MT-03 - primeiras impressões
Enviado: 23 Jun 2009, 16:44
Peguei-a 0Km no final de março. Penduricalhos que instalei: lâmpada Philips 5.000K (esta aí do avatar), frisos refletivos nas rodas, afastador de alforjes e antena corta-cerol (obrigatória aqui em Floripa). Depois de 3 meses e 2.500Km rodados, deixo aqui minhas impressões sobre a máquina para o engrandecimento da cultura motoqueirística do M@D. 
Não dá para negar que o primeiro chamariz da motoca é o visual. Ao vivo tem muita personalidade. Não tem como ficar indiferente, é amor ou ódio. Não é grande mas é encorpada, "troncuda", agressiva, parece chamar para briga.
No primeiro butt-drive encontrei uma posição muito boa para mim (1,73m, 79Kg), bem encaixado na moto (banco bem mais baixo que o guidão), levemente inclinado para a frente, joelhos encaixando bem no tanque. Um test-drive numa usada (antes de encomendar a 0Km) confirmou a boa posição. Dá para dividir bem o peso entre pernas/bunda/braços.
O banco tem dois andares - na verdade, são dois bancos separados. O do piloto é duro e grande (ui!), no formato de um selim de bicicleta. Tem que variar bastante a posição em cima dele pra não amortecer as partes baixas. Na cidade ando bem pra frente, grudado no tanque, pra ter mais agilidade. Na estrada, escorrego pra trás, até encostar no banco do carona (que funciona como um razoável apoio lombar) pra ficar mais inclinado e desviar do vento. O banco do carona é menor mas mais macio. Comentei sobre almofadas de gel com minha mulher (que viaja comigo) mas ela disse que por ela não precisa. O carona vai sentado mais alto, é bom para diminuir as capacetadas e pro carona poder aproveitar a vista eheh.
Na cidade é uma maravilha. A posição supermoto (bem encaixada, guidão com bastante alavanca, entre-eixos curto) e a ignorância de torque/freios deixam ela com muita agilidade. É "point and shoot": percebeu um espacinho, é só apontar que ela vai sozinha, parece telepatia. Minha ferrugem de anos no MSM e meu juízo não me deixam nem chegar perto dos limites da motoca. Não gosta de andar abaixo dos 3.000 giros, até vai mas fica dando uns tranquinhos na corrente. Abaixo dos 2.000 nem pensar. Acima dos 3.000 não importa a marcha, é torcer o cabo e o coice vem grande. Nas arrancadas fortes, 1ª-2ª-3ª marcha, nem dá tempo de voltar o pé pra pedaleira - assim que a bota toca na pedaleira o motor já está esbarrando no limitador de giro (7.500rpm, infelizmente) e está na hora de voltar pro câmbio. O freio da frente é MUITO forte e bem modulável, só não leva 10 pois não tem ABS. O de trás é o mesmo da XTzona, dá pro gasto (freio de trás é só pra manobra mesmo eheh). Faço 18Km/l aqui em Floripa.
Na estrada é uma big single (dããã! eheh). Pró de ser uma big single: a 5ª é um câmbio automático acima dos 3.000 giros (70Km/h). Pode vir morro, ultrapassagem, estar vazia ou carregada, o que for, só troca de marcha se quiser. Contra: vvviiibbbbrrraaaçççãããooo. Mas só é crítica em alguns pontos entre 4.000 (93 Km/h em 5ª) e 5.000 giros (115 Km/h em 5ª), acima ou abaixo disto diminui bastante. Faz curva que é uma demônia. É só olhar pra curva e ela faz sozinha. Passei a fugir da BR 101 (looongas retas, várias pistas, estilo estradas paulistas), sempre que possível desvio por estradinhas paralelas, sem trânsito e cheias de curvas. Já descobri um monte de estradinhas novas nas redondezas eheh. Faço 20Km/l a 100Km/h, 18Km/l a 140Km/h, sempre com mulher & alforjes.
"Quanto dá": 170Km/h a 7.500 giros em 5ª. Quem segura é o limitador de giros, não a resistência aerodinâmica (como seria normal). Ou seja, a última marcha poderia ser mais longa, temos um problema de escalonamento de marchas aí - OUVIU, DONA YAMAHA???
Com uma última marcha mais longa, na MT teríamos um pouco mais de final e um pouco menos giros para uma determinada velocidade de cruzeiro.
No mais: os pipocos do sistema de indução de ar do escapamento nas reduções (também presentes na XTzona) são uma delícia, lembram os Maverick V8. O painel fica muito bonito de noite. Suspensões quase sem regulagem (só o preload da traseira) mas com bom compromisso entre conforto e estabilidade - pego um trechinho de calçamento pra chegar em casa e não incomoda nada, e já peguei ondulações brabas no meio de curvas na estrada e a motoca manteve a tangente direitinho. Achei que os Pirelli Scorpion Sync alemães (90% on / 10% off, os mesmos da Ulysses) iriam comprometer no asfalto, mas que nada, pode deitar até o juízo dizer "CHEGA!"
