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Re: Buell fecha as portas nos EUA

Enviado: 16 Out 2009, 22:42
por Optimus Leo
RX-7 FD3S e foda mesmo, o melhor que tem para fazer e colocar um lindo e belo LS1 gringo nele. Carro quase perfeito :D

3000GT e super mico, o carro quando novo era incrivel (Eu me lembro de ser crianca e um vizinho meu trouxe um 0km de Miami, todo vermelho, eu a primeira vez que vi achei que era um Ferrari), so que depois de varios anos e algums donos ruims (e pechinchas), tanta tecnologia e sofisticaco mostra sua verdadeira cara: MUITAS coisas para quebrar e que podem sair ruim.

Tive um ex-cunhado que teve um la pelo 2000, 2001...quando ainda dava para se conseguir exemplares meio virgems...pude pilotar bastante, mais tambem ele nao inventou muito nele nao...queria deixar stock.

Eu tive um Eclipse GSX...me deu muitas alegrias, surprendeu muito pessoal e me fez ganhar muitas rachas...mais so quando estava funcionando. De fato, se nao fosse por ele, acho que nao tivesse entrado no mundo das duas rodas. So me lembro que uma vez ele terminou fundido (A mais de 220 km/h) e depois que pude arrumar o motor (Depois de esperar varios meses por pecas importadas, ter que andar de busao varias veces, ter que usar minha exnamorada de chofer, deixar de comer para economizar grana para as pecas...), eu coloquei um anuncio para vender ele e uma frase "Aceito moto na troca".

2 dias depois, me chamou um cara ai, um chavista nouveau riche que queria dar o carro de presente para o filho armar...e me deu uma linda XT225 + suficiente dimdim. Nao me arrependo por um segundo.

Detesto Mitsushitty desde esse momento...e o fodao EVO nao esta muito longe...ja tou cansado de ver EVO com clutch comido em menos de 5 mil kms...e outros probleminhas mais :-D

Re: Buell fecha as portas nos EUA

Enviado: 16 Out 2009, 23:08
por Marco Aurélio
Vejam as palavras do diretor financeiro da 'empresa':

"We have not quantified the benefits of increased focus on [the] Harley-Davidson brand as a result of discontinuing Buell nor included any potential savings in our restructuring estimates."
"Nós ainda não quantificamos os benefícios de um foco maior na marca Harley-Davidson resultante do fechamento da Buell nem tampouco incluímos qualquer tipo de economia latente de dinheiro em nossas estimativas de restruturação."

Isso é que é uma empresa séria!

Re: Buell fecha as portas nos EUA

Enviado: 16 Out 2009, 23:21
por RAlves
Marco Aurélio escreveu:Vejam as palavras do diretor financeiro da 'empresa':

"We have not quantified the benefits of increased focus on [the] Harley-Davidson brand as a result of discontinuing Buell nor included any potential savings in our restructuring estimates."
"Nós ainda não quantificamos os benefícios de um foco maior na marca Harley-Davidson resultante do fechamento da Buell nem tampouco incluímos qualquer tipo de economia latente de dinheiro em nossas estimativas de restruturação."

Isso é que é uma empresa séria!
Caraio!!!

Simplesmente decidiram fechar e fecharam!!! PQP...

Re: Buell fecha as portas nos EUA

Enviado: 16 Out 2009, 23:34
por 7Galo
pretti escreveu:
Toecutter escreveu:Eu me amarro em Buell, ontem à noite estava comentando com uma galera que tou enterrando o projeto café racer da HD porque cheguei à conclusão de que ia acabar com uma moto desbalanceada que ia ficar pior que uma Buell manca, e se é pra ter uma imitação, melhor comprar logo a própria (Tipo aquela piada: Eu tenho o mito, não a sombra dele) :jmi:

Depois que andei com o Belo na Estrada dos Romeiros e ele me deixou pra trás com a minha motard numa curva fiquei ainda mais apaixonado nesse cavalo de asa.
Imagem

Mas isso sim é estrada pra pilotar. Bem que o 7Galo me disse que era show! :D
Mas ficar "pra trás" de SM ali pede uma desforra. Se quiser lhe dou umas lições grátis pra evitar tomar gol entre as pernas de uma Buell. :lol:

Cara, quando bati o olho na foto achei na hora que fosse a ER...

Gostei da estradinha, ela tem curvas mais abertas também , e não cegas :lol: :lol: :lol:

Re: Buell fecha as portas nos EUA

Enviado: 17 Out 2009, 00:03
por Tio
OL, vou perder mais um tempinho com você. Quem sabe te sirva pra alguma coisa.
É o seguinte, acho que em discussões em fórum se perde o fio da meada. Vamos voltar ao seu texto:

Optimus Leo escreveu:
Nums 20 anos (Ou talvez ate antes) Hardley Ableson vai falir...porque a maioria do seu publico vai estar:

1) Morto
2) Muito velho para andar de moto

Hoje em dia, a garotada esta crecendo vendo as japonesas esportivas e dirtbikes dominar o mundo...essas vao ser as motos que eles vao seguir querendo ter quando tenham 40, 50 anos. O publico alvo das HD sempre tem sido os profissionais maiores de 35 anos, porque sao aqueles "nostalgicos" e que tambem tem o dinheiro suficiente para comprar uma delas. Os caras ainda tem tido sorte de poder "bombardear" com essas tipicas propagandinhas de liberdade, vida na estrada e vida rebelde os baby boomers...mais ja essa geracao esta ficando velha, e os caras tem que procurar clientes jovem, dispostos a manter a marca funcionando.

