BMW Motorrad - Para nós foi uma decepção só!
Enviado: 13 Dez 2011, 10:34
De um amigo do BuellBR ex proprietário de uma Ulysses
por André Carrazzone Neto, segunda, 12 de Dezembro de 2011 às 19:36
Amigos,
Nem sei exatamente como e nem onde postar isso, e pra falar a verdade nem sei se seria a hora, já que estamos movendo um processo contra o BMW Care e a BMW com relação ao seu termo de garantia.
Vou tentar explicar o ocorrido sendo o mínimo passional possível, apesar de estar com verdadeiro ódio dessa marca no momento:
O FATO: na última viagem que fizemos, eu e minha mulher (a Chris), em uma estrada ao norte de Antofagasta, Chile, mais precisamente na Ruta 5, entre Baquedano e Cerrillos, eu vi pelo retrovisor um caminhoneiro dando sinal de luz sem parar para ela (andamos em 2 motos e ela sempre logo atrás). Imediatamente falei com ela pelo intercomunicador perguntando o que era. Ela me disse que não sabia e que ia me passar para eu ver. Quando ela passou eu vi uma labareda de FOGO saindo debaixo da moto. Gritei na hora pra ela parar que a moto estava pegando fogo. Paramos, nem sei explicar como e com uma garrafinha de água que levávamos apagamos o fogo.
Inicialmente pensei que era do tanque de combustível por que ele é localizado embaixo do banco, mas Graças ao bom Deus não era. Foi o sistema de freio traseiro que de alguma forma ficou travado, o suficiente para a Chris (que é conhecida exímia motociclista com vasta experiência) não perceber. Ele esquentou totalmente a pinça trasiera, provocando o fogo nas partes plásticas que estão ali, como o paralamas e o sensor do ABS.
Esse é o fato, não vou me estender mais. Quem está lendo que imaginem agente no meio do deserto do Atacama, sem sinal de celular, num sol e temperatura de 45º no marcador da moto.....
AÇÕES: viajamos sozinhos e por isso sempre levo o que é possível de ferramentas. A estrada é muito estreita com um acostamento ínfimo, e movimento de caminhões e carros bem grande.
Primeira ação que qualquer um no meu lugar teria: tirar a moto dali!
Não havia sinal de celular, então chamar o Care não era opção. A moto estava travada, então tentei inicialmente tirar a roda traseira para tirar a pinça. Dessa forma ela poderia voltar para Antofagasta com o freio da frente e sem "muitos riscos". Tentei mas por algum motivo não consegui. Tirei então o fluido de freio do sistema traseiro para tentar retornar o pistão pelo menos o suficiente para a moto destravar.
Consegui após muito esforço e uma espátula entre o disco e o pistão. Voltamos então para Antofagasta, distante uns 90km dali para as providências na agência BMW. Ela voltou somente com o freio dianteiro, a 60 km/h por que tínhamos medo de alguma peça se quebrar ou se soltar (vejam o estado que o sistema ficou nas fotos).
ATENDIMENTO: chegando na agência fomos atendidos pelo chefe da oficina que de cara nos disse que a moto ali não teria garantia, que teríamos que pagar pelo serviço. Bom, isso se ele arrumasse as peças, tudo bem para voltarmos!
Chegamos na agência no final da tarde e deixamos a moto lá. Arrumamos hotel e fomos ligar para SAC e para o BMW Care para ver que providências tomar.
SAC: para resumir tudo, o SAC nos informou que após conversar com o pessoal técnico especializado da oficina, a moto deu problema nas pastilhas de freio, problemas então do uso e não de garantia.
