Acidente com o Alcan - JÁ FOI PRA CASA - pg 8
Re: Acidente com o Alcan - JÁ FOI PRA CASA - pg 8
Boa notícia e boa recuperação. Força..Abraxx
Fellipe
(ex) Bandit 650N -08/09 - Valentina
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(ex) YBR -00 - Jéssica
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Re: Acidente com o Alcan - JÁ FOI PRA CASA - pg 8
@migo, melhoras pra você. Sofri um acidente em outubro de 2006, e sofri muito, pois tive que fazer cirurgia e colocar dois parafusos no tornozelo esquerdo. Minha familia foi essencial, me ajudou muito, e as melhoras vieram mais rapida após o inicio das sessões de fisioterapia.
Por isso desejo muita paciência, vai com calma, jogar video game, ler livros, ouvir boa musica vai ajudar muito. Se bem que na epoca eu acompanhei todas as novelas que estavam passando, sabia de tudo.

Por isso desejo muita paciência, vai com calma, jogar video game, ler livros, ouvir boa musica vai ajudar muito. Se bem que na epoca eu acompanhei todas as novelas que estavam passando, sabia de tudo.
Abraços Gente Boa !!! 
XTZ 150 Crosser ED 2017
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- Tio Frei
- Mito
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Re: Acidente com o Alcan - JÁ FOI PRA CASA - pg 8
coisa linda, agora o caminho é só pro alto e avante Alcan!!
vai firme
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-
hardmen
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Re: Acidente com o Alcan - JÁ FOI PRA CASA - pg 8
Dias melhhores!!!
Abraços.
Abraços.
Maurício Ricci - (XR200 e TDR180)
Que a MOTO seja sempre UM MEIO, jamais O FIM...
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Re: Acidente com o Alcan - JÁ FOI PRA CASA - pg 8
Que magavilha!
Força aí Alcan! O fato de ainda estar entre nós já é uma grande vitória!
Na torcida pela pronta recuperação!
XT225 - 32009 km
Força aí Alcan! O fato de ainda estar entre nós já é uma grande vitória!
Na torcida pela pronta recuperação!
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Re: Acidente com o Alcan - JÁ FOI PRA CASA - pg 8
Bom-dia galera querida!
Consegui digitar algumas lembranças do acidente... na realidade ficou um pouco cumprido, por isso, para não ficar tão maçante para vocês, vou colocando-as de pouco a pouco para que os interessados possam ter idéia dos lances.
Meu equipamento de proteção no momento do acidente:
- Capacete: LS2 Helmets;
- Jaqueta: Tutto Motto (com proteções nas articulações e PVA coluna);
- Luva: Remington Glove;
- Joelheira: ASW.
No mais, calça jeans e tênis.
Vamos lá:
Uma quarta-feira, em que o projeto era retornar do trabalho para almoçar em casa. Deixar a moto e descer de volta para o trabalho com a esposa e filho para, no fim do dia, pegar um cineminha.
No entanto, já próximo de casa, o acidente às 12h10. Estava na faixa da direita e um carro saiu da faixa do meio, sem mais nem menos, e me abalroou. Buzinei, desviei, mas não houve jeito, o carro me acertou, perdi o controle, fui para o chão, rolei, arrastei, parei e fui tentar levantar... no entanto, Everton, paramédico do SAMU que estava em dia de folga correu em minha direção, colocando suas mãos, uma em cada ombro me deitou novamente, falando: - Não levante não amigo, pode deixar que o socorro já vai chegar.
O condutor do veículo evadiu, tentaram pegar a placa, mas não obtiveram êxito. No momento, uma forte dor em minha perna esquerda, então pensei que a luxação seria forte. Nisto, vi um senhor já se comunicando, via celular, com o SAMU.
Sentindo a dor aumentar e incomodar, pensei: - Puxa, será que chegou a quebrar a perna? Lembrei que precisava avisar à Narinha (minha esposa). Tirei a luva, abri o zipper da jaqueta, peguei o celular e liguei para casa. Coloquei o aparelho no “viva-voz” e ouvi a voz da Narinha: - Alô, alô!
Então disse: “Meu amor, não vou poder ir almoçar em casa não” – às vezes acontece de eu ligar do trabalho e realmente dizer que não vai dar para sair, só que ela ouviu os sons de carros e vozes, daí perguntou o porquê. Tive que falar: “Meu amor, estou bem, mas sofri um acidente”. Ela: “- Mas como foi isso? Onde você está? Eu vou aí”.
