Marcus DT escreveu:
Quanto a comparação KTM 450 x CR 250, faz o seguinte, qualquer um toca uma KTM 450 forte... já andar forte numa CR 250, é para poucos. Sei do que estou falando, morei 3 meses nos EUA há menos de 1 ano e o marido da minha chefe tinha uma YZ250 2007 e estava pensando em trocar por uma YZF450. Motivo? A tocada é muito mais fácil... e o cara tem 42 anos! Um dia desses chegamos numa pista e ele pegou uma YZF450... em 3 voltas o cara tava zerando a pista, sem dificuldades. O dono da YZF tentou andar de YZ250 não conseguia andar forte, são outros 500... 2T não se anda, se pilota. E é esse o prazer que você nunca vai enteder, porque nunca teve uma. Sem dúvida é mais fácil fazer uma volta rápida numa KTM 450, mas segurar uma CR 250, que o motor dispara a cada marcha, é pra quem sabe.
Som de 4 cilindros empolgante? Cara, eu não sei se você já pôde escutar as antigas 500 do Moto GP ao vivo, mas se aquilo não te excita, desiste...
Fora as pistas de motocross, hoje chegar em uma e não escutar as 125 gritando e o cheiro do motul 800 no ar é broxante...
250 girando 18 mil rpm? Grandes merdas... nunca vou me esquecer a primeira vez que andei numa 4T fortinha. Na época até então eu só tinha tido DT180/200, peguei uma GS500. Montei na motinha, estranhei o alto peso, no primeiro sinal arranquei com tudo... quando vi tinha chegado nos 180 km/h, parecia que eu estava a 80 km/h. Broxei totalmente, na DTzinha cada marcha é um sentimento único, quando passa dos 5.500 o motor dispara e tu sente ele crescer. Ja andei de 500 (CB/GS), 600 (Hornet), 750F, etc. 4T é 4T, o motor sobe linear, todas são iguais - é só montar e acelerar até os 300 km/h, sem sustos ou complicações . Já 2T, numa RD125 tu já consegue sentir prazer, são outros 500... E pra pilotar, tem que saber, não é igual 4T que "permite" errar marcha, etc. se não souber trabalhar o giro, 2T não anda! É esse o desafio, andar no limite o tempo todo!
Poxa Marcus, sem entrar no meio dessa brigaiada suas, o que vc escreveu me tocou muito! Vivi muito dessas experiências que vc relata.
Tive uma DT180/82, duas Agrale Explorer, uma CR250, uma Husqvarna WR250, uma RMX250. Todas me deram enorme prazer por esse detalhe que vc frisou: elas precisam ser pilotadas, cutucadas, pra mostrar a potência em altos giros, o que deixa tudo mais arrepiante ( e difícil...).
Jamais vou me esquecer das primeiras trilhas sofridas com a pouca potência da DT, das paredes que subi de 200 mts(!) na Suzuki, dos treinos em voltas e mais voltas na pista de motocross que sediava o Mundial aqui em BH, das travessias de rios, dos pegas lado a lado com meus parceiros em motos de cross com aquele barulhinho de abelha zunindo na minha cabeça.

Ahh bons tempos!
É tudo muito diferente no mundo 2 Tempos. Pilotei a Honda XR400 4T na pista de motocross e me diverti também, mas certamente o gosto foi maior na CR250.
Assisti o Mundial de Enduro com Peterhansel na YZ250 e Sala numa KTM250, ambos destruindo o piso por onde passavam!

Fabuloso!!! Inesquecível!
Vi também o Mundial Moto GP com as 500cc no Rio algumas vezes e me arrepiava!
As provas do Mundial de motocross aqui em BH me davam calafrios com Stefan Everts, Michael Pichon todos em suas 250 2T preparadas até o talo!
Mais adiante, quando vim para as motos de rua, todas 4T, estranhei demais

. Tal como vc, dava tudo numa CB500 e achava que tinha algo errado, parecia que faltava potência e velocidade de reação. Só comecei a gostar mais das 4T quando subi numa moto de mais de 130 cv.
Não chegaria ao extremo do comentário do Celso de dizer que achava monótono ou ruim funcionar a Srad pela manhã - pelo contrário acho até heresia, pois é um motor que dá gosto ver funcionando. A questão é que poucos desenvolvem suas capacidades a ponto de arrancar o que ela tem a oferecer e ver o motor gritando numa arrancada com shift light acendendo ou reduzindo vindo de velocidades altíssimas com a traseira rabeando e reduzindo pra fazer uma curva.
Mas enfim, cada uma tem seu tesão. Porém, basta ver o onboard da TZ250 pra se ter uma noção de como o motorzinho trabalhando em alto giro combina com o ritmo corrido e adrenilado.
