Entrando nessa questão de aditivo de óleo...que prometem as mil maravilhas
Há n marcas q prometem n maravilhas.....engraçado q não se utiliza isso na F1 ou mesmo nas fábricas...
Os aditivos “de reforço” do óleo basicamente prometem menor atrito entre as partes móveis, criar um filme que adere às peças metálicas e sempre as proteja; reduzir consumo de combustível; aumento de potência do motor e, acreditem ou não..até mesmo rodar sem óleo....
Como se dá essa mágica? O q estou querendo comprar faz isso mesmo?
Basicamente tem 3 tipos de aditivos no mercado:
Zincados e similares – o mais famoso é o militec
Teflonados (PTFE)- autoplast
Molibdêmio – molykote
Citei estas marcas pqsão as que mais são questionadas nos fóruns..O bardahl B-12 não sei exatamente em qual “categoria” se encaixa, mas sua linha de ação é minimizar a contaminação química ....com já discutimos no tópico sobre formação de borra, essa função é melhor realizada por óleos sintéticos
Mais pra frente a gente entra na “idoneidade” de uns e outros...mas por enquanto vamos pensar no processo
Zincados...podem ser também à base de níquel ou Cromo..
A promessa desses aditivos á aderir a outras superfícies, formando ligas metálicas e até mesmo preenchendo folgas e trincas.
O processo prometido é basicamente: jogue o produto no óleo e com o calor das peças móveis ele grudará nas sua speças metálicas para protegê-las.
Isso funciona bem assim? Se tal produto vai aderir à superfícies metálicas, então ele irá aderir a tudo....não só à cabeça dos pistões e camisas, como também às paredes dos dutos de óleo....o resultado disso seria a redução do fluxo de óleo.....e sabemos com a vazão (fluxo) é importantíssima pra evitar a formação de borra..
Entraria uma contradição a isso...se as ligas se formam a temperaturas tão “comuns” como a que vc tem no funcionamento normal do motor, então vc terá a mesma temperatura várias vezes e pq este material não se desprenderá? Ele foi tão bem ensinado a ponto de se negar a fazer o caminho inverso?
Ah..mas uma vez formada uma liga, desfazê-la não é fácil...então vc terá para todo o sempre um menor fluxo de óleo nos locais onde esta liga se formou?????
A alternativa a este processo é “assar” as peças com o produto antes da montagem do motor....levo o pistão besuntado de aditivo, coloco no meu forno caseiro (sim, prometem a temps de 250oC) e terei a peça perfeita pro resto da vida....
Concordo q seja possível a formação de uma liga metálica, mas acredite, esta “capa” será desfeita com o atrito após uns poucos mkms....seria talvez interessante num motor recém-retificado....agora..se será realmente vantajoso, não se pode dizer sem avaliar de verdade
Teflonados....o ovo de colombo...um marea turbo tem seus pistões teflonados pra reduzir o atrito
A proposta é simples: em vez de colocar um jogo de pistões forjados que agüenta tomar porrada (um Mike Tyson que agüenta porrada na cabeça até dizer chega e não cai), eu uso um pistão q me proporciona menor atrito....uso o Bruce Lee, Chuck Norris ou o Jackie Chan que vai desviar de todos os golpes q o adversário der e não vai tomar nenhuma porrada
Esse processo é comprovado sim...mas temos uma questão que foi esquecida....
Teflon é um anti-aderente....ele não adere...e pra ter tal benefício eu tenho q forçar este teflon a grudar (aderir) numa peça metálica
Pro teflon aderir a um pistão, uma panela de cozinha ou o que quer que seja, não é algo tão simples....
Ele adere sob determinada condição de temperatura, pressão física sobre a peça, tempo de cura e se usa um “catalisador químico” pra q ele possa aderir...
