Russo escreveu:Fragnaf escreveu:gente, desculpa me meter assim tarde. Mas:
O grande problema que vejo no pensamento nacional é que ainda vemos os carros e motos como se fossem IMOVEIS, ou seja, como investimentos, onde devemos adquirir, cuidar, esperar valorização e depois vender obtendo lucro.
Ae Kamerad:
Não sei qual é a sua idade, mas a minha idade permite entender muito bem o porque desse comportamento do brasileiro.
Eu vivi a época da implação alta (1977/94). Peguei a época da inflação galopante, de 10, 20, 30 e até 80% ao mês. Naqueles tempos, tudo era considerado "reserva de valor", pois valia mais a pena para o assalariado investir em carros, motos, bicicletas e até mesmo "latas de azeite", pois o dinheiro era corroído diariamente.
A economia estabilizou-se faz tempo, mas a cultura permanece, pois é muito difícil mudar.
Lembro-me de muitas pessoas que conhecí na minha juventude, nos anos 70. Eram pessoas que vivenciaram a escassez de produtos durante a segunda guerra (1939/45). Nomalmente essas pessoas tinham porões, depósitos ou despensas abarrotadas de alimentos não perecíveis, como preparativos para a próxima guerra...
Russo eu estava esperando mesmo que vc falasse isso.
Realmente eu não tive o praser/dispraser de pegar essa epoca ( nasci em 82, minha consciencia em 94/95), mas ouvi muitas historias de 1910 a 1990, sempre procurei saber mais deste nosso seculo e felizmente conheci uma senhora nascida em 1890, ela teve a felicidade de ver a passagem de 2 seculos e veio a falecer a pouco. E realmente vc esta certo. Até hoje, seus filhos e um dos netos tem estoques de comidas para mais de 1 ano seguido. Aqui mesmo em casa algumas visitas mais intimas se assustam com nossa dispensa e devo ensinar a meus filhos a manter o mesmo, apesar de o motivo deste resguardo ser um pouco diferente.
Porem devo discorda de vc em relação a data desta nossa cultura, pois os EUA passaram um aperto muito pior que o nosso com a 1º grande guerra em 1917, em seguida com a depressão de 29 seguida pela 2º grande guerra e sua quase total escassez de tudo e outros perrengues que eles passaram, mas o pensamento consumista em si não mudou.
Estou sendo infantil ao afirmar isso: "Mas sinto uma inveja danada de quem viveu o pós guerra, os carros, os motores, a musica." Sei que é facil diser isso agora e muitos poucos puderam realmente aproveitar. Mas meu pensamento não muda.
Aqui no Brasil sempre tivemos a cultura que tudo deve durar para sempre. Boa parte dela porque sempre tivemos muito pouco dinheiro e sempre foi muito dificil consegui-lo. Sempre tivemos a mentalidade de
explorar, explorar, juntar, enrricar e sair do Pais. É o pensamento dado por nossos colonizadores que infelismente permanece.
AGORA os tempos são outros, a educação esta mudando (em muitos quesitos para pior, mas...), o pensamento da sua geração
RUSSO já é diferene da dos teus pais, a de teus filhos ( minha geração) já é diferente da sua, e a dos meus filhos ( apesar de ainda não ter) já é outra tambem.
Quase todos nascidos de 90 para cá, vêem boa parte das coisas como descartaveis (alguns passam dos limites), mas o pensamento em cima do AUTOMOVEL(investimeto) não muda. Continua empacado como uma mula velha, na verdade eu acho sinceramente que o pensamento em si REGREDIU.
Uma coisa que meu pai chegou a fazer no final da decada de 80 (e que muita gente fez tambem, principalmente depois da abertura das importações) e hoje, depois de aponsentado vai voltar a fazer é o revezamento de carros. Para os mais novos que não chegaram a conhecer ou para os mais velhos que não lembram eu explico.
