Novas regras
Enviado: 01 Jan 2008, 08:20
fonte: Opopular goiania-go
Novas regras
para motos entram
em vigor hoje
Mudanças nos capacetes, baús,
coletes e placas atingem sobretudo
os profissionais da moto. Objetivo
é aumentar a segurança no
trânsito e reduzir acidentes
Deire Assis
Frear o avanço da violência no trânsito envolvendo motociclistas é o objetivo central das novas exigências do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para estes condutores que passam a vigorar a partir de hoje. Entre as alterações, previstas em três diferentes resoluções, estão novas regras para uso de capacetes, baús para transporte de cargas, coletes e placas de identificação dos veículos (confira as exigências no quadro). As mudanças atingirão sobretudo os profissionais que trabalham sobre duas rodas (motoboys e mototaxistas), que somente em Goiânia somam quase 20 mil motociclistas, mas valem também para os condutores em geral e passageiros de motocicletas, motonetas, ciclomotores, triciclos e quadriciclos.
As novas regras de segurança entram em vigor num momento em que o cenário dos acidentes de trânsito envolvendo esses condutores assume contornos trágicos. Em uma década, a taxa de mortalidade por acidentes de motocicleta cresceu 1.200% em Goiás, segundo pesquisa desenvolvida pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), apresentando o triplo da média nacional. As estatísticas do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-GO) demonstram que um motociclista morre por dia no Estado vítima de acidente. No Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), são atendidos em média 20 motociclistas acidentados por dia.
“Era preciso disciplinar, organizar e padronizar o serviço de motofrete no Brasil, composto por 1,5 milhão de profissionais”, frisa o presidente da Federação dos Mototaxistas e Motoboys do Brasil (Fenamoto), vereador Robson Alves. O representante da categoria defende que algumas das exigências do Contran sejam cobradas dos condutores gradativamente. “Vamos nos reunir com os dirigentes da Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) e do Detran-GO e solicitar que nos próximos 30 dias haja uma campanha de orientação dos condutores”, afirma.
Membro da Cooperativa dos Condutores de Motocicletas do Estado de Goiás (Coopmego), Edivânio Oliveira Cardoso, de 37 anos, já exibe os novos equipamentos de segurança com os dispositivos previstos nas resoluções do Contran. Há sete anos no ramo, admite que já foi vítima de acidente de trânsito algumas vezes e defende o uso dos equipamentos pelos colegas. “Tem um aspecto fundamental que é a diferenciação que será feita entre o motofrete profissional, dos motoqueiros que andam por aí fazendo loucuras no trânsito”, ressalta.
A Coopmego, diz, calcula que seja necessário um investimento que deve variar de R$ 800 a R$ 1,1 mil por motociclista para que sejam atendidas todas as exigências do Contran, incluindo o curso de direção defensiva que será cobrado dos motociclistas profissionais. Há uma discussão, afirma, sobre a necessidade de uso do colete por parte dos motoboys, já que eles contarão com baús e capacetes com faixas refletivas e placas especiais, que também colaborarão para a visualização do motociclista. Para os motociclistas em geral, que não foram incluídos na categoria aluguel pelo Contran, o que muda são as normas sobre os capacetes.
O diretor de Fiscalização da SMT, Duílio Furtunato, informa que as autoridades de trânsito não vão tolerar infrações graves, como o uso de capacetes totalmente fora das especificações. Nesses casos, a autuação será imediata. Já em relação às demais determinações do Contran, frisa, a atuação dos agentes será, inicialmente, para orientar os condutores.