A Narinha chegou lá praticamente junto com o SAMU. Notei o gesto da cabeça do Everton, que não havia me deixado em momento algum, com um olhar para ela do tipo, não comente nada não. Ele estava tentando me acalmar rumo às perguntas que eu fazia quanto à minha perna, onde sentia um incômodo cada vez maior.
Os técnicos do SAMU chegaram me examinando e realizando algumas perguntas, antes de tirarem o capacete para colocarem o colete cervical ouvi o comentário de uma moça que passava: “- Está sangrando”. Pronto, pensei eu, foi mais que luxação, foi mais que quebradura, deve ter fraturado.
Ao tempo que o Dr. Júnior, médico da viatura do SAMU, endireitava meu corpo, uma técnica daquele Socorro foi cortando minha calça e daí, senti o sangue escorrer pela perna e “glup”, mais complicado que pensei.
A Narinha ligou para um amigo/irmão – Uelson – para relatar o fato e verificar a possibilidade de pegar a moto, ao meu pedido. Agora, com o corpo reto, fui colocado na padiola e sentia a dor aumentar. Levado para o interior da ambulância, às dores já estavam tomando conta do meu corpo... eu já estava trêmulo.
Por volta das 13h chegamos ao Hospital de Base do Distrito Federal – HBDF, o qual para primeiros socorros é incomparável, no entanto, extremamente carente de profissionais. Passaram-me para uma maca, viram minha situação e me perguntando se eu tinha alguma alergia a medicamento aplicaram uma dose de morfina.
Consegui digitar algumas lembranças do acidente... na realidade ficou um pouco cumprido, por isso, para não ficar tão maçante para vocês, vou colocando-as de pouco a pouco para que os interessados possam ter idéia dos lances.
Meu equipamento de proteção no momento do acidente:
- Capacete: LS2 Helmets;
- Jaqueta: Tutto Motto (com proteções nas articulações e PVA coluna);
- Luva: Remington Glove;
- Joelheira: ASW.
No mais, calça jeans e tênis.
Vamos lá:
Uma quarta-feira, em que o projeto era retornar do trabalho para almoçar em casa. Deixar a moto e descer de volta para o trabalho com a esposa e filho para, no fim do dia, pegar um cineminha.
No entanto, já próximo de casa, o acidente às 12h10. Estava na faixa da direita e um carro saiu da faixa do meio, sem mais nem menos, e me abalroou. Buzinei, desviei, mas não houve jeito, o carro me acertou, perdi o controle, fui para o chão, rolei, arrastei, parei e fui tentar levantar... no entanto, Everton, paramédico do SAMU que estava em dia de folga correu em minha direção, colocando suas mãos, uma em cada ombro me deitou novamente, falando: - Não levante não amigo, pode deixar que o socorro já vai chegar.
O condutor do veículo evadiu, tentaram pegar a placa, mas não obtiveram êxito. No momento, uma forte dor em minha perna esquerda, então pensei que a luxação seria forte. Nisto, vi um senhor já se comunicando, via celular, com o SAMU.
Sentindo a dor aumentar e incomodar, pensei: - Puxa, será que chegou a quebrar a perna? Lembrei que precisava avisar à Narinha (minha esposa). Tirei a luva, abri o zipper da jaqueta, peguei o celular e liguei para casa. Coloquei o aparelho no “viva-voz” e ouvi a voz da Narinha: - Alô, alô!
Então disse: “Meu amor, não vou poder ir almoçar em casa não” – às vezes acontece de eu ligar do trabalho e realmente dizer que não vai dar para sair, só que ela ouviu os sons de carros e vozes, daí perguntou o porquê. Tive que falar: “Meu amor, estou bem, mas sofri um acidente”. Ela: “- Mas como foi isso? Onde você está? Eu vou aí”.
A Narinha chegou lá praticamente junto com o SAMU. Notei o gesto da cabeça do Everton, que não havia me deixado em momento algum, com um olhar para ela do tipo, não comente nada não. Ele estava tentando me acalmar rumo às perguntas que eu fazia quanto à minha perna, onde sentia um incômodo cada vez maior.
Os técnicos do SAMU chegaram me examinando e realizando algumas perguntas, antes de tirarem o capacete para colocarem o colete cervical ouvi o comentário de uma moça que passava: “- Está sangrando”. Pronto, pensei eu, foi mais que luxação, foi mais que quebradura, deve ter fraturado.
