Motos Dafra, nova marca no País
Enviado: 12 Mar 2008, 00:37
[align=justify]Surpresa minha quando vi uma propaganda dessa nova fabrica numa revista.
Dafra, mais uma marca made in China no país
Antonio Puga, Manaus
Quem vê a cara não vê o coração da nova marca de motos que chega ao país. A Dafra começa a ser vendida em 170 concessionárias do grupo Itavema, a partir de uma linha de montagem em Manaus. De lá saem os quatro primeiros modelos - Speed 150, Kansas 150, Super 100 e Laser 150 - feitas com motores e peças das chinesas Locin, Lifan e Zongshen.
Para enfrentar a concorrência cada vez maior, a Dafra oferece como atrativo preços mais baixos que os modelos concorrentes, financiamento e possibilidade de consórcio. Uma aposta alta se considerado que à frente estão Honda e Yamaha, donas de maior fatia do mercado, Suzuki - que tem unidade de CKD (Completely knocked down - ou seja, o produto só é montado aqui) - Sundown e outras mais.
Segundo Creso Franco, presidente da Dafra, foi montada uma estratégia para cobrir as deficiências dos outros competidores, inclusive os próprios chineses, através de suas representações instaladas no país.
- Temos uma estrutura diferente, que inclui desde a logística, com reposição de peças, fábrica, até a certificação de peças, feitas por nosso pessoal baseado na China. Pensamos também nas revendas e no pós- venda visando a atender com maior rapidez, até porque na maioria das vezes as motos são um instrumento de trabalho - explica.
Embora tenha investido em adaptar os veículos ao gosto do brasileiro, os modelos não deixam de ter aquele toque chinês. No caso da Super 100 - R$ 3.290 - lembra as antigas Hondas da década de 70. Mas a moto é destinada a um tipo de motociclista que não tem muito dinheiro e precisa de um meio de transporte para fugir do ônibus. Estética é fator secundário. Por outro lado, todas têm partida elétrica e rodas de liga leve.
Essa vai ser a tática para alcançar a meta de vender 60 mil unidades esse ano, chegando a 90 mil em 2009, quando será feita a primeira reestilização. Segundo Creso Franco, o acordo com os chineses não impede a Dafra de buscar parcerias onde encontrar melhores oportunidades. Com isso, um acordo com um estúdio de design europeu está sendo fechado para a nova roupagem aos lançamentos da marca.
De todos os modelos apresentados, a Custom - Kansas 150, R$ 5.590 com frete incluído - é a mais interessante, embora o scooter Laser 150 - R$ 5.990 - e a Speed 150 R$ 4.990 - também tenham visual agradável, porém mais comum. Atrai o piloto de primeira viagem que não tem dinheiro motos mais caras.
Outra proposta diferente do fabricante tem relação com o controle de emissões. A Dafra promete acionar, até o meio do ano, o laboratório de controle de poluentes, o que até agora somente os dois principais fabricantes japoneses tinham. A missão da nova marca não é fácil. Os produtos chineses oferecidos no país não primam pela qualidade, tanto de construção, quanto de assistência técnica. É esperar para ver. [/align]
Dafra, mais uma marca made in China no país
Antonio Puga, Manaus
Quem vê a cara não vê o coração da nova marca de motos que chega ao país. A Dafra começa a ser vendida em 170 concessionárias do grupo Itavema, a partir de uma linha de montagem em Manaus. De lá saem os quatro primeiros modelos - Speed 150, Kansas 150, Super 100 e Laser 150 - feitas com motores e peças das chinesas Locin, Lifan e Zongshen.
Para enfrentar a concorrência cada vez maior, a Dafra oferece como atrativo preços mais baixos que os modelos concorrentes, financiamento e possibilidade de consórcio. Uma aposta alta se considerado que à frente estão Honda e Yamaha, donas de maior fatia do mercado, Suzuki - que tem unidade de CKD (Completely knocked down - ou seja, o produto só é montado aqui) - Sundown e outras mais.
Segundo Creso Franco, presidente da Dafra, foi montada uma estratégia para cobrir as deficiências dos outros competidores, inclusive os próprios chineses, através de suas representações instaladas no país.
- Temos uma estrutura diferente, que inclui desde a logística, com reposição de peças, fábrica, até a certificação de peças, feitas por nosso pessoal baseado na China. Pensamos também nas revendas e no pós- venda visando a atender com maior rapidez, até porque na maioria das vezes as motos são um instrumento de trabalho - explica.
Embora tenha investido em adaptar os veículos ao gosto do brasileiro, os modelos não deixam de ter aquele toque chinês. No caso da Super 100 - R$ 3.290 - lembra as antigas Hondas da década de 70. Mas a moto é destinada a um tipo de motociclista que não tem muito dinheiro e precisa de um meio de transporte para fugir do ônibus. Estética é fator secundário. Por outro lado, todas têm partida elétrica e rodas de liga leve.
Essa vai ser a tática para alcançar a meta de vender 60 mil unidades esse ano, chegando a 90 mil em 2009, quando será feita a primeira reestilização. Segundo Creso Franco, o acordo com os chineses não impede a Dafra de buscar parcerias onde encontrar melhores oportunidades. Com isso, um acordo com um estúdio de design europeu está sendo fechado para a nova roupagem aos lançamentos da marca.
De todos os modelos apresentados, a Custom - Kansas 150, R$ 5.590 com frete incluído - é a mais interessante, embora o scooter Laser 150 - R$ 5.990 - e a Speed 150 R$ 4.990 - também tenham visual agradável, porém mais comum. Atrai o piloto de primeira viagem que não tem dinheiro motos mais caras.
Outra proposta diferente do fabricante tem relação com o controle de emissões. A Dafra promete acionar, até o meio do ano, o laboratório de controle de poluentes, o que até agora somente os dois principais fabricantes japoneses tinham. A missão da nova marca não é fácil. Os produtos chineses oferecidos no país não primam pela qualidade, tanto de construção, quanto de assistência técnica. É esperar para ver. [/align]