Vc compra um carro/moto ZERO e a cada dois/três anos vc troca por um ZERO de novo, dando o seu e pagando a diferença. Assim vc sempre se mantem com um veiculo sem manutenção seria, como troca de pneus, suspensões, correias, etc... VC só fica com a manutenção preventiva, ou seja, oleo, filtro de ar e oleo, extintor e uma lampada ou outra.
CLARO, o mais dificil é vc comprar o
1º ZERO, mas na epoca vc tinha algumas opções de financiamento não MORTAIS, como hoje vc tambem tem.
Com essa atitude que meu pai e muitos outros tiveram, a industria automotiva cresceu (matando os menores, como PUMA, BIANCO, GURGEL, ....) e se criou três FILÕES. o 1º com a galera que comprava o carro ZERO, a 2º era os que compravam o carro SEMI-NOVO (muitas vezes eram filhos de pais da 1º fila) e a 3º fila era os que compravam os carros USADOS (5 a 10 anos), com isso a nossa frota nacional virou totalmente de cara, tanto que é quase IMPOSSIVEL de vc encontrar um pobre rodando com um carro velho (ferrado mesmo) fabricado antes do 70 (mesmo o fusca é bem dificil de encontrar).
Tenho tentado acompanhar e comparar os numeros e vejo que o mercado ruma para essa onda de novo e as MOTOS serão o grande impulsionador dela.
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Mudando um pouco de assunto
Acho que a DAFRA vem para ficar, apesar de aqui ela não ter pego NENHUM vendedor de outra loja de motos (graças a todos os DEUSES), só de carros. Muito dos vendedores aparentarem não gostar nem um pouco de motos e não saberem dar uma informação diferente do que vc encontra nos encartes, igual aos da SUNDOWN e YAMAHA. Apesar de alguns acabamentos serem realmente muito rusticos e de pessimo mal gosto (vide a lanterna da SPEED).
As motos são muito bonitas, principalmente a KANSAS e a LASER. a KANSAS tem muitos itens em medidas razoaveis que vamos poder pegar e colocar em outras motos. Como por exemplo os amortecedores (R$82,00 cada) bem fortes e dão certinho na intruder 125. Ou então o famoso FAROL BULLET que muitos procuram, não é exagerado como nas MVK e é preso por um suporte inferior, sendo de facil adaptação em outra moto, fiquei triste por usar lente reta, em vez da curva que equipa a SUPER 100 e impossivel sua intercambiação direta e seu preço um pouco salgado para algo feito de plastico, R$195,00, sendo que vc paga R$250,00 num de metal para "shadow". O painel é muito bonito, completo, em metal, cromado, mas um pouco salgado tambem, R$237,00. Agora os comando de mão que são em aluminio polido em vez dos plasticos da intruder ou da amazonas saem baratinhos, R$69,00 cada contra os R$134,00 pedidos pela sundown nos da Vblade.
Minha opinião particular é que das atuais "aventureiras" (apesar de que R$100 milhões investidos não é coisa de aventureiro) que estão no mercado, as que sobreviveram ao colapso de 125 e permaneceram no mercado junto a HONDA e YAMAHA é a DAFRA, GARINI (que poucos falam, mas tem excelentes motos), e SUNDOWN (que já tem tradição no interior e no norte/nordeste por onde ela começou). As outras como MIZA, MVK, AMAZONAS, Shine..alguma coisa não acredito que viguem. SUZUKI e kasinski acretido que tambem saiam do mercado, pelo mesmo das pequenas, pq a suzuki alem de ter participação minuscula nas 125/250, tem um atendimento para com os consumidores desta faixa pior do que a honda e a kasinski apesar de ser da OTIMA COFAP tem vendas inexpresivas e se não tiver um contrato bem amarrado com a hyosung vai perder a exclusividade na mirage 250 ( o bixa linda e robusta essa heim), pq se a Dafra ver como ela é boa vai fabricar como fabrica a hunter 100 da SUNDOWN, sem tirar ou por um parafuso sequer de diferente.
pretti escreveu: ...Não entendo o que vc quer dizer com produtos caros a preços de "pé de boi". ....
