"topico de vela lixada, pelaamordedeus" (melhor que Iridium)

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Russo
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Re: VELA CONVENCIONAL rendendo como as de IRIDIUM

Mensagem por Russo »

Sir Camelot escreveu:Interessante, troquei a vela da minha faz 2 semanas e guardei a original, tá com 31k.

Será que mesmo rodada assim valeria a pena fazer um teste com ela?

To esperando rodar mais com o tanque pra ver consumo com a vela nova.
Eheheheh... também troquei as velas da 883 na semana passada, estáo com 30k, mas ainda estão aparentemente boas.

Voe experimentar fazer um experimento experimental (na prática, uma experiência), com essas velas, eheheh...
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Marcus DT escreveu: No final, muito antes da moto, é isso que fica: a camaradagem.
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Rubens Melo
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Re: VELA CONVENCIONAL rendendo como as de IRIDIUM

Mensagem por Rubens Melo »

Russo escreveu:
Sir Camelot escreveu:Interessante, troquei a vela da minha faz 2 semanas e guardei a original, tá com 31k.

Será que mesmo rodada assim valeria a pena fazer um teste com ela?

To esperando rodar mais com o tanque pra ver consumo com a vela nova.
Eheheheh... também troquei as velas da 883 na semana passada, estáo com 30k, mas ainda estão aparentemente boas.

Voe experimentar fazer um experimento experimental (na prática, uma experiência), com essas velas, eheheh...

Corre logo com essa patente... :lol:
jduarte
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Re: VELA CONVENCIONAL rendendo como as de IRIDIUM

Mensagem por jduarte »

fui até a oficina para tentar medir o COc do carro, mas não houve condições. A outra oficina estava cheia de serviço, exatamente relativos à inspeção.
Então, só aproveitei para mandar trocar os rolamentos dianteiros do meu carro, e baixar a pressão na linha de combustível. Vou tentar a reinspeção assim mesmo.

bom, vamos lá:
Rubens Melo escreveu:Amigo você alterou alguma coisa no GAP da vela??

Outra coisa, a durabilidade das velas não fica reduzida com a modificação?

Parabéns pela iniciativa! ;-)
obrigado...
iniciei os testes com as folgas certas de todos os motores. Nos carros, 0,8 mm , idem para a Yes, mas para a Intruder, que é a de pistão "cabeçudo", 0,7 mm.
Quanto à durabilidade, ainda não tenho parâmetros... mas veja outra resposta adiante.


NERO escreveu:Leiam a respeito de "poder das pontas" . É um assunto físico que explica isso.
Minha dúvida é a seguinte: Quando o eletrodo era retangular, ele não provia duas "pontas" , uma em cada lado, ao invés de uma agora, no vértice do "V"?A grosso modo:

Poder das pontas:

Em um condutor elétrico (para nós, o pára-raios, ou no caso, a vela de ignição) eletrizado as cargas elétricas tendem a se concentrar nas suas pontas. Em virtude disso, o campo elétrico próximo a essas regiões do condutor é muito mais intenso que nas demais regiões. Disso resulta um aumento na força de repulsão elétrica entre as cargas. Isso faz com que as cargas elétricas se "empurrem" até que alguma delas "caia fora da ponta". Por esse motivo as cargas elétricas podem, com maior facilidade, escoar para fora do condutor e, se deslocam livremente pelo meio ambiente (no caso em questão, o ar)