Ao tempo que o Dr. Júnior, médico da viatura do SAMU, endireitava meu corpo, uma técnica daquele Socorro foi cortando minha calça e daí, senti o sangue escorrer pela perna e “glup”, mais complicado que pensei.
A Narinha ligou para um amigo/irmão – Uelson – para relatar o fato e verificar a possibilidade de pegar a moto, ao meu pedido. Agora, com o corpo reto, fui colocado na padiola e sentia a dor aumentar. Levado para o interior da ambulância, às dores já estavam tomando conta do meu corpo... eu já estava trêmulo.
Por volta das 13h chegamos ao Hospital de Base do Distrito Federal – HBDF, o qual para primeiros socorros é incomparável, no entanto, extremamente carente de profissionais. Passaram-me para uma maca, viram minha situação e me perguntando se eu tinha alguma alergia a medicamento aplicaram uma dose de morfina.
God, Strenght and Honor
- Honda CG 125 ES 2003 Km: 50.990 / * 2003 - † 2008
- Yamaha XTZ 250 X 2008 Km: 7.500 / * 2008 - † 2010
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Re: Acidente com o Alcan - JÁ FOI PRA CASA - pg 8
Se tá postando, já vi que tá bão! Um abraço e melhoras!
Re: Acidente com o Alcan - JÁ FOI PRA CASA - pg 8
Caraca!
Fratura de perna é complicado! :(
Perdi um colega de estrada em função de hemorragia interna, acidentou-se no domingo e faleceu na quarta-feira, devido rompimento da femural!
Ainda bem que está tudo ok contigo!
XT225 - 32009 km
Fratura de perna é complicado! :(
Perdi um colega de estrada em função de hemorragia interna, acidentou-se no domingo e faleceu na quarta-feira, devido rompimento da femural!
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Re: Acidente com o Alcan - JÁ FOI PRA CASA - pg 8
Força na recuperação Alcan.
Que bom ver o amigo já postando aqui.
Que bom ver o amigo já postando aqui.
There's no second chances
There's only this moment
And the next moment
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-
Robson
Re: Acidente com o Alcan - JÁ FOI PRA CASA - pg 8
Alcan, desejo uma recuperação rápida pra vc.
E que m34d@, hein, nao tem conseguido nem a placa do FDP que te fechou....
E que m34d@, hein, nao tem conseguido nem a placa do FDP que te fechou....
-
nina
Re: Acidente com o Alcan - JÁ FOI PRA CASA - pg 8
alcan, maravilha te ver postando.
este mundo dá voltas e o cidadão vai encontrar a sua (dele) justiça um dia, mesmo que nunca nem fiquemos sabendo. o que importa é sua vida e sua saúde.
bem-vindo de volta!
este mundo dá voltas e o cidadão vai encontrar a sua (dele) justiça um dia, mesmo que nunca nem fiquemos sabendo. o que importa é sua vida e sua saúde.
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- CARLOS-BSB
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Re: Acidente com o Alcan - JÁ FOI PRA CASA - pg 8
Aí, Alcan, agora é ficar sossegado em casa pra melhorar logo e bola pra frente. 
DEUS abeçoe a todos
Re: Acidente com o Alcan - JÁ FOI PRA CASA - pg 8
Putz! Infelizmente por mais defencivos que possamos ser, ainda temos que contar com a sorte, pois
a possibilidade de aparecer um louco ao volante é imprevisível. Que vc se recupere logo.
a possibilidade de aparecer um louco ao volante é imprevisível. Que vc se recupere logo.
Abs,
Toda Sorte!
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Toda Sorte!
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Re: Acidente com o Alcan - JÁ FOI PRA CASA - pg 8
Pois é pessoal, complicado o que pode nos ocorrer de um segundo a outro.
Como é bom estar aqui em casa e podendo ler suas mensagens de conforto, carinho e força.
Além disso, estou com minha família e como isso é bom para a recuperação.
Dando continuidade:
Eu tremia de dor e por causa da perda de sangue. Fiquei em um dos cantos do setor de triagem, vendo e ouvindo situações terríveis, por algum tempo. Depois, ao se lembrarem de mim, me enviaram para fazer Raio-X. Tive que passar da maca para a mesa do Raio-X, fazer algumas “poses fotográficas” e depois retornar para a maca. Pude ouvir nitidamente duas enfermeiras comentando: “Não sei como ele está conseguindo se mexer nessa situação”. (Jesus, obrigado, sei que por mim mesmo não conseguiria).