Uma NOTA aqui: a moto estava com 13mil km aproximadamente, com a revisão feita no Brasil com 8milkm e a próxima marcada para 18mil na mesma agência. Não somos novos em longas viagens, acredito que isso seja notório e fácil de pesquisar. Faço a cada 2mil km uma inspeção nas motos para ver se está tudo ok, além de termos acabado de fazer isso em Santiago, distantes 1300km do ocorrido. As pastilhas estavam em ótimo estado, bem mais espessas do que o limite e mesmo que estivessem mais gastas, a moto se incendiou!!!! Ou seja, se a pastilha acabar a moto pega fogo? Desculpem, mas não somos idiotas!
Isso foi a posição final do SAC e é mantida até o presente momento. O fato ocorreu no dia 2/11/2011.
BMW Care: ligamos na noite do ocorrido e abrimos um "atendimento". De cara a moça que nos atendeu, Michele, se não me engano (tenho todos os nomes e números de atendimentos) nos pediu que ligássemos no horário comercial do Brasil para termos um atendimento mais completo.
Fizemos uma nova ligação, no dia seguinte, as 8 da manhã, 7 da manhã no Chile. O atendente nos disse, em resumo também, que não tínhamos direito à atendimento algum do BMWCare já que a moto tinha condições de andar.
Sem comentários por favor. A moto estava sem freios e só fizemos andar por que esse idiota que vos escreve conhece alguma coisa de mecânica.
Enfim, fomos tratados como dois retardados! Não sei bem por que não fomos atendidos e nem por que se recusaram a fazer a garantia. Talvez eu esteja vendo algo que não consegui explicar para os dois atendimentos, mas o caso é bem este. Vou anexar uma foto do resultado do sistema de freio e uma logo após termos apagado o fogo!
Ficamos mais um dia todo sentado na agência da BMW em Antofagasta esperando que o Sr Chefe da oficina, que aguardava uma resposta de Santiago (2 dias para responder para responder se tinham ou não as peças) nos liberasse ou dissesse que não tinha jeito.
E não teve. A BMW não tinha as peças que precisávamos.
Colocamos o que pudemos no Top Case da moto da Chris, outras coisas numa bolsa impermeável que eu tinha, deixamos esses dois lá, e conseguimos colocar a bagagem de duas pessoas na minha moto para retornarmos.
Para se ter uma ideia, para subirmos na moto a Chris tinha que subir, tomar o lugar no banco de trás e só depois eu subir na frente da moto, tal era o tamanho da bagagem restante.
A agência de Antofagasta se recusa a mandar-nos um Laudo Técnico do ocorrido e suas respostas aos nossos emails se resumem à uma palavra ou na melhor das respostas uma frase dizendo que a moto está quase pronta.
Uma gozação sem fim!
Estamos notificando a BMW e o BMW Care, mas provavelmente terei que buscar a moto antes de qualquer solução por que, em primeiro lugar eles só respondem com mensagens padrão, dizendo que estão felizes e que como é lindo poder nos atender (quando respondem) e em segundo, temos um prazo estipulado pela Aduana Chilena para fazer o retorno da moto para a Argentina ou outro pais que seja. Quem viaja para os paises do "fictício" Mercosul sabe do problema que é se passar do prazo.
Não espero resposta de ninguem nem uma solução para isso aqui no facebook. Agora o que quero mesmo é pegar a moto, vender ela e avisar a todos que eu puder o quanto fomos avacalhados pela marca que é a UNSTOPPABLE.
Tenho consciência que pode ter sido um caso isolado por que sei de vários motociclistas que andam com essa moto muitos kms sem problemas além de vários outros que tiveram um atendimento bom do Care, aliás, somente por isso que compramos essa moto, pela "segurança".
Vou usar de todo meu conhecimento na internet e todos os instrumentos que hoje temos pra isso, para dizer para o mundo todo que essa marca não é a propaganda que fazem (pelo menos a BMW Tupiniquim). Que tratam o cliente, pelo menos no meu caso, como um palhaço.
Me digam se eu estiver errado hein! Quero descobrir onde estou errado!
Atenciosamente,
Palhaço André Carrazzone Neto e
Palhaça Christiane Von Allmen.
