Track day em BH - maravilha!
Enviado: 26 Set 2009, 20:58
Correu as mil maravilhas o evento promovido pela RS1 no autódromo do Megaspace. Tempo bom, temperatura amena com mais nuvens que o habitual possibilitaram aos jaspions passar o dia sem grandes sofrimentos.
Estava milagrosamente com o sábado livre e me aproveitei disso para ser uns dos primeiros a chegar. 8 e 20 h encostei meu carro (com minha bicicleta presa ao Transbike) nos boxes. Quinze minutos depois chegariam o Pablo e seu irmão mais novo, Diego. Aos poucos foram chegando levas de SSs
, uns vieram montado nelas para o Curso, outros vieram para o track day e outros ainda despacharam suas motos num pequeno caminhão baú, caso de uma turma de Juiz de Fora de cerca de seis interessados que vieram para fazer o curso.
Dinheiro naquele ambiente não era problema a julgar pela profusão de novas SS, em grande parte, de anos recentes. Um dos nossos colegas "pobres" contava que acabara de regressar dos EUA onde havia assistido a etapa de Indianapolis de MotoGP e comprado alguns acessoriozinhos ( muito interessantes, por sinal ) para sua SRAD. Um que gostei ( e não fotografei
) foi um protetor da tampa inferior do motor que aparentava ser em fibra de carbono, e é de suma importância pra rodar em pista.
Bate e papo rolando solto até que são chamados para o curso em local fechado parte do grupo. Ficam na pista e boxes a maioria dos presentes, o pessoal de apoio da RS1 ( que montou um stand ) e o fotógrafos e o filmador ( não sei ao certo se contratado pelo Rubens ou pelo Proprietário do Megaspace, o ex- prefeito Calixto ).
No meio da manhã para minha surpresa, chega o Marcelo "Cowan", piloto um pouco mais velho do que eu e ex-piloto de motocross da minha época ( só velharia
, alguém se lembra aí do Nivanor Bernardi e Moronguinho em nível nacional e do Claudinho Assunção em Minas? ). Esse cara promete, pois reúne know-how de quem tem longa prática no off-road e muita sobra de tempo ($$)
. E já vem rapidamente mostrando resultados com sua modesta Ducati 1098
no Paulista de Motovelocidade.
Essa é dedicada ao OL. Vocês precisam ver ela rodando, que "suavidade" transmite ( falsa, é claro, pois é um monstro de força e de tempos baixos! Lembra o som do motor daquela Britten )

Detalhes dos Termignoni recém colocados ( pobreza!
)

E Minas vem surpreendentemente escondendo leite, pois subitamente alguns resolveram dar as caras. Essa moto é do Helder, colega do Marcelo e proprietário de lojas da franquia Burguer King, e que gastou alguns milhares de dólares nessa belezura. Tem centralina fuçada, suspensões Ohlins e um punhado de gracinhas.

Olha mais essa que feia, não!?

Pela ordem, vamos descendo na escala social para a classe média mendiga representada pelo Pablo, Diego e eu. Ainda assim não fazemos feio às vezes; olha a H6 como estava bacana especialmente tendo como pano de fundo meu Sandero!
Foi do Diego e acabou de ser vendida ao Glauco outro colega nosso. Foi essa moto que tomei de empréstimo pra fazer algumas voltas na pista e desenferrujar os braços.

Olha que bela seção lateral-traseira com pedaleira Vortex e pneus Corsa III judiados da etapa de Brasília.
Rodei com ela em outras ocasiões, então já estava ambientado à motoca. Dessa vez achei-a desajustada para o traçado fechado do Megaspace, pois ainda estava com a relação de transmissão utilizada para o autódromo de Brasília. Resultado, ficou chocha em alguns lugares da pista. :( Afora isso continua sendo uma opção e tanto para quem queira se dedicar a ficar rodando nas pistas. Barata em leilões, peças de fácil ajuste, boa ciclística e por aí vai ( só não pode subir na Srad 1000 logo em seguida, que a brochada vem com força!

Essa aqui já é a Srad 1000 2008(!) do Pablo. Não se deixem enganar pela carenagem de terceira. Ele tinha uma carenagem Top que pertenceu ao Philippe Thiriet, da qual se desfez. Estava até lá noutra Srad 1000 do colega Luciano de Monlevade ( que aliás andou direitinho, embora sem ser excepcional ).

Vista de outro ângulo, não menos mendigo mas com destaque para o conjunto de freios e os pneus já acariciados

Lá pelas tantas resolvi dar uma de cara-dura e pedir a moto do Glauco emprestada. A intenção era um uso conservador ( jurei de pés juntos para ele e para mim que não faria nada demais; só pra descontrair e fazer parte da festa ). Já havia me prevenido e levado o que sobrou do meu vestuário motociclístico, se é que isso pode ser chamado de coisa semelhante. Acho até que inovei e lancei moda nova, "jaspion despojado" ou "motoqueiro selvaagem" ou ainda "versão brasileira do Ghost Rider"
. Atentem para a gola da jaqueta de couro argentino. Só indo numas dessas pra rir pra caraio!
Fico aguardando contribuições do cartoonista diniz para melhores definições da moda primavera-verão.