T+
de fato o eletrodo original tem duas "quinas". Mas a faísca não toma todo o espaço, toda a largura dos eletrodos. Então, o ganho desse perfil triangular é proporcionado pela ausência desses cantos, já que o início da expansão da chama tem que dar a volta pelo eletrodo convencional. Se a faísca salta num dos lados do eletrodo convencional, a reção tem que ir para o outro também... no eletrodo vértice a reação também tem que fazer o mesmo, mas ele oferece menos obstáculo para a propagação inicial.
A grosso modo, esse eletrodo provavelmente tem o mesmo rendimento de uma dessas velas com eletrodo lateral curto (e esse tipo é que deveria ter a ponta afinada, haveria mais uma melhorazinha nelas)
NERO escreveu:Mais uma coisa...afirmar que tá rendendo mais que iridium é relativo.
Alguém aqui sabe o princípio de funcionamento da iridium? Sei alguma coisa porque pratico aeromodelismo, e nos motores 2 tempos utilizados, existe um tipo especial de vela, em que o filamento é de um metal especial (ródio , platina ou irídio, que são da mesma classe na tabela periódica).
Esses metais atuam como catalizadores na combustão (combustão, do ponto de vista químico, é uma reação química). Dito isso, é correto afirmar, que o metal do filamento "facilita" a reação química, no caso a combustão. Então, creio que na vela de irídio, a faísca "salte" com muito mais facilidade, e talvez, com mais potencia do que numa vela comum, pura e simplesmente pelo fato do eletrodo ter um metal especial, o que não é o caso de uma vela comum.
Antigamente, era mais comum a gente encontrar por aí velas com eletrodos de platina....
T+
as velas de iridium duram mais... mas funcionalmente, o ganho delas (que muitos têm dificuldade em mensurar) é proporcionado pelo eletrodo central mais fino, o que faz com que haja menos obstáculo para a chama se propagar. Se analisar com calma sobre essa idéia, verá que o eletrodo vértice faz exatamente isso, mas facilitando a expansão já "direcionada" para dentro da câmara de combustão, enquanto na vela de iridium essa "facilitada " é mais para o lado do isolador cerâmico, o que, de qualquer maneira, expõe uma quantidade melhor de moléculas da mistura, do que uma vela com eletrodo central normal, como essas que usei.

minholi escreveu:Reduzir a superfície do material não vai gerar super-aquecimento e aumento da resistência?

é uma oportuna pergunta.

A intenção não é que as velas sejam usadas indeefinidamente desse jeito que estou apresentando. Isso é para proporcionar uma maneira de quem puder, experimentar o efeito desse eletrodo vértice.
A minha intenção é realmente que a indústria produza velas assim, mas sem desbastar o material do eletrodo, e sim já moldando-o nesse formato.

Entretanto, a vela da Intruder que mostro no vídeo, sofreu um ótimo teste nesse sentido.
Fiz um bate-volta a Santa Branca. Passeamos por lá, antes de almoçarmos. A moto está com um cabo com capacitor, e tem desempenhado muito bem.
Bom, na volta tive que forçar mais a moto, tentanto manter velocidade mínima de 80 km nas subidas... tanto na ida quanto na volta, usei acelerador cheio diversas vezes. Essa é a condição mais propícia a acontecer algum problema no motor, incluíndo a vela...
A filmagem foi feita depois desse dia. O que se vê naquela vela, é o resultado de sei lá quantos milhares de km já rodados, e desse "abuso" da Preta Garbo. A vela está em bom estado.
jduarte
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Re: VELA CONVENCIONAL rendendo como as de IRIDIUM

Mensagem por jduarte »

putz, hoje fui à oficina do meu amigo, para resolver um probleminha no carro do meu filho... e, acabei levando minha máquina "filmotográfica"...

olhem que belezinhas:

Imagem

Imagem

são velas de irídium, NGK, de grau térmico 9, e são deste carro:

Imagem

é um carro de corridas, um daqueles denominados protótipo (não tenho certeza se é um Aldee).

Claro que já pensaram no que eu imaginei!!!... hehehehehehe... quase propús fazer o eletrodo vértice nessas velas, ou em outras que ele tivesse deixado separadas...
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Spidi RT
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Re: VELA CONVENCIONAL rendendo como as de IRIDIUM

Mensagem por Spidi RT »

Tão bom quanto o Militec...
Spidiiii
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SPEED RACER
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Re: VELA CONVENCIONAL rendendo como as de IRIDIUM

Mensagem por SPEED RACER »

Spidi RT escreveu:Tão bom quanto o Militec...
Sou obrigado a concordar :-|
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jduarte
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Re: VELA CONVENCIONAL rendendo como as de IRIDIUM

Mensagem por jduarte »

Spidi RT escreveu:Tão bom quanto o Militec...

o que quis dizer com isso?
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numero_41
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Re: VELA CONVENCIONAL rendendo como as de IRIDIUM

Mensagem por numero_41 »

Acho que ele quis dizer que os ganhos são imaginários, oriundos de efeito placebo. Eu não concordo.

