Agilidade é grande trunfo da nova Biz 125
Enviado: 10 Jul 2011, 13:18
Além de motor flex, modelo da Honda traz posição mais confortável para o piloto
por LUÍS PEREZ
Nunca havia pilotado a nova Biz 125 na cidade, onde ela aliás é usada pela grande maioria dos consumidores. Meu único contato foi no final do ano passado, em um circuito bem curto, preparado pela Honda em Florianópolis. Por isso a expectativa era enorme. Subo na moto, ainda no prédio da empresa no Morumbi (zona sul de São Paulo), e a arrancada já me impressiona.
Por nove anos fui dono de uma Biz, comprada zero em 2002. No caso, C100 Biz (ou seja, com capacidade cilíndrica e potência menores). Após seis anos de mercado, o modelo acaba de receber sua maior reformulação, com direito a motor flex, que permite abastecer com gasolina, etanol ou a mistura dos dois combustíveis em qualquer proporção.
Essa opção amplia a linha bicombustível da Honda, que já tinha com motor flex as motos CG 150 Titan, CG 150 Fan e NXR 150 Bros. Pego a marginal Pinheiros, e a extrema agilidade em relação à versão anterior é enfim comprovada na prática. A velocidade dos outros veículos, carros na maioria, não amedronta, pois a moto responde com bastante eficiência às aceleradas com a mão direita.


A nova Honda Biz, que chegou às lojas no início do ano
Ao mesmo tempo, a pilotagem é suave – falo aqui das trocas de marcha. Segundo a Honda, a adoção de motor com balancins roletados no cabeçote e o guidão mais elevado ajudaram a melhorar muito a suavidade e a posição do condutor. Com altura de 1.087 milímetros e distância do solo de 130 mm, a facilidade maior na pilotagem chama a atenção.
Seu assento em dois níveis está mais amplo e foi reposicionado, oferecendo mais espaço para as pernas. O garupa ganhou novas pedaleiras, agora fixadas ao chassi. O painel de instrumentos inclui hodômetro, marcador de combustível e escala de utilização das marchas no velocímetro, além de luz de diagnóstico da injeção eletrônica.
No painel da moto, a luz "ALC" acende quando há mais de 80% de álcool no tanque e piscará quando a temperatura ambiente fica abaixo de 15°C. O motor é o OHC (Over Head Camshaft), monocilíndrico, quatro tempos, arrefecido a ar, de 124,9 cm³ de cilindrada, que desenvolve 9,1 cv (cavalos) de potência a 7.500 rpm e torque (força) de 1,01 kgfm a 3.500 rpm, tanto com gasolina quanto com etanol.

Painel de instrumentos, que na versão flex tem a luz "ALC"
Como o álcool é consumido mais rapidamente do que a gasolina, diminuindo a autonomia, a Honda decidiu ampliar o tanque de combustível, que passou de 4 litros para 5,5 litros, mas preservou o espaço para um capacete no bagageiro sob o assento, que sempre foi um dos diferenciais da Biz, assim como na Lead 110, lançada há menos tempo.
Aliás, a Biz parece mais aconselhável para as vias esburacadas das grandes cidades brasileiras, pois tem pneus de aro 17 na dianteira e 14 na traseira, menos vulneráveis. A Lead tem 12 e 10, respectivamente. Já presenciei algumas quedas de motociclistas a bordo do modelo, uma delas em plena avenida Rebouças.

O bagageiro amplo sempre foi um diferencial da Biz
Com novo design, a Biz ganha escudo frontal maior, assim como foi ampliada, na carenagem, a área pintada na cor da moto. Em preto, o escapamento traz ainda protetor de aço inox polido. Na frente há novo farol com acendimento automático e piscas com refletores multifocais. Na traseira lanterna e os novos piscas independentes (o que atende a normas europeias) asseguram ótima visualização no trânsito, melhorando a segurança.
Nas cores rosa metálico, verde metálico, vermelho e preto, a Biz 125 mantém praticamente os preços praticados de antes da reformulação: R$ 5.297 para a versão KS (partida no pedal) e R$ 5.854 para a ES (partida elétrica). A versão EX, que substitui a Biz +, sai por R$ 6.590.