O que um garoto de 18 anos vai comprar? Uma moto velha, pesada, jurassica, de "vovozinho" que custa 18 mil $ ou uma japonesa igualzinha as dos caras que correm na TV os domingos e que os loucos ficam empinando e fazendo manobras por 9 mil$? O menino vai fazer carnezao para tirar sua 600. Nao le interesa a HD.

Garotada que compra HD e porque e filinho de papai (Que o mais provavel e que o pai tenha uma HD) querendo fazer de rebelde...de bad boy. Porque um garoto gringo promedio nao tem grana para comprar uma HD, nem le interessa. Os que querem ficar aparecendo com as minas, sentir adrenalina, correr, competir, fazer stunting vao de japonesa esportiva.

HD queria pegar MV Agusta e Buell para ter mercado mais jovem, tratar de criar uma "relacao" com o consumidor...que depois de ficar velho e vender as esportivas, ia ficar mais disposto a pegar uma jaca velha jurassica HD.


Aqui você tá assumindo o seguinte: Só existe um tipo de público novo. Molecada rebelde que quer fazer acrobacias com motos de alta performance. Por outro lado, o público HD é da geração baby boomer (os que nasceram no pós guerra), estão morrendo e a marca vai morrer junto, pois só véio quer saber de moto custom. Aí você cita a reportagem do brandchannel.
Vou citar também algumas partes dessa reportagem que me interessam, ok?
Undoubtedly, Harley-Davidson's greatest marketing asset is the Harley Owners Group. With over 660,000 members, it's the largest motorcycle-sponsored club in the world and a strength Harley is counting on to fuel sales to future generations. Hice says, "A lot of those members have sons and daughters who will inherit the passion for Harleys. Others have neighbors and relatives that see them on their Harleys and aspire to be like that. It's really a grassroots network of hundreds of thousand of fanatics out there promoting the brand. Not too many products, let alone motorcycles, can claim to have that.
Essa parte é particularmente interessante:
Hice’s optimism is not without merit – Harley has a strong enough brand to chase sunsets indefinitely
Sinceramente, você acha que esses caras vão ficar parados esperando as coisas acontecerem? É claro que não! Com certeza vão adaptar as porcarias de jacas para o gosto do público alvo deles, conforme eles detectem isso.

Põe na sua cabeça uma coisa: Empresas sérias (como a HD) se orientam pelo mercado e não o contrário. Em outras palavras: O mercado é que faz elas e não elas é que fazem o mercado. Eles são assim porque o mercado quer assim.

Por força da minha profissão eu tenho que acompanhar alguns canais de marketing mais especializados, com uma linguagem mais específica. Dê uma olhada nesse estudo, que abrange alguns conceitos mais profundos de branding, semiótica, essas papagaiadas, usando como exemplo justamente a HD:

http://www.portaldomarketing.com.br/Art ... vidson.htm

Vou destacar a parte mais interessante:
1.1. Branding da Marca Harley-Davidson



O caso da Harley-Davidson Company pode ser citado como um dos mais bem sucedidos exemplos de branding já realizados. A marca, que outrora esteve em declínio, é, hoje, muito mais do que sinônimo de motocicleta; é a representação de um espírito rebelde, fora-da-lei e, paradoxalmente, heróico. Um sonho de liberdade. Um mito.

Há de se afirmar que o branding da marca não foi unicamente o “autor” do mito; houve, de fato, um “co-autor”: a Indústria Cultural. Como diz Rafael Sampaio (2002, p.8), as marcas

geram confiança e até orgulho em seus consumidores – assumindo um papel central no processo de relacionamento desses com as empresas das quais são compradores, usuários e clientes. Comprar, usar e adotar marcas é um processo de interação social, econômica e cultural.



Foi esta supracitada geração de confiança e orgulho e a interação social, econômica e cultural que a Harley-Davidson Company conseguiu exponenciar de uma forma mitológica. Os parágrafos seguintes têm por objetivo descrever, parafraseando Douglas B. Holt (2005, p. 160), o contexto no qual se desenvolveu o mito Harley-Davidson.

Em 1953, e antes concorrendo com muitos outros fabricantes americanos de motocicletas, a Harley-Davidson Company logrou-se a única fabricante nacional em terras ânglo-saxônicas, quando a Indian (sua única rival à altura) faliu. Na década de 1960, ainda no mau momento enfrentado pelo mercado em questão, chegaram fortes concorrentes japoneses como a Honda e a Kawasaki, que não tardaram em dominar o setor de modelos pequenos.

No final da década de 1960, quando o mercado de motocicletas se recuperou, a Harley-Davidson Company foi comprada pela AMF (American Machine e Foundry Co.), uma companhia de produtos de recreação. Devido aos planos agressivos de expansão da AMF, a qualidade das Harley-Davidson’s se deteriorou. Nesse momento, as fabricantes japonesas invadiram o principal nicho da Harley-Davidson: motos de grande porte.

No início da década de 1980 a Harley-Davidson beirava a falência. Os diretores, entre eles o neto do fundador - Willie Davidson -, decidiram assumir a companhia e mudar tudo que fosse necessário. Foram detectadas duas prioridades: restaurar a qualidade do produto e aproximar-se do consumidor. O motor foi melhorado e os executivos buscaram estabelecer relacionamento com os consumidores por intermédio da comunidade da marca, o HOG (Harley Owners Group). A conseqüência desta gestão da marca, direcionada pelas estratégicas convencionais de marketing - foco no cliente e melhoria constante do produto -, foi a geração contínua e crescente de lucro para a companhia.

