XL 250R ano 83 Vermelha - Agora com fotos.
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Luiz Almeida
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Re: XL 250R ano 83 Vermelha - Agora com fotos.
Putz!
Ontem, depois de uns vinte anos empurrei a danada da cachorra no meio do trânsito infernal das 18 horas na congestionada avenida 13 de maio.
O motor insistia em não ganhar força, tipo um entupimento ou falta de gasosa.
Voltei empurrando a moto, pelo corredor e calçadas até a motorcycle e a deixei nas mãos do Wagner.
Tomei uma cerva para relaxar e saí em busca da porra de um inexistente táxi...
Comecei a caminhar pensando num posto de carro de praça mais à frente, ou mesmo chegar em casa a pé... só 6km...
O telefone tocou e era o Wagner perguntando se eu estava longe. Não, estou aqui pela altura do muro do 23BC.
-Pois venha pegar tua moto que ela está normal.
Riégua! O que foi aquela zica?
Uma bolha de água no carburador.
A gizelinha levou-me para casa sem mais dramas. Para não deixar sem emoção, fez-me o favor de queimar a luz traseira. Apagado e sem luz de freio.
Legal!
Inté
Ontem, depois de uns vinte anos empurrei a danada da cachorra no meio do trânsito infernal das 18 horas na congestionada avenida 13 de maio.
O motor insistia em não ganhar força, tipo um entupimento ou falta de gasosa.
Voltei empurrando a moto, pelo corredor e calçadas até a motorcycle e a deixei nas mãos do Wagner.
Tomei uma cerva para relaxar e saí em busca da porra de um inexistente táxi...
Comecei a caminhar pensando num posto de carro de praça mais à frente, ou mesmo chegar em casa a pé... só 6km...
O telefone tocou e era o Wagner perguntando se eu estava longe. Não, estou aqui pela altura do muro do 23BC.
-Pois venha pegar tua moto que ela está normal.
Riégua! O que foi aquela zica?
Uma bolha de água no carburador.
A gizelinha levou-me para casa sem mais dramas. Para não deixar sem emoção, fez-me o favor de queimar a luz traseira. Apagado e sem luz de freio.
Legal!
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Bons tempos aqueles em que só andava de moto quem realmente gostava de motocicleta.
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Luiz Almeida
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Re: XL 250R ano 83 Vermelha - Agora com fotos.
À noite, pela sete e meia, banhado e limpinho, saí com a v-strom.
FOMOS HERÓIS !
Com apenas cerca de 15km rodados com a XL no dia, ao montar a estruminha senti um ergonometria, uma tal modernidade inexistente nos tempos de outrora. Que diferença!
Éramos uns malucos por viajar longas distâncias com as motos dos anos 70/80 ou sei mais lá que ano.
A sensação foi muito prazeirosa.
A propósito, a farra de ontem foi das boas. Ainda estou zonzo....
Inté
FOMOS HERÓIS !
Com apenas cerca de 15km rodados com a XL no dia, ao montar a estruminha senti um ergonometria, uma tal modernidade inexistente nos tempos de outrora. Que diferença!
Éramos uns malucos por viajar longas distâncias com as motos dos anos 70/80 ou sei mais lá que ano.
A sensação foi muito prazeirosa.
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Inté
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Luiz Almeida
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Re: XL 250R ano 83 Vermelha - Agora com fotos.
Algumas depesas com a XL:
- Material para limpeza do tanque de gasolina.....................120,00
- Reparo dos carburador e haste e diafragma do injetor.......30,00
- Mão de obra p/ limpeza e remontagem do carburador........30,00
- Serviço de eletricidade e todo conjunto de lâmpadas..........60,00
Encontrei peças plásticas a preço razoável por aqui. Como as da moto estão pintadas, exceto o paralama dianteiro, resolvi trocar por novas.
- Carenagem do farol.......................................................12,00
- Tampas laterais.............................................................29,00
- Paralama traseiro..........................................................20,00
- Lâmpada de freio e luz traseira e lâmpadas do painel.......6,00
- Piscas dianteiros...........................................................20,00
- Lentes dos piscas traseiros..............................................4,00
- Conjunto de adesivos....................................................15,00
- Manoplas.......................................................................8,00
Lembrei-me que vou precisar de chave de vela e também trocar a vela.
Amanhã darei um trato na mocinha.