Mas acho que essas velas devem ficar melhor em aplicações de corrida, pois talvez de fato o eletrodo tenha a durabilidade reduzida.
jduarte
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Re: VELA CONVENCIONAL rendendo como as de IRIDIUM

Mensagem por jduarte »

numero_41 escreveu:(...)

Mas acho que essas velas devem ficar melhor em aplicações de corrida, pois talvez de fato o eletrodo tenha a durabilidade reduzida.
acredito que com a alimentação bem feita (carburação bem acertada, ou injeção sem problemas), a durabilidade não se reduza. Mas fora dessas condições normais, aí eu não posso prever nada.

Mas um adendo interessante, é que as velas originais da Suzuki Yes, da marca NHSP (aquela que mostro no vídeo), tem ambos os eletrodos mais estreitos do que a vela equivalente da NGK (modelo CR8E ). O eletrodo terra dela, tem menos massa do que o da NGK, o que poderia sugerir uma durabilidade menor para elas, e no entanto não acontece isso...

Entretanto, volto a frisar que essas velas foram desbastadas para provar a funcionalidade desse formato de eletrodo terra.

Se alguém aqui quiser experimentar o efeito dessa modificação, vamos convensar... ;-)
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NERO
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Re: VELA CONVENCIONAL rendendo como as de IRIDIUM

Mensagem por NERO »

Só pergunto uma coisa.
Porque a fábrica já não faz assim?

T+
Não tem mais assinatura porque o Photobucket é uma bosta
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#NETTO#
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Re: VELA CONVENCIONAL rendendo como as de IRIDIUM

Mensagem por #NETTO# »

me diz que diferença faz a vela soltar a faísca de um lado ou outro do eletrodo ...

se tem de centralizar a faísca por que tem velas de alta potencia que tem 2 ,3 e ate 4 eletrodos pra faiscar ?

a vela de iridium alem de centralizar a faísca ela deve ter e mais potencia isso sim ...

e o mesmo que colocar uma bobina de alta potencia em uma vela comum , o que vai acontecer e derreter a vela , pra isso vc tem de colocar velas de pontas de prata ou a tal iridium por que devem ter uma resistência mais forte ...

agora de que adianta modificar um eletrodo , e cada cientista que aparece em :wt:

;-)
Neto > GSX 650 F :)

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SPEED RACER
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Re: VELA CONVENCIONAL rendendo como as de IRIDIUM

Mensagem por SPEED RACER »

Ainda tenho duas velas de competição (NGK- R0045J-9) que sobrou da XT.
Reparem como é o eletrodo.
Imagem
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jduarte
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Re: VELA CONVENCIONAL rendendo como as de IRIDIUM

Mensagem por jduarte »

NERO escreveu:Só pergunto uma coisa.
Porque a fábrica já não faz assim?

T+
legal, que essa foi a mesma pergunta que o dono da Montana fez após termos rodado apenas 3 quarteirões depois de instalar as velas novas, modificadas.
A resposta?... NÃO SEI!... e no dia em que você experimentar fazer isso (sim, apenas como experiência!), voltará a perguntar o mesmo novamente, mas com outro sentido...

#NETTO# escreveu:me diz que diferença faz a vela soltar a faísca de um lado ou outro do eletrodo ...

se tem de centralizar a faísca por que tem velas de alta potencia que tem 2 ,3 e ate 4 eletrodos pra faiscar ?

a vela de iridium alem de centralizar a faísca ela deve ter e mais potencia isso sim ...

e o mesmo que colocar uma bobina de alta potencia em uma vela comum , o que vai acontecer e derreter a vela , pra isso vc tem de colocar velas de pontas de prata ou a tal iridium por que devem ter uma resistência mais forte ...

agora de que adianta modificar um eletrodo , e cada cientista que aparece em :wt:

;-)
desculpe, assim você ofende os cientistas de fato. Eu sou apenas um observador, e experimentador.

