Filipe escreveu:KleberGT escreveu:SPEED RACER escreveu:KleberGT escreveu:SPEED RACER escreveu:Complementando...
O freio dianteiro não é grande coisa, meio borrachudo, com aeroquip melhora pouca coisa mas melhora.
...
Voce não entendeu o espírito da coisa.
Freio muito bom na terra, trava a roda toda hora.
Moto trail não pode frear como moto de asfalto, é chão toda hora.
Tem que haver um meio termo, sem contar que o pneu não aguenta também.
Um abraço,
Kleber
E o que me diz da falcon, que tem o mesmo proposito e freia 50x mais ?
Falcon não é moto trail, isto é fake.
A Honda quando mandou o JUca Bala correr no Dakar, ele correu de XR400 com adaptação no tanque e farol para parecer uma Falcon e não me venha dizer que é o mesmo motor que não é.
O projeto mecânico da Falcon veio do mesmo projeto, mas, a construção de cada um é de material diferente e utilizações diferentes, por isto, o cilindro de uma é pior do que o outro, o comando de válvulas tem diferenças, etc.
Suspensões e freio nem se comparam.
Aliás, a XR400 freia muito mais do que a Falcon, parece contraditório, mas, não é, o cilindro de freio tem uma pegada diferente, mais sensível para sentir freiando com tato.
É a tal sensibilidade que faz a diferença no tato do freio.
No caso da XT660, é moto pesada, suspensão de pouco curso, cerca de 200 mm de curso e só.
Não dá para ter um freio muito estúpido.
A minha KLX650 de rua freia pior do que a minha klx650R de trilha freiava.
Olha que o freio da de rua é oversized, mas, tem uma pegada dura, freia bem, mas, o da de trilha era bem melhor, ele tinha tato. Voce sabia a hora que ia desgarrar, aí afrouxava um pouco e continuava freiando.
A de rua é força na mão e nenhum tato, mas, freia.
Tá tudo original, breve um aerokip chegando para ela, da RCA que é dos melhores nacionais.
Carinho, mas, é bom.
Outra coisa, oleo também faz diferença, pouca, mas, tem.
Não estou falando em aguentar altas temperaturas, estou falando em sensibilidade mão/manete/disco/pneu.
Tomemos como exemplo um oleo de freio Varga Dot 3 e Dot 4 numa Blazer, o DOT 4 é melhor logo de cara, nem precisa descer a Serra.
O oleo Motul 600 de freio é excelente, gosto dele bastante.
Hoje tem tantos para fazer diferença.
Odiei um Elf que usei, totalmente sintético, preferi um Varga.
São poucos os que percebem a diferença, mas, consigo sentir diferença.
Outra coisa que a galera esquece é que a pastilha tem tendência a absorver as titicas que usam para lavar a moto, aí a pastilha estraga, ela não gasta, mas, não freia mais direito.
Freio é uma das coisas mais misteriosas que existem; voce pega duas motos zero km e faz a revisão de entrega e entrega ao cliente, em uma semana, uma freia mais do que a outra e voce não tem explicação.
As Teneres 88/89 eram isto; uma freiava duro e uma outra era uma seda, era tudo igual, não mudava nada.
Aí vieram umas 2 faróis ótimas de freio e outras uma bosta.
Não tem explicação exata.
O segredo é usar pastilha de boa marca, escolher bem o composto que vai utilizar, escolher o oleo e trocar após uns 2/3 anos os mangotes de freio por um aerokip decente, isto para as que andam muito, pois, as que andam pouco, os mangotes aguentam mais de 5 anos fácil.
Mais um ponto; hoje existem vários fabricantes de discos de freio, cuidado, não compre gato por lebre, tem uns que são para enganar trouxa, o aço não é como deveria ser.
Aliás, na dúvida, compre original na revenda e não original na loja da esquina, existem falsificações também.
Falando em correntes que quebram, compre corrente Regina Gold importada na Corcopin/SP, não é tão mais caro e não arrebenta nem pelo cacete.
Um abraço,
Kleber
Boa aula
E sobre o lance de pastilha de cerâmica, metálica etc... Qual compensa mais colocar para uso dirário em transito intenso?
E sobre esses disco de freios powerbrakes...sabes dizer se presta?
SIte:
http://www.powerbrakes.com.br/?&secao=l ... ria=190287
Sobre a POwerBrake, já ouvi falar bem dos kits de freio deles para carro, mas, de moto, não conheço ninguém que usou, assim, não posso falar nada.
Sobre o composto das pastilhas, vou usar de exemplo a pastilha Frasle e a Cobreq.
A Frasle era ótima, macia, freiava pra cacete, mas, acabava rápido.
A Cobreq era ótima, durava pra cacete, mas, o freio era duro, meio pau, toco mesmo.
Os compostos de ambas eram diferentes e as duas tinham amianto.
Hoje mudou tudo, não pode amianto, aí, a Frasle sumiu, tá dificil de achar e a Cobreq tá uma Bosta.