Inté
- Material para limpeza do tanque de gasolina.....................120,00
- Reparo dos carburador e haste e diafragma do injetor.......30,00
- Mão de obra p/ limpeza e remontagem do carburador........30,00
- Serviço de eletricidade e todo conjunto de lâmpadas..........60,00
Encontrei peças plásticas a preço razoável por aqui. Como as da moto estão pintadas, exceto o paralama dianteiro, resolvi trocar por novas.
- Carenagem do farol.......................................................12,00
- Tampas laterais.............................................................29,00
- Paralama traseiro..........................................................20,00
- Lâmpada de freio e luz traseira e lâmpadas do painel.......6,00
- Piscas dianteiros...........................................................20,00
- Lentes dos piscas traseiros..............................................4,00
- Conjunto de adesivos....................................................15,00
- Manoplas.......................................................................8,00
Lembrei-me que vou precisar de chave de vela e também trocar a vela.
Amanhã darei um trato na mocinha.
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- Night Rider
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Re: XL 250R ano 83 Vermelha - Agora com fotos.
Só para dar um trato numa moto que já estava reformada ficou quase 250 reais, imagine para reformar do zero uma moto dessa...
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Luiz Almeida
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Re: XL 250R ano 83 Vermelha - Agora com fotos.
Na verdade, a moto que comprei do Paulão estava, eu diria, recuperada, não restaurada. Acho que ele deixou a máquina com mecânicos suínos, digo, porcos, e não fizeram o que seria o correto.Night Rider escreveu:Só para dar um trato numa moto que já estava reformada ficou quase 250 reais, imagine para reformar do zero uma moto dessa...
Eu não pretendo restaurar, pelo menos no momento, já que a XL está bacaninha e vai dar para ficar confiável na casa da praia. Mas quero que ela fique o mais perto da original que for possível.
Vejam no http://www.motosclassicas70.com.br/ como o camarada restaurou uma XL 250 igualzinha a minha. Entre no PASSO A PASSO e depois, quase no final da lista de motos restauradas, clique na XL 250 do Marcos Stehling.
Abraço!
Luiz Almeida
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Re: XL 250R ano 83 Vermelha - Agora com fotos.
Daqui a uns 20 anos, quem sabe você pense a mesma coisa das motos de hoje... mas na época, a sensação de andar numa moto com monoshock era como se estivesse andando sobre um colchão, tal a diferença em relação aos primitivos sistemas bichoques da época.Luiz Almeida escreveu:À noite, pela sete e meia, banhado e limpinho, saí com a v-strom.
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Com apenas cerca de 15km rodados com a XL no dia, ao montar a estruminha senti um ergonometria, uma tal modernidade inexistente nos tempos de outrora. Que diferença!
Éramos uns malucos por viajar longas distâncias com as motos dos anos 70/80 ou sei mais lá que ano.
A sensação foi muito prazeirosa.
A propósito, a farra de ontem foi das boas. Ainda estou zonzo....
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Re: XL 250R ano 83 Vermelha - Agora com fotos.
Este final de semana só andei de XL.
O chato é que descobri uma bolha na pintura na parte inferior do tanque, perto do banco. Ou seja, há um furo por alí e terei que fazer o reparo urgentemente.
A propósito, dando partida, acertei minha canela na padaleira. Ainda dói... hehehehe
Inté
O chato é que descobri uma bolha na pintura na parte inferior do tanque, perto do banco. Ou seja, há um furo por alí e terei que fazer o reparo urgentemente.
A propósito, dando partida, acertei minha canela na padaleira. Ainda dói... hehehehe
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Re: XL 250R ano 83 Vermelha - Agora com fotos.
Luiz, nunca mais na vida me esqueço de uma porrada na canela num dia frio de inverno com a xica loca. 15 dias roxo.
Pessoal mais velho deve se lembrar, vendi a minha pro Paulo450 de BSB, que pegou ela aqui em SP e desceu pro RS direto. Saiu cedo e chegou à noite.
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XR200 - XLX250 - GS500 - CB500 - GSXF750 - CAGIVA W16 - VIRAGO 250 - VSTROM 650 - MSM
Postando besteira no M@D há 12 anos...
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Re: XL 250R ano 83 Vermelha - Agora com fotos.
Todo Xizeleiro que se preze tem a canela com cicatriz rsrs
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Re: XL 250R ano 83 Vermelha - Agora com fotos.
