Re: Estréia nas pistas de corrida... e que estréia!
Enviado: 25 Out 2011, 17:10
Saurus, de que competição vc participava? Aquelas de economia de combustível? rsrs
Fórum dos Motociclistas Amigos do Debate
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Gelous escreveu:Saurus, de que competição vc participava? Aquelas de economia de combustível? rsrs
Gelous escreveu:Saurus, de que competição vc participava? Aquelas de economia de combustível? rsrs
Edu, o mercado offshore está em france expansão aqui.. tem trabalho sobrando pra quem é bom... até quem não é bom tb tá bem empregado!EduLeitão escreveu:este sempre foi um dos meus sonhos, infelizmente nao tive a mesma oportunidade... precisa sim de dinheiro... se hoje nao tenho grana nem pra colocar uma 250 na pista, imagina uma ss... quem sabe na minha proxima encarnacao, hehehe
Marchon, parabens cara!! desejo tudo de bom, e poo, simbora movimentar a galera do mad dai!! nao deve ser dificil conseguir um patrocinio pra voce nao, acho que voce merece pra caramba!!
(obs: voltando para o brasil vou tentar ser engenheiro offshore tbem, tenho mtos amigos nesta area, e com certeza, ta muito longe de ser um salario "normal", voces ganham pra caraaalho, morando com pais ainda sem nenhuma despesa ainda por cima?? putz, hahahaha... qual empresa voce ta ai? to pensando na halliburton talvez, ouvi muito bem dela, bem equilibrada na questao trabalho e grana)
Marchon, tem algums outros tips por ahi para um eng mecanico recem formado? O que sabe da area de eng naval la no RJ? Escutei que a industria naval esta florecendo de novo.Marchon escreveu:
Edu, o mercado offshore está em france expansão aqui.. tem trabalho sobrando pra quem é bom... até quem não é bom tb tá bem empregado!
Trabalho na Subsea7, fazendo instalação de tubulação flexível e umbilicais.
A Halliburton é uma excelente empresa. Paga muito bem, mas o esquema de trabalho é osso... muito trabalho e pouca folga. Das grande empresas de perfuração, acho que a Baker Hughes é a mais tranquila. Cheguei a ser convidade a trabalhar lá como Directional Driller, mas preferi ficar onde estou.
Boa sorte na procura!!
Copa Shell de Marcas e Pilotos -categoria novatos. Corria com um Passat TS emprestado de uma equipe. A equipe teve problemas financeiros e não tinha como bancar as despesas, eu não arranjei patrocínio pelos motivos que já falei. Manézão.Gelous escreveu:Saurus, de que competição vc participava? Aquelas de economia de combustível? rsrs
Leo, a área naval tb está em franca expansão. Para vc ter idéia, a Petrobras vai dobrar sua frota de PLSV's (Pipe Laying Support Vessels) até 2014. Já há 6 navios em processo de projeto, sendo que 3 deles têm que ser construídos no Brasil e muitos provavelmente serão feitos no estado do Rio. Tendo uma boa formação, falando inglês fluente e sendo desenrolado, é só correr atrás que consegue coisa boa!Optimus Leo escreveu:Marchon, tem algums outros tips por ahi para um eng mecanico recem formado? O que sabe da area de eng naval la no RJ? Escutei que a industria naval esta florecendo de novo.Marchon escreveu:
Edu, o mercado offshore está em france expansão aqui.. tem trabalho sobrando pra quem é bom... até quem não é bom tb tá bem empregado!
Trabalho na Subsea7, fazendo instalação de tubulação flexível e umbilicais.
A Halliburton é uma excelente empresa. Paga muito bem, mas o esquema de trabalho é osso... muito trabalho e pouca folga. Das grande empresas de perfuração, acho que a Baker Hughes é a mais tranquila. Cheguei a ser convidade a trabalhar lá como Directional Driller, mas preferi ficar onde estou.
Boa sorte na procura!!

Mande pra revista sim!Marchon escreveu:Comecei escrevendo o que seria um breve relato, mas acabou virando quase um livro. To até pensando em mandar pra alguma revista hahaha
PQPGelous escreveu:Saurus, de que competição vc participava? Aquelas de economia de combustível? rsrs
Marchon escreveu:Comecei escrevendo o que seria um breve relato, mas acabou virando quase um livro. To até pensando em mandar pra alguma revista hahaha
Estréia nas pistas de corrida... e que estréia!
Desde que me entendo por gente, tenho paixão pelas motocicletas e quase tudo que envolve este universo, em especial as motos esportivas e as competições de motovelocidade.
Tive meu primeiro contato com o este mundo da velocidade em 2001, quando fui escolhido para participar do curso teórico ministrado pelo piloto Tinho (Hertz Antunes), da RioRacing, como incentivo a novos pilotos. Naquele momento percebi que um dia estaria dentro da pista, competindo.
Nesta foto, sou o da extrema direita
Em 2003, aos 18 anos, fiz meu primeiro track day com uma CB 500 e posteriormente com uma Yamaha FZ-6 que, apesar de não ser uma esportiva, não fazia feio na pista.