Ao me colocarem novamente em uma enorme sala de triagem, fiquei lá observando a cor e inchaço do meu pé. Vi um moço passando com um celular e disse: “Desculpe, poderia ligar a cobrar para minha esposa. Ele ligou e deu o recado que era o para tentar me tirarem logo dali, pois a demora em providências a serem tomadas já estava demorando muito. Ela estava terminando de realizar a ocorrência na delegacia de polícia e disse que o Uelson já deveria estar indo para lá.
Resolveram me levar e volta ao PS e depois de algum tempo dois médicos passaram por mim e fizeram uma cara nada boa olhando para minha perna. Pensei: “Médico do HBDF com essa cara, o negócio não deve estar nada bom. Bem, a decisão foi a de reduzir a fratura, já que a cirurgia era necessária mas não havia espaço para minha vez. Contudo, já naquele momento o efeito da morfina já havia passado e eles foram realizar o procedimento... meus caros, minhas caras, urrei e bem na hora em que a Narinha estava retornando à ligação que o moço havia feito para mim. Ela disse que se ele tivesse oportunidade para comentar que naquele hospital estão os melhores primeiros socorristas, e o rapaz disse à ela que provavelmente estavam fazendo de alguma maneira errada pois eu estava uivando de dor.
Após aquele procedimento fiquei encostado novamente, já, além da dor, outras coisas mexiam comigo, como ficar vendo os estados de pessoas que iam chegando lá... um campo de batalha. O Uelson chegou e falou rapidamente comigo, depois a Narinha, que não puderam ficar, claro, naquele local.
Eu fiquei novamente deixado de lado com meus pensamentos, até que se lembraram da minha necessidade da operação e vieram colocar uma sonda, pois o hospital só realiza cirurgias com o paciente sondado. Deram-me um analgésico e colocaram a sonda uretral para a cirurgia e lá fiquei eu encostado novamente.
Casos mais graves iam entrando na minha frente, fui levado para uma espécie de ambulatório/enfermaria do hospital, lotado de pessoas. Entre uma preocupação e outra com a minha perna, percebi a presença de um amigo que já não via a tempo, o Paulo Menezes.
Ele se aproximou ao notar que era eu ali naquela maca e me perguntou o que havia ocorrido, entre dores e tremulações expliquei a situação e ele disse que estava ali acompanhando um funcionário da empresa que havia se machucado. Enquanto o funcionário fazia exames, ficou comigo até o meu amigo/irmão Paulo Enéas chegar, o que ocorreu praticamente junto com a Narinha.
Ficamos, a partir dali, aguardando o momento da cirurgia e eu preocupado com meu pé que àquela altura, do roxo já tinha passado para preto. O Paulo Enéas (Paulinho), conseguiu contatar uma querida amiga que trabalha no HBDF, Silvia, que conseguiu um médico vascular para verificar como estavam os ligamentos do meu pé e se o sangue estava circulando a ponto de não ocorrer uma gangrena.
Como é bom estar aqui em casa e podendo ler suas mensagens de conforto, carinho e força.
Além disso, estou com minha família e como isso é bom para a recuperação.
Dando continuidade:
Eu tremia de dor e por causa da perda de sangue. Fiquei em um dos cantos do setor de triagem, vendo e ouvindo situações terríveis, por algum tempo. Depois, ao se lembrarem de mim, me enviaram para fazer Raio-X. Tive que passar da maca para a mesa do Raio-X, fazer algumas “poses fotográficas” e depois retornar para a maca. Pude ouvir nitidamente duas enfermeiras comentando: “Não sei como ele está conseguindo se mexer nessa situação”. (Jesus, obrigado, sei que por mim mesmo não conseguiria).
Ao me colocarem novamente em uma enorme sala de triagem, fiquei lá observando a cor e inchaço do meu pé. Vi um moço passando com um celular e disse: “Desculpe, poderia ligar a cobrar para minha esposa. Ele ligou e deu o recado que era o para tentar me tirarem logo dali, pois a demora em providências a serem tomadas já estava demorando muito. Ela estava terminando de realizar a ocorrência na delegacia de polícia e disse que o Uelson já deveria estar indo para lá.
