Bom vamo lá,
Dia 22 saí cedinho de Salvador p/ a Chapada. O dia amanheceu meio estranho mas como por aqui é sempre um calor da peste, caí na estrada.
Subi pela desagradável BR-324 até Feira de Santana, e de lá desci pela BR-116 até a BR-242 que corta a Bahia e vai até MT. Chegando lá não deu outra, o sol apareceu e junto com a boa condição da 242 o rolê começou a ficar bom.
Apesar de alguns trechos em manutenção, não se compara com a quantidade que me deparei na BR-101, apesar de eu estar desconsiderando a extensão que percorri nela

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Não podia passar sem uma foto minha:
Algumas horas depois apareceram placas de Itaberaba, quando saí de Salvador imaginei que encontraria um caixa 24 horas aqui para sacar uma grana, mas sem sucesso. Antes de me retirar para ir adiante, parado em um posto tomando uma água, um moço chega vê minha placa de SP e vem trocar uma idéia comigo, depois de um tempo percebo que ele vestia uma camisa do Clube XT, ele se chamava Marcos, e como não tinha noção que lugares visitar, o perguntei onde deveria dar uma parada, ele recomendou Lençóis e outro lugar que me esqueci minutos depois de nos despedirmos
Fui-me embora e fiquei impressionado com o visual, muito massa:
Com a distração da beleza do lugar junto com a estrada boa, nem percebi que já tinha chegado em Lençóis, e caí pra dentro.
Como na cidade não tinha nada demais, vi uma trilhinha e cabei enfiando a moto lá:
Mais adiante minha aventura sobre duas rodas tinha chegado ao fim (nessa trilha

), então segui a pé mesmo:
Lençóis:
Subindo esse riachinho acima molhei a cuca numa queda dágua e voltei pra moto, infelizmente a boemia aniquilou minha boa condição fisica para seguir adiante

, mas minha intenção de economizar energia ao recusar de bancar o andarilho acabou indo pro saco, ao voltar na trilha acabei travando a moto num buraco entre duas pedras de uma altura considerável (não lembrei de tirar foto e mesmo que tivesse teria vergonha de colocar aqui

) 1 litro de suor e 10 minutos depois consegui cair fora e subi para a BR novamente e rodei, rodei mais um pouco e como a distância de um posto para outro era grande aprendi a lição, parei em um com uma bandeira nada a ver mesmo para abasteçer e perguntei se tinha algum lugar interessante para visitar mais a frente, mas o frentista falou que não, fiquei surpreso pois só tinha rodado 20km mais, aí me lembrei de ver em algum outdoor em lençóis um tal de Vale do Capão, perguntei sobre e o mesmo me afirmou que o acesso era depois de Palmeiras, que eu já havia passado, então voltei...
Em Palmeiras realmente tinha umas plaquinhas indicando a direção de Capão, e para a tristeza da moto, não tinha asfalto:
Na foto acima a estradinha estava bastante comportada ainda, o percurso foi punk, com direito a costelinhas de vaca estilo motocross e areia fofa, onde perdi constantemente o controle do guidão da moto, apesar da trabaiera o percurso estava bastante divertido e passei sem sustos, e tive belas surpresas...
Ponte para que? Aproveita que o rio é baixinho :
10 km de estrada de chão com a Intruder pareceu o mesmo que percorrer 100km em asfalto, vi uma XRE

parada num canto e tinha um cara perto também perguntei o que tinha descendo a trilhinha e para minha surpresa era uma cachoeira:
Desci lá molhei a cuca novamente e segui adiante, e finalmente cheguei no Capão, que é uma vilazinha que se resume a apenas essa rua praticamente:
Subindo a vila mais um pouco tem um campo de futebol, com um visual muito loco:
Passei a noite nessa vila, na pracinha cola um pessoal muito gente boa e tem gente de todo lugar do brasil, inclusive muitos gringos, conheci uma alemã e uma menina de rondônia

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No dia seguinte fui seguindo pelas trilhas que a vila oferecia, infelizmente a bateria do celular acabou e não deu para tirar mais fotos das cahoeiras adiante.
Dias depois não consegui achar um caixa em lugar algum, acabei ficando sem grana, então fui-me embora para Salvador novamente, mas não podia deixar de mostrar aqui os efeitos colaterais dessa brincadeira de Intruder...
Paralama rachado:
Farol alto e lampada traseiro queimados, ao tirar a lampada traseira, surpresa: nao tinha sobrado nada do vidro da lâmpada e os filamentos dobrados, que diabos aconteceu?
Durepox ali, aqui, em cima e embaixo:
Suginha, mas zero bala novamente:
Por enquanto é só, se sobrar tempo subo para Recife dar mais uma volta denovo mas vou passar o ano novo em Salvador mesmo. Pretendo voltar pela BR-116 já que dia 3 tenho que tar em sampa denovo.
Total até agora: 2400km de SP até Salvador, e 1100km de Salvador/Chapada/Salvador (isso é aproximadamente já que nem estou contando mais).
Conclusão: Ainda vou ter uma Trail e Capão será um lugar que voltarei para visitar com certeza (de moto, claro!).