por LUÍS PEREZ
Nunca havia pilotado a nova Biz 125 na cidade, onde ela aliás é usada pela grande maioria dos consumidores. Meu único contato foi no final do ano passado, em um circuito bem curto, preparado pela Honda em Florianópolis. Por isso a expectativa era enorme. Subo na moto, ainda no prédio da empresa no Morumbi (zona sul de São Paulo), e a arrancada já me impressiona.
Por nove anos fui dono de uma Biz, comprada zero em 2002. No caso, C100 Biz (ou seja, com capacidade cilíndrica e potência menores). Após seis anos de mercado, o modelo acaba de receber sua maior reformulação, com direito a motor flex, que permite abastecer com gasolina, etanol ou a mistura dos dois combustíveis em qualquer proporção.
Essa opção amplia a linha bicombustível da Honda, que já tinha com motor flex as motos CG 150 Titan, CG 150 Fan e NXR 150 Bros. Pego a marginal Pinheiros, e a extrema agilidade em relação à versão anterior é enfim comprovada na prática. A velocidade dos outros veículos, carros na maioria, não amedronta, pois a moto responde com bastante eficiência às aceleradas com a mão direita.


A nova Honda Biz, que chegou às lojas no início do ano
Ao mesmo tempo, a pilotagem é suave – falo aqui das trocas de marcha. Segundo a Honda, a adoção de motor com balancins roletados no cabeçote e o guidão mais elevado ajudaram a melhorar muito a suavidade e a posição do condutor. Com altura de 1.087 milímetros e distância do solo de 130 mm, a facilidade maior na pilotagem chama a atenção.
Seu assento em dois níveis está mais amplo e foi reposicionado, oferecendo mais espaço para as pernas. O garupa ganhou novas pedaleiras, agora fixadas ao chassi. O painel de instrumentos inclui hodômetro, marcador de combustível e escala de utilização das marchas no velocímetro, além de luz de diagnóstico da injeção eletrônica.
No painel da moto, a luz "ALC" acende quando há mais de 80% de álcool no tanque e piscará quando a temperatura ambiente fica abaixo de 15°C. O motor é o OHC (Over Head Camshaft), monocilíndrico, quatro tempos, arrefecido a ar, de 124,9 cm³ de cilindrada, que desenvolve 9,1 cv (cavalos) de potência a 7.500 rpm e torque (força) de 1,01 kgfm a 3.500 rpm, tanto com gasolina quanto com etanol.

Painel de instrumentos, que na versão flex tem a luz "ALC"
Como o álcool é consumido mais rapidamente do que a gasolina, diminuindo a autonomia, a Honda decidiu ampliar o tanque de combustível, que passou de 4 litros para 5,5 litros, mas preservou o espaço para um capacete no bagageiro sob o assento, que sempre foi um dos diferenciais da Biz, assim como na Lead 110, lançada há menos tempo.
Aliás, a Biz parece mais aconselhável para as vias esburacadas das grandes cidades brasileiras, pois tem pneus de aro 17 na dianteira e 14 na traseira, menos vulneráveis. A Lead tem 12 e 10, respectivamente. Já presenciei algumas quedas de motociclistas a bordo do modelo, uma delas em plena avenida Rebouças.

O bagageiro amplo sempre foi um diferencial da Biz
Com novo design, a Biz ganha escudo frontal maior, assim como foi ampliada, na carenagem, a área pintada na cor da moto. Em preto, o escapamento traz ainda protetor de aço inox polido. Na frente há novo farol com acendimento automático e piscas com refletores multifocais. Na traseira lanterna e os novos piscas independentes (o que atende a normas europeias) asseguram ótima visualização no trânsito, melhorando a segurança.
Nas cores rosa metálico, verde metálico, vermelho e preto, a Biz 125 mantém praticamente os preços praticados de antes da reformulação: R$ 5.297 para a versão KS (partida no pedal) e R$ 5.854 para a ES (partida elétrica). A versão EX, que substitui a Biz +, sai por R$ 6.590.