Mostrando um pouco da ação flagrei o Marcelo "Cowan" em sua modesta Ducati na tomada de curva do final da reta: gostei do estilo!

Aqui um punhado motos presentes ao evento. Tinha uma ZX10 verde 2009 com cotoco que estava um negócio! Pena que o piloto não estava à altura...
Não era essa aí da foto não.

Essa aqui é bem meu tesão: ZX14 negra. Quem já acelerou uma dessas sabe porque...

A CBR 1000, pra mim, passa despercebido.
Movimentação nos boxes. Ao fundo o tal caminhão baú que trouxe as motos de Juiz de Fora. A galera de lá disse que a Rio-Juiz de Fora tá um tapete! Já era, na minha opinião, a melhor pista do Brasil pra SS, imaginem como não está?! Só que o que eles disseram, e que me causou surpresa, é que a consciência do perigo está maior e daí, portanto, a idéia do curso. Aliás, escutei isso da boca de vários dos aprendizes que ali estavam, do interior ou de BH. Uma sucessão de acidentes e mortes contribuíram para isso. Especialmente meu acidente em 2005, a morte do Júlio, melhor amigo do Pablo, meses depois, e outros acidentes com os colegas mais chegados, parecem ter ajudado a mudar a concepção do mineiro sobre a condução das SS. E pensar que falar nisso em 2003 era fazer discurso ao vento, nem autódromo havia, quanto menos colegas jaspions. :(

Essa eu não podia deixar de registrar: o irmão mais novo do Pablo ( são dois ) correu usando essa luva que pertenceu a mim até o fatídico acidente na BR040 indo para a Estrada Real. É impressionante a durabilidade dessa luva da Alpine, sabendo que ela deslizou com a palma da mão uns 30 mts, pelo menos, no asfalto ( antes de continuar ralando mo minério ).

Pra fechar esse que vos fala, não na melhor forma física, já que dando pela ausência de cabelos frontais ( faltou um photoshop, afinal o dia estava claro demais...
).
Esse sujeito ao lado, fazendo pose de galã de cinema em dia de autógrafos
, é o gente boníssima Diego, que aliás me prestou os primeiros socorros em meu acidente e talvez tenha salvo minha vida ( não mexeu em meu pescoço, nem em meu corpo, e impediu que o fizessem, graças a Deus! A coluna estava já fraturada!
).

Estive também com o "pequeno" Baeta que parece não ter encerrado a fase de crescimento da adolescência
. Deu as caras com a sua valente SM e empurrou um punhado de marmanjos nas curvas fechadas do Megaspace. Presente também o BHT que a princípio não reconheci pois me chamava de André o tempo todo.
Ficou desse breve retorno à pista a sensação de que mudei e preciso de algo mais civlizado para o uso urbano, cotidiano. Talvez algo versátil como uma B12S ou uma Fazer 600 S pra fazer o dever de casa: trabalho, algumas viagens e uma voltinha na pista sem compromisso.
Se for reviver mais de perto a velocidade, precisaria, sem titubear, de alguma coisa com cavalaria da Srad 750 pra cima, algo que cause gosto renovado de pilotar, explosão, e não essas maquininhas de costura de no máximo 120 hp.
Mas e o tempo ($$$) e as outras coisas que gostamos de fazer com uma moto, às vezes na companhia da patroa ou de amigos?
Vou pensando com calma...
Abrass!
Estava milagrosamente com o sábado livre e me aproveitei disso para ser uns dos primeiros a chegar. 8 e 20 h encostei meu carro (com minha bicicleta presa ao Transbike) nos boxes. Quinze minutos depois chegariam o Pablo e seu irmão mais novo, Diego. Aos poucos foram chegando levas de SSs
Dinheiro naquele ambiente não era problema a julgar pela profusão de novas SS, em grande parte, de anos recentes. Um dos nossos colegas "pobres" contava que acabara de regressar dos EUA onde havia assistido a etapa de Indianapolis de MotoGP e comprado alguns acessoriozinhos ( muito interessantes, por sinal ) para sua SRAD. Um que gostei ( e não fotografei
Bate e papo rolando solto até que são chamados para o curso em local fechado parte do grupo. Ficam na pista e boxes a maioria dos presentes, o pessoal de apoio da RS1 ( que montou um stand ) e o fotógrafos e o filmador ( não sei ao certo se contratado pelo Rubens ou pelo Proprietário do Megaspace, o ex- prefeito Calixto ).
No meio da manhã para minha surpresa, chega o Marcelo "Cowan", piloto um pouco mais velho do que eu e ex-piloto de motocross da minha época ( só velharia
Essa é dedicada ao OL. Vocês precisam ver ela rodando, que "suavidade" transmite ( falsa, é claro, pois é um monstro de força e de tempos baixos! Lembra o som do motor daquela Britten )

Detalhes dos Termignoni recém colocados ( pobreza!