Olha que a Cobreq já foi fornecedora da Yamaha do Brasil, mas, não é mais.
Hoje temos tantas pastilhas de diferentes marcas e composições que fica dificil de dizer qual a melhor, ainda inventaram umas sinterizadas e outras semi metalicas ou metalicas. Temos também até ecológicas.
É muita coisa para se testar que não dá para ter uma idéia do que usar exatamente.
Então vamos e olhemos a pagina das pastilhas Fischer, lá tem o desempenho de cada modelo deles, dá para ter uma ideia.
Em todo caso, se tiver Nissin original sem Miojo, tÔ dentro, ou uma EBC da verdinha, tô dentro também.
Existem outras marcas que são comparaveis a estas, mas, a memória me falha, sempre dou preferência a estas.
Tem umas outras, mas, tenho estado tentado em comprar uma Fischer destas novas gerações e experimentar, os caras estão exportanto pastilha, devem ter aprendido alguma coisa.
O Fodastico está ficando cansado em falar de freio,.
Vamos falar de acelerar?
Um abraço,
Kleber
PS: Usei a estória das RDs para exemplificar uma injustiça sobre os freios delas e sobre a falta de freio motor, não eram eles que causavam o acidente, era sempre o cara que estava por cima com a mão do acelerador, a moto era toda ergonomicamente feita para acelerar e não para freiar e aí, um segundo de distração e na hora de começar a freiar a jaca, já tinha passado do ponto de freiada.
As Hondas 4T eram a mesma merda, a diferença é que eram mais pesadas e acabavam freiando melhor por causa do melhor grip com as bostas de pneus daquela época.
Sobre pneus tem um monte de estorias interessantes também.
Um dia, eramos 2 RS125 e 3 RX125, lá pros idos de 1979/1980, eis que meu primo me compra um pneu desconhecido em São Cristovão, numa casa que não mais existe, tinha uns pneus bonitos e baratos, mais baratos do que os Pirellis originais dos nossos Bólidos 125 Yamaha.
Meu primo comprou um pneu traseiro e um dianteiro, tinham o desenho exatamente iguais, meio esquisito, mas, era assim.
Comprou mais pelo preço que pela marca, desconhecida para ele (Michelin).
Encontro meu primo, num fim de tarde subindo o Alto da Boa Vista e chegávamos na curva do bandolim (engraçado, hoje tem gente que nem sabe o nome da curva, nem tem mais a placa lá), curva famosa do tempo dos pegas do Alto, voltando aos fatos, entramos 3 RX125 e 2 RS125 na tomada da curva e mão embaixo, no meio da curva havia uma agua escorrendo oriunda da pequena cacheira ao lado da curva, todos deitaram e de repente levantavam no meio da curva, alguns escorregando, entretanto, meu primo continuou deitado e fez a curva como se não existisse a agua e foi embora de mão embaixo. Ficamos espantados, nunca tinhamos visto aquilo.
Mão colada e só alcançamos o meu primo lá na Pracinho do Alto.
Caramba, uma curva e perdemos ele por muito.
Fomos tentar entender como ele fizera aquela curva, ele aponta para os pneus como o fator determinante.
Nenhum de nós acreditou logo de cara na explicação.
Ele nos contou que descobrira o pneu por acaso e que o pneu era inacreditável e por acidente, perto de casa, ele passou em situação molhada e a moto ignorou a agua.
Aquilo mostrou uma nova realidade que ele não conhecia, nunca tinha visto.
Na segunda feira fomos todos lá na loja tentar comprar um par para cada um, não conseguimos, acabaram e não iria receber mais, foram comprados num leilão da receita.
Pois, é, ficamos sem os pneus e os pneus de meu primo não duraram muito, mas, era uma beleza de andar.
Uns meses depois, eu era da equipe de pista do Autodromo, da Formula 1, e tinha uma corrida de moto, carioca de velocidade.
Eu trabalhava na pista e antes da largada fui dar uma bizoiada nos boxes.
Eis que encontro umas formulinhas 125, umas TZs, TAs com os mesmos pneus que meu primo comprara.
Caraca. Os pneus eram de pista.
Não não eram, eram pneus de moto de rua, descobri depois.
Como eramos atrasados nas coisas, vendiam aquela bostareLLi para a gente, alias, só tinha Bostarelli ou Funsa Uruguaio.
Tinha uma outra marca, mas, nem me lembro o nome, lembrei MAGGION, outra grande Bosta.
Continua uma Bosta até hoje.
Hoje até um Rinaldi presta, alguns modelos são bons (Cross), mas, Maggion, esqueça.
Os Michelin ficaram na lembrança, hoje, jã não tem tanta diferença, a Bostarelli virou uma respeitável Pirelli com pneus nacionais bons.
Só para exemplificar como as coisas que não damos tanta importãncia podem ter muita diferença.
Fodasticamente falando, boas freiadas.