Pilotando na chuva
Enviado: 13 Set 2009, 16:06
Nesse último findi do feriado de 7 de setembro dei uma chegada relâmpago em Brasília. Fui sexta de aerobus, aproveitei pra conhecer meu primeiro sobrinho, mas sábado de manhã já estava na estrada trazendo a GS500 de volta pra Porto Alegre. O fato de ter ficado a maior parte do tempo parada na garagem do pai deve ter sido a causa de algumas falhas na alimentação durante a viagem, principalmente nos 2 primeiros dias. Ocorria geralmente quando atingia os 140km/h. Nas 2 primeiras vezes cheguei a parar no acostamento, mas depois peguei a manha, era só diminuir pra 80 ou 100km/h e dar umas aliviadas, soltando o acelerador, e a alimentação normalizava. Também percebi que mantendo em 120/h o problema praticamente não ocorria. No 2o. dia botei um Badahl no tanque e melhorou, no 3o. dia quase não senti o problema. Durante a viagem acho que o problema deve ter ocorrido umas 10 vezes.
A previsão era de bastante chuva em quase todo o trajeto, mas nos 2 primeiros dias até foi pouca chuva, menos de 1h em cada dia. A GS está com um BT45 atrás, e desde que o coloquei comecei a sentir uma fácil tendência de escorregar a traseira, leve e gradual no seco, mas bem forte no molhado. Sentia bem mais confiança antes no Sport Demon. Então por causa disso comecei a experimentar um pêndulo diferente, com o objetivo de manter a moto o mais vertical possível. Para fazer isso, meio que intuitivamente comecei a botar o tronco o máximo possível para dentro da curva, e ao mesmo tempo mantendo o guidão o máximo possível distante do tronco, ficando com o braço de fora quase esticado. Dentre as figuras abaixo, seria parecido com a última posição, sentado no banco, mas com o tronco mais inclinado e a moto menos inclinada. Não sei o quanto isso diminuiu a inclinação da moto nas curvas, mesmo sem mover o quadril, mas tive a impressão de a moto estar muito mais na vertical, e com certeza me deu muito mais confiança nas curvas.

Ao entrar no RS, além de a chuva ter aumentado, as curvas foram ficando cada vez mais fechadas. Foi então que a brincadeira foi ficando cada vez mais divertida. Comecei também a usar mais o quadril junto com o tronco para dentro da curva, agora sim usando uma posição bem parecida com a terceira foto da figura, talvez com o tronco até um pouco mais projetado para longe da moto (antes nos pêndulos usava uma posição mais parecida com a da 4a. foto, com o tronco mais próximo à moto). Nas aprocimações de curva, redução de marchas e freio traseiro, as vezes até já dentro da curva, claro, muito de leve. Freio dianteiro, quase nunca, só quando em linha reta e apenas complementando a frenagem traseira. Fiquei impressionado mesmo com a facilidade com que fazia as curvas, as vezes sentindo o pneu traseiro perdendo a aderência, literalmente sambando nas reacelerações, mas parecia totalmente controlável. Era curioso, pois ao mesmo tempo que sabia que estava mais rápido do que de costume na chuva, e sabendo dos riscos disso, me sentia mais confortável do que em outras vezes que pilotei na serra com chuva. Na verdade sempre gostei de pilotar na chuva, mas nunca tinha me divertido tanto gerenciando a falta de aderência e o medo inerentes.
Ironicamente na estrada foi tudo tranquilo, sem sustos, mas no trecho urbano de Caxias quase tomei um belo capote, e nem estava chovendo no momento, embora a pista estivesse meio molhada e suja. Num dos semáforos do trecho urbano da BR, num leve declive, o sinal fechou e quando fui diminuir senti como se a moto disparasse deslizando, descontrolada. Não sei se foi óleo, não foi sensação de travamento de roda, a moto parecia completamente solta, sem sofrer ação alguma do motor, parecia até que estava no neutro. Náo sei como consegui controlar, a moto foi indo a uns 30 km/h entre o meio-fio e os carros, o asfalto era bem irregular e a moto balançou muito. Passei por uma fila de uns 5 carros dessa forma, e ao passá-los fui dando leves toques no freio traseiro, conseguindo parar uns 7m depois do último carro, exatamente embaixo do semáforo vermelho. Putz... que alívio!
Apesar do cagaço, realizei que aquilo foi algum fato isolado, não causado por imprudência minha, então consegui eliminar o medo no restante do trajeto e continuei pilotando como estava antes. Odeio dirigir ou pilotar com medo, foi sempre nesses momentos em que fiz alguma cagada. Chegando na Grande Porto Alegre, da elevadas de São Leopoldo vi uma formação de núvens sobre Canoas e Porto Alegre que parecia um grande pelego cinza, tava feio mesmo o tempo. No outro dia fui ver as notícias de que até tornados andaram castigando a Argentina, e depois também SC. Falando nisso, acho que ao sul de Lages, vi uns ventos que me deixaram curioso, pois via a chuva um pouco adiante inclinada pra esquerda, enquanto a vegetação na beira da estrada estava pra direita... ventos circulares???