Luiz, hoje eu estava lendo esta coluna do Mahar e lembrei da frase que você postou, "Fomos Heróis!" ao comparar a XL com a VStrom. Pois é, dá uma lida e vai se lembrar que na época, a XL era um luxo perto das tranqueiras existentes no mercado da época, e viajar com ela não era sacrifício nenhum, pelo contrário, era muito chique!


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Luiz Almeida
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Re: XL 250R ano 83 Vermelha - Agora com fotos.
Vou procurar o texto.
Com minha XL 250 fiz diversas viagens, uma inclusive, partindo à noite de Fortaleza para Natal. Fui campeão cearense de Enduro, fiz trilhas quase todo final de semana e fiquei em 5º lugar em Cerapió.
A comparação que fiz foi somente uma ilustração das diferenças em 28 anos de tecnologia.
Pilotando a XL no trânsito de Fortaleza você é um nada. Ninguém te olha, nem motoboy repara na moto. hehehehehe.
Abraço!
Com minha XL 250 fiz diversas viagens, uma inclusive, partindo à noite de Fortaleza para Natal. Fui campeão cearense de Enduro, fiz trilhas quase todo final de semana e fiquei em 5º lugar em Cerapió.
A comparação que fiz foi somente uma ilustração das diferenças em 28 anos de tecnologia.
Pilotando a XL no trânsito de Fortaleza você é um nada. Ninguém te olha, nem motoboy repara na moto. hehehehehe.
Abraço!
Luiz Almeida
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Re: XL 250R ano 83 Vermelha - Agora com fotos.
Night Rider, não consegui localizar a Coluna do Mahar. Você poderia postar aqui?
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Re: XL 250R ano 83 Vermelha - Agora com fotos.
Luiz, parabéns e seja feliz sempre, gostei da moto, está bonita demais.
Abraços Gente Boa !!! 
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- Night Rider
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Re: XL 250R ano 83 Vermelha - Agora com fotos.
Ô Luiz, era só clicar no thumbnail (figura) que postei aí em cima rsrs
Segue a imagem:

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Luiz Almeida
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Re: XL 250R ano 83 Vermelha - Agora com fotos.
Night.Night Rider escreveu:Ô Luiz, era só clicar no thumbnail (figura) que postei aí em cima rsrs
Segue a imagem:
Não aparece nada aqui....
Valeu Medeiros! Vou tantar deixar ela quase zerada, mas sem muita pressa.
Abraços!
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Re: XL 250R ano 83 Vermelha - Agora com fotos.
Você não consegue ver fotos no site né. Peguei a imagem e passei no OCR para postar aqui como texto, pelo menos você pode ler:
"Essas motos...
A Fundação Mahar adverte: moto vicia, e pode levar ao tráfico de drogas pesadas, como a Xispa e a FBM. Horror! Por José Rezende Mahar
Motocicleta é igual a vários tipos de recreação química. O viciado em gasolina e equilíbrio instável quer dividir com os outros seu vício, e quer viver dele. Eu não fui diferente. Sempre gostei de mexer em veículos, fazer mecânica, ler manual como se fosse o Bíblia, decorar detalhes para impressionar os basbaques, essas coisas que a gente faz mesmo. Com o tempo fui acumulando ferramentas e montando uma oficininha na fábrica de letreiros luminosos que aturei durante mais de vinte anos, para me dar o indispensável sustento.
Um dia meu compadre Edu, que Deus o tenha em um lugar com muito gasolina boa e cachaça, pediu para levar sua Norton Commando com motor COMBAT lá pra fábrica e fazer alguma coisa que ele não conseguia fazer em casa. Era um mecânico amador de mão-cheia e mexia em coisas inglesas como se isso fosse fácil e, assim, as aventuras do Grande Mahar no mágico mundo da mecânica começaram. Daí para desmontar uma CB 750F que um argentino tinha futucado até quebrar um pistão foi um passo e, quando vi, tinha umas quatro motos por lá, semidesmontadas, como é de praxe em oficina de moto. Conhecem alguma que não seja assim? Pois é.
E querendo virar profissional do setor motociclístico, eu e o Edu viramos sócios e arrumamos a representação de uma "maravilha" mecânica daquele tempo, início dos anos 70, conhecida como Xispa. Ela era uma Lambretta de 4° mundo, uma legítima filha da inventividade brasileira: mecânica de Lambretta completa montada num quadro tubular tipo de moto, uma tentativa de transformar uma motoneta numa moto de verdade. A encrenca tinha rodas pequenas, aro 10, e uma moto de verdade se equilibra pelo efeito giroscópico de suas rodas grandes, e daí que a Xispa era uma caca de veículo de duas rodas, instável e fraquíssima de motor. Pesava mais de um dos lados e inclinava mais para o outro, uma ofensa à arte de fazer motos e que me perdoem os saudosos que ainda preservam esse monumento à incompetência mecânica.
