, sob a escolta do olímpio, me encaminho à bmw para solucionar meu problema.
pra início de conversa, eles não possuíam a bendito retentor da bengala, nem tão pouco NENHUMA outra concessionária do território nacional. somente a central de distribuição, em são paulo, possuiria tal peça. feita a encomenda, a prazo de entrega foi acertado para a quinta-feita, dia 25 de outubro, ontem.
me julgo um sujeito muito tranquilo e compreensivo, por isso concordei com o prazo e permaneci na região, às minhas custas, até o dia estipulado.
chegado o dia, não chegou a peça... fico então na bmw de brasília até as 16 horas, aguardando o último horário de entregas e nada do meu retentor.
meu prazo já estava vencendo e tinha compromissos em casa para o sábado seguinte. não poderia mais permanecer em brasília.
ligo então novamente para o service-card da bmw e reporto que não havia conseguido solução para o problema da minha moto. como já estava aguardando solução desde o sábado, quando fiz a primeira ligação, solicitei remoção à minha residência, nos moldes do que eh prometido pela marca.
passados vários minutos ao telefone e muita musiquinha depois, me transferem a uma supervisora que, para surpresa geral da nação, me diz que não teria direito ao transporte porque entrei com a moto rodando na concessionária, e não sobre um reboque. pacientemente expliquei à dita cuja que fiz
um contato prévio informando o problema e que a atendente me autorizou a ir rodando com a motocicleta. disse ainda que estava a mil kms de casa e que precisava ir embora. infelizmente nossa amiga permaneceu intransigente e afirmou que não poderia me ajudar, visto que tinha um procedimento a seguir, isto eh, só poderia me ajudar caso a moto houvesse entrado na loja guinchada.
ora bolas, uma vez que a moto ainda não havia entrado na oficina, disse a jumenta, digo, atendente, que iria retirar a moto da concessionária, iria até a esquina, e iria acionar o guincho. ela então respondeu que poderia fazer o que bem entendesse e que não tinha como me ajudar, por mais estupida que fosse a situação.
insisti para conversar com alguém superior, que raciocinasse, e entendesse o absurdo que seria acionar um guincho para transportar a moto 50 metros, no entanto, não consegui fazer a mula, digo, atendente, me transferir para seu superior.
após esbravejar o suficiente, desliguei na fuça da sujeita e chamei o guincho através do mesmíssimo service-card da marca.
outra moça me atendeu e eu forneci o endereço de onde a moto estaria e a atendente, de plano, constatou que era ao lado da concessionária, tendo perguntado se eu não poderia ir com a moto até a loja. logicamente disse que não e reforcei a imprescindindibilidade do guincho.
quando peguei a moto na recepção disse ao funcionário que me atendia que havia acionado o guincho e que o esperaria na esquina, além de ter exposto toda minha insatisfação.
assim que estacionei a moto na esquina telefonei para um amigo da bmw de vitória/es e expliquei o que estava ocorrendo, além de tê-lo alertado que uma ação judicial seria inevitável. esse amigo, chamado andré nader, relatou
o problema ao gerente que, passados alguns minutos, me telefonou informando que o problema seria solucionado, ou seja, eu seria levado pra casa. nesse mesmo instante o funcionário da bmw de brasília, que estava me auxiliando, apareceu, se desculpando, e dizendo que sua gerência também havia resolvido o problema. isso já era seis horas da tarde.
voltei com a moto à concessionária e passei a atender diversos telefonemas solicitando meu endereço e informando como o transporte seria realizado.
acabei sendo enviado a um ótimo hotel na noite de ontem, de táxi fretado, hoje pela manhã levado ao aeroporto de brasília, onde comecei a escreve essa mensagem, via celular, diga-se de passagem, e, agora, estou em confins esperando minha conexão a Ipatinga onde um táxi estará (será?) me esperando para transporte até manhumirim... 200 kms.
vale destacar o excelente atendimento da gerente de pós venda da bmw de brasília, sra. ana roberta, e do atendente vinicius. ela especialmente, que permaneceu comigo até às 21 horas quando o táxi chegou.
relato todo esse episódio para que sirva de aprendizado, além de ser uma forma de expor a deficiência do primeiro atendimento da bmw. digo primeiro atendimento pois o restante do tratamento, após a interferência das gerências de brasília e vitória, claro, foi impecável.
com relação a moto, tenho certeza que eh um fato isolado que nada desmerece a máquina ou a marca, contudo, a falta de peças de reposição eh um pecado imperdoável.
com relação ao retorno na minha moto, isso são cenas dos próximos capítulos.
como disse, ainda estou em confins. eh uma sexta-feira, dia 26 de outubro, e, não havendo novos contratempos, a história eh essa.
um abraço.
Endgel Rebouças
Couraças moto clube
manhumirim/mg"