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O que nos aguarda - Carona na má fama dos motoboys
Enviado: 06 Ago 2010, 09:41
por motociclista-sjc
Lendo no Correio Braziliense vi que o Conatran está preocupado em achar uma solução para tantos acidentes que praticamente passaram a fazer parte do cotidiano de um motoboy, assim estão se preocupando em criar regras que, ao meu ver, não resolveriam o problema de comportamento de quem faz uso da moto para trabalho e entregas.
Fico tentando imaginar quais serão as invenções que burocratas engomadinhos tomarão confortavelmente sentados em suas cadeiras executivas tomando cafezinho com ar condicionado. Olhando pela janela podem ver o caos dos motoboys no trânsito e ficam imaginando uma maneira hipócrita de tentar salvar vidas ou pelo menos fazer diminuir o número de mortes no trânsito.
É fato que os acidentes estão tomando proporções inomináveis, no entanto o que se vê é que qualquer um tira carteira de moto e mesmo quem tinha uma boa fama de bom filho se transforma em cima de uma 125 com uma estampa do corínthians no baú. Por fim, quem vai criar as regras para atenuar os impactos de tantos acidentes e a fila dos hospitalizados que infestam os pronto-socorros não sabe nem mesmo como desligar a moto.
Você acha que uma joelheira vai proteger o piloto? Capacete com protetor de cervical? Eu não sei onde está a solução para isto.
Re: O que nos aguarda - Carona na má fama dos motoboys
Enviado: 06 Ago 2010, 09:58
por speedtouchbr
Acho que o governo deveria tomar as seguintes medidas:
-Programa de conscientização de motoristas e motociclistas em rede nacional.
-Redução de impostos para equipamentos essencias para motociclistas (Capacetes/Protetores de Coluna/Roupas)
-Abertura de crédito com juros baixos para a classe adquirir tais equipamentos
-Talvez, futura obrigatoriedade após certo período da implementação dos itens acima, para a classe de motoboys do uso de equipamentos de segurança
Abraços....
Re: O que nos aguarda - Carona na má fama dos motoboys
Enviado: 06 Ago 2010, 10:15
por Predator
motociclista-sjc escreveu: Eu não sei onde está a solução para isto.
Educação. Só vejo pessoas buscando maneiras de burlar regras, em tudo. É um círculo, burlar regras-criar novas-
reclamar-burlar de novo...
E joelheira protege sim. Mas para alguns, nem armadura resolve.
Re: O que nos aguarda - Carona na má fama dos motoboys
Enviado: 06 Ago 2010, 10:26
por Smoker
Predator escreveu:motociclista-sjc escreveu: Eu não sei onde está a solução para isto.
Educação. Só vejo pessoas buscando maneiras de burlar regras, em tudo. É um círculo, burlar regras-criar novas-
reclamar-burlar de novo...
Perfeito, é isso mesmo.
É aquele lance, pardal é indústria de multa, Lei Seca é exagero, e mais um monte de mimimis. Aí vem uns acéfalos destes, criam uns verdadeiros absurdos chamados "Lei" e empurram goela abaixo do povão, povão este que votou no acéfalo, diga-se de passagem.
Re: O que nos aguarda - Carona na má fama dos motoboys
Enviado: 06 Ago 2010, 10:32
por nina
e-du-ca-ção.
Re: O que nos aguarda - Carona na má fama dos motoboys
Enviado: 06 Ago 2010, 10:34
por Saurus
Smoker escreveu:Predator escreveu:motociclista-sjc escreveu: Eu não sei onde está a solução para isto.
Educação. Só vejo pessoas buscando maneiras de burlar regras, em tudo. É um círculo, burlar regras-criar novas-
reclamar-burlar de novo...
Perfeito, é isso mesmo.
É aquele lance, pardal é indústria de multa, Lei Seca é exagero, e mais um monte de mimimis. Aí vem uns acéfalos destes, criam uns verdadeiros absurdos chamados "Lei" e empurram goela abaixo do povão, povão este que votou no acéfalo, diga-se de passagem.
Não disconcordo, mas penso que os pilares da contrução da solução passa pela educação de TODOS os condutores, pedestres, etc, ou seja, de todos aqueles que se expoem nas vias, bem como pelo cuidado com os elementos da própria via, tais como largura das vias, estado de conservação, se o projeto pensou no motociclista e no ciclista também, "guard-rails" mais bem projetados para não piorar a situação de motociclista que se acidenta, lombadas eletrônicas no lugar dos quebra-molas, etc.
