Re: Classificados-Motos Clássicas Honda
Enviado: 29 Abr 2011, 00:54
por KleberGT
Amigos,
Vamos por partes; o site MotosClassicas70 não é site de venda ou compra de motos.
Ele é um site que cultua as motos e o mundo mágico que existia naquela época, seja nas pistas, seja nas ruas, até mesmo no Brasil ou no mundo, eram anos fantásticos.
As motos tinham cara de motos e estavam evoluindo não tão rapidamente como hoje, mas, as descobertas era como se fossem dádicas dos Deuses.
No Brasil, moto, grande ou pequena, era coisa de quem tinha dinheiro e representava a rebeldia latente da juventude.
Os meios de comunicação inclusive fomentavam tal idéia, era a época dos "cabeludos".
Muitos de nós, os com pelo menos 45 anos, cultuamos estas motos desde aquela época, por estarem em sua maioria fora de nosso alcance.
Com a proibição das importações, estas motos foram se desvalorizando e tomando o rumo da destruição com o passar do tempo, entretanto, a magia continuava a existir, sendo que alguns modelos, em especial, continuavam a despertar paixões; tipo RD350, CB750 Four, CB500 Four, Suzukis GTs 3 cilindros, etc.
No meio disto, as motos pequenas foram perdendo o valor totalmente, mesmo ainda exisitindo bons modelos em estado quase zero.
Quem tinha, pagara caro e não tinha para quem vender, não havia a cultura do jogar fora.
Alguns teimosos ou sei lá, ainda apreciadores de alguns modelos, eram o seu sonho, o ideal, objetivo, ainda as mantiveram em funcionamento.
Acontece que, não existiam mais quem quisesse mexer naquilo, naquelas "velhas senhoras".
Muitas vezes por falta de peças, ou por falta de interesse em procurá-las, eram mais fáceis do que pareciam.
No meio disto, a industria "fake" brasileira foi surgindo, tipo a Yamaha em 1974, contruindo uma RD50 brasileira e a HOnda em 76 com a famigerada CG125, a moto do Pelé.
Só que não dava para sair de uma TX500 com anos no lombo e comprar uma RD50, aquilo era moto de criança e a CG era moto que não tinha nada a haver com as HOndas que acostumara-nos a ter.
De uma grande Four sair para uma pequena monocilindrica? Era Flórida.
Aí, a Honda foi melhorando e a Yamaha dando tiros errados.
Pensavamos em RD350 e nos davam uma RD75.
Pensavamos em DT250 e ganhavamos uma TT125.
Quando pensava-se, afinal, vai sair a RD350, ganhamos uma moto Custon RX180, mas, o que era isto?
A honda foi pegando a coisa pela beirada, lançou uma ML125, aí mandou bem uma CB125 com um motor esquisitissimo "TURUNA", mas, que lembrava muito uma CB400Four.
O hondeiro conseguia continuar a comprar uma Honda, não era uma Four, mas, lhe lembrava a sua velha Four.
Aí, a HOnda deu a estocada final, lançou a CB400 Hawk importada, que não vendia nada lá fora, mas aqui deu um toque no estilo da moto e esta substituiu as antigas Four nos sonhos dos marmanjos, ainda novos, não tão velhos, mas, com lembranças de moto com cara de moto.
A Yamaha foi patinando atrás da Honda, a cada sucesso da Honda, a Yamaha com a política de não lançar modelos que fizessem concorrência com a Honda, ia perdendo o rumo, até que deu um tiro certo, finalmente, mandou pra galera a DT180 em 82.
Sucesso de vendas, era cara, mas, vendeu muito.
A galera pensando em RD350 e a Yamaha manda uma RDZ125, tinha cara e tamanho de RDLC das revistas, lembrava muito mesmo, acho que acharam que Yamaheiro era como Hondeiro que compra Honda só por ser Honda e lembrar uma Honda que tenha tido.
A Yamaha volta a dar o tiro no pé, era cara, andava até bem para uma 125, mas, não era uma RD350 e nem uma LC.
Apos a Honda esgotar as pinturas de CB e modelos ou aumento de cilindrada, finalmente, lançaram uma Honda CBX750, moto atual em 1986, a nossa era igual a lá de fora, do ano anterior, mas, era igual.
Nego caiu matando.
Só que a Yamaha tinha pronta a esperada RD350LC prontinha no forno e ambas sairam no mesmo ano.
Foi um sucesso a RD350LC, tinha até agio, mil pessoas querendo comprar e eles só tinham umas 50 prontas.
A Honda tinha umas 500 CBX para vender, também tinha ágio, mas, aconteceu uma coisa engraçada.
A Yamaha do Brasil achava que tinha ganho a parada, mas, como sempre fez a coisa certa na hora errada, o cara que não comprou a RD350LC de primeira, nem tentou a segunda, foi numa revenda Honda e comprou uma CBX750 pelo preço que pedissem.
