Bira escreveu:só vou quotar essa parte aqui pra não ficar muito longo.
haendel escreveu:
Bira escreveu:haendel escreveu:
Não há hombridade alguma em vc se submeter ao bafÓmetro. Vc estará produzindo, para o Estado, uma prova que ele tinha que se virar para produzir. Vc está extamente numa situação em que o Estado não tem provas contra vc e vc não tem por que responder pelo fato. E vc vai lá, dar a prova pra quem deveria produzir? Vai fazer o trabalho de quem deveria ter os meios pra te acusar?
E o bem comum que se exploda.
E digo de novo: quem não deve não teme!
E supondo que não houvesse a pena de prisão (que na verdade só ocorre depois do devido processo, geralmente bebum que vai parar em cana é porque cometeu flagrante de desacato) , que a punição fosse SÓ administrativa. Onde que vai se conseguir provas? O Estado vai ter que se virar para conseguir provas que podem se esvair depois de algumas horas? Afinal o cara que tá bêbado agora, daqui a algumas horas não está mais. Essa burocratização dos testes toxicológicos vai contra a celeridade do processo. O bafômetro tá lá, simples, rápido, praticamente sem falhas, sem critérios subjetivos (esses sim que estarão a belprazer do humor do guarda se o cara se recusar a soprar aquela merda).
Então... Não consegue provar? Não acuse. Celeridade do processo é menor que Devido Processo legal, Direitos e garantias individuais, etc. A polícia pode tentar a sorte e mandar pro IML o mais rápido possível, fazer o teste obrigatório. Já vai servir de filtro natural, pois os mais bêbados ainda estarão acima do limite na hora do exame.
tá, mas me explica, vc ainda não me convenceu (provavelmente nem vai). e se chegar o IML o indivíduo se recusar a ceder uma amostra de sangue? Vão obrigar o sujeito como? Afinal o cidadão não pode "produzir provas contra si mesmo..." rs. Mais fácil é tornar o bafômetro obrigatório, que é aliás muito menos invasivo que uma agulhada pra tirar sangue.
eu realmente ainda não entendi seu argumento. se você não fosse crente, eu diria que era argumento de pinguço que quer se safar (caso do Maggiolo que é conhecido e notório no M@D...

)
Agradeço... Esses malabarismos com o Quote é algo que admiro mas não me arrisco, no M@D (aliás... me arrisco, mas fico mais tempo remendando que escrevendo o post..rs).
O exame de sangue, vc pode fazer se demorar muito, entre a hora da blitz, e a hora do exame. Ou se o exame do médico lhe favorecer...rs Principalmente se a polícia te der uns tapas, pra aumentar a adrenalina...rs
Meu argumento não é em causa própria. É por razões jurídicas, mesmo. Pessoalmente, meu interesse é só para a eventualidade de eu querer chutar o pau da barraca algum dia, e garantir meus direitos. No máximo... Alguns direitos são como seguro... vc precisa ter, pra não usar..rs
Do ponto de vista político, sou a favor da prevalência do indivíduo, do associativismo, etc. Sou fã de mutirões, iniciativas comunitárias, etc. Enfim, sou a favor de um Estado menos interveniente. Um Estado forte e poderoso, mas não todo-poderoso. Um Estado que sirva à sociedade e se submeta à lei (e não o contrário, como foi e ainda será por muitos séculos no Brasil)
O poder não admite vácuo. De encontro com o que o Zeidan disse... a força do Estado e a força da sociedade estão em tensão constante. Onde uma cede, a outra ocupa seu lugar (como diria Pontes de Miranda, não há instante vazio entre um fato e o outro).
E o Estado, por ser Estado, naturalmente tem mais força que a sociedade. Portanto, é gigantesco e avassalador, no confronto com um indivíduo. Por isso é que deve obedecer á lei. Por isso que ele mesmo, Estado, faz uma série de salvaguardas a direitos do indivíduo. Só ele tem força para dar esses direitos ao indivíduo e garanti-los. Em última instância, as liberdades individuais sáo do próprio Estado, mesmo quando vão contra o Estado (pois ele tende a contrariar as liberdades que deu ao indivíduo).
Nem de longe eu quero te convencer, cara... Conheço algumas de suas posições e respeito muito. E até entendo aquelas que são pra entender. O resto, é decorrente da própria diferença entre as pessoas. Já somos grandinhos, já temos tempo de casa (vida) pra nos acostumar com elas.
Abraço,