Após um plano de marketing acertado, focado em ir até os consumidores, escutá-los e oferecer-lhes um produto melhor, o resultado foi a adesão destes à marca. O prestígio da Harley atingiu patamares que possibilitaram aumentos de preço antes inimagináveis na categoria. Os lucros da Harley-Davidson cresciam em escalas nada modestas e, como num efeito dominó, suas ações superavam todos os índices do mercado. Começava a ficar evidente a força da marca.

Em Como as Marcas se tornam Ícones, Douglas B. Holt (2005) explica como a Harley alcançou tão invejado e sólido prestígio. O valor de identidade da Harley-Davidson Company deriva de seu mito. Esse mito, criado sob forte influência da situação sócio-econômica dos Estados Unidos, passou por três etapas diferentes.



O material original para o mito da marca – o mundo populista1 do motoqueiro marginalizado – foi criado por clubes de motociclistas que se formaram na Costa Oeste depois da Segunda Guerra Mundial. As indústrias da cultura produziram uma onda inicial de textos culturais, do começo dos anos 1950 até meados da década de 1960, que incensavam o ethos do motoqueiro marginalizado e ligavam a sua história às motos Harley. Do final dos anos 1960 até o dos anos 1970, textos culturais influentes reembalaram o mito, transformando o marginalizado num pistoleiro reacionário. Em conseqüência, a Harley se tornou icônica2 para consumidores brancos, de classe baixa e sexo masculino, pois o mito do pistoleiro atendia à sua ânsia de identidade. A começar no final do anos 1970, uma terceira onda de textos culturais bem diferente reviveu outra vez o mito da Harley – transformando em heróis os pistoleiros violentos que, na qualidade de homens de ação podiam salvar sozinhos o país. Esse mito do pistoleiro homem de ação prosperou no início dos anos 1990, mas desta vez com a ajuda dos consumidores mais velhos e mais ricos da classe média que, transformaram a Harley num item econômico venerável. (HOLT, 2005, p. 162).



O êxito da indústria cultural em associar o mito às motocicletas Harley-Davidson e depois reembalá-lo produziu o extraordinário sucesso financeiro da empresa nos anos 1990.

Holt (2005) defende a idéia de que uma marca, para ser a mais forte de sua categoria, precisa se comunicar de modo a criar certos tipos de histórias que, alinhadas ao momento cultural, satisfaçam determinados anseios e desejos sociais. No caso da Harley-Davidson, ela criou durante décadas mitos que amenizavam a crise de emasculação dos homens brancos da classe trabalhadora norte-americana, que perdiam seus empregos na produção durante a fase de depreciação da economia dos Estados Unidos. Esses homens aspiravam ser como aqueles que guiavam uma Harley-Davidson. Homens sem medo de nada, que por via de regra também pouca importância davam às leis impostas, vivendo a seu modo, livremente. Os operários norte-americanos precisavam disso, precisavam se apoiar num mito, pois a realidade vivida por eles era a de um amanhã sem a segurança de um trabalho descente.



2. A imagem da marca

A mitologia latente do produto vai além de seus atributos físicos∕benefícios e uso. Essa mitologia abrange a totalidade das percepções, crenças, ritos, experiências e sentimentos associados com o produto, o seu uso. A mitologia latente do produto decorre das experiências do consumidor com o produto genérico, e também com a história, a cultura, os fatos e as fantasias que o cercam (PEREZ, 2004, p.12).



Segundo Clotilde Perez (2004), muitas marcas constroem, com o decorrer dos tempos, uma imagem que se torna arraigada aos moldes (ou cria novos moldes) para a cultura da sociedade. A marca consegue atingir patamares extraordinários na mente dos públicos, pois com a associação de estruturas mitológicas para sua marca, ela cria uma série de aspirações aos consumidores e com isto os produtos passam a ajudar pessoas a se sentirem livres e donas de um estilo de vida invejado por muitos, ao adquirir tal produto. Nesse caso, a marca Harley leva milhares de pessoas à busca de um preenchimento que possa satisfazer não somente à vontade de tal indivíduo de se sentir um jovem e destemido fora-da-lei, mas sim o “pacote” que tal produto vai representar também para toda uma sociedade moldada pelos conceitos construídos pelas empresas e marcas.

Margareth Mark e Carol S. Pearson, (2001, p. 33) explicam que, na Grécia e Roma antigas, os arquétipos formavam a base dos mitos, nos quais eram mostrados como deuses e deusas. Essas divindades, juntamente com as de outras culturas antigas, proporcionaram algumas das imagens específicas associadas aos 12 arquétipos descritos no livro: O Herói e Fora-da-Lei.

Embora os atores das histórias míticas de hoje sejam simples mortais, não deuses, os mesmos enredos nos fascinam, portanto nos interessa atentar neste momento para o arquétipo fora-da-lei, que está arraigado no “DNA” das motocicletas Harley, que de certa forma continua a cumprir os papéis que os deuses mitológicos cumpriam na mente das pessoas daquela época, manter o status de ícone venerado pelos seus fiéis seguidores.