Resolveram me levar e volta ao PS e depois de algum tempo dois médicos passaram por mim e fizeram uma cara nada boa olhando para minha perna. Pensei: “Médico do HBDF com essa cara, o negócio não deve estar nada bom. Bem, a decisão foi a de reduzir a fratura, já que a cirurgia era necessária mas não havia espaço para minha vez. Contudo, já naquele momento o efeito da morfina já havia passado e eles foram realizar o procedimento... meus caros, minhas caras, urrei e bem na hora em que a Narinha estava retornando à ligação que o moço havia feito para mim. Ela disse que se ele tivesse oportunidade para comentar que naquele hospital estão os melhores primeiros socorristas, e o rapaz disse à ela que provavelmente estavam fazendo de alguma maneira errada pois eu estava uivando de dor.
Após aquele procedimento fiquei encostado novamente, já, além da dor, outras coisas mexiam comigo, como ficar vendo os estados de pessoas que iam chegando lá... um campo de batalha. O Uelson chegou e falou rapidamente comigo, depois a Narinha, que não puderam ficar, claro, naquele local.
Eu fiquei novamente deixado de lado com meus pensamentos, até que se lembraram da minha necessidade da operação e vieram colocar uma sonda, pois o hospital só realiza cirurgias com o paciente sondado. Deram-me um analgésico e colocaram a sonda uretral para a cirurgia e lá fiquei eu encostado novamente.
Casos mais graves iam entrando na minha frente, fui levado para uma espécie de ambulatório/enfermaria do hospital, lotado de pessoas. Entre uma preocupação e outra com a minha perna, percebi a presença de um amigo que já não via a tempo, o Paulo Menezes.
Ele se aproximou ao notar que era eu ali naquela maca e me perguntou o que havia ocorrido, entre dores e tremulações expliquei a situação e ele disse que estava ali acompanhando um funcionário da empresa que havia se machucado. Enquanto o funcionário fazia exames, ficou comigo até o meu amigo/irmão Paulo Enéas chegar, o que ocorreu praticamente junto com a Narinha.
Ficamos, a partir dali, aguardando o momento da cirurgia e eu preocupado com meu pé que àquela altura, do roxo já tinha passado para preto. O Paulo Enéas (Paulinho), conseguiu contatar uma querida amiga que trabalha no HBDF, Silvia, que conseguiu um médico vascular para verificar como estavam os ligamentos do meu pé e se o sangue estava circulando a ponto de não ocorrer uma gangrena.
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Re: Acidente com o Alcan - JÁ FOI PRA CASA - pg 8
Caraca Alcan, só de ler fiquei angustiado, imagina o que vc não passou....
força na recuperação...
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Re: Acidente com o Alcan - JÁ FOI PRA CASA - pg 8
Obrigado pela força!
Bem, estou curtindo a minha casa, minha família, livros, música e logo pretendo começar a triagem de papéis velhos... sabem aqueles que ficamos sempre deixando para dar uma olhadinha depois... depois chegou.
E tomem aí mais um capítulo do desenrolar da história do acidente:
Nesse tempo, caras amigas do meu trabalho tentavam conseguir pelo convênio a minha remoção para um hospital particular para que a necessária cirurgia fosse realizada. E após o médico vascular dizer que a corrente estava fraca mas que havia existência, ficamos sabendo que foi conseguido um relatório médico para que eu fosse removido para hospital conveniado. Contudo, já havia decorrido um período de 10h, onde o correto para tais cirurgias é dentro do período de 6h.
Bem, a UTI-Vida, ao fim de encontros e desencontros, foi me remover para um dos hospitais particulares do convênio que estavam com a equipe médica pronta para a cirurgia, o Hospital Daher. O Paulinho foi na ambulância comigo, o Paulo Menezes foi no carro dele acompanhando o carro da Narinha. Chegamos ao hospital por volta das 21h30, tendo eu, além dos amigos, dores como parceiras constantes.
Sem delongas, já foram me levando para a sala de cirurgia, enquanto a Narinha com auxílio do Paulinho, preparava a papelada de entrada naquele hospital. Prestes a estar na sala de cirurgia ouço de um dos médicos: “- Senhores, a sala está pronta, contudo não temos as grades de fixação. Não poderemos realizar a cirurgia dele sem elas, pois não teremos como finalizar o procedimento”.
Meu coração se angustiou novamente, imaginem o da Narinha, pois eles falaram em nova remoção. Eu continuei a conversar com Deus a respeito do meu pé... minha perna. Fui levado à uma sala especial e foi quando o Marcelo Baumann (irmão em Cristo e amigo aqui do M@D) chegou. Apertou minha mão e disse: “- Estamos aê maninho, calma que vai dar tudo certo”. Logo em seguida chegaram o Herbert e a Rita, meus amados pais na fé.
