Medeiros Neto escreveu:Felipe Ghost Rider escreveu:Russo escreveu:
Porisso eu digo que as esportivas (amontoado de plástico e alumínio) são descartáveis. Quem aproveita um treco desses é o primeiro e talvez o segundo dono. A vída "útil" delas não passa de uns 5 ou 6 anos (chutando alto).
Depois, vira igual a "Omega e Vectra" do início da década de 90... carros que só se vê na periferia, eheheh... duvidam? Então olhem onde andam as famosas ninjas ZX11, eheheh...
Sacaram a diferença?
shiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
fala baixo, pois a minha tem 14 anos e vou colocar ela no autódromo pela 3º e 4º vez esse mes e ela não pode saber que ela não "aguenta."
Tio russo, na boa, mas moto é moto e cuidando bem, dura tanto sendo 4 caneco ou V2, ou V1.

Cuidando bem, também acho que dura muito, seja o estilo que for.
Mas quem curte Esportivas vai continuar achando as esportivas lindas, quem curte Customs vai achar esse estilo o mais bonito do mundo. É apenas questão de gosto mesmo. Mas é bem mais fácil encontrar Custom com mais de 10 anos em perfeito estado, do que esportivas. Os donos de Custom são flanelinhas conhecidos, passam horas dando polimento nos cromados, e cuidam muito mesmo das motos, sei que tem donos de esportivas assim também, mas em menor proporção.
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Baim, não sou entendido mas vou meter o meu pitaco.
Penso que a turma Jaspion, Power Ranger, Cavaleiros do Zodíaco, Ultra Seven, Ultra Man, Nacional kid, Robô Gigante, etc curte a tera-giga-mega-hiper fodástica que comprou por um período curto de tempo e passa ela nos cobres. Não são todos, mas vejo a maioria agindo assim. Posso até estar errado, mas é a impressão que tenho.
Por exemplo, o sujeito, em 2006, compra uma CBR 1000 RR do ano porque ela veio cheia de alterações significativas (5g à menos, 0,2 hp à mais, uma fundamental luzinha no painel que avisa quando a moto entrou em mach-1, um ponteiro de conta-giros azul-fúcsia - o anterior era âmbar-solar, etc et al) em relação à 2005. Em 2007 ele troca essa CBR 1000 RR por uma GSXR1000 porque a GSXR veio com uma vela de 2 eletrodos e uma alteração em um endereço de quantidade de combustível no mapa de injeção eletrônica e a porca da roda agora é verde-anodizado e coisas assim e, por isso, tem 0,146 hp @ 200 rpm à menos que a CBR 1000 RR que ele passou nos cobres.´
Aí, não satisfeito com todas essas alterações, ele vai na loja e mete um pneu que o vendedor jurou que é usado em competições e vai garantir 02s à menos no tempo total de subida da serra. Também vai na loja e troca a ponteira (quando não é todo o escapamento) original por uma Quiprocóvich XRCDFR5003 que vai deixa a motoca dele com um som de F-17 em mach-3 e vai render mais 0,23 hp na potência e melhorar o torque em 0,000025 Kgfm e coisas desse tipo. Em fim, gasta uma grana féladaphutta em uma porrada de coisas só para deixar ela "do jeito dele". Então, 6 meses depois, depois de esgoelar tudo da moto e ir à vários encontros de motoqueiros só para ficar lá acelerando até cortar a ignição da moto e só para juntar um monte de baguais em volta dele e da motoca para curtir o ronco de F-17 em mach-3, ele simplesmente enjoa da moto ou vê que a Kawasaki lançou seu modelo 2008 de ZX-10, vai lá e passa a GSXR1000 nos cobres também, não sossegando até que tenha a maravilhosa e extra-universal nova Kawasaki e por aí vai.
Já os customzeiros compram uma HD ou uma custom japa e ficam anos à fio botando a moto "do seu jeito". É um neonzinho aqui, outro acolá, parafusos de caveira ou de águia, tiras de couro no guidon, franjinhas no banco, no sissy-bar, no cubo da roda, no disco de freio, uma galinha de borracha amarrada no sissy-bar ou no alforge, etc et al. Fica anos nisso, polindo os cromados com Kaol ou Silvo e uma flanela de algodão egípcio de 200 fibras torcidas no sentido anti-horário (deve ser mais macio e não risca os cromados), colhido no período do solstício de inverno e o equinócio de verão no Egito...
Quando a HD ou as japas lançam um modelo novo, eles não se impressionam e continuam com seus caminhões, digo, motos por razões sentimentais, todos os amigos (e os não amigos e inimigos) o conhecem com aquela moto e se ele trocar não vão mais reconhecê-lo, e a esposa vai encrespar com a outra moto, vai ficar enchendo o saco dele dizendo que a moto que ele tinha antes era muito mais confortável, que era mais bonita, que era mais charmosa, blá, blá, blá... , blá, blá, blá... Então o cara fica com a moto até que, um belo dia, ele descobre que a moto que tem na garagem é considerada uma CLÁSSICA, cobiçada pela originalidade e personalização, etc e ele acaba se apegando mais ainda à aquela moto.
Bem, não vou escrever uma tese, mas espero que eu tenha conseguido fazer-me entender. Se eu estiver enganado ou exagerando, por favor, mandem seus dados por PVT para que eu possa ajuizar uma ação judicial contra os discordantes.