Desse modo, Perez (2004, p. 12) afirma: “A mitologia latente do produto é importante porque, muitas vezes, constitui a base para formar e manter uma forte e duradoura ‘mitologia de marca’”. Com isso, podemos perceber que a Empresa Norte-Americana Harley conseguiu perdurar sua mitologia de marca e foi além, conseguiu fazer com que seus públicos se organizem em torno da marca, formando grupos de consumo, uma verdadeira comunidade no entorno da marca, que certamente virá a garantir um processo latente que se renovará a cada detalhe, a cada lançamento de produto, a cada pronunciamento da empresa para com a sociedade.

Perez (2004) explica que a marca confere um status diferenciado, que opera como uma espécie de “máquina de significações, e ao consumirmos determinados produtos estamos também nos posicionando socialmente, estamos declarando quem somos, do que gostamos, o que valorizamos. Em outras palavras, estamos decidindo ser, de maneira conjunta com uma marca, um só conceito. Estamos na verdade buscando nos colocar em uma certa posição que possa nos diferenciar e dizer para quem quer que seja, que, por exemplo, o individuo “X” é um profissional bem sucedido, porém ainda mantém vivo seu espírito jovem e explorador, adquirindo uma motocicleta mitológica que está apta para cortar rodovias sem se preocupar com o destino. Essa característica ninguém pode retirar da parceria efetivada entre consumidor e produto.

Perez (2004, p. 47) defende que uma marca existe em um espaço psicológico na mente das pessoas, dos consumidores, consistindo, portanto, em uma entidade perceptual, com um conteúdo psíquico previamente definido, mas que é dinâmico, orgânico e flexível. A Publicidade é o meio que nos permite ter acesso à mente do consumidor, e construir um “estoque” perceptual de imagens, símbolos e sensações que passam a definir a entidade perceptual na mente de tais públicos que chamamos de marca. Dentro desse espaço perceptual da marca podemos criar mundos imaginários sedutores, fábulas, sonhos e personagens míticos que, graças às ferramentas publicitárias, ficam associados ao produto e que, finalmente, passam a definir a marca e, dessa forma, fazem com que as mesmas se tornem símbolos de extrema força que levam consigo toda uma história, a cultura organizacional da empresa, seus conceitos e o posicionamento que a diferenciará perante os seus concorrentes diretos e indiretos. Segundo Perez (2004, p. 147):



Poderíamos afirmar ainda que a imagem diz respeito a um conjunto de experiências, impressões, posições e sentimentos que as pessoas apresentam em relação a uma empresa, produto, personalidade etc. Imagem é um conjunto de signos distribuídos em um espaço concreto, virtual ou no pensamento.



Desse modo, a Harley se define como uma marca privilegiada nesses aspectos, pois, além de fixar não somente sua marca nas mente de seus públicos através das impressões proporcionadas pelas mídias estrategicamente selecionadas para atingi-los, pode contar com toda uma cultura que mistifica os seus produtos. Isso, aliado ao marketing de experiência desenvolvido através do seu maior colaborador, suas próprias motocicletas que seduzem por si só, em inúmeras instâncias, seja no bólido característico do seu motor, seja na sedutora idéia de explorar e vivenciar tudo o que é novo e desconhecido, seja na sensação de estar representando um cowboy fora da lei digno dos filmes de Bang-Bang, ou até mesmo, no sujar das mãos de graxa para tentar, por si próprio, ajustar e fazer com que a motocicleta obtenha características pessoais, customizando-a. Em outras palavras, o desafio de criar experiências positivas para suas marcas que muitas empresas no cenário mercadológico atual enfrentam fazem parte do DNA e do cotidiano da marca Harley-Davidson.

Para Margareth Mark e Carol S. Pearson, (2001, p. 34) “Quando os arquétipos são ativos, eles evocam sentimentos profundos. Às vezes, esses sentimentos têm uma ressonância espiritual”. Bem como nas reuniões organizadas em torno de ideal – por exemplo, o hábito criado para grande parte da população mundial de freqüentar organizações religiosas, como missas e cultos periodicamente – as marcas acabam por serem também referências e criam hábitos também para o seu culto, tais como o encontro anual dos seguidores do modo “Harley de viver” que se reúnem e saem em passeata afirmando sua paixão pelo estilo de vida proposto pela empresa.

Para Mark e Pearson, (2001, p. 37), “Alavancar o significado arquetípico não é apenas ‘anexar’ indiscriminadamente um significado a um produto. Embora seja verdade que o significado arquetípico desempenha um papel na diferenciação das marcas comerciais, esse não é o seu melhor uso nem o mais elevado. As marcas que se tornam realmente icônicas são arquétipos dos pés à cabeça”.

Com isso, podemos observar que as marcas que tem definido, em sua razão de existir, um posicionamento que fale diretamente aquilo que seus públicos desejam, têm uma grande probabilidade de se tornarem marcas mais bem sucedidas que as concorrentes, pois, mesmo com as variantes de mercado, a marca que uma vez deixou claro e fez com que seus consumidores assimilassem suas filosofia, sua cultura e acima de tudo seu aspecto psicológico, seu arquétipo, certamente irá se destacar em determinado momento.

Ainda para Mark e Pearson, (2001, p. 141):



A moto Harley-Davidson passou por sérios problemas há alguns anos, porque os japoneses estavam vendendo um produto melhor com menor preço. A empresa recuperou seu markt share por meio do marketing de significado. Além disso, ao promover a personalidade da marca, ela foi capaz de se expandir: da produção de motocicletas, passou a vender uma linha de roupas e acessórios que estão ligados a ela não pela função, mas pelo arquétipo.



