45 Motos roubadas por dia em SP...Cadê as Mega Operações
Enviado: 13 Jul 2011, 19:38
Edição do dia 13/07/2011
13/07/2011 08h18 - Atualizado em 13/07/2011 08h18
São Paulo tem 45 motos roubadas diariamente na cidade
O alvo circula sobre duas rodas. Em seis meses, quatro motoqueiros foram assassinados e mais de oito mil motos roubadas e furtadas em São Paulo.
imprimir A frota de motos cresce no Brasil e, com ela, o número de assaltos. O motoqueiro virou um dos alvos preferidos dos bandidos. Só em São Paulo, 45 motos são roubadas todos os dias. A moto roubada vai ser usada em outros crimes, principalmente para roubar motoristas no trânsito parado e outros motoqueiros. Muitas motos roubadas também são desmontadas rapidamente e as peças acabam em desmanches.
Motorista de carro costuma ter medo deles. "Dá medo de assalto. Encosta com a arma ou alguma coisa, é rápido", diz um senhor. Mas os motoqueiros também são vítimas – e como são. "Deram um tiro, pegou no tanque e levaram a moto", contou um motoboy.
Nesse drama, ele tem a companhia de milhares de colegas. Mais de oito mil queixas de roubo e furto de moto foram registradas no primeiro semestre só na cidade de São Paulo. Em média, a cada dia, 45 motos são levadas pelos criminosos.
Segundo a polícia, na maioria dos casos, os roubos são praticados por bandidos que também estão de moto. Enquanto um dirige, o garupa rende a vítima e leva a moto dele. Foi o que aconteceu com o motoboy Rafael de Morais, que não tinha seguro. "O seguro é um terço do preço da moto, não compensa", diz.
No fim de semana, um chefe de cozinha suíço que andava de moto foi baleado nas costas e morreu. Testemunhas dizem que ele foi perseguido por dois homens. Nada foi levado. No primeiro semestre, quatro motoqueiros foram mortos em São Paulo em tentativas de assalto.
O delegado Adilson da Silva Aquino, da Divisão de Investigação de Roubos e Furtos de Veículos de Cargas (Divecar), explica que as quadrilhas roubam motos pela facilidade de escapar no trânsito e de escondê-las. Elas também vão parar em desmanches e alimentam o comércio de peças roubadas. "Em qualquer lugar se desmonta uma moto, até num fundo de quintal você desmonta uma moto e coloca no mercado paralelo", afirma o delegado.
Salvador de Oliveira Rocha, que trabalha como motoboy há 17 anos, teve três motos roubadas. A última foi antes de quitar a dívida parcelada em 24 vezes. "É um prejuízo de R$ 15 mil com as três motos roubadas. Isso aí é um dinheiro que vai sem retorno, sem volta, não tem condições", lamenta.
O prejuízo está diretamente ligado ao baixo percentual de recuperação de motos roubadas e furtadas. Em junho, na cidade de São Paulo, só 25% das motos levadas pelos bandidos foram encontradas pela polícia. É um índice mais baixo do que o de carros recuperados, que chegou a 34%.
"Vejo como um número positivo, e a gente tem procurado melhorar esses índices. A vítima tem de se prevenir bem, tem de botar no veículo dispositivo antifurto e antisubtração. A polícia tem de melhorar e aperfeiçoar a parte investigativa e preventiva. Todo mundo tem de melhorar sua participação para reduzir esse número", defende o delegado Adilson da Silva Aquino
No primeiro semestre deste ano, a polícia recuperou 47 motos em desmanches na capital. Para tentar evitar os assaltos, alguns motoqueiros chegam a amassar os tanques e a estragar a pintura das motos para que elas pareçam velhas e sem valor.
Retirado do GS500online User (Sic)
13/07/2011 08h18 - Atualizado em 13/07/2011 08h18
São Paulo tem 45 motos roubadas diariamente na cidade
O alvo circula sobre duas rodas. Em seis meses, quatro motoqueiros foram assassinados e mais de oito mil motos roubadas e furtadas em São Paulo.
imprimir A frota de motos cresce no Brasil e, com ela, o número de assaltos. O motoqueiro virou um dos alvos preferidos dos bandidos. Só em São Paulo, 45 motos são roubadas todos os dias. A moto roubada vai ser usada em outros crimes, principalmente para roubar motoristas no trânsito parado e outros motoqueiros. Muitas motos roubadas também são desmontadas rapidamente e as peças acabam em desmanches.
Motorista de carro costuma ter medo deles. "Dá medo de assalto. Encosta com a arma ou alguma coisa, é rápido", diz um senhor. Mas os motoqueiros também são vítimas – e como são. "Deram um tiro, pegou no tanque e levaram a moto", contou um motoboy.
Nesse drama, ele tem a companhia de milhares de colegas. Mais de oito mil queixas de roubo e furto de moto foram registradas no primeiro semestre só na cidade de São Paulo. Em média, a cada dia, 45 motos são levadas pelos criminosos.
Segundo a polícia, na maioria dos casos, os roubos são praticados por bandidos que também estão de moto. Enquanto um dirige, o garupa rende a vítima e leva a moto dele. Foi o que aconteceu com o motoboy Rafael de Morais, que não tinha seguro. "O seguro é um terço do preço da moto, não compensa", diz.
No fim de semana, um chefe de cozinha suíço que andava de moto foi baleado nas costas e morreu. Testemunhas dizem que ele foi perseguido por dois homens. Nada foi levado. No primeiro semestre, quatro motoqueiros foram mortos em São Paulo em tentativas de assalto.
O delegado Adilson da Silva Aquino, da Divisão de Investigação de Roubos e Furtos de Veículos de Cargas (Divecar), explica que as quadrilhas roubam motos pela facilidade de escapar no trânsito e de escondê-las. Elas também vão parar em desmanches e alimentam o comércio de peças roubadas. "Em qualquer lugar se desmonta uma moto, até num fundo de quintal você desmonta uma moto e coloca no mercado paralelo", afirma o delegado.
Salvador de Oliveira Rocha, que trabalha como motoboy há 17 anos, teve três motos roubadas. A última foi antes de quitar a dívida parcelada em 24 vezes. "É um prejuízo de R$ 15 mil com as três motos roubadas. Isso aí é um dinheiro que vai sem retorno, sem volta, não tem condições", lamenta.
O prejuízo está diretamente ligado ao baixo percentual de recuperação de motos roubadas e furtadas. Em junho, na cidade de São Paulo, só 25% das motos levadas pelos bandidos foram encontradas pela polícia. É um índice mais baixo do que o de carros recuperados, que chegou a 34%.
"Vejo como um número positivo, e a gente tem procurado melhorar esses índices. A vítima tem de se prevenir bem, tem de botar no veículo dispositivo antifurto e antisubtração. A polícia tem de melhorar e aperfeiçoar a parte investigativa e preventiva. Todo mundo tem de melhorar sua participação para reduzir esse número", defende o delegado Adilson da Silva Aquino
No primeiro semestre deste ano, a polícia recuperou 47 motos em desmanches na capital. Para tentar evitar os assaltos, alguns motoqueiros chegam a amassar os tanques e a estragar a pintura das motos para que elas pareçam velhas e sem valor.
Retirado do GS500online User (Sic)