Aí a Yamaha, deixou de ter ágio rapidinho, pior, a Honda novamente colocou as qualidades da moto na boca do povo.
Outra moto que a Yamaha deu uma dentro foi a XT600 Teneré em 1988, mas, como sempre, era cara, muito cara, tentava resgatar o cliente de uma CBX750 para comprar uma Yamaha.
É possível? Nunca.
O cliente de uma não tinha nada a ver com a outra.
De repente, veio o Collor e abriu as importações, de uma hora para outra, a gente pode comprar tudo moderno e não com anos de atraso, como fez a Yamaha ao lançar a DT200 em 1991 como modelo 1992.
Era uma moto 1985 de lá de fora e aqui como se fosse das mais modernas, pura enganação.
Passamos a ter as motos que quisessemos, era caro como eram as boas motos nos lindos anos 70.
Eram motos que enchiam os olhos e não arremedos de motos, motos de crianças.
Esperem, vou chegar lá;
No meio disto, existiam as motos velhas, ainda não chamadas clássicas ou antigas, e estas, muitas mesmo, estavam em muito bom estado e tinham cara de "magia".
Não competiam com as modernas em nada, mas, era como voltar num tempo mágico.
Alguns descobriram tais motos, outros como que por Hobbie, remontavam as motos com as peças que amigos traziam de fora ou o que encontravam pelo meio do caminho.
Algumas motos ditas restauradas, nem tinha sido restaurada, era o estado dela mesmo.
Este clima, possibilitou que alguns abnegados estes anos todos, tivessem a oportunidade de resgatar o tempo longínquo e como se fosse num tunel do tempo, trazia de volta as sensações de juventude, boas recordações guardadas na memória, como que afastando-o do ter se tornado um adulto.
Já existia a Recar, era uma oficina pequena, mal arrumada, feia mesmo, haviam motos velhas, verdadeiros bagulhos, mas completos, e o Zeze e o jacaré ainda até trabalhavam juntos. O Zezé na frente, no balcão e o Jacaré a meter a mão para tentar fazer aquele bagulho algo vendável.
Usavam o termo Motos antigas e não mais motos velhas.
Com a internet bombando, vieram dois amigos que viveram estes aureos tempos e numa de hobbie, lançam um site chamado Motos Classicas 70, meio tímido, meio sem saber onde ia dar, mas, apareceu.
Alguns apareceram e ajudaram a incrementar o site com a aurea dos 70, contando suas estórias, mandando fotos, e aí, uns tinham ainda alguma coisa guardada em casa e queria passar para frente seja vendendo ou trocando.
A coisa começa a mudar, as motos velhas começam a serem chamadas de Motos Clássicas.
Os preços começam a inchar e alguns espertalhões lançam o termo de moto de colecionador, como se alguém que tem uma moto pode ser um colecionador de uma coisa só.
Era o termo para definir algo que tinha aspecto de algo inteiro por fora, mas, uma bomba por dentro.
Outros tinham cooisas que não valiam nada e duma hora para outra tinha sido valorizado.
De lixo virava moto de colecionador. Olha só isto.
Os preços ficam loucos, de uma dia uma Honda CB750Four custar uns 3 a 4 mil, virava 7 ou 9.
As 50cc de 200 reias ou 500 reias custavam agora 1200 reias, isto era uma ótima aplicação.
Aí saiu do prumo quando um cara pediu numa 50cc toda tronxa 4 mil, moto de colecionador, as Hondas sempre inteiras, subiam de preço.
Ainda tínhamos motos ruins que nunca valeram nada, nem na época, era comprar zero e jogar na garagem pois, micava contigo, tipo, CB50, CB200, LS3, A100, GT100 ou GT125, YB50, S90, SS50V, F5B, Harley SXT125, RS125, RD125/200, HOnda CB350/360, CB125S, as próprias primeiras CGs 125 4 marchas todas pra baixo, etc.
De repente, alguém manda uns valores absurdos e alguém paga, um louco qualquer e a coisa fica fora do prumo.
Caramba, se as pequenas valem isto tudo, imaginem as grandes?
Pois, é há pocuo tempo se compra uma 750 Four de qualquer ano por cerca de 10 mil e a moto vinha zero, como no dia que saiu da revenda Honda.
Agora já tem quem peça 30 a 40 mil.
Suzuki GT750 já 19 mil uma mais ou menos e 38 mil uma restaurada zerada.
Ninguém consegue entender a lógica, uma ER6 custa 24 mil, zero, 2011, e vem um cara que pede numa Kawa véia 50 mil.
Suzuki se compra uma Bandit zero por menos que pedem numa GT750 véia.
Honda grande, quase zero, nova usada é quelaquer uma que se pega pelo preço que pedem numa Four velha.
Isto não é culpa do site, é culpa nossa, que paga tais valores, ou pelo menos não esculhamba o que pede naquele traste tal valor.
A seção do passo a passo é um resgate de motos inteiras e resgata também a coisa do moto/dono que tem que saber mexer em alguma coisa senão fica a pé.