Não sei as fotos vão aparecer pois estão no FB


por André Carrazzone Neto, segunda, 12 de Dezembro de 2011 às 19:36
Amigos,
Nem sei exatamente como e nem onde postar isso, e pra falar a verdade nem sei se seria a hora, já que estamos movendo um processo contra o BMW Care e a BMW com relação ao seu termo de garantia.
Vou tentar explicar o ocorrido sendo o mínimo passional possível, apesar de estar com verdadeiro ódio dessa marca no momento:
O FATO: na última viagem que fizemos, eu e minha mulher (a Chris), em uma estrada ao norte de Antofagasta, Chile, mais precisamente na Ruta 5, entre Baquedano e Cerrillos, eu vi pelo retrovisor um caminhoneiro dando sinal de luz sem parar para ela (andamos em 2 motos e ela sempre logo atrás). Imediatamente falei com ela pelo intercomunicador perguntando o que era. Ela me disse que não sabia e que ia me passar para eu ver. Quando ela passou eu vi uma labareda de FOGO saindo debaixo da moto. Gritei na hora pra ela parar que a moto estava pegando fogo. Paramos, nem sei explicar como e com uma garrafinha de água que levávamos apagamos o fogo.
Inicialmente pensei que era do tanque de combustível por que ele é localizado embaixo do banco, mas Graças ao bom Deus não era. Foi o sistema de freio traseiro que de alguma forma ficou travado, o suficiente para a Chris (que é conhecida exímia motociclista com vasta experiência) não perceber. Ele esquentou totalmente a pinça trasiera, provocando o fogo nas partes plásticas que estão ali, como o paralamas e o sensor do ABS.
Esse é o fato, não vou me estender mais. Quem está lendo que imaginem agente no meio do deserto do Atacama, sem sinal de celular, num sol e temperatura de 45º no marcador da moto.....
AÇÕES: viajamos sozinhos e por isso sempre levo o que é possível de ferramentas. A estrada é muito estreita com um acostamento ínfimo, e movimento de caminhões e carros bem grande.
Primeira ação que qualquer um no meu lugar teria: tirar a moto dali!
Não havia sinal de celular, então chamar o Care não era opção. A moto estava travada, então tentei inicialmente tirar a roda traseira para tirar a pinça. Dessa forma ela poderia voltar para Antofagasta com o freio da frente e sem "muitos riscos". Tentei mas por algum motivo não consegui. Tirei então o fluido de freio do sistema traseiro para tentar retornar o pistão pelo menos o suficiente para a moto destravar.
Consegui após muito esforço e uma espátula entre o disco e o pistão. Voltamos então para Antofagasta, distante uns 90km dali para as providências na agência BMW. Ela voltou somente com o freio dianteiro, a 60 km/h por que tínhamos medo de alguma peça se quebrar ou se soltar (vejam o estado que o sistema ficou nas fotos).
ATENDIMENTO: chegando na agência fomos atendidos pelo chefe da oficina que de cara nos disse que a moto ali não teria garantia, que teríamos que pagar pelo serviço. Bom, isso se ele arrumasse as peças, tudo bem para voltarmos!
Chegamos na agência no final da tarde e deixamos a moto lá. Arrumamos hotel e fomos ligar para SAC e para o BMW Care para ver que providências tomar.
SAC: para resumir tudo, o SAC nos informou que após conversar com o pessoal técnico especializado da oficina, a moto deu problema nas pastilhas de freio, problemas então do uso e não de garantia.
Uma NOTA aqui: a moto estava com 13mil km aproximadamente, com a revisão feita no Brasil com 8milkm e a próxima marcada para 18mil na mesma agência. Não somos novos em longas viagens, acredito que isso seja notório e fácil de pesquisar. Faço a cada 2mil km uma inspeção nas motos para ver se está tudo ok, além de termos acabado de fazer isso em Santiago, distantes 1300km do ocorrido. As pastilhas estavam em ótimo estado, bem mais espessas do que o limite e mesmo que estivessem mais gastas, a moto se incendiou!!!! Ou seja, se a pastilha acabar a moto pega fogo? Desculpem, mas não somos idiotas!