Podia perceber que todos tentavam agir e orar e, por volta da meia-noite, o material necessário chegou. Agora sim, na sala de cirurgia, aplicaram-me um sedativo, me sentaram e aplicaram a “rack”, me deitaram, conversaram algo, me perguntaram algo... apaguei.
Acordei indo na direção do quarto do hospital, me senti mal, vomitei, pude perceber a presença do Marcelo Baumann, que passou a madrugada comigo. Durante a noite, acordei, passei mal, vomitei novamente. Dormi, acordei, o Marcelão disse que precisava ir para levar os filhotes ao colégio, eu disse que estava beleza. Ele disse que a Narinha, que havia passado a noite em claro, já estava chegando. E assim foi, ela chegou, trouxe minha mãe, devidamente avisada apenas durante aquela manhã, saber antes só iria maltratar o coração dela.
Ainda sobre efeito da anestesia disse à ela que estava bem, que me desculpasse o susto. Ela se emocionou e eu apaguei de novo. Acordei, já melhor... muito antibiótico, muitas injeções, muitos pensamentos. Naquela noite minha mãe dormiu... bem a palavra mais certa é ficou comigo, a Narinha precisava descansar e dar atenção ao Adler, nosso filhote.
Bem, estou curtindo a minha casa, minha família, livros, música e logo pretendo começar a triagem de papéis velhos... sabem aqueles que ficamos sempre deixando para dar uma olhadinha depois... depois chegou.
E tomem aí mais um capítulo do desenrolar da história do acidente:
Nesse tempo, caras amigas do meu trabalho tentavam conseguir pelo convênio a minha remoção para um hospital particular para que a necessária cirurgia fosse realizada. E após o médico vascular dizer que a corrente estava fraca mas que havia existência, ficamos sabendo que foi conseguido um relatório médico para que eu fosse removido para hospital conveniado. Contudo, já havia decorrido um período de 10h, onde o correto para tais cirurgias é dentro do período de 6h.
Bem, a UTI-Vida, ao fim de encontros e desencontros, foi me remover para um dos hospitais particulares do convênio que estavam com a equipe médica pronta para a cirurgia, o Hospital Daher. O Paulinho foi na ambulância comigo, o Paulo Menezes foi no carro dele acompanhando o carro da Narinha. Chegamos ao hospital por volta das 21h30, tendo eu, além dos amigos, dores como parceiras constantes.
Sem delongas, já foram me levando para a sala de cirurgia, enquanto a Narinha com auxílio do Paulinho, preparava a papelada de entrada naquele hospital. Prestes a estar na sala de cirurgia ouço de um dos médicos: “- Senhores, a sala está pronta, contudo não temos as grades de fixação. Não poderemos realizar a cirurgia dele sem elas, pois não teremos como finalizar o procedimento”.
Meu coração se angustiou novamente, imaginem o da Narinha, pois eles falaram em nova remoção. Eu continuei a conversar com Deus a respeito do meu pé... minha perna. Fui levado à uma sala especial e foi quando o Marcelo Baumann (irmão em Cristo e amigo aqui do M@D) chegou. Apertou minha mão e disse: “- Estamos aê maninho, calma que vai dar tudo certo”. Logo em seguida chegaram o Herbert e a Rita, meus amados pais na fé.
Podia perceber que todos tentavam agir e orar e, por volta da meia-noite, o material necessário chegou. Agora sim, na sala de cirurgia, aplicaram-me um sedativo, me sentaram e aplicaram a “rack”, me deitaram, conversaram algo, me perguntaram algo... apaguei.
Acordei indo na direção do quarto do hospital, me senti mal, vomitei, pude perceber a presença do Marcelo Baumann, que passou a madrugada comigo. Durante a noite, acordei, passei mal, vomitei novamente. Dormi, acordei, o Marcelão disse que precisava ir para levar os filhotes ao colégio, eu disse que estava beleza. Ele disse que a Narinha, que havia passado a noite em claro, já estava chegando. E assim foi, ela chegou, trouxe minha mãe, devidamente avisada apenas durante aquela manhã, saber antes só iria maltratar o coração dela.