E, fora tudo isso, ninguém a queria. Claro. As duas unidades de estréia da nossa revenda encalharam meses pra vender, e não havia desconto que convencesse ninguém aqui do Rio de Janeiro, onde nasci e vivo, a levá-las para casa. Mas aí este que vos escreve teve uma idéia: descobriu que lá num outro Rio, o Grande do Sul, acharam fácil fabricar uma moto argentina, a Zanella -, e fundaram por aquelas bandas gaúchas a pomposa FBM, Fábrica Brasileira de Motocicletas. A craca, rebatizada de FBM, era uma ode à rudeza mecânica, com um nível de simplicidade e jeito tosco de ser incomparável, mas pelo menos tinha cara de moto. E nós, gênios do Rio de Janeiro, resolvemos expandir o negócio: da Xispa , para a FBM. Foi outro fracasso... Era melhor uma moto velharia quinze vezes reformada que uma FBM vibradora daquelas, 0 km. A não ser que a vibração fizesse bem às partes baixas do piloto. O quadro parecia feito no Iraque por um grupo de dançarinas da dança do ventre, de tanto que torcia. Os freios eram bem intencionados, nada mais do que isso. Em suma, era outra merda, mais sofisticada e com jeito de moto, mas sempre merda. A única que compramos, levamos meses para vender. Quem chegava e pedia para andar ficava horrorizado. Até que um dia chegou o personagem inevitável de uma loja de moto, o garoto cheio de tesão de ter uma moto, que não sabe de nada, que mal andou e já pagou o precinho lá em baixo. Naquela altura, já dava pra ver que nosso negócio não iria longe e o jeito era se livrar da encrenca. E assim foram as experiências do Grande Mahar em passar o vício da moto para os outros e viver de droga. "
"Essas motos...
A Fundação Mahar adverte: moto vicia, e pode levar ao tráfico de drogas pesadas, como a Xispa e a FBM. Horror! Por José Rezende Mahar
Motocicleta é igual a vários tipos de recreação química. O viciado em gasolina e equilíbrio instável quer dividir com os outros seu vício, e quer viver dele. Eu não fui diferente. Sempre gostei de mexer em veículos, fazer mecânica, ler manual como se fosse o Bíblia, decorar detalhes para impressionar os basbaques, essas coisas que a gente faz mesmo. Com o tempo fui acumulando ferramentas e montando uma oficininha na fábrica de letreiros luminosos que aturei durante mais de vinte anos, para me dar o indispensável sustento.
Um dia meu compadre Edu, que Deus o tenha em um lugar com muito gasolina boa e cachaça, pediu para levar sua Norton Commando com motor COMBAT lá pra fábrica e fazer alguma coisa que ele não conseguia fazer em casa. Era um mecânico amador de mão-cheia e mexia em coisas inglesas como se isso fosse fácil e, assim, as aventuras do Grande Mahar no mágico mundo da mecânica começaram. Daí para desmontar uma CB 750F que um argentino tinha futucado até quebrar um pistão foi um passo e, quando vi, tinha umas quatro motos por lá, semidesmontadas, como é de praxe em oficina de moto. Conhecem alguma que não seja assim? Pois é.
E querendo virar profissional do setor motociclístico, eu e o Edu viramos sócios e arrumamos a representação de uma "maravilha" mecânica daquele tempo, início dos anos 70, conhecida como Xispa. Ela era uma Lambretta de 4° mundo, uma legítima filha da inventividade brasileira: mecânica de Lambretta completa montada num quadro tubular tipo de moto, uma tentativa de transformar uma motoneta numa moto de verdade. A encrenca tinha rodas pequenas, aro 10, e uma moto de verdade se equilibra pelo efeito giroscópico de suas rodas grandes, e daí que a Xispa era uma caca de veículo de duas rodas, instável e fraquíssima de motor. Pesava mais de um dos lados e inclinava mais para o outro, uma ofensa à arte de fazer motos e que me perdoem os saudosos que ainda preservam esse monumento à incompetência mecânica.