Fotinho da motoca vestida pra viagem, na estrada semana passada:

Resumindo, é uma baita duma street fighter que encara uma viagem na boa. Não sei de onde a Yamaha tirou aquela babaquice de "roadster motard". No geral,
pra MT.
Era isto. Que venham os comentários, as críticas, as declarações de amor, os xingamentos, os "que burro, com um pouquinho a mais (R$8.000!) pegava uma 4 canecos"
Não dá para negar que o primeiro chamariz da motoca é o visual. Ao vivo tem muita personalidade. Não tem como ficar indiferente, é amor ou ódio. Não é grande mas é encorpada, "troncuda", agressiva, parece chamar para briga.
No primeiro butt-drive encontrei uma posição muito boa para mim (1,73m, 79Kg), bem encaixado na moto (banco bem mais baixo que o guidão), levemente inclinado para a frente, joelhos encaixando bem no tanque. Um test-drive numa usada (antes de encomendar a 0Km) confirmou a boa posição. Dá para dividir bem o peso entre pernas/bunda/braços.
O banco tem dois andares - na verdade, são dois bancos separados. O do piloto é duro e grande (ui!), no formato de um selim de bicicleta. Tem que variar bastante a posição em cima dele pra não amortecer as partes baixas. Na cidade ando bem pra frente, grudado no tanque, pra ter mais agilidade. Na estrada, escorrego pra trás, até encostar no banco do carona (que funciona como um razoável apoio lombar) pra ficar mais inclinado e desviar do vento. O banco do carona é menor mas mais macio. Comentei sobre almofadas de gel com minha mulher (que viaja comigo) mas ela disse que por ela não precisa. O carona vai sentado mais alto, é bom para diminuir as capacetadas e pro carona poder aproveitar a vista eheh.
Na cidade é uma maravilha. A posição supermoto (bem encaixada, guidão com bastante alavanca, entre-eixos curto) e a ignorância de torque/freios deixam ela com muita agilidade. É "point and shoot": percebeu um espacinho, é só apontar que ela vai sozinha, parece telepatia. Minha ferrugem de anos no MSM e meu juízo não me deixam nem chegar perto dos limites da motoca. Não gosta de andar abaixo dos 3.000 giros, até vai mas fica dando uns tranquinhos na corrente. Abaixo dos 2.000 nem pensar. Acima dos 3.000 não importa a marcha, é torcer o cabo e o coice vem grande. Nas arrancadas fortes, 1ª-2ª-3ª marcha, nem dá tempo de voltar o pé pra pedaleira - assim que a bota toca na pedaleira o motor já está esbarrando no limitador de giro (7.500rpm, infelizmente) e está na hora de voltar pro câmbio. O freio da frente é MUITO forte e bem modulável, só não leva 10 pois não tem ABS. O de trás é o mesmo da XTzona, dá pro gasto (freio de trás é só pra manobra mesmo eheh). Faço 18Km/l aqui em Floripa.
Na estrada é uma big single (dããã! eheh). Pró de ser uma big single: a 5ª é um câmbio automático acima dos 3.000 giros (70Km/h). Pode vir morro, ultrapassagem, estar vazia ou carregada, o que for, só troca de marcha se quiser. Contra: vvviiibbbbrrraaaçççãããooo. Mas só é crítica em alguns pontos entre 4.000 (93 Km/h em 5ª) e 5.000 giros (115 Km/h em 5ª), acima ou abaixo disto diminui bastante. Faz curva que é uma demônia. É só olhar pra curva e ela faz sozinha. Passei a fugir da BR 101 (looongas retas, várias pistas, estilo estradas paulistas), sempre que possível desvio por estradinhas paralelas, sem trânsito e cheias de curvas. Já descobri um monte de estradinhas novas nas redondezas eheh. Faço 20Km/l a 100Km/h, 18Km/l a 140Km/h, sempre com mulher & alforjes.
"Quanto dá": 170Km/h a 7.500 giros em 5ª. Quem segura é o limitador de giros, não a resistência aerodinâmica (como seria normal). Ou seja, a última marcha poderia ser mais longa, temos um problema de escalonamento de marchas aí - OUVIU, DONA YAMAHA???
No mais: os pipocos do sistema de indução de ar do escapamento nas reduções (também presentes na XTzona) são uma delícia, lembram os Maverick V8. O painel fica muito bonito de noite. Suspensões quase sem regulagem (só o preload da traseira) mas com bom compromisso entre conforto e estabilidade - pego um trechinho de calçamento pra chegar em casa e não incomoda nada, e já peguei ondulações brabas no meio de curvas na estrada e a motoca manteve a tangente direitinho. Achei que os Pirelli Scorpion Sync alemães (90% on / 10% off, os mesmos da Ulysses) iriam comprometer no asfalto, mas que nada, pode deitar até o juízo dizer "CHEGA!"
Fotinho da motoca vestida pra viagem, na estrada semana passada:

Resumindo, é uma baita duma street fighter que encara uma viagem na boa. Não sei de onde a Yamaha tirou aquela babaquice de "roadster motard". No geral,
Era isto. Que venham os comentários, as críticas, as declarações de amor, os xingamentos, os "que burro, com um pouquinho a mais (R$8.000!) pegava uma 4 canecos"