E Minas vem surpreendentemente escondendo leite, pois subitamente alguns resolveram dar as caras. Essa moto é do Helder, colega do Marcelo e proprietário de lojas da franquia Burguer King, e que gastou alguns milhares de dólares nessa belezura. Tem centralina fuçada, suspensões Ohlins e um punhado de gracinhas.

Olha mais essa que feia, não!?

Pela ordem, vamos descendo na escala social para a classe média mendiga representada pelo Pablo, Diego e eu. Ainda assim não fazemos feio às vezes; olha a H6 como estava bacana especialmente tendo como pano de fundo meu Sandero!

Olha que bela seção lateral-traseira com pedaleira Vortex e pneus Corsa III judiados da etapa de Brasília.
Rodei com ela em outras ocasiões, então já estava ambientado à motoca. Dessa vez achei-a desajustada para o traçado fechado do Megaspace, pois ainda estava com a relação de transmissão utilizada para o autódromo de Brasília. Resultado, ficou chocha em alguns lugares da pista. :( Afora isso continua sendo uma opção e tanto para quem queira se dedicar a ficar rodando nas pistas. Barata em leilões, peças de fácil ajuste, boa ciclística e por aí vai ( só não pode subir na Srad 1000 logo em seguida, que a brochada vem com força!

Essa aqui já é a Srad 1000 2008(!) do Pablo. Não se deixem enganar pela carenagem de terceira. Ele tinha uma carenagem Top que pertenceu ao Philippe Thiriet, da qual se desfez. Estava até lá noutra Srad 1000 do colega Luciano de Monlevade ( que aliás andou direitinho, embora sem ser excepcional ).

Vista de outro ângulo, não menos mendigo mas com destaque para o conjunto de freios e os pneus já acariciados

Lá pelas tantas resolvi dar uma de cara-dura e pedir a moto do Glauco emprestada. A intenção era um uso conservador ( jurei de pés juntos para ele e para mim que não faria nada demais; só pra descontrair e fazer parte da festa ). Já havia me prevenido e levado o que sobrou do meu vestuário motociclístico, se é que isso pode ser chamado de coisa semelhante. Acho até que inovei e lancei moda nova, "jaspion despojado" ou "motoqueiro selvaagem" ou ainda "versão brasileira do Ghost Rider"
Fico aguardando contribuições do cartoonista diniz para melhores definições da moda primavera-verão.

Mostrando um pouco da ação flagrei o Marcelo "Cowan" em sua modesta Ducati na tomada de curva do final da reta: gostei do estilo!

Aqui um punhado motos presentes ao evento. Tinha uma ZX10 verde 2009 com cotoco que estava um negócio! Pena que o piloto não estava à altura...

Essa aqui é bem meu tesão: ZX14 negra. Quem já acelerou uma dessas sabe porque...

A CBR 1000, pra mim, passa despercebido.
Movimentação nos boxes. Ao fundo o tal caminhão baú que trouxe as motos de Juiz de Fora. A galera de lá disse que a Rio-Juiz de Fora tá um tapete! Já era, na minha opinião, a melhor pista do Brasil pra SS, imaginem como não está?! Só que o que eles disseram, e que me causou surpresa, é que a consciência do perigo está maior e daí, portanto, a idéia do curso. Aliás, escutei isso da boca de vários dos aprendizes que ali estavam, do interior ou de BH. Uma sucessão de acidentes e mortes contribuíram para isso. Especialmente meu acidente em 2005, a morte do Júlio, melhor amigo do Pablo, meses depois, e outros acidentes com os colegas mais chegados, parecem ter ajudado a mudar a concepção do mineiro sobre a condução das SS. E pensar que falar nisso em 2003 era fazer discurso ao vento, nem autódromo havia, quanto menos colegas jaspions. :(

Essa eu não podia deixar de registrar: o irmão mais novo do Pablo ( são dois ) correu usando essa luva que pertenceu a mim até o fatídico acidente na BR040 indo para a Estrada Real. É impressionante a durabilidade dessa luva da Alpine, sabendo que ela deslizou com a palma da mão uns 30 mts, pelo menos, no asfalto ( antes de continuar ralando mo minério ).

Pra fechar esse que vos fala, não na melhor forma física, já que dando pela ausência de cabelos frontais ( faltou um photoshop, afinal o dia estava claro demais...
Esse sujeito ao lado, fazendo pose de galã de cinema em dia de autógrafos

Estive também com o "pequeno" Baeta que parece não ter encerrado a fase de crescimento da adolescência
Ficou desse breve retorno à pista a sensação de que mudei e preciso de algo mais civlizado para o uso urbano, cotidiano. Talvez algo versátil como uma B12S ou uma Fazer 600 S pra fazer o dever de casa: trabalho, algumas viagens e uma voltinha na pista sem compromisso.
Se for reviver mais de perto a velocidade, precisaria, sem titubear, de alguma coisa com cavalaria da Srad 750 pra cima, algo que cause gosto renovado de pilotar, explosão, e não essas maquininhas de costura de no máximo 120 hp.
Vou pensando com calma...
Abrass!