Nesse caso, podemos perceber a força da marca e de seus recursos, logo a força do arquétipo Fora-da-lei e sua eficácia na guerra comercial com as concorrentes japonesas, que também possuem motocicletas de alta performance com preços de certa foram mais competitivos. Por conseguinte, podemos observar também que, quando uma empresa consegue unificar seu branding e transformar seu composto de marca em um ícone tão forte a ponto de satisfazer clientes em várias instâncias, ela pode tranquilamente migrar com sua marca para outros produtos, proporcionando uma extensão de marca e contribuindo para que seja mais facilmente organizada uma comunidade em torno de sua marca.

Mark e Pearson, (2001, p. 142) afirmam que a maioria dos clientes exibe tatuagens que fazem parte dos signos que compõem o estereótipo do motoqueiro explorador, e a “tatuagem mais popular nos Estados Unidos é o símbolo da Harley-Davidson”. Os motoqueiros vêem na Harley mais do que uma motocicleta – para eles, Harley é todo um conjunto de atitudes, é um estilo de vida que não só envolve a liberdade, mas também se libertar dos valores e convenções da corrente dominante. Perante essas convenções já impostas na cultura, a marca simplesmente continua seu refinado trabalho de continuar mantendo o forte posicionamento baseado no seu arquétipo que lhe rendeu um grande espaço na mente, no coração e nas mãos dos seus públicos, para produzir materiais igualitariamente eficientes objetivando sempre que seus consumidores continuem a almejar a tão sonhada válvula de escape que é pilotar sem destino uma Harley-Davidson.

Para Mark e Pearson, (2001, p. 142):



As marcas fazem parte da nossa vida cotidiana tanto quanto o nosso local de trabalho e os aspectos de nosso bairro. Marcas grandes e duradouras tornam-se ícones - não só das empresas, mas das culturas como um todo. Coca-Cola não é só o logotipo mais reconhecido do mundo, como também se tornou um símbolo do modo de vida ocidental.



Dessa forma, percebemos que as marcas já estão em outros níveis de influência, “elas” hoje tem o poder se tornar símbolos populares, e até mesmo de servir de parâmetro para uma nação inteira, refletindo muito sobre a cultura de uma sociedade, de como se comporta seu povo e revela, por que não, traços particulares de cada região ou país. No caso das marcas de produtos, temos a imagem da Apple como inovadora, Harley-Davidson como fora-da-lei, dentre outras.

Mark e Pearson (2001, p. 142) explicam que, hoje em dia, a marca não é só um repositório de características funcionais, mas também de significado e valor. Ou seja, a marca não está isolada e não possui somente característica como bom funcionamento, qualidade, garantias, pois isto já se tornou item de série para as categorias de produtos∕serviço. No entanto, se queremos identificar e alavancar eficazmente os elementos essenciais, ou “imutáveis”, das nossas marcas, precisamos nos tornar fluentes na linguagem visual e verbal dos arquétipos para podermos identificar quais são as características que mais desejamos evidenciar em determinados produtos, para podermos partir para a sua fixação na mente do público através dos arquétipos que mais se designam para tal função.

Re: Buell fecha as portas nos EUA

Enviado: 17 Out 2009, 00:34
por Schiavetto
eu to do lado do meu professor diniz..
hd se orienta pelo mercado..empresas assim nao quebram...se ajustam as tendencias....
até eu q sempre adorei esportiva jah tive uma....

Re: Buell fecha as portas nos EUA

Enviado: 17 Out 2009, 01:01
por Optimus Leo
diniz escreveu:Aqui você tá assumindo o seguinte: Só existe um tipo de público novo. Molecada rebelde que quer fazer acrobacias com motos de alta performance. Por outro lado, o público HD é da geração baby boomer (os que nasceram no pós guerra), estão morrendo e a marca vai morrer junto, pois só véio quer saber de moto custom. Aí você cita a reportagem do brandchannel.
Nao estou assumindo que so tem UM tipo. Disse que a maioria dos novos motociclistas, nao estao nem ai para custom nem HD. Toda a geracao dos 80's creceu vendo esportivas, plasticos, corridas, uma briga por mais potencia e mais velocidade. Sonhando em passar dos 300 km/h. Nunca vivemos guerras mundiais, nao vivemos grande revolucoes, a maioria de nos tem vivido uma vida relaxada e tranquila (Comparada com os tempos de nossos avos e pais). Ainda somos muito criancas para ser nostalgicos com outras epocas (Mesmo que eu tenho belas lembrancas do Nintendo NES e de Tranformers :lol: )

Esso e algo innegavel, pode procurar nao so nos dois articulos que citei, senao em muitos mais similares. A idade promedio dos donos de HD e la pelos 40 e tantos anos. E a idade promedio tem aumentado em relacao a anos anteriores.

Que podemos inferir disto?

1) Que os avancos na medicina e do mundo moderno permite que o pessoal siga andando de moto por mais tempo (algo bom)
2) Que a geracao de "relevo" nao esta sendo o suficiente (Algo ruim para a marca)

Tem sim garotada que gosta e compra (aqueles que podem) HD...e como tudo na vida, nao existem regras escritas. Mais a estadistica aponta para o contrario, a maioria dos nacidos nos 80's (E algums dos 90! Credo! Essa geracao ja tem idade legal para dirigir e andar de moto :shock: Estou ficando velho) gostam mais das motos japonesas e sao orientados mais ao performance.

Eu nao sou nostradamus, nem analista profissional. Meu limitado espectro de analisis, depois de ler algums artigos e reflexionar sobre a situacao, me permite chegar a uma conclusao: se HD nao se mexer, sua clientela vai comecar a desaparecer.

