Acidente comigo hoje 27/03/2011 0:20hs
Enviado: 27 Mar 2011, 10:44
Fala galera! Tô vivo!
Peguei um C3 pela lateral hoje de madrugada num cruzamento sem sinaleira aqui em SSA.
Pra quem é da região, é o primeiro cruzamento da rua Conselheiro Pedro Luis no Rio vermelho, sentido acarajé da Cira.
Fiz o S da entrada da rua e quado fui passar pelo cruzamento o carro saiu também. Eu não ví o carro e a motorista também não me viu.
Freei o que deu, mas mesmo assim bati no paralama dianteiro lado esquerdo do C3. No momento da colisão o carro devia estar a uns 10km/h e eu a uns 20 ou 30km/h, pois não cheguei a cair por cima do carro e nem fui parar debaixo dele. Bati e caí para o lado direito, se não me engano (tive stress pós traumático, o que causa alguma aminésia). Só lembro de algumas pessoas me ajudando a levantar e entrar no carro da mulher, que me socorreu prontamente. Não fiquei inconsciente em nenhum momento.
Quando chegamos no primeiro hospoital (Aliança), não atendia meu plano. Lá encontrei meu irmão e segui com ele pra outro hospital (Evangélico), cuja emergência hortopédica não estava funcionando. Fui parar finalmente no INSBOT do Barbalho, onde tirei um raio X do joelho que estava doendo e tomei um ponto na canela, que deve ter batido em algum lugar da moto. Não tive nenhum arranhão além disso. A culpa do acidente foi minha, pois eu estava acima da velocidade permitida na via, e quem vem da direita sempre tem a preferência.
Depois do raio X, a surpresa: Fissura na Tíbia bem na junção do joelho. Mais ou menos 8cm de comprimento (de cima pra baixo) por aproximadamente 1mm de largura em sentido transversal. A médica que me atendeu era muito nova e não soubre precisar exatamente a necessidade de cirurgia, porém me deixou ciente de uma alta probabilidade de ter que colocar um parafuso no local da fissura. Estou em contato com alguns amigos da área de saúde para ter uma segunda opinião e marcarei também uma consulta com um especialista em joelho para ter o diagnóstico definitivo.
Eu sempre achei que os motociclistas que pararam de andar de moto por causa de um acidente não eram motociclistas de verdade. Paguei minha língua mais uma vez, e é com muita tristeza que afirmarei isso, pois eu amo andar de moto, mas depois de uma fissura no osso por causa de uma quedinha besta, acho que será o fim pra mim. Nesse momento, entendo perfeitamente os que abandonaram as duas rodas. Quem me conhece sabe que adoro mexer em máquinas, desmontar, consertar, etc., mas eu corro do bisturi assim como o diabo da cruz.
Até hoje já rodei mais de 70 mil km de moto, predominantemente em rodovias perigosas e 80% das vezes em percursos diários superiores a 120km, porém num simples passeio urbano, me ferrei. Ironias da vida ou sinais lá de cima?
A moto ainda está no local (YES prata 2008), tem um tank pad azul, adesivo de bocal de tanque cinza e um adesivo circuit no guidon. Quem puder passar no local e verificar se ela tem condições de rodar, fico muito grato e mando meu celular por MP, pois o seguro exige que tenha alguém de prontidão do lado da moto com chave e documento pra rebocar, o que não tenho condição alguma de fazer agora, já que estou em casa de molho.
O número da SET (118) tá dando inexistente, logo ainda não fiz ocorrência. Isso é Brasil.
Quem puder me dar dicas de como proceder, fico muito grato.
Rezam as lendas:
"Só existem dois tipos de motociclistas: Os que já caíram e os que ainda vão cair"
"Existem motociclistas velhos. Existem motociclistas ousados. Mas não existem motociclistas velhos e ousados."
Segue foto satélite do local, sendo a seta amarela o meu trajeto e a seta vermelha, o do carro:

O raio X:

E pra completar, uma grande amiga minha de mais de 20 anos perdeu o pai hj...
Ainda bem que sou um cara bastante positivo e não me abalo facilmente com as coisas da vida.
Abraço galera, e cuidado aí na pista.
Segue o barco...
Deus abençôe a todos.
Marcão - 26 anos
Peguei um C3 pela lateral hoje de madrugada num cruzamento sem sinaleira aqui em SSA.
Pra quem é da região, é o primeiro cruzamento da rua Conselheiro Pedro Luis no Rio vermelho, sentido acarajé da Cira.
Fiz o S da entrada da rua e quado fui passar pelo cruzamento o carro saiu também. Eu não ví o carro e a motorista também não me viu.
Freei o que deu, mas mesmo assim bati no paralama dianteiro lado esquerdo do C3. No momento da colisão o carro devia estar a uns 10km/h e eu a uns 20 ou 30km/h, pois não cheguei a cair por cima do carro e nem fui parar debaixo dele. Bati e caí para o lado direito, se não me engano (tive stress pós traumático, o que causa alguma aminésia). Só lembro de algumas pessoas me ajudando a levantar e entrar no carro da mulher, que me socorreu prontamente. Não fiquei inconsciente em nenhum momento.
Quando chegamos no primeiro hospoital (Aliança), não atendia meu plano. Lá encontrei meu irmão e segui com ele pra outro hospital (Evangélico), cuja emergência hortopédica não estava funcionando. Fui parar finalmente no INSBOT do Barbalho, onde tirei um raio X do joelho que estava doendo e tomei um ponto na canela, que deve ter batido em algum lugar da moto. Não tive nenhum arranhão além disso. A culpa do acidente foi minha, pois eu estava acima da velocidade permitida na via, e quem vem da direita sempre tem a preferência.
Depois do raio X, a surpresa: Fissura na Tíbia bem na junção do joelho. Mais ou menos 8cm de comprimento (de cima pra baixo) por aproximadamente 1mm de largura em sentido transversal. A médica que me atendeu era muito nova e não soubre precisar exatamente a necessidade de cirurgia, porém me deixou ciente de uma alta probabilidade de ter que colocar um parafuso no local da fissura. Estou em contato com alguns amigos da área de saúde para ter uma segunda opinião e marcarei também uma consulta com um especialista em joelho para ter o diagnóstico definitivo.
Eu sempre achei que os motociclistas que pararam de andar de moto por causa de um acidente não eram motociclistas de verdade. Paguei minha língua mais uma vez, e é com muita tristeza que afirmarei isso, pois eu amo andar de moto, mas depois de uma fissura no osso por causa de uma quedinha besta, acho que será o fim pra mim. Nesse momento, entendo perfeitamente os que abandonaram as duas rodas. Quem me conhece sabe que adoro mexer em máquinas, desmontar, consertar, etc., mas eu corro do bisturi assim como o diabo da cruz.
Até hoje já rodei mais de 70 mil km de moto, predominantemente em rodovias perigosas e 80% das vezes em percursos diários superiores a 120km, porém num simples passeio urbano, me ferrei. Ironias da vida ou sinais lá de cima?
A moto ainda está no local (YES prata 2008), tem um tank pad azul, adesivo de bocal de tanque cinza e um adesivo circuit no guidon. Quem puder passar no local e verificar se ela tem condições de rodar, fico muito grato e mando meu celular por MP, pois o seguro exige que tenha alguém de prontidão do lado da moto com chave e documento pra rebocar, o que não tenho condição alguma de fazer agora, já que estou em casa de molho.
O número da SET (118) tá dando inexistente, logo ainda não fiz ocorrência. Isso é Brasil.
Quem puder me dar dicas de como proceder, fico muito grato.
Rezam as lendas:
"Só existem dois tipos de motociclistas: Os que já caíram e os que ainda vão cair"
"Existem motociclistas velhos. Existem motociclistas ousados. Mas não existem motociclistas velhos e ousados."
Segue foto satélite do local, sendo a seta amarela o meu trajeto e a seta vermelha, o do carro:

O raio X:

E pra completar, uma grande amiga minha de mais de 20 anos perdeu o pai hj...
Ainda bem que sou um cara bastante positivo e não me abalo facilmente com as coisas da vida.
Abraço galera, e cuidado aí na pista.
Segue o barco...
Deus abençôe a todos.
Marcão - 26 anos