Há cerca de 4 meses atrás, acabei trocando a FZ-6 numa GSXR-1000 2009. Rodei uma vez com ela no autódromo, porém ainda mais lento do que fazia com a FZ-6, apesar de esta ser uma autêntica Superbike, com quase o dobro de potência.
Quando soube desta etapa do Campeonato Estadual de Motovelocidade, decidi participar pelo custo / benefício de poder rodar por 3 dias por R$400,00, enquanto um track day custa, em média, R$250,00 por dia, fora todo o clima que envolve uma corrida oficial.
Fui para o primeiro treino de sexta feira e fiz três baterias de 20 minutos, ainda utilizando os pneus que estavam na moto, de rua e já bem gastos. No primeiro treino de sexta percebi minha moto muito ruim, balançando muito e passando pouco feedback. Fui ajustando as regulagens das suspensões até achar um set-up um pouco melhor. No fim do dia, meu melhor tempo foi 1:27.280, que me deixou satisfeito, visto que meu melhor tempo até então era de 1:28.4, ainda com a FZ-6.
No sábado, enquanto algumas equipes ajustavam a injeção eletrônica, escolhendo mapas diversos, regulavam controle de tração, etc, minha preparação se limitava a colocar fita isolante no farol, lanterna e piscas, retirar os retrovisores, colar os números recortados de papel contact e mais um ajuste nas suspensões. Demorei um tempão até conseguir os cavaletes para poder retirar as rodas da moto e trocar os pneus, me fazendo perder quase toda a primeira bateria de treinos, mas ainda consegui entrar no finalzinho e dar 3 voltas devagar para tirar a cera e aquecer os pneus, mas foi suficiente para perceber que a moto virou outra, muito melhor!
Entrei na pista com os poderosos pneus de corrida e me senti muito bem na moto, nitidamente mais na mão, me dando confiança para deitar e acelerar mais. Saí do treino satisfeito, esperando baixar 1 ou 2 segundos e fazer na casa de 1:25. Quando baixei os dados do GPS para o computador, quase caí pra trás. Minha melhor volta havia sido em 1:21.636, quase 6 segundos mais rápido do que com os pneus anteriores. Saiu então o resultado da cronometragem oficial, marcando 1:21.625, melhor tempo da categoria, seguido de 1:21.9.
No terceiro treino, que seria o classificatório, rodei bem, porém minha melhor volta ficou em 1:22.031 (marcados no GPS), o que não me garantiria a pole, já que outros 3 pilotos estavam rodando no mesmo ritmo. Ao fim do treino, no briefing dos pilotos junto à organização da prova, fomos informados que durante nosso treino classificatório houve um pico de luz na torre de controle e que não foi possível computar os tempos. Foi decidido que o grid de largada seria determinado pelo segundo treino, em que eu havia feito a volta mais rápida. Assim, meu sábado terminou feliz, com meu primeiro treino classificatório da vida já com a Pole Position!
Fui dormir ainda surpreso com o resultado do dia e ansioso pelo dia seguinte. Acordei no meio da madrugada, achando que estava atrasado para a corrida e não consegui dormir mais. Cheguei bem cedo no autódromo e fui surpreendido com a triste notícia da morte de Marco Simoncelli, no GP da Malásia. O clima nos boxes ficou pesado.
Quase na hora do warm-up, reconheci o Pablo Nunes, piloto profissional de Belo Horizonte. Como sabia que ele também rodava com uma GSXR 1000, me apresentei para pedir uns conselhos, os quais me foram muito úteis. Ele sugeriu que eu trocasse o pneu traseiro. Tirei o escorpião do bolso, segui seu conselho e fiz o warm-up com o pneu do dia anterior e coloquei um pneu traseiro novo para a corrida.
Já que o pneu estava novo, fiquei preocupado de largar já no gás, ainda mais com eles frios, já que eu não tenho aquecedores de pneus. Pedi então os cobertores do piloto e colega de trabalho Bruno Caldas emprestado, já que a corrida dele seria bem depois da minha. Coloquei os cobertores 20 minutos antes da corrida e torci para que fossem suficientes.
Hora de ir para a pista, adrenalina a mil... estava prestes a realizar um sonho antigo! Volta de apresentação completa, me posiciono no grid. Acho que minha moto era a que mais chamava a atenção. Não por ser a mais bonita, nem a mais potente ou a que tinha a mais bela “umbrella girl” (não tinha nem a umbrella, muito menos a girl), mas por ser a única totalmente original, com placa, farol, piscas e lanterna, exatamente como saiu da loja. À minha frente, apenas 5 pilotos, todos da categoria Pro, incluindo o Leandro Mello, piloto de testes da Revista Duas Rodas e do programa Auto Esporte da Globo e instrutor do curso Motors Company. Atrás, acredito que tinham mais de 20 motos. Um grid cheio, já que todas as categorias de 600cc para cima largaram juntas.
