Saurus escreveu:
Ademais, chinaf, as motos mais recentes (creio que de 2004 em diante) são motocicletas cujos projetos passaram pelo crivo ambiental e de emissão de poluentes, então já não podem mais ser taxadas de vilões das emissões de gases poluentes.
Fala
Saurus, blz ?
Não tenho os dados aqui, mas mesmo depois do PROMOT as motos ainda continuam emitindo mais que os carros, isso também tem a haver com a questão dos carros terem uma legislação ambiental anterior as motos.
No final, como já disse o
Marcelo Gleiser numa palestra que assisti, ele comentou que nos USA é comum o pessoal ter carros V6 e maiores até, mas isso é cultural, lá já havia começado um movimento de mudança da cultura, essa palestra que assisti tem anos, deve ter sido em 2003 talvez antes.
Acho que mesmo nos países "super hiper ultra mega blaster desenvolvidos" a questão não é trivial.
Lembro de ler um livro do Paulo Rollo, que ele comenta que na Suíça as pessoas desligam os carros quando o farol fecha, fazem isso naturalmente e quem não "adere" a idéia é gentilmente convidado a mudar de opinião, ou seja, o pessoal vai lá, bate na janela e avisa que o carro dele está ligado e poluindo o planeta.
Mas, na opinião do Paulo Rollo isso é errado, pois ao ligar o carro novamente (quando o farol fica verde) a emissão será maior do que a do veículo ligado durante o período do farol fechado.
Outro exemplo é da ex-Ver.Soninha de SP, que andava para cima e para baixo de Vespa, até que falaram para ela que a Vespa era altamente poluidora, bastou essa conversa para ela pegar uma moto 2005, uma CG, que alguns viram no Debate Band para candidatos a prefeito de SP, enfim, ela aderiu a essa mudança, só que infelizmente já teve 3 ou 4 motos roubadas depois disso, pois sempre pega as pequenas 150 cc da Honda e tem o hábito de deixar a moto na rua para cumprir os compromissos dela (na época como vereadora, como jornalista, etc.).
Enfim, no final o problema do Aquecimento Global é "global", mas depende de cada indivíduo encontrar um meio de "diminuir" o seu impacto e isso passa pela
informação séria sem sensacionalismo e principalmente sem "cortes e edições no texto", aí acho que cada um pode tentar mudar um poucos os seus hábitos.
Eu particularmente, tenho uma "moto verde", mas que já ficou "defasada", daqui a alguns anos, vou ver o que há de melhor nos modelos daquele ano e talvez deixe a Fazer para pequenas voltas, é uma componente que eu incluo nas minhas compras e exigências, vide a minha insistência na Sonda Lambda (não só na questão de melhor performace na moto, mas pela vertente de emissão de poluentes).
Mas, ei, não há certo ou errado nisso, há o que cada um acha que vale a pena, não acho que a população na Suíça esteja mais certa ou menos certa por exercer "de forma tão contudente" a sua cidadania, mas acho que uma conversa de boteco com esses assuntos de vez em quando é saudável, claro respeitando a posição de cada um, sem rotulos e defesas.
Agora a gente não comenta e a reportagem também não, de que a maior emissão de gases estufa no Brasil é causada por
Queimadas e isso não inclui só a Amazônia, há também queimadas no estado de SP (autorizadas pelo Gov.) em Canaviais, há queimadas sistemáticas no Cerrado (reduzindo e muito aquele bioma), etc.
E como cada um pode, se quiser, contribuir para que isso mude, é simples, mande um e-mail para o seu vereador, deputado, governador, senador, prefeito, etc, coloque sua opinião à respeito, procure ver se há alguma ONG que "certifica" se um determinado produto é menor poluente ou menor degradante do meio ambiente, se houver e custar um pouquinho mais caro que o concorrente, ué gaste um pouco mais, claro olhando se tal escolha vai caber dentro do orçamento.
Hoje em dia há diversas ONGs que fazem isso, um exemplo é uma ONG que, através de um SELO, certifica se um ATUM é caçado de forma ambientalmente sustentável ou não, se contar para vc o que os caçadores fazem quando não estão preocupados com essa questão, vc vai parar de comer ATUM, é incrivelmente agressivo e incrivelmente "desumano".
Comprar produtos agrícolas Orgânicos é uma idéia, a produção é menos agressiva ao meio ambiente como um todo e o produto está "livre" (100% é questionável) de agrotóxicos, que podem e vão poluir lençois freáticos, etc e tal.
Enfim, há escolhas e escolhas pessoais envolvidas e cada um faz o que achar que é mais interessante, o famoso "cada um faz a sua parte".
Agora voltando ao assunto moto como emissora de gases estufa, eu acho que o PROMOT vai ter que ser mais "restritivo" no futuro, é uma tendência mundial.
Mas de nada adianta só "atacar" uma vertente, são muitas variáveis envolvidas na questão do aquecimento global, que mesmo as minhas poucas "idéias verdes" são infinitamente pequenas nesse ponto, há questões maiores como a emissão de METANO na pecuária que nem de longe é debatido hoje em dia, ou por exemplo a mudança da matriz energética do país (há tanto potencial para outras tecnologias, que não levamos em conta).
Sobre as fotos, é como disse, é cultural, no Brasil, o "tamanho do carro e do motor" ainda é importante na escolha do carro, e não a "eficiência" do motor, a "emissão de gases estufa", etc e tal.
Eu sou dessa geração, acho lindo ver um Maverick andando na estrada, nas ruas, ou um Diplomata, um Opalão, uma S10 4.3 V6, mas por questão pessoal, não teria esses carros, mas nada me impede de ainda achar bonito.
Outro ponto cultural é que "manutenção básica" e manter o carro ajustadinho é caro, e é um "gasto" caro para carros, motos e caminhões, e é mesmo, então fica difícil vc convencer uma pessoa que tem baixo poder aquisitivo (a grande maioria da população) de que é importante para ele manter o carro reguladinho.
Um exemplo é catalizador da Fazer que custa a pequena bagatela de 700 dinheiros, o da minha moto foi para o s... e já questionei na Yamaha pq não fizeram um catalizador à parte do escapamento, já que para substituir o catalizador tenho que trocar todo o escapamento, enfim a resposta é a padrão, uma pena.
Mesmo com o catalizador indo para o saco a minha moto ainda está longe do limite para o ano dela, porém não está tão baixa, algo que me incomoda bastante, mas estou esperando para ver há como "baratear" a troca, sem diminuir a eficiência, quando souber farei a troca numa boa.
O que deve ser feito, ué, educação envolve dizer NÃO, envolve colocar LIMITES e FISCALIZAR, se o ESTADO fizer isso, estará cumprindo o seu papel, o duro é ver o ESTADO (em todas as suas esferas) fazendo isso de verdade, mas ei as eleições estão ai, a questão ambiental está "em pauta", o bom disso tudo é que vivemos num país democrático, o seu voto, o meu voto, o voto do vizinho é igual, cada um pode colocar os seus pontos de vista nessa hora.
Cara, me extendi demais, mas olha só, não há edição, nem "cortes" no que quis dizer, lê quem quer e melhor ainda, se puder opinar ou contra argumentar, o duro é ler reportagens "sérias" que cortaram o que a pessoa quis falar, desvirtuando a opinião da pessoa.
Grande abraço,