A combustão é uma coisa muito rápida dentro dos motores... a velocidade da chama, que não sei medir, também. Nas velas com os eletrodos laterais, como as que você citou, a faísca atinge a mistura que está entre o eletrodo central e qualquer dos eletrodos laterais. Mas apenas em um desses laterais é que normalmente se dá a faísca. Nesse tipo de vela há um ganho de velocidade no início da expansão dessa combustão, pelo fato de que "para dentro da câmara de combustão" não há mais nenhum obstáculo à essa expansão. Mesmo sendo uma reação muito rápida, a presença do eletrodo terra "em cima" do eletrodo central é um obstáculo para esse início de expansão...

As velas de iridium, platina e outras não têm potência nenhuma a mais, elas são como as outras: um condutor e uma "terra"... entre eles salta uma corrente de alta tensão... apenas isso.

E vale o mesmo para você também, Netto: o dia em que experimentar a mudança que esse eletrodo faz numa vela convencional, talvez vá se perguntar porque é que um cientista desses não apareceu antes?!...

:wink:
jduarte
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Re: VELA CONVENCIONAL rendendo como as de IRIDIUM

Mensagem por jduarte »

SPEED RACER escreveu:Ainda tenho duas velas de competição (NGK- R0045J-9) que sobrou da XT.
Reparem como é o eletrodo.
Imagem
devem ser ótimas... e a potência elétrica da ignição também deve acompanhar isso.

O "eletrodo terra" dessa vela é o próprio castelo (corpo metálico). E reforçando o que escreví acima, como a faísca dessa vela se dá "lateralmente" (paralela à parede interna do cabeçote), a chama se expandirá com mais facilidade em direção ao centro da câmara...
jduarte
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Re: VELA CONVENCIONAL rendendo como as de IRIDIUM

Mensagem por jduarte »

jduarte escreveu:
Spidi RT escreveu:Tão bom quanto o Militec...

o que quis dizer com isso?

aproveitando que não pôde* responder, aproveitando que o tópico parou de ser lido porque alguma coisa ruim fez com que os administradores bloqueassem a leitura externa do mesmo para pessoas não cadastradas, aproveitando que eu quis saber que moto você tem e quais são as velas que ela usa,

encontrei imagens neste fórum : http://forums.pelicanparts.com/bmw-r110 ... 00s-2.html

Imagem

creio que as velas da sua moto sejam iguais à da direita.

Se quiser tirar uma pequena prova desse militec especificamente, pegue duas velas usadas, e faça esse famoso desbaste, assinalado em amarelo :

Imagem


Deixe a ponta desses dois eletrodos com a mesma espessura, a ideal é 0,5 a 0,8 mm apenas... a folga que vai ficar entre a ponta desses eletrodos laterais e o eletrodo central deverá ser ajustada de acordo com o que recomenda o fabricante. Há margem para fazer essa regulagem.

A faísca não salta para os dois lados ao mesmo tempo (a menos que a ignição consiga fornecer mais de 40 mil volts (mesmo assim não creio que consiga saltar em ambos) e os dois eletrodos estejam exatamente à mesma distância do central...

Nessa vela, o eletrodo chanfrado trará mais um vigor para o início da expansão, ele meio que "sai um pouco da frente"... a vela já proporciona rendimento melhor em relação às que têm o eletrodo terra em cima do eletrodo central (como as deste tópico).

É apenas uma sugestão.

(*) editado por falta do acento...
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VictorHugo
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Re: VELA CONVENCIONAL rendendo como as de IRIDIUM

Mensagem por VictorHugo »

Po, parabens pela iniciativa..

adoro e defendo todo tipo de melhoria no que vem de fabrica, por isto não tenho nada original hehehe...

Valos a algumas considerações:

Durabilidade:
é quase que uma regra, ganho de potencia sem mudar os componentes envolvidos diminui vida util, mas vamos a uma conta de padaria simples de tudo para desencanar os mais descredulos...

supondo que a melhora da queima renda um ganho de potencia de 5% (sendo ultra poc otimista, não acredito que de isto), a diminuição da vida util da vela seja inversamente proporcional e que a vela da moto dure 10mil km, falamos de 500 km a menos.