Luz vermelha acesa, motores roncando forte, coração disparado, percebi a diretora de prova apontando para a minha roda. Até eu entender o que ela queria dizer, que eu estava com a roda da moto sobre linha e que assim queimaria a largada, foram alguns segundos. Quando dei o primeiro passo para trás, puxando a moto, a luz apagou e fui engolido pelo grid, perdendo 8 posições, passando para 14°. Passei a primeira marcha no susto e parti atrás do grupo, fazendo a curva da junção bem por fora, já recuperando umas 4 posições.
Saí à caça do grupo da frente, mas os prós, a essa altura, já estavam bem longe. Eu tinha a estratégia de largar bem, não perder posições e tentar acompanhar o ritmo do piloto que estivesse imediatamente à minha frente. Acreditava que se conseguisse acompanhá-lo pelo menos até umas 5 ou 6 voltas, seria suficiente para ganhar a prova na minha categoria, mas aí foi tudo por água abaixo com essa largada.
Passei mais um ainda na reta oposta e outro na entrada da primeira perna do S, logo após a curva Sul e segui no ritmo do grupo da frente. Na curva 90°, o piloto que estava imediatamente à minha frente escorregou e caiu. Continuei com um ritmo bom, sem perder os ponteiros do meu visual. Nessa altura, vi que estava em 8°. Achei que o piloto que havia caído fosse um dos 5 que largaram na minha frente, então, nas minhas contas, apenas 3 pilotos me separavam da liderança. Cheguei rápido em mais um e fiquei junto dele desde a curva Sul até a curva da Vitória, onde saí bem, com o motor cheio, ultrapassando-o na reta dos boxes. Menos um no caminho...
Agora apenas 2 para a liderança da minha categoria, os quais ainda tinha no visual, apesar de estarem a quase uma reta inteira de distância. Comecei a imprimir um ritmo mais forte. Neste momento, na 5ª volta, marquei a melhor volta da corrida na categoria, com 1:20.650. Consegui chegar no segundo piloto, mas percebi que o primeiro havia conseguido uma boa distância de nós. Fiquei cerca de 3 voltas atrás até que, novamente na curva da Vitória, fiz a tomada mais aberta, para iniciar a aceleração o mais cedo possível. Deu certo e o ultrapassei de forma similar à última ultrapassagem, na reta dos boxes.
Depois de passá-lo mantive uma tocada confortável e, quando percebia o som de sua moto atrás, aumentava um pouco o ritmo, mas sempre em uma zona segura, pois não podia nem pensar em cair. Me forcei a lembrar do meu objetivo principal, que era completar a prova sem me machucar ou estragar a moto.
Algumas voltas depois, minha falta de preparo físico já ficava evidente e as dores nas pernas e ombros me fizeram perder um pouco a concentração. Mais ou menos na décima volta, passei do ponto de frenagem com o qual estava acostumado e quase fui reto, me agarrei nos freios e consegui colocar para dentro da curva, mas fui ultrapassado, voltei acelerando forte e consegui recuperar a posição ainda na reta oposta.
Já estava esgotado. Decidi, então, reduzir um pouco o ritmo para evitar novos erros e guardar as últimas energias para a última volta, onde daria um gás para garantir o que seria, para mim, o segundo lugar na corrida ou para ir atrás, caso fosse ultrapassado. Não fazia idéia de quantas voltas restavam. Passava na reta dos boxes procurando alguma indicação, mas não achava nada. Também não sabia onde meu oponente estava. Já não percebia nenhum outro som a não ser o do vento e o do escapamento aberto da minha moto berrando e, de vez em quando, tentava olhar para trás, mas não via ninguém. Estava torcendo para ver logo alguma placa indicando última volta, mas nada da danada aparecer.
Foi então que fiz a tomada da curva da Vitória bem aberta, para sair fechado e com o motor cheio e fui surpreendido com a moto n° 56, do piloto Alex Pires, ao meu lado, fazendo a curva por dentro. Não fiquei preocupado, pois sabia que podia ultrapassá-lo novamente, mas, quando olhei para frente dando gás total na máquina, vi a bandeira quadriculada tremulando.
Neste momento foi uma mistura de frustração, por ter sido ultrapassado na última curva da última volta, com a felicidade de ter completado minha primeira corrida no pódio, sem nenhum susto ou queda, tendo brigado de igual para igual com pilotos bem mais experientes e com apoio de bons patrocínios e equipe técnica competente, sem nunca ter feito sequer um curso de pilotagem.
Cheguei nos boxes ainda achando que tinha terminado em terceiro, quando recebi a notícia que era o segundo. A frustração foi ainda maior, pois a vitória escorregou das minhas mãos, justamente na curva da Vitória! Perdi a corrida por 0,252 segundos.
Espero poder fazer mais algumas provas no Rio, mas infelizmente os custos deste esporte no Brasil são muito altos para serem bancados sozinho, sem um patrocínio, o que me impede de fazer um campeonato inteiro. Quem sabe algum patrocinador ou equipe não se interesse em apoiar este jovem que, além da paixão pelo esporte, acabou de descobrir que tem talento para a coisa!
http://www.mis.com.br/resultado-novatos-etapa-2.pdf
http://www.mis.com.br/resultado-sport1000-etapa-2.pdf
http://www.mis.com.br/resultado-sport600-etapa-2.pdf
Abraços!!