HD tem feito sim tentativas novas para "modernizar" sua linha de produtos...o caso da V-Rod. Mais o que aconteceu? Ela esta meio encalhada nas concesionarias, nao tem se vendido bem. Varias fontes dizem que pode ser a proxima HD a sair da linha.

Olha o desempenho da HD neste ano...80 e tanto % que baixou em ganancias...ja deixaram de produzir pelo resto do ano para disminuir custos. Sim, eles tem passado por situacao similares antes e sobreviveram. Mais os tempos mudam, ja a caida dos 3 grandes de Detroit nos mostraram que nada e eterno, e que no dia de hoje, a "tradicao" e "grife" ja nao valem muito nao, o dinheiro anda curto e os consumidores mais espertos.

O governo americano ajudou a GM...mais sera que vai querer ajudar novamente a HD? Ja expliquei em outro post mais acima, que as politicas "ecologicas" do Obama e a tendencia mundial vai demandar veiculos mais limpos e modernos. Talvez as motocicletas sejam proibidas para o uso nas ruas um dias destes la no USA.

O articulo que voce citou e muito interessante, muitos daqui deveriam de ler completo (Vou ler com mais calma depois, novamente). Mais nele nao menciona que no 2009 a HD nao esta bem nao.

Uma coisa e marca como Coca Cola, McDonald's que tem uma especie de "mito" como a HD...a coisa e que sao empresas que vendem produtos com um target muito mais aberto...

A HD tem um marketing muito bom, excelente, eu nunca tenho negado isso...so que tem um limite para tudo. Por algo a maioria dos donos sao caras mais velhos, e nao estao conseguindo atrair o suficiente publico jovem para eles.

A coisa e complicada: se HD evoluir muito, se adaptar as exigencias do mercado...os consumidores habituais ficam pe da vida com a marca (Muito comun na cultura americana)...e se nao fazer, vai seguir perdendo consumidores a medida que estes envelhecam.

Talvez no 2030 a HD tire motos esportivas baseadas nas Racing Replica dos 90 e inicios do ano 2000...quando gente como eu, nacido nos 80's, fique com nostalgia de velocidade, raspar o joelho, vestir macacao, empinar e aterrorizar a familia do Uno...ja que as motos modelo 2030 poderam voar, ir a 800 km/h, fazer giros de +5G...mais vao ser totalmente esterilizadas :rof:

Re: Buell fecha as portas nos EUA

Enviado: 17 Out 2009, 01:04
por Wheels
Schiavetto escreveu:...
até eu q sempre adorei esportiva jah tive uma....
Isso tem explicação mais simples...
“Seu lugar é com puta,é com cafetão,com clínica de aborto!!!” (Capitão Nascimento).
}:) :lol:

Re: Buell fecha as portas nos EUA

Enviado: 17 Out 2009, 01:59
por Luiz Gustavo - LG
Putz, eu, se fosse proprietário de uma, venderia pra não encalhar com a moto ainda mais do que o normal.

Re: Buell fecha as portas nos EUA

Enviado: 17 Out 2009, 08:52
por minholi
Vamos às analogias então:

Sapatos são calçados antiquados sem nenhum tipo de tecnologia avançada em sua construção que propicie ao seu usuário o conforto dos tênis. O tênis matou ou vai matar o sapato? Não!

Por uma determinada quantia é possível adquirir um esportivo, por exemplo, um Nissan 350Z, ou uma caminhonete Dodge RAM ou ainda um sedan de luxo. A performance e a esportividade do 350Z não deveria acabar com as outras alternativas?

Nesse mundo racional perfeito, onde todo mundo pensa igual aos outros, que alguns aqui acreditam existir, o que não existiria não seria uma ou outra categoria de motos, seriam as próprias motos.

Re: Buell fecha as portas nos EUA

Enviado: 17 Out 2009, 09:37
por Tio
Optimus Leo escreveu:
...
1) Que os avancos na medicina e do mundo moderno permite que o pessoal siga andando de moto por mais tempo (algo bom)
2) Que a geracao de "relevo" nao esta sendo o suficiente (Algo ruim para a marca)

...


Eu nao sou nostradamus, nem analista profissional. Meu limitado espectro de analisis, depois de ler algums artigos e reflexionar sobre a situacao, me permite chegar a uma conclusao: se HD nao se mexer, sua clientela vai comecar a desaparecer.

...

A HD tem um marketing muito bom, excelente, eu nunca tenho negado isso...so que tem um limite para tudo. Por algo a maioria dos donos sao caras mais velhos, e nao estao conseguindo atrair o suficiente publico jovem para eles.
...

