TESTE DE PROTETORES
Revista Motorrad Nr.06 28 de fevereiro de 2003
Utilizando a bancada de testes de protetores motociclísticos da empresa Viscotec/Germany, a revista Motorrad solicitou uma prova dos valores de absorção de impactos das principais marcas comercializadas na Europa.
Todos os testes foram realizados seguindo rigidamente os preceitos contidos nas normas européias CE.
Os protetores se classificam em dois grupos diferenciados:
1- Os protetores de articulações, como, ombros, cotovelos, coxa e joelho.
2- Os protetores da coluna cervical.
Ambos os grupos são testados segundos normas específicas para cada um deles, quais são:
A norma CE-EN 1621-1 vale para os protetores de articulações.
A norma CE-prEN 1621-2 vale para os protetores da coluna cervical.
Iniciemos pelos protetores de articulações:
A Norma Européia (EN) 1621-1 especifica, além das dimensões mínimas dos protetores para as referidas regiões de proteção- são diferenciadas as dimensões através da simbologias - Tipo A (pequenos) ou Tipo B (grandes) - o limite máximo admissível de força residual medida no teste de impacto.
Este teste de impacto é realizado numa bancada aonde o protetor é colocado sobre uma "bigorna" cuja superfície tem o formato semi-hemisférico (meia-bola) e contém um equipamento de medição de força (peso/balança) eletrônico acoplado (transdutor de pressão).
Sobre esta preparação, é lançado um corpo de prova definido, um paralelepípedo, retangular e de angulos retos, com uma massa de 5 Kg a partir de uma altura de 1 metro em queda livre, que vai atingir diretamente o protetor em questão, atingindo-o com sua face plana.
Sem o protetor sobre a bigorna, obteríamos um valor residual desta força gerada sobre a mesma entre 150 - 180 Kilo-Newton (kN).
Diz a norma que, o valor médio obtido neste teste, realizando-se 3 ensaios em pontos aleatórios diferentes sobre este mesmo protetor, deve ser sempre INFERIOR a 35 kN, além do que, em nenhum momento o valor individual pode ultrapassar o máximo de 50 kN.
Protetores de Coluna:
O ensaio destes protetores ocorre de forma análoga aos dos anteriores, sendo no entanto diferente o formato do corpo de prova, que mesmo contendo a mesma massa, 5 Kg, atinge o protetor com o seu canto vivo, simulando uma pedra pontiaguda.
Além do que, também a bigorna utilizada neste teste, tem o formato de uma superfície levemente arredondada, simulando o perfil da coluna cervical.
Assim neste teste, prescreve a norma que, o valor residual médio de 3 testes realizados em pontos aleatórios deste protetor, não deve ultrapassar 18 kN e nenhuma das medições individuais pode ser superior a 24 kN.
Também escreve a norma que, em todos os ensaios com os protetores, cada impacto deve ser realizado a no mínimo 5 centímetros de distância dos outros e distribuídos sobre a área total do protetor, ou seja, deve ser testado um golpe na área central, no meio e nas pontas da área definida pelo protetor.
Observação: Em valores científicos médios, sabe-se que um osso humano se parte, a partir de um impacto entre 5 ou 7 kN - assim, considera-se que no caso de um impacto como o prescrito nas Normas-CE não ocorreria sem seqüelas para o motociclista.
Vamos aos testes: todos os valores em kN:
Marca CotE CotD OmbE OmbD JoeE JoeD CoxE CoxD Coluna
BMW 33,2 33,5 34,0 33,1 29,0 31,6 n/t n/t 9,9
Dainese 31,1 37,3 34,7 34,9 36,3 35,2 54,2 54,2 21,1
Kushitani 18,0 15,3 17,5 17,2 16,2 17,7 n/t n/t 7,0
Rukka 49,9 47,8 47,7 53,3 44,5 46,1 42,5 49,4 52,4
Stadler 33,2 32,5 28,6 28,3 33,1 35,9 52,7 52,7 44,6
CotE=Cotovelo esquerdo / CotD=Cotovelo direito / OmbE Ombro esquerdo / OmbD= Ombro direito / JoeE= Joelho esquerdo / JoeD= Joelho Direito / CoxE= Coxa esquerdo / CoxD= Coxa direito.
Valores em vermelho= valores acima (fora) das normas.
OBS1: O protetor de coluna testado BMW, refere-se ao modelo antigo, portanto não ao novo recém lançado modelo 2.
OBS2: Os protetores testados pela Revista Motorrad foram colhidos aleatóriamente das lojas como produtos novos, muitos inclusive adquiridos em conjunto com as roupas (trajes) e posteriormente retirados para o teste; é interessante notar a grande variação dos valores obtidos, assim como é muito interesante notar, que os modelo da Rukka, considerado um dos 3 melhores fabricantes de roupas para motociclistas da Europa, não atingiu, nem mesmo próximo, os valores exigidos pelas normas; também é relevante observar, que os prtetores da Rukka são os únicos construídos em forma de tela, segundo o fabricante, com o objetivo de melhorar a ventilação da roupa também nos pontos protegidos.
OBS3: É impressionante os valores médios obtidos pela Japonesa Kushitani, que também faz excelentes macacões e trajes motociclísticos.
RESPOSTA DO FABRICANTE RUKKA: Estranhamos os valores obtidos pelo teste desta revista Motorrad, ainda mais sendo os testes realizados em laboratório não oficialmente homologado, mas sim de uma empresa fabricante de protetores concorrente; no entanto, a Rukka identificou a possibilidade de ocorrencia de variações de qualidade durante sua produção em série, assim, estão convocados todos os proprietários de equipamentos RUKKA, se assim desejarem, de procurarem nossos revendedores autorizados e procederem a substituição de seus atuais protetores por modelos novos.
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Po mesmo fazendo errado olha como são as coisas... A Rukka não aceitou muito bem o teste pois era de um concorrente mas disponibilizou a troca do equipamento... Aqui no Brasil tem Fiat perdendo a roda e a montadora não admite... Toyota freiando do nada, ao qual já foi feito recall em outros paises mas não no Brasil... que lixo...
Bom vendo o teste percebi o protetor de coluna tem que ser CE Level 2... se 9 kN já quebra os ossos imagina um Level 1 de 18 kN...
Porra e imaginem os protetores nacionais que nem são testados

não devem ser testados nem pelos fabricantes
Po o protetor de coluna que ta chegando no Brasil da Dainese que eu já tinha até trocado minha reserva do Bionic, é Level 1... custa R$ 380,00, tipo coméia... protege os ombros até quase o cóccix...
Vo na loja amanhã experimentar um Bionic G pra ver se a estrutura dele é maior........... que função... mas tenho certeza que vai valer a pena.