Ainda sobre efeito da anestesia disse à ela que estava bem, que me desculpasse o susto. Ela se emocionou e eu apaguei de novo. Acordei, já melhor... muito antibiótico, muitas injeções, muitos pensamentos. Naquela noite minha mãe dormiu... bem a palavra mais certa é ficou comigo, a Narinha precisava descansar e dar atenção ao Adler, nosso filhote.
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Re: Acidente com o Alcan - JÁ FOI PRA CASA - pg 8
Alcan...
Tenso de se ler o seu relato, mas que bom que neste momento você está já em casa, são e salvo do ocorrido e dos demais contra-tempos.
Estimo a sua rápida melhora e que tudo dê certo para que vc possa voltar a sua vida normal o mais rápido possível.
Forte abraço.
Tenso de se ler o seu relato, mas que bom que neste momento você está já em casa, são e salvo do ocorrido e dos demais contra-tempos.
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Forte abraço.
2007 - 2009 - CB400 82
2008 - ... - Kasinski GT250 Comet 2008
2017 - ... - GSX-R 1100W 98
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Re: Acidente com o Alcan - JÁ FOI PRA CASA - pg 8
Cara....sinistro!
Poutz, ainda bem que vc tá de volta e postando!
Boa recuperação!
Poutz, ainda bem que vc tá de volta e postando!
Boa recuperação!
Valeu!
Re: Acidente com o Alcan - JÁ FOI PRA CASA - pg 8
Prezados, prezadas...
... muito obrigado pela motivação.
Muito bacana as mensagens. Agora, com a graça de Deus, é só melhorar mesmo.
Segue uma das últimas partes do relato:
No dia seguinte, noite praticamente em claro, a Narinha chegou, desta vez trazendo o Adler, dei um abração nele, tentei conter as lágrimas, algumas teimosas escaparam pelo canto dos olhos. No mesmo dia, consegui, com ajuda da Narinha, tomar banho... que delícia.
O horário de visitas se foi e lá tiveram que ir minha esposa, meu filho e minha mãe. Ficou comigo o Paulinho. Conversamos um pouquinho, oramos, tentei dormir... nada. E à tal altura podem perguntar: “E a alimentação? E o n.º 1? E o n.º 2?”. Gente, estava comendo muito pouco, não sentia fome, apenas um inchaço na barriga, queimação no estômago e algumas náuseas. Mas, de qualquer forma, para a urina, utilização do urinol (papagaio) e as fezes ainda não havia se apresentado.
Certo, mais uma noite sem saber ao certo se havia dormido ou sonhado. Paulinho foi para a casa dele para poder se preparar para mais um dia de labuta e a Narinha chegou. Nesse mesmo dia, recebi algumas carinhosas visitas dos manos em Cristo, amigos, parentes e colegas de trabalho. Apesar das dores e do cansaço, estava tranqüilo.
Entre exames de sangue, Raios-X, punções, ecografias, tomografias veio um momento em que não estava conseguindo compilar o que a Narinha estava me falando. De repente, notei que havia alguém comigo além da Narinha, mas não conseguia saber quem era. Daí, me lembro apenas que estava muito fraco, que a Narinha pedia alguma coisa, mas eu não entendia. Foi quando fixei com a força que eu pensava estar fazendo, meus olhos nos dela para tentar compreender, mas só consegui ouvir: “Meu amor, bla, bla, bla...”. Com meus olhos fixados nos dela formou-se um funil e a última coisa que consegui ver foram os olhos da minha esposa, pois apaguei.
Fiquei, posteriormente, sabendo que chamaram dois médicos, me levaram para exames e de lá direto para a UTI. Não precisaram me colocar o tubo, utilizaram uma máscara de oxigênio. Ao retornar, sons de vários “bips”, vidros jateados, teto branco, biombos para os leitos, oxigênio, certa dificuldade para respirar, mais injeções e retiradas de sangue.
Foram cinco dias na UTI, vendo, ouvindo e sentindo dores, não as mais terríveis, mas que minavam minha resistência contra elas a cada momento. Por isso, a cada dia a expectativa de poder retornar ao quarto, já que alguns médicos, inclusive, me diziam uma coisa e outros outra, eu lá sem saber ao certo o motivo. Ossos e músculos doendo.