Re: O que nos aguarda - Carona na má fama dos motoboys
Enviado: 06 Ago 2010, 10:42
por Maggiolo
speedtouchbr escreveu:Acho que o governo deveria tomar as seguintes medidas:
-Redução de impostos para equipamentos essencias para motociclistas (Capacetes/Protetores de Coluna/Roupas)
-Abertura de crédito com juros baixos para a classe adquirir tais equipamentos
Abraços....
Se o governo realmente fosse do bem, seria isso a se fazer.
Re: O que nos aguarda - Carona na má fama dos motoboys
Enviado: 06 Ago 2010, 10:47
por decoZ
Smoker escreveu:Predator escreveu:motociclista-sjc escreveu: Eu não sei onde está a solução para isto.
Educação. Só vejo pessoas buscando maneiras de burlar regras, em tudo. É um círculo, burlar regras-criar novas-
reclamar-burlar de novo...
Perfeito, é isso mesmo.
É aquele lance, pardal é indústria de multa, Lei Seca é exagero, e mais um monte de mimimis. Aí vem uns acéfalos destes, criam uns verdadeiros absurdos chamados "Lei" e empurram goela abaixo do povão, povão este que votou no acéfalo, diga-se de passagem.
X 3, agora tenho mesmo a certeza de que Educando melhora, MAS TALVEZ DAQUI A 10 GERAÇÕES...
Re: O que nos aguarda - Carona na má fama dos motoboys
Enviado: 06 Ago 2010, 10:52
por Tio
Sim, tudo isso mas ninguém discute o que na minha opinião é um dos grandes responsáveis pelo comportamento "cachorro louco" dos motoboys: regulamentar certos aspectos da profissão. Acho que isso passa por organização da classe. As pessoas fingem não saber que muitas vezes é pedido aos caras cumprirem certas distâncias em muito pouco tempo...
Aqui na firma mesmo eu vi pedirem pro motoboy sair da região da Paulista às 3 e meia, ir em Guarulhos pegar alguma coisa e voltar antes das 4! O cara chegou esbaforido 4 e 10! Foda isso... tem que ir que nem um suicida pra dar tempo...
Re: O que nos aguarda - Carona na má fama dos motoboys
Enviado: 06 Ago 2010, 10:59
por Smoker
Concordo também, Tio.
Na hora não pensamos nisso, mas ajudamos neste comportamento também, pois e as promoções de entrega de comida em 28 e 30 minutos??? Uma pizza por exemplo, leva aí uns 10/15 minutos para ser assada, o motomano tem mais 15 minutos para entrega-la, e muitas vezes a casa de quem pediu fica no mínimo uns 15 minutos (comportamento normal no trânsito) da pizzaria.
Embora a lei seja clara que o empregador não pode repassar os riscos do negócio ao empregado, sabemos que muitas vezes, quando a entrega se dá após o prazo da promoção e o consumidor ganha a comida de graça, o custo é repassado para o motoboy.
Re: O que nos aguarda - Carona na má fama dos motoboys
Enviado: 06 Ago 2010, 11:00
por motociclista-sjc
Na minha opinião o primeiro a quebrar regras e descumprir com suas obrigações é o governo. O
governo aí pode ser chamado de o conjunto de políticos e autoridades que não cumprem o seu papel, incentivados por um povo que não cobra dos mesmos suas responsabilidades, criando um conjunto de atos e omissões que desencadeiam no caos onde quem pode mais chora menos.
Do lado de cá, bla bla bla, do lado de lá, vá vá vá se...
Assim como as seguradoras criaram um órgão claramente defendido por interesses puramente econômicos, os motociclistas, eu disse "motociclistas" deveriam ter uma associação regulamentada para defender seus interesses.
Tipo uma máfia, entende?

...brincadeira, viu?
Re: O que nos aguarda - Carona na má fama dos motoboys
Enviado: 06 Ago 2010, 11:09
por nina
Smoker escreveu:Concordo também, Tio.