E, fora tudo isso, ninguém a queria. Claro. As duas unidades de estréia da nossa revenda encalharam meses pra vender, e não havia desconto que convencesse ninguém aqui do Rio de Janeiro, onde nasci e vivo, a levá-las para casa. Mas aí este que vos escreve teve uma idéia: descobriu que lá num outro Rio, o Grande do Sul, acharam fácil fabricar uma moto argentina, a Zanella -, e fundaram por aquelas bandas gaúchas a pomposa FBM, Fábrica Brasileira de Motocicletas. A craca, rebatizada de FBM, era uma ode à rudeza mecânica, com um nível de simplicidade e jeito tosco de ser incomparável, mas pelo menos tinha cara de moto. E nós, gênios do Rio de Janeiro, resolvemos expandir o negócio: da Xispa , para a FBM. Foi outro fracasso... Era melhor uma moto velharia quinze vezes reformada que uma FBM vibradora daquelas, 0 km. A não ser que a vibração fizesse bem às partes baixas do piloto. O quadro parecia feito no Iraque por um grupo de dançarinas da dança do ventre, de tanto que torcia. Os freios eram bem intencionados, nada mais do que isso. Em suma, era outra merda, mais sofisticada e com jeito de moto, mas sempre merda. A única que compramos, levamos meses para vender. Quem chegava e pedia para andar ficava horrorizado. Até que um dia chegou o personagem inevitável de uma loja de moto, o garoto cheio de tesão de ter uma moto, que não sabe de nada, que mal andou e já pagou o precinho lá em baixo. Naquela altura, já dava pra ver que nosso negócio não iria longe e o jeito era se livrar da encrenca. E assim foram as experiências do Grande Mahar em passar o vício da moto para os outros e viver de droga. "
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Re: XL 250R ano 83 Vermelha - Agora com fotos.
Obrigado, Night. Ótimo texto.
A propósito da XL, ontem, procurando o chicote elétrico para ela descobri um coisa.
No feriadão da semana santa deste ano, como devem lembrar, fui com a V-Strom à Serra da Capivara e Serra das Confusões, no sul do Piauí.
Na viagem, ao passar por Picos, reparei num autdoor que dizia ser uma loja local de equipamentos para motocicleta a maior do país. Megalomania piauiense, pensei dentro do capacete. 20 mil itens, dizia a propaganda.
Pois bem, na procura pelo tal chicote, esbarrei na Moto Moura, a tal loja do autdoor, que realmente parece ser muito grande. Vejam o site da loja, pode ser útil. http://www.motomoura.com.br/
Bom, encontrei o que procurava por 46 contos, mas para XLX a partir de 1987. Acho que vou comprar, pois desconheço qualquer diferença no sistema elétrico entre 83 e 87. Se houver algum detalhe não deve ser complicado adaptar.
Inté
A propósito da XL, ontem, procurando o chicote elétrico para ela descobri um coisa.
No feriadão da semana santa deste ano, como devem lembrar, fui com a V-Strom à Serra da Capivara e Serra das Confusões, no sul do Piauí.
Na viagem, ao passar por Picos, reparei num autdoor que dizia ser uma loja local de equipamentos para motocicleta a maior do país. Megalomania piauiense, pensei dentro do capacete. 20 mil itens, dizia a propaganda.
Pois bem, na procura pelo tal chicote, esbarrei na Moto Moura, a tal loja do autdoor, que realmente parece ser muito grande. Vejam o site da loja, pode ser útil. http://www.motomoura.com.br/
Bom, encontrei o que procurava por 46 contos, mas para XLX a partir de 1987. Acho que vou comprar, pois desconheço qualquer diferença no sistema elétrico entre 83 e 87. Se houver algum detalhe não deve ser complicado adaptar.
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Re: XL 250R ano 83 Vermelha - Agora com fotos.
Luiz, pra nós fãs dessas velharias, veja só o que o cara está vendendo: uma XLX250 ano 90 zero km!
http://moto.mercadolivre.com.br/MLB-215 ... -rodou-_JM
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Re: XL 250R ano 83 Vermelha - Agora com fotos.
Depois que coloquei produto para tirar a ferrugem do tanque apareceram uns furos... Bom, já mandei remendar o tanque e fazer nova pintura.
Depois trocarei toda a fiação e madarei afinar a carburação.
Depois trocarei toda a fiação e madarei afinar a carburação.
Luiz Almeida
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XTZ 250 Ténéré
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Bons tempos aqueles em que só andava de moto quem realmente gostava de motocicleta.