A expressão
pé-de-boi, foi dada a um modelo na decada de 60, onde o NOSSO governo fez uma troca com as montadoras, ele dava um
bom incentivo fiscal e em troca as montadoras tinham que vender um pelo menos um modelo a um preço que giraria hoje entre R$13.000 e R$16.000 (acho). As GRANDES que adenteram o pedido foram a Willys com o
gordini "TEIMOSO", a Volks com o
fusca "PÉ-DE-BOI" e a DKW (se diz DKV), só não lebro o apelido e o modelo.
Essas versões baratas (Standart) nacionais, não contavam com diversos itens. Vamos pegar o fusca como exemplo, com o texto retirado
dese site
Código: Selecionar todos
Sem nenhum elemento básico e para tornar ele uma versão mais barata do que o sedan convencional ele não tinha as peças Cromadas tudo era pintado de branco, ele não possuía os frisos, marcador de combustível, setas dianteiras e chave de seta, friso do vidros e os laterais traseiros não eram basculante, não possuía forração interna, possuía os tapetes inteiriços, não possuía ar quente, a alavanca do freio de mão vinha sem a capa, a forração do teto era somente no meio, não possuía regulagem do encosto dos bancos dianteiros, as forrações dos bancos eram bem no estilo econômico, não possuía cinzeiro, grade do falante e nem a grade do marcador, havia somente o molde do recorte, não possuía a tampa do porta luvas, não possuía os para-sois ao lado do espelho retrovisor interno, ponteira de escapamento somente do lado direito mas a saia possuía os dois recortes. as forrações das portas eram no mesmo material produzido para as Kombi em aglomerado de papelão, as maçanetas internas eram na cor branca e a maçaneta interna de abrir a porta eram similar as da kombi, também. Nos pára-choques eram somente as laminas sem as garras ou tubos na cor branca,os estribos não vinha com friso, possuía os dois limpadores, no painel onde era o recorte do radio no pe de boi não havia recorte ou marcas era liso , não possui também o aro do velocímetro.
E em relação ao
"No caso em questão acho que a Dafra está tentando roubar uma parcela de mercado das japonesas oferecendo algo de boa qualidade, com preço pouco abaixo do praticado ( não quero dizer excelente qualidade, tecnologia de ponta; mas para que oferecer motos excelentes para um público que utiliza motos majoritariamente de forma errada, exagerada, "cupim"? Melhor baixar um pouco o preço, mantendo a robustez do produto e cortando na perfumaria ). eu concordo com vc, mas com algumas resalvas.
Ninguem esta roubando nada, existe mercado e falta produto.
Os Preços das chinesas não estam abixo do praticado não, é que as grandonas tem mercado CERTO então enfiam o facão.
Tecnologia de ponta tambem não ha.
Agora concordo com a qualidade baixa (na fabricação das peças) e a forma destrutiva que usamos as pequenas. Numa cidade vizinha (Novo Gama) tem uma pequena fabrica que troca todo ano de CG, em Abril todas elas são novinhas, lindas, até parece Cons. HONDA a frente da fabrica. Sabe o que eles fazem com as antigas, 1º tiram tudo o que conseguiu resistir e vendem num saldão, que é lametavel de se ver. Depois pegam o que sobrou e enchem um 612 que roda 15km +/- e entrega num ferro-velho (de sucata, não de automoveis) para pesagem, venda, e reciclagem. É duro ver aquele monte de moto ser destruida pela prensa e mais duro ainda IMAGINAR como foi possivel que motos com apenas 1 ano de uso chegassem a tal nivel.
o grande problema é que o que vende motos é suas "perfumarias" e só depois sua robustes.