Na hora não pensamos nisso, mas ajudamos neste comportamento também, pois e as promoções de entrega de comida em 28 e 30 minutos??? Uma pizza por exemplo, leva aí uns 10/15 minutos para ser assada, o motomano tem mais 15 minutos para entrega-la, e muitas vezes a casa de quem pediu fica no mínimo uns 15 minutos (comportamento normal no trânsito) da pizzaria.
Embora a lei seja clara que o empregador não pode repassar os riscos do negócio ao empregado, sabemos que muitas vezes, quando a entrega se dá após o prazo da promoção e o consumidor ganha a comida de graça, o custo é repassado para o motoboy.
tento fazer minha parte NÃO pedindo pizza nesses lugares.
Re: O que nos aguarda - Carona na má fama dos motoboys
Enviado: 06 Ago 2010, 11:25
por Saurus
nina escreveu:Smoker escreveu:Concordo também, Tio.
Na hora não pensamos nisso, mas ajudamos neste comportamento também, pois e as promoções de entrega de comida em 28 e 30 minutos??? Uma pizza por exemplo, leva aí uns 10/15 minutos para ser assada, o motomano tem mais 15 minutos para entrega-la, e muitas vezes a casa de quem pediu fica no mínimo uns 15 minutos (comportamento normal no trânsito) da pizzaria.
Embora a lei seja clara que o empregador não pode repassar os riscos do negócio ao empregado, sabemos que muitas vezes, quando a entrega se dá após o prazo da promoção e o consumidor ganha a comida de graça, o custo é repassado para o motoboy.
tento fazer minha parte NÃO pedindo pizza nesses lugares.
Não pedir a comida nesses lugares pune o motoboy também, mas vá lá que seja, é uma forma de protestar contra isso.
É importante que tenhamos em mente a humanização do trânsito, das relações profissionais, das vias, etc. Tenho visto a coisa toda muito "selvagem", "predatória", uma sociedade que exige "tudo ao mesmo tempo agora", que quer tudo em tempos imediatíssimos, "on-line", sem paciência de esperar, tudo muito corrido, muito apressado, tudo é "para a semana passada"... Tá phoda viver nesse ritmo alucinante do "real-time", "now or never", "já tinha que estar pronto e aqui ao meu dispor", em um tempo sem tolerância de tempo, de satisfação em intervalo de tempo de nano-segundos... Dá pra enlouquecer, deixar a pessoa neurótica. Depois não há ansiolítico que dê conta. Muitos acabam nas drogas para fugir dessa loucura insandecida, insana. A vida acaba passando tão rápido, mas tão rápido que nem percebemos nada da paisagem que passou à nossa volta, só sabemos que passou tudo muito rápido.
Deixa eu parar de escrever um pouco porque meu psiquiatra já tá rindo da minha cara de novo...

Re: O que nos aguarda - Carona na má fama dos motoboys
Enviado: 06 Ago 2010, 11:29
por Joaquim
Aqui em São Paulo estão resolvendo o problema.
Várias vias que tinham 3 faixas estão sendo remarcadas para ter 4 faixas, mas mantendo-se a largura da via.
Re: O que nos aguarda - Carona na má fama dos motoboys
Enviado: 06 Ago 2010, 12:34
por Russo
Solução: mudar o povo... exportar todos os brasileiros e importar ingleses, suecos, muitas suecas, finlandeses, alemães, holandeses e canadenses, eheheheheh...
Re: O que nos aguarda - Carona na má fama dos motoboys
Enviado: 06 Ago 2010, 13:48
por nina
Re: O que nos aguarda - Carona na má fama dos motoboys
Enviado: 06 Ago 2010, 14:16
por Criamangostas
Saurus escreveu:Smoker escreveu:Predator escreveu:motociclista-sjc escreveu: Eu não sei onde está a solução para isto.
Educação. Só vejo pessoas buscando maneiras de burlar regras, em tudo. É um círculo, burlar regras-criar novas-
reclamar-burlar de novo...
Perfeito, é isso mesmo.
É aquele lance, pardal é indústria de multa, Lei Seca é exagero, e mais um monte de mimimis. Aí vem uns acéfalos destes, criam uns verdadeiros absurdos chamados "Lei" e empurram goela abaixo do povão, povão este que votou no acéfalo, diga-se de passagem.