Mas enfim, queria compartilhar com vocês o lance da pilotagem, talvez para alguns foi só "chover no molhado", mas para mim foi um "breaking point", e achei essa postura de pêndulo bem mais eficaz, não só no molhado mas também no seco.
A previsão era de bastante chuva em quase todo o trajeto, mas nos 2 primeiros dias até foi pouca chuva, menos de 1h em cada dia. A GS está com um BT45 atrás, e desde que o coloquei comecei a sentir uma fácil tendência de escorregar a traseira, leve e gradual no seco, mas bem forte no molhado. Sentia bem mais confiança antes no Sport Demon. Então por causa disso comecei a experimentar um pêndulo diferente, com o objetivo de manter a moto o mais vertical possível. Para fazer isso, meio que intuitivamente comecei a botar o tronco o máximo possível para dentro da curva, e ao mesmo tempo mantendo o guidão o máximo possível distante do tronco, ficando com o braço de fora quase esticado. Dentre as figuras abaixo, seria parecido com a última posição, sentado no banco, mas com o tronco mais inclinado e a moto menos inclinada. Não sei o quanto isso diminuiu a inclinação da moto nas curvas, mesmo sem mover o quadril, mas tive a impressão de a moto estar muito mais na vertical, e com certeza me deu muito mais confiança nas curvas.

Ao entrar no RS, além de a chuva ter aumentado, as curvas foram ficando cada vez mais fechadas. Foi então que a brincadeira foi ficando cada vez mais divertida. Comecei também a usar mais o quadril junto com o tronco para dentro da curva, agora sim usando uma posição bem parecida com a terceira foto da figura, talvez com o tronco até um pouco mais projetado para longe da moto (antes nos pêndulos usava uma posição mais parecida com a da 4a. foto, com o tronco mais próximo à moto). Nas aprocimações de curva, redução de marchas e freio traseiro, as vezes até já dentro da curva, claro, muito de leve. Freio dianteiro, quase nunca, só quando em linha reta e apenas complementando a frenagem traseira. Fiquei impressionado mesmo com a facilidade com que fazia as curvas, as vezes sentindo o pneu traseiro perdendo a aderência, literalmente sambando nas reacelerações, mas parecia totalmente controlável. Era curioso, pois ao mesmo tempo que sabia que estava mais rápido do que de costume na chuva, e sabendo dos riscos disso, me sentia mais confortável do que em outras vezes que pilotei na serra com chuva. Na verdade sempre gostei de pilotar na chuva, mas nunca tinha me divertido tanto gerenciando a falta de aderência e o medo inerentes.
Ironicamente na estrada foi tudo tranquilo, sem sustos, mas no trecho urbano de Caxias quase tomei um belo capote, e nem estava chovendo no momento, embora a pista estivesse meio molhada e suja. Num dos semáforos do trecho urbano da BR, num leve declive, o sinal fechou e quando fui diminuir senti como se a moto disparasse deslizando, descontrolada. Não sei se foi óleo, não foi sensação de travamento de roda, a moto parecia completamente solta, sem sofrer ação alguma do motor, parecia até que estava no neutro. Náo sei como consegui controlar, a moto foi indo a uns 30 km/h entre o meio-fio e os carros, o asfalto era bem irregular e a moto balançou muito. Passei por uma fila de uns 5 carros dessa forma, e ao passá-los fui dando leves toques no freio traseiro, conseguindo parar uns 7m depois do último carro, exatamente embaixo do semáforo vermelho. Putz... que alívio!
Apesar do cagaço, realizei que aquilo foi algum fato isolado, não causado por imprudência minha, então consegui eliminar o medo no restante do trajeto e continuei pilotando como estava antes. Odeio dirigir ou pilotar com medo, foi sempre nesses momentos em que fiz alguma cagada. Chegando na Grande Porto Alegre, da elevadas de São Leopoldo vi uma formação de núvens sobre Canoas e Porto Alegre que parecia um grande pelego cinza, tava feio mesmo o tempo. No outro dia fui ver as notícias de que até tornados andaram castigando a Argentina, e depois também SC. Falando nisso, acho que ao sul de Lages, vi uns ventos que me deixaram curioso, pois via a chuva um pouco adiante inclinada pra esquerda, enquanto a vegetação na beira da estrada estava pra direita... ventos circulares???
Mas enfim, queria compartilhar com vocês o lance da pilotagem, talvez para alguns foi só "chover no molhado", mas para mim foi um "breaking point", e achei essa postura de pêndulo bem mais eficaz, não só no molhado mas também no seco.