De acordo com o Contran, no caso do uso de viseira irregular, de capacete sem viseira ou o não-uso dos óculos de proteção a infração será considerada gravíssima, com multa de R$ 191,54, suspensão do direito de dirigir e recolhimento do documento de habilitação. A falta do selo do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) ou dos adesivos refletivos será considerada infração grave, cuja penalidade é multa de R$ 127,69, cinco pontos na CNH e retenção do veículo para regularização
O que muda
Novas regras
para motos entram
em vigor hoje
Mudanças nos capacetes, baús,
coletes e placas atingem sobretudo
os profissionais da moto. Objetivo
é aumentar a segurança no
trânsito e reduzir acidentes
Deire Assis
Frear o avanço da violência no trânsito envolvendo motociclistas é o objetivo central das novas exigências do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para estes condutores que passam a vigorar a partir de hoje. Entre as alterações, previstas em três diferentes resoluções, estão novas regras para uso de capacetes, baús para transporte de cargas, coletes e placas de identificação dos veículos (confira as exigências no quadro). As mudanças atingirão sobretudo os profissionais que trabalham sobre duas rodas (motoboys e mototaxistas), que somente em Goiânia somam quase 20 mil motociclistas, mas valem também para os condutores em geral e passageiros de motocicletas, motonetas, ciclomotores, triciclos e quadriciclos.
As novas regras de segurança entram em vigor num momento em que o cenário dos acidentes de trânsito envolvendo esses condutores assume contornos trágicos. Em uma década, a taxa de mortalidade por acidentes de motocicleta cresceu 1.200% em Goiás, segundo pesquisa desenvolvida pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), apresentando o triplo da média nacional. As estatísticas do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-GO) demonstram que um motociclista morre por dia no Estado vítima de acidente. No Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), são atendidos em média 20 motociclistas acidentados por dia.
“Era preciso disciplinar, organizar e padronizar o serviço de motofrete no Brasil, composto por 1,5 milhão de profissionais”, frisa o presidente da Federação dos Mototaxistas e Motoboys do Brasil (Fenamoto), vereador Robson Alves. O representante da categoria defende que algumas das exigências do Contran sejam cobradas dos condutores gradativamente. “Vamos nos reunir com os dirigentes da Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) e do Detran-GO e solicitar que nos próximos 30 dias haja uma campanha de orientação dos condutores”, afirma.
Membro da Cooperativa dos Condutores de Motocicletas do Estado de Goiás (Coopmego), Edivânio Oliveira Cardoso, de 37 anos, já exibe os novos equipamentos de segurança com os dispositivos previstos nas resoluções do Contran. Há sete anos no ramo, admite que já foi vítima de acidente de trânsito algumas vezes e defende o uso dos equipamentos pelos colegas. “Tem um aspecto fundamental que é a diferenciação que será feita entre o motofrete profissional, dos motoqueiros que andam por aí fazendo loucuras no trânsito”, ressalta.
A Coopmego, diz, calcula que seja necessário um investimento que deve variar de R$ 800 a R$ 1,1 mil por motociclista para que sejam atendidas todas as exigências do Contran, incluindo o curso de direção defensiva que será cobrado dos motociclistas profissionais. Há uma discussão, afirma, sobre a necessidade de uso do colete por parte dos motoboys, já que eles contarão com baús e capacetes com faixas refletivas e placas especiais, que também colaborarão para a visualização do motociclista. Para os motociclistas em geral, que não foram incluídos na categoria aluguel pelo Contran, o que muda são as normas sobre os capacetes.
O diretor de Fiscalização da SMT, Duílio Furtunato, informa que as autoridades de trânsito não vão tolerar infrações graves, como o uso de capacetes totalmente fora das especificações. Nesses casos, a autuação será imediata. Já em relação às demais determinações do Contran, frisa, a atuação dos agentes será, inicialmente, para orientar os condutores.
De acordo com o Contran, no caso do uso de viseira irregular, de capacete sem viseira ou o não-uso dos óculos de proteção a infração será considerada gravíssima, com multa de R$ 191,54, suspensão do direito de dirigir e recolhimento do documento de habilitação. A falta do selo do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) ou dos adesivos refletivos será considerada infração grave, cuja penalidade é multa de R$ 127,69, cinco pontos na CNH e retenção do veículo para regularização
O que muda