Só que até isto, alguns usam como trampolim para mostrar a sua joia que tem vários quilates evale mais do que um diamante zero.
O cara restaura e coloca no dia seguinte no Mercado Livre como joia restaurada.
É isto mais ou menos o que está acontecendo.
O pior é que vejo mots anunciadas há anos que não são vendidas, mas, que devem ainda estar no país da inflação.
Elas sobem de preço como se fossem ações na bolsa.
O dolar cai, elas sobem de preço.
As zero recebem promoçao para vender, aí as velhas sobem de novo o preço.
Choveu, elas sobem de preço.
Alguma revista faz uma materia sobre o fenomeno das motos anitgas, elas sobem de preço.
Algum amigo tem outro amigo e comenta que tem uma moto antiga na garagem Há anos, aí elas sobem de preço.
É uma coisa louca mesmo, aí elas sobem de preço novamente.
Voltando a coisa toda, ter uma moto destas, é coisa para macho.
Manter não é tão caro quanto parece, mas, a mão de obra que existe que presta, esta é mais caro, pois, fez pós graduação em Harvard e em Paris.
Sem contar que os caras estão morrendo, são velhos, muito velhos, ou a cachacha já acabou com eles.
As peças são compradas no Brasil ou lá fora, chegam pelo correio, é só ir na internet.
Enquanto isto, o cara aqui que tem a mesma peça que é vendida por preço em conta, tenta te vender a mesma peça e diz que é unica no mundo, só ele tem a solução e ainda te joga praga que a moto vai ficar parada e tal.
A minha opinião?
Voce cohece mecânica? Não? Então fuja.
Voce sabe onde comprar as peças? Não? Então, fuja!
Voce achou que tá caro? Não vale? Então fuja!
Voce não conhece alguém que possa te ajudar, que conheça aquele modelo? Então fuja!
Voce só gosta de botar gasolina e óleo? Já sabe para onde vai? Já tem idéia? Não? É melhor arrumar as malas.
Em compensação, voce tem dinheiro no bolso, não sabe o que fazer, não tem o número da conta corrente do kleber, assim, vai lá e encara.
Voce é velho, tem um sonho ainda não realizado, vai lá e encara.
Voce sempre quis ter aquela moto e era duro, agora tem dinheiro, não vai fazer falta? Não tem dúvida? Encara.
Voce gosta de moto que anda? Elas andam.
Voce gsota de moto que freia? Algumas até freiam, não como deveriam, mas, freiam.
Voce ficou velho, a tua coluna doii, escolha a moto certa, são poucas que tem suspensão razoável.
Voce gosta do barulho que faziam, ppode comprar, tem barulho a vontade.
Passa a 80 por hora parecendo 200, vai encara.
Voce quer uma moto para de vez em quando? Pode encarar.
Voce quer uma moto que chama atenção? Escolheu certo, todos param para olhar, pelo menos ainda.
Voce não consegue olhar as Jaspion e ver moto? Nestas voce acertou, tem cara de moto.
Sinceramente?
Tenho uma Suzuki GT750/75, não consegui fazer 15% do que queria nela, está comigo desde 2000.
Algum dia sai.
Eu tenho outras motos para andar, uma Virago 535/2000 e uma KLX650/93, mas, queria ter uma Bandit.
Aliás, podia vender tudo e comprar uma decente Bandit., mas, aí, ia viver com medo de ladrão.
Continuo amando as motos classicas, continuo querendo comprar um monte delas, ainda bem que o dinheiro não dá.
Alguém consegue imaginar uma cara pedindo 10 numa Honda CB50?
Alguém consegue entender alguem pedindo 15 mil numa Honda ST70?
Alguém consegue entender um cara pedindo 12 mil numa Suzuki A100/74?
Não valem, assim como as grande não valem.
É Tudo piada, não vende, não acredito que venda.
As RDs350 valiam uma boa moto até uns 4 mil há 1 ano.
Agora é 12 a 14, até 20.
Será que vende? Não acredito.
RD400 - 25 mil? Só pode ser piada.
Se alguém quiser informação sobre determinado modelo de moto, me manda um PVT, tenho quase tudo que é manual destas tranqueiras.
O aprendizado do dia:
De que adiante eu dizer que uma barra de ouro vale isto ou aquilo; se não tenho quem a compre?
Não adianta chorar ou espernear, ainda não aprendemos a comer ouro.
Assim, ouro, não serve para comer, não serve para beber, não serve para vestir, etc.
Serve para quê, então?
Será que vale aquilo mesmo que pedem?
Para quê serve realmente o ouro?
Para fazer obturações? Isto serve, mas, porque é tão caro, se só serve para isto?
Tais motos são a mesma coisa.
Só gosta delas, quem gosta delas, não preciso delas, podem valer o que for, se não pagarem, não vale nada, pelo menos podiam servir para andar.
Moto não é feita para andar?
COLECIONADOR????
Pura balela.
Um abraço,
Kleber