Isso foi a posição final do SAC e é mantida até o presente momento. O fato ocorreu no dia 2/11/2011.
BMW Care: ligamos na noite do ocorrido e abrimos um "atendimento". De cara a moça que nos atendeu, Michele, se não me engano (tenho todos os nomes e números de atendimentos) nos pediu que ligássemos no horário comercial do Brasil para termos um atendimento mais completo.
Fizemos uma nova ligação, no dia seguinte, as 8 da manhã, 7 da manhã no Chile. O atendente nos disse, em resumo também, que não tínhamos direito à atendimento algum do BMWCare já que a moto tinha condições de andar.
Sem comentários por favor. A moto estava sem freios e só fizemos andar por que esse idiota que vos escreve conhece alguma coisa de mecânica.
Enfim, fomos tratados como dois retardados! Não sei bem por que não fomos atendidos e nem por que se recusaram a fazer a garantia. Talvez eu esteja vendo algo que não consegui explicar para os dois atendimentos, mas o caso é bem este. Vou anexar uma foto do resultado do sistema de freio e uma logo após termos apagado o fogo!
Ficamos mais um dia todo sentado na agência da BMW em Antofagasta esperando que o Sr Chefe da oficina, que aguardava uma resposta de Santiago (2 dias para responder para responder se tinham ou não as peças) nos liberasse ou dissesse que não tinha jeito.
E não teve. A BMW não tinha as peças que precisávamos.
Colocamos o que pudemos no Top Case da moto da Chris, outras coisas numa bolsa impermeável que eu tinha, deixamos esses dois lá, e conseguimos colocar a bagagem de duas pessoas na minha moto para retornarmos.
Para se ter uma ideia, para subirmos na moto a Chris tinha que subir, tomar o lugar no banco de trás e só depois eu subir na frente da moto, tal era o tamanho da bagagem restante.
A agência de Antofagasta se recusa a mandar-nos um Laudo Técnico do ocorrido e suas respostas aos nossos emails se resumem à uma palavra ou na melhor das respostas uma frase dizendo que a moto está quase pronta.
Uma gozação sem fim!
Estamos notificando a BMW e o BMW Care, mas provavelmente terei que buscar a moto antes de qualquer solução por que, em primeiro lugar eles só respondem com mensagens padrão, dizendo que estão felizes e que como é lindo poder nos atender (quando respondem) e em segundo, temos um prazo estipulado pela Aduana Chilena para fazer o retorno da moto para a Argentina ou outro pais que seja. Quem viaja para os paises do "fictício" Mercosul sabe do problema que é se passar do prazo.
Não espero resposta de ninguem nem uma solução para isso aqui no facebook. Agora o que quero mesmo é pegar a moto, vender ela e avisar a todos que eu puder o quanto fomos avacalhados pela marca que é a UNSTOPPABLE.
Tenho consciência que pode ter sido um caso isolado por que sei de vários motociclistas que andam com essa moto muitos kms sem problemas além de vários outros que tiveram um atendimento bom do Care, aliás, somente por isso que compramos essa moto, pela "segurança".
Vou usar de todo meu conhecimento na internet e todos os instrumentos que hoje temos pra isso, para dizer para o mundo todo que essa marca não é a propaganda que fazem (pelo menos a BMW Tupiniquim). Que tratam o cliente, pelo menos no meu caso, como um palhaço.
Me digam se eu estiver errado hein! Quero descobrir onde estou errado!
Atenciosamente,
Palhaço André Carrazzone Neto e
Palhaça Christiane Von Allmen.
Não sei as fotos vão aparecer pois estão no FB