Talvez no 2030 a HD tire motos esportivas baseadas nas Racing Replica dos 90 e inicios do ano 2000...quando gente como eu, nacido nos 80's, fique com nostalgia de velocidade, raspar o joelho, vestir macacao, empinar e aterrorizar a familia do Uno...ja que as motos modelo 2030 poderam voar, ir a 800 km/h, fazer giros de +5G...mais vao ser totalmente esterilizadas :rof:
Bem, ao menos essa nossa conversa já serviu para alguma coisa, você já vê outras possibilidades que não a falência para a HD.
Qual o negócio da HD? Vender motocicletas? NÃO! Eles vendem estilo de vida. Por exemplo, daqui 30 anos eles pderiam nem estar vendendo mais motocicletas, mas... pacotes turísticos, parques temáticos, linha de perfumes... vai saber!
Ficar elocubrando sobre o futuro é muito engraçado. Pegue as previsões que os "futurólogos" fizeram nos anos 60 sobre como seria a nossa sociedade na década de 2000 e veja a quantidade de baboseiras. Uns preveram que estariamos colonizando outros planetas e nossas cidades seriam como no desenho dos "jetsons", navezinhas e robês pra todo lado. Ninguém previu internet, celulares, final da União Soviética, entre outras coisas. Tinha muita gente que previa uma hecatombe nuclear e nossa vida seria que nem o filme do madmax. Quáquaquaáá´...
Por causa da revolução da informática, nossa sociedade está virando uma "sociedade da informação", Numa palestra sobre tendências que eu tive na FGV, o que chamou mais a atenção é que futuramente TODAS as informações estarão disponíveis para TODOS. Todas as informações, qualquer informação. Como fabricar uma bomba atômica? Tem disponível. Onde está uma pessoa específica e o que ela fez ontem? Todo mundo vai saber. Segredos industriais? Disponível pro meu filho de 13 anos. Toda a história da humanidade, detalhada? Você vai ter armazenada no seu celular.
Imagina então moto esportiva daqui alguns anos. Os sensores (câmaras, radares, etc) estarão tão baratos e difundidos que vc não poderá dar uma vlta no quarteirão sem que o orgão de trânsito saiba até quantas vezes girou seu pneu. Como vamos andar com motos de 400cv desse jeito? Será que moto SS vai servir pra alguma coisa?
Por isso que eu aproveito pra andar de SS agora, vai saber daqui alguns anos... hauaoaiuhaouia...

Re: Buell fecha as portas nos EUA

Enviado: 17 Out 2009, 11:14
por Toecutter
Parei de ler naquele post do OL e quando vi o tamanho da resposta do Diniz fiquei com meda.

Tio, tou lendo Blue Ocean e curtindo, quero conversar contigo depois!! ;-)

Re: Buell fecha as portas nos EUA

Enviado: 17 Out 2009, 11:19
por Pretti
diniz escreveu:Por causa da revolução da informática, nossa sociedade está virando uma "sociedade da informação", Numa palestra sobre tendências que eu tive na FGV, o que chamou mais a atenção é que futuramente TODAS as informações estarão disponíveis para TODOS. Todas as informações, qualquer informação. Como fabricar uma bomba atômica? Tem disponível. Onde está uma pessoa específica e o que ela fez ontem? Todo mundo vai saber. Segredos industriais? Disponível pro meu filho de 13 anos. Toda a história da humanidade, detalhada? Você vai ter armazenada no seu celular.
Imagina então moto esportiva daqui alguns anos. Os sensores (câmaras, radares, etc) estarão tão baratos e difundidos que vc não poderá dar uma vlta no quarteirão sem que o orgão de trânsito saiba até quantas vezes girou seu pneu. Como vamos andar com motos de 400cv desse jeito? Será que moto SS vai servir pra alguma coisa?
Por isso que eu aproveito pra andar de SS agora, vai saber daqui alguns anos... hauaoaiuhaouia...
Essa síndrome do "Grande Irmão" ( Orson Welles ) pairando sobre a cabeça de todos nós é que me amedronta. :(
Tomara que a sociedade encontre caminhos para fugir ao total controle pelo Estado ou agências para-estatais. O Direito vai ter papel importante nesse sentido.

Enquanto isso, me vem a lembrança de "Inimigo do Estado", "Eu, Robô"..... Arghhh! :ewj: :-(

Re: Buell fecha as portas nos EUA

Enviado: 17 Out 2009, 12:02
por b1rdie
Confesso que não li tudo aqui não, mas fugindo do assunto harley e ficando na filosofis de boteco, duvido que TODAS as informações estejam disponíveis para TODOS algum dia. Acredito na estória do pulo do gato.

Pretti, acho que a figura do big brother surgiu no livro "admiravel mundo novo" e o autor é aldous huxley, ou eu tô viajando careta?

Re: Buell fecha as portas nos EUA

Enviado: 17 Out 2009, 12:12
por Tio
pretti escreveu:
Essa síndrome do "Grande Irmão" ( Orson Welles ) pairando sobre a cabeça de todos nós é que me amedronta. :(
Pretti, por acaso você está se referindo ao 'Big Brother" do livro 1984 de George Orwell (livraço baseado nas sociedades totalitárias dos anos 30)? Orson Welles é o cineasta do Citizen Kane... por sinal um filmaço que revolucionou a montagem, cortes, etc.

Re: Buell fecha as portas nos EUA

Enviado: 17 Out 2009, 13:53
por b1rdie
Certíssimo Diniz, mandei uma bola meio torta mas vc manja mais de WELLs que eu hehehehe.



SÁBADO ASSIM É FOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOODAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.

Re: Buell fecha as portas nos EUA

Enviado: 17 Out 2009, 14:31
por Renato_sbc
Luiz Gustavo - LG escreveu:Putz, eu, se fosse proprietário de uma, venderia pra não encalhar com a moto ainda mais do que o normal.
Eu não...

Vejam quanto custa uma Softail Standard (a FXST), que foi descontinuada em 2009...

Motos 'de nicho' descontinuadas, americanas, só desvalorizam se forem mau tratadas.
Unidades bem conservadas mantém seu valor por muito tempo.