Não disconcordo, mas penso que os pilares da contrução da solução passa pela educação de TODOS os condutores, pedestres, etc, ou seja, de todos aqueles que se expoem nas vias, bem como pelo cuidado com os elementos da própria via, tais como largura das vias, estado de conservação, se o projeto pensou no motociclista e no ciclista também, "guard-rails" mais bem projetados para não piorar a situação de motociclista que se acidenta, lombadas eletrônicas no lugar dos quebra-molas, etc.
Saurus escreveu:nina escreveu:Smoker escreveu:Concordo também, Tio.
Na hora não pensamos nisso, mas ajudamos neste comportamento também, pois e as promoções de entrega de comida em 28 e 30 minutos??? Uma pizza por exemplo, leva aí uns 10/15 minutos para ser assada, o motomano tem mais 15 minutos para entrega-la, e muitas vezes a casa de quem pediu fica no mínimo uns 15 minutos (comportamento normal no trânsito) da pizzaria.
Embora a lei seja clara que o empregador não pode repassar os riscos do negócio ao empregado, sabemos que muitas vezes, quando a entrega se dá após o prazo da promoção e o consumidor ganha a comida de graça, o custo é repassado para o motoboy.
tento fazer minha parte NÃO pedindo pizza nesses lugares.
Não pedir a comida nesses lugares pune o motoboy também, mas vá lá que seja, é uma forma de protestar contra isso.
É importante que tenhamos em mente a humanização do trânsito, das relações profissionais, das vias, etc. Tenho visto a coisa toda muito "selvagem", "predatória", uma sociedade que exige "tudo ao mesmo tempo agora", que quer tudo em tempos imediatíssimos, "on-line", sem paciência de esperar, tudo muito corrido, muito apressado, tudo é "para a semana passada"... Tá phoda viver nesse ritmo alucinante do "real-time", "now or never", "já tinha que estar pronto e aqui ao meu dispor", em um tempo sem tolerância de tempo, de satisfação em intervalo de tempo de nano-segundos... Dá pra enlouquecer, deixar a pessoa neurótica. Depois não há ansiolítico que dê conta. Muitos acabam nas drogas para fugir dessa loucura insandecida, insana. A vida acaba passando tão rápido, mas tão rápido que nem percebemos nada da paisagem que passou à nossa volta, só sabemos que passou tudo muito rápido.

Re: O que nos aguarda - Carona na má fama dos motoboys
Enviado: 06 Ago 2010, 15:17
por fps3000
Há dois tipos de pessoas que influenciam na hora de efetuar sanções a motociclistas, sejam da "espécie" motomano ou não - o primeiro é o dos motoristas, que é o que mais esperneia mas que também sofre suas sanções no dia-a-dia.
Eles influenciam, mas é o do segundo tipo que mais me incomoda, ou seja, os pais e mães de família que esperam que o filho motoboy volte para casa vivo e que, se possível, queimariam a moto para que o filho nunca mais andasse por aí "arriscando sua vida".
Do primeiro tipo a gente até escapa, mas e do segundo? Não precisa explicar, eu só queria entender isso ...
Re: O que nos aguarda - Carona na má fama dos motoboys
Enviado: 06 Ago 2010, 15:40
por Saurus
fps3000 escreveu:...
Eles influenciam, mas é o do segundo tipo que mais me incomoda, ou seja, os pais e mães de família que esperam que o filho motoboy volte para casa vivo e que, se possível, queimariam a moto para que o filho nunca mais andasse por aí "arriscando sua vida"...
Véio, há um componente que talvez não esteja sendo levado em conta. Em geral, os seres humanos do sexo masculino na faixa etária dos 15 aos 25 anos tem muitos impulsos e arroubos de audácia, aventura, exposição ao risco e muito pouca ou nenhuma capacidade para controlar esses impulsos.
Rapazes nessa faixa etária ficam com a testosterona em ebulição, passam a adotar um comportamento de risco, porém eles tem baixa ou nenhuma capacidade de avaliar tais riscos e acabam se expondo, quase sempre, muito mais do que o necessário ou o prudente.