Um processo industrial q eu não acredito q consiga ser reproduzido unicamente com o roça-roça das peças...logo...esse PTFE será um elemento q ficará “voando” junto com o óleo e não irá aderir nas peças
Molibdêmio: é um componente mineral....vc o extrai de pedras...ao que parece foi descoberto por acaso durante a 2ª por um oficial q percebeu q colocando aquelas pedrinhas entre as lagartas elas não quebravam tanto nos solos arenosos
Pegando este “caldo de pedra” e o colocando entre as peças móveis , eu terei redução de atrito.
Na questão teoria, sem dúvida que os aditivos que seguem este princípio tem melhor capacidade de convencimento...
Bom...agora entram as “manhas” do mercado
Não convém citar qual o produto, mas presenciei numa automec a demonstração de como o produto reduzia atrito:
Basicamente um rolo de ferro e uma 2ª peça metálica q serviria de freio
Colocava-se óleo “comum” entre as 2 e o movimento cessava rapidinho
Quando se usava o tal aditivo....não cessava....ficava girando muito mais tempo...o freio não fazia muito efeito...
Quer prova mais irrefutável que esta de q o maldito reduz atrito?
Bem...um senhor de idade bem avançada, dono de uma metalúrgica aqui em SP que trabalhei mostrou pra gente como aquela mágica ocorria
Em vez do óleo “comum”, usava-se fluído de corte....um líquido grosso q vc força circular durante o corte de algumas chapas de aço para fabricar serras de corte...
Um material q tem uma única função: resfriar um disco de corte...vc vê isso sendo feitos por pedreiros com uma garrafa d´água quando fazem corte de pedras com makita....
Aquilo não reduz atrito....apenas resfria..mau cumpre o papel de dissipar o calor que um óleo deveria ...logo...posso ter o quanto quiser desse fluido de freio q nunca irá freiar....
No momento q coloquei o aditivo de óleo, eu tenho um material q realmente faz o papel de óleo....o resultado será óbvio
Mas será q os caras fizeram isso mesmo? Pq tinha atrás do stand varias latinhas de fluido de corte de uma marca chamada quimatic no 2?????
Se tal empresa usa este “artifício” pra promover seu produto, pq eu não pensaria q ela no mínimo não confia no seu produto?
Há outro caso engraçado, de um desses produtos:
Dizia ter sido aprovado pela marinha americana e mostrava vários benefícios...
Uma publicação correu atrás disso....e descobriram que existia um pedido de compra da marinha americanas..uma N.F. de compra destes produto numa quantidade grande pra uma pessoa física, mas irrisória pra alguém que o utiliza em escala...algo em torno de 25 frascos (cada um tem menos de 500ml) que foram utilizados para teste
Consultada...a marinha americana informou que comprou sim tal quantidade e que o objetivo era testar os benefícios do produto...mas que nunca emitira qualquer laudo....e o objetivo da compra era medir os benefícios de manutenção e destravamento de mecanismos de armas de fogo, um benefício que este produto oferece...
NENHUMA recomendação, laudo ou elogio ao produto, apenas a informação de que compramos caixas para teste e verificação....
Outro revés deste produto, atestado pela mesma publicação (não tenho a matéria comigo)...o produto foi testado em um toyota celica, um cortador de gramas e um 3º motor que não me lembro qual e o que o usava:
Resultados: redução expressiva de decibéis emitidos pelo cortador de grama
Fora isso? Nada conclusivo...o motor do celica não ganhou potência e após uma km padrão simulada em bancada, teve a medição de limalha de ferro no óleo sem variação ao que teve usando apenas óleo
O fabricante então disse que a revista não testou direito, que a metodologia estava errada, isso e aquilo
A revista então chamou para um 2 teste, desta vez acompanhada dos técnicos do fabricante....e este nunca sequer respondeu às cartas d revista que publicou as cartas registradas enviadas ao fabricante solicitando amostras pro teste e acompanhamento de algum responsável...fugiram do teste...
teria alguma relação com os resultados obtidos no teste da motor show?
Alguns testes realizados!
http://www.fiestahp.com.br/Dicas/desemp ... cacoes.htm
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