Temos coxinhas por aqui, talvez até parte dos descredulos que não rodem nem 5000 km por ano e estão reclamando por causa de durabilidade?

Por que a fabrica não faz isto
Devemos concordar que são poucas as fabricas que estão preocupadas em descobrir algo e/ou desvendar misterios, pode-se falar que são como medicos que não fazem novas pesquisas, que aprenderam a tratar a gripe e estão parados no tempo.

Somado a este marasmo, podemos citar o fato da fabrica não estar procurando ultra desempenho (salvo alguns poucos casos). Os caras estão buscando durabilidade, se encontraram a durabilidade esperada eles colocam em linha de produção esquecem... no ano seguinte eles mudam o grafismo e todo mundo fica feliz.

Velas com mais eletrodos
o objetivo não é ter uma faisca mais forte, o objetivo é minimizar a falha na emissão da faisca pois se por algum motivo a faisca tiver dificuldade em um eletrodo, tem outro para a faisca pular.

pensamento sobre a alteração na vela
estava pensando aqui e talvez por haver uma menor area buscando conscentrar a faisca, pode ocorrer sobre aquecimento na vela. Pode ser que seja interessante baixar um grau termico na vela, mas isto somente sera possivel saber lendo a vela ou usando um pirometro + lambda meter.

vai postando as novidades ae, ja estou querendo comprar uma vela sabadão nova para testar na 2T.

abração
"Nenhum homem deveria envelhecer sem conhecer a beleza e a força que seu corpo é capaz de ter"
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Fester
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Re: VELA CONVENCIONAL rendendo como as de IRIDIUM

Mensagem por Fester »

Desbastei a vela original da minha YES, com 9000km (ainda está boa). Vou tirar a iridium e colocar "a experiência".
Mais tarde posto resultados.

Hehehe
Ex Yamaha XTZ 125
Atual Suzuki YES 125
jduarte
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Re: VELA CONVENCIONAL rendendo como as de IRIDIUM

Mensagem por jduarte »

VictorHugo escreveu:Po, parabens pela iniciativa..

adoro e defendo todo tipo de melhoria no que vem de fabrica, por isto não tenho nada original hehehe...

Valos a algumas considerações:

Durabilidade:
é quase que uma regra, ganho de potencia sem mudar os componentes envolvidos diminui vida util, mas vamos a uma conta de padaria simples de tudo para desencanar os mais descredulos...

supondo que a melhora da queima renda um ganho de potencia de 5% (sendo ultra poc otimista, não acredito que de isto), a diminuição da vida util da vela seja inversamente proporcional e que a vela da moto dure 10mil km, falamos de 500 km a menos.

Temos coxinhas por aqui, talvez até parte dos descredulos que não rodem nem 5000 km por ano e estão reclamando por causa de durabilidade?

Por que a fabrica não faz isto
Devemos concordar que são poucas as fabricas que estão preocupadas em descobrir algo e/ou desvendar misterios, pode-se falar que são como medicos que não fazem novas pesquisas, que aprenderam a tratar a gripe e estão parados no tempo.

Somado a este marasmo, podemos citar o fato da fabrica não estar procurando ultra desempenho (salvo alguns poucos casos). Os caras estão buscando durabilidade, se encontraram a durabilidade esperada eles colocam em linha de produção esquecem... no ano seguinte eles mudam o grafismo e todo mundo fica feliz.

Velas com mais eletrodos
o objetivo não é ter uma faisca mais forte, o objetivo é minimizar a falha na emissão da faisca pois se por algum motivo a faisca tiver dificuldade em um eletrodo, tem outro para a faisca pular.

pensamento sobre a alteração na vela
estava pensando aqui e talvez por haver uma menor area buscando conscentrar a faisca, pode ocorrer sobre aquecimento na vela. Pode ser que seja interessante baixar um grau termico na vela, mas isto somente sera possivel saber lendo a vela ou usando