Então tendem a correr mais com motos e carros, fazer manobras mais ousadas, radicais, etc. É comum encontrarmos caras de 35~40 anos fazendo Free-Style, por exemplo? Ou participando dos X-Games? Pare e observe a idade que a grande maioria dos acidentados tem. As estatísticas apontam idades jovens e em sua imensa maioria pessoas do sexo masculino em idade de imenso potencial produtivo. Reporteres fazem reportagens com "motogirls" por exemplo e acabam exaltando justamente a preocupação delas com o cuidado no trânsito, com a condução e com a aparência.
E porque isso? Porque elas não tem testosterona, véio, não tem que provar virilidade, arrojo, ousadia ou coisa que o valha. Em geral elas pensam na família já desde cedo, na saúde, na autopreservação, na não exposição a riscos desnecessários.
Então, esse componente - testosterona em ebulição - também afeta e muito as estatísticas. Trabalhe a cabeça desses rapazes e contenha esses arroubos de arrojo e ousadia e você verá o que acontece às estatísticas.
Repare que, em geral, a maioria das mherdas (dirigir embriagado em alta velocidade em manobras perigosas e arriscadas, envolvimento com drogas, com banditismo, etc) são cometidas por sexo masculino na faixa etária 15~25 anos ou, pelo menos, começam a ser praticadas nessa faixa etária. Se o homem consegue vencer essa etapa incólume, boa parte deles "acalma" e passa a ser mais moderado nos riscos que assume. Mas alguns, mesmo passando incólumes por essa faixa etária, costumam não amadurecer emocionalmente/psicologicamente e continuam a fazer mherda, com menos frequência, mas continuam a fazer mherda. Mas a grande maioria passa a pensar de outra forma.
Re: O que nos aguarda - Carona na má fama dos motoboys
Enviado: 06 Ago 2010, 22:13
por fps3000
Saurus escreveu:fps3000 escreveu:...
Eles influenciam, mas é o do segundo tipo que mais me incomoda, ou seja, os pais e mães de família que esperam que o filho motoboy volte para casa vivo e que, se possível, queimariam a moto para que o filho nunca mais andasse por aí "arriscando sua vida"...
Véio, há um componente que talvez não esteja sendo levado em conta. Em geral, os seres humanos do sexo masculino na faixa etária dos 15 aos 25 anos tem muitos impulsos e arroubos de audácia, aventura, exposição ao risco e muito pouca ou nenhuma capacidade para controlar esses impulsos.
Rapazes nessa faixa etária ficam com a testosterona em ebulição, passam a adotar um comportamento de risco, porém eles tem baixa ou nenhuma capacidade de avaliar tais riscos e acabam se expondo, quase sempre, muito mais do que o necessário ou o prudente.
Então tendem a correr mais com motos e carros, fazer manobras mais ousadas, radicais, etc. É comum encontrarmos caras de 35~40 anos fazendo Free-Style, por exemplo? Ou participando dos X-Games? Pare e observe a idade que a grande maioria dos acidentados tem. As estatísticas apontam idades jovens e em sua imensa maioria pessoas do sexo masculino em idade de imenso potencial produtivo. Reporteres fazem reportagens com "motogirls" por exemplo e acabam exaltando justamente a preocupação delas com o cuidado no trânsito, com a condução e com a aparência.
E porque isso? Porque elas não tem testosterona, véio, não tem que provar virilidade, arrojo, ousadia ou coisa que o valha. Em geral elas pensam na família já desde cedo, na saúde, na autopreservação, na não exposição a riscos desnecessários.
Então, esse componente - testosterona em ebulição - também afeta e muito as estatísticas. Trabalhe a cabeça desses rapazes e contenha esses arroubos de arrojo e ousadia e você verá o que acontece às estatísticas.
Repare que, em geral, a maioria das mherdas (dirigir embriagado em alta velocidade em manobras perigosas e arriscadas, envolvimento com drogas, com banditismo, etc) são cometidas por sexo masculino na faixa etária 15~25 anos ou, pelo menos, começam a ser praticadas nessa faixa etária. Se o homem consegue vencer essa etapa incólume, boa parte deles "acalma" e passa a ser mais moderado nos riscos que assume. Mas alguns, mesmo passando incólumes por essa faixa etária, costumam não amadurecer emocionalmente/psicologicamente e continuam a fazer mherda, com menos frequência, mas continuam a fazer mherda. Mas a grande maioria passa a pensar de outra forma.

...
Nada mais a declarar, como diz a minha musa, falou tudo! 1000x!