Quanto à facilidade de vender, nem CG Fan 2006 por R$ 2.000,00 tá vendendo fácil.
De novo, se estiver bonita acaba vendendo sim, e com a desvalorização normal de qualquer veículo.

Re: Buell fecha as portas nos EUA

Enviado: 17 Out 2009, 14:35
por Optimus Leo
minholi escreveu:Sapatos são calçados antiquados sem nenhum tipo de tecnologia avançada em sua construção que propicie ao seu usuário o conforto dos tênis. O tênis matou ou vai matar o sapato? Não!
Isso e porque a sociedade ainda e anticuada, e tem o chamado "codigo de vestimenta".

Se nao tivesse isso, pode acreditar que andaria o dia inteiro em shorts e sandalias! }:)
Por uma determinada quantia é possível adquirir um esportivo, por exemplo, um Nissan 350Z, ou uma caminhonete Dodge RAM ou ainda um sedan de luxo. A performance e a esportividade do 350Z não deveria acabar com as outras alternativas?
E diferente, quem compra um 350Z nao tem o mesmo perfil que o comprador de uma RAM. Quem compra a RAM pode ser porque precissa rebocar algo, levar carga, quer praticar offroad. A RAM faz coisas que o 350Z nao faz, e viceversa. Os dois servem para te levar e trazer e tirar onda, mais cada um tem caracteristicas particulares.

Re: Buell fecha as portas nos EUA

Enviado: 17 Out 2009, 14:48
por Optimus Leo
diniz escreveu: Bem, ao menos essa nossa conversa já serviu para alguma coisa, você já vê outras possibilidades que não a falência para a HD.
Qual o negócio da HD? Vender motocicletas? NÃO! Eles vendem estilo de vida. Por exemplo, daqui 30 anos eles pderiam nem estar vendendo mais motocicletas, mas... pacotes turísticos, parques temáticos, linha de perfumes... vai saber!
Eu me referia que num futuro, se as coisas continuarem assim, eles sendo cabeca dura, fechadoes, se achando que nao precissam fazer nada...vao deixar de vender motos.

Quem sabe, como eu tenho dito, talvez algum senador hippie declare as motocicletas ilegais no USA dentro de algums anos...Honda, Yamaha, Suzuki, Kawasaki, BMW...todas essas empresas fazem muitas coisas, no caso de algumas como Kawasaki, fazer motos e apenas um pedacinho de todas as coisas que fazem. Eles vao poder evoluir.

HD vejo dificil fazer isso, mesmo que a premisa deles seja vender estilos de vida, eles vendem estilos de vida baseados EN MOTO. Mais talvez sim, os caras possam fazer um parque tematico para os nostalgicos :lol: Ou um passeio tipo esses que os gringos pagam para andar de cavalo e se sentir cowboy :lol:
Ficar elocubrando sobre o futuro é muito engraçado. Pegue as previsões que os "futurólogos" fizeram nos anos 60 sobre como seria a nossa sociedade na década de 2000 e veja a quantidade de baboseiras. Uns preveram que estariamos colonizando outros planetas e nossas cidades seriam como no desenho dos "jetsons", navezinhas e robês pra todo lado. Ninguém previu internet, celulares, final da União Soviética, entre outras coisas. Tinha muita gente que previa uma hecatombe nuclear e nossa vida seria que nem o filme do madmax. Quáquaquaáá´...
A coisa e que nos ultimos 50 anos temos avancado muito mais do que nos ultimos 1950 ;-)

Internet, celulares e similares eram segredos militares. Ninguem vai ficar abrindo a boca disso :-D
Por causa da revolução da informática, nossa sociedade está virando uma "sociedade da informação", Numa palestra sobre tendências que eu tive na FGV, o que chamou mais a atenção é que futuramente TODAS as informações estarão disponíveis para TODOS. Todas as informações, qualquer informação. Como fabricar uma bomba atômica? Tem disponível. Onde está uma pessoa específica e o que ela fez ontem? Todo mundo vai saber. Segredos industriais? Disponível pro meu filho de 13 anos. Toda a história da humanidade, detalhada? Você vai ter armazenada no seu celular.
Talvez o "sistema" crie uma ilusao para voce. Voce pode achar que tem TODA a informacao do mundo na palma das tuas maos, mais nao passa de ser uma ilusao.

Como diz o Mortal Kombat..."Nao tem conhecimento que nao seja poder". E que coisa e que todos os politicos, grandes nacoes e grandes empresas querem? Poder. Voce acha realmente que vao deixar tudo livre?

Ja existe tecnologia para fazer pendrive de 12978112721821 GB faz anos atras...e porque as companhias nao tem feito? Simples! Porque eles ganham mais grana tirando um de 128mb...algums meses depois de 256mb...depois de 512mb...e assim vai. Tem muitas tecnologias hoje em dia que ja estao totalmente desarrolhadas e prontas para a distribuicao masiva, a coisa e que as companhias nao fazem porque nao seria lucro para elas!
Imagina então moto esportiva daqui alguns anos. Os sensores (câmaras, radares, etc) estarão tão baratos e difundidos que vc não poderá dar uma vlta no quarteirão sem que o orgão de trânsito saiba até quantas vezes girou seu pneu. Como vamos andar com motos de 400cv desse jeito? Será que moto SS vai servir pra alguma coisa?
Nesse dia, eu volto na Venezuela. Aqui ja falta pouco para ser como MadMax }:)

Re: Buell fecha as portas nos EUA

Enviado: 17 Out 2009, 15:05
por jsamuel
OL, pare de beber!