Chegou mais um novo dia, o chefe geral da UTI passou por mim, olhou-me, não me cumprimentou e foi em direção à Da. Maria, minha vizinha de biombo de frente. Foi um xodó só com ela... com toda razão, ela merece tadinha. Estava lá por motivos de coração e falta de ar. Eu continuei lá quietinho ao tempo que depois dele ter conversado com ela veio em minha direção e me perguntou: “Como você está?”. “-Dr. Frazão – disse eu – estou super bem”. Ele soltou um sorri lateral, tipo, “tô sabendo” e foi se reunir com outros médicos, ao que eu pude ouvir: “Creio que podemos liberá-lo hoje daqui”.
... muito obrigado pela motivação.
Muito bacana as mensagens. Agora, com a graça de Deus, é só melhorar mesmo.
Segue uma das últimas partes do relato:
No dia seguinte, noite praticamente em claro, a Narinha chegou, desta vez trazendo o Adler, dei um abração nele, tentei conter as lágrimas, algumas teimosas escaparam pelo canto dos olhos. No mesmo dia, consegui, com ajuda da Narinha, tomar banho... que delícia.
O horário de visitas se foi e lá tiveram que ir minha esposa, meu filho e minha mãe. Ficou comigo o Paulinho. Conversamos um pouquinho, oramos, tentei dormir... nada. E à tal altura podem perguntar: “E a alimentação? E o n.º 1? E o n.º 2?”. Gente, estava comendo muito pouco, não sentia fome, apenas um inchaço na barriga, queimação no estômago e algumas náuseas. Mas, de qualquer forma, para a urina, utilização do urinol (papagaio) e as fezes ainda não havia se apresentado.
Certo, mais uma noite sem saber ao certo se havia dormido ou sonhado. Paulinho foi para a casa dele para poder se preparar para mais um dia de labuta e a Narinha chegou. Nesse mesmo dia, recebi algumas carinhosas visitas dos manos em Cristo, amigos, parentes e colegas de trabalho. Apesar das dores e do cansaço, estava tranqüilo.
Entre exames de sangue, Raios-X, punções, ecografias, tomografias veio um momento em que não estava conseguindo compilar o que a Narinha estava me falando. De repente, notei que havia alguém comigo além da Narinha, mas não conseguia saber quem era. Daí, me lembro apenas que estava muito fraco, que a Narinha pedia alguma coisa, mas eu não entendia. Foi quando fixei com a força que eu pensava estar fazendo, meus olhos nos dela para tentar compreender, mas só consegui ouvir: “Meu amor, bla, bla, bla...”. Com meus olhos fixados nos dela formou-se um funil e a última coisa que consegui ver foram os olhos da minha esposa, pois apaguei.
Fiquei, posteriormente, sabendo que chamaram dois médicos, me levaram para exames e de lá direto para a UTI. Não precisaram me colocar o tubo, utilizaram uma máscara de oxigênio. Ao retornar, sons de vários “bips”, vidros jateados, teto branco, biombos para os leitos, oxigênio, certa dificuldade para respirar, mais injeções e retiradas de sangue.
Foram cinco dias na UTI, vendo, ouvindo e sentindo dores, não as mais terríveis, mas que minavam minha resistência contra elas a cada momento. Por isso, a cada dia a expectativa de poder retornar ao quarto, já que alguns médicos, inclusive, me diziam uma coisa e outros outra, eu lá sem saber ao certo o motivo. Ossos e músculos doendo.
Chegou mais um novo dia, o chefe geral da UTI passou por mim, olhou-me, não me cumprimentou e foi em direção à Da. Maria, minha vizinha de biombo de frente. Foi um xodó só com ela... com toda razão, ela merece tadinha. Estava lá por motivos de coração e falta de ar. Eu continuei lá quietinho ao tempo que depois dele ter conversado com ela veio em minha direção e me perguntou: “Como você está?”. “-Dr. Frazão – disse eu – estou super bem”. Ele soltou um sorri lateral, tipo, “tô sabendo” e foi se reunir com outros médicos, ao que eu pude ouvir: “Creio que podemos liberá-lo hoje daqui”.
God, Strenght and Honor
- Honda CG 125 ES 2003 Km: 50.990 / * 2003 - † 2008
- Yamaha XTZ 250 X 2008 Km: 7.500 / * 2008 - † 2010
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Franco Rithele
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Re: Acidente com o Alcan - JÁ FOI PRA CASA - pg 8
Que boa notícia Alcan, no churrasco eu imprimi esse post e fiz uma anotação pessoal para que a Fernanda pudesse levar pra você.
Melhoras e fica com Deus !
Melhoras e fica com Deus !
"We all have our own time machine,
those that take us back are memories,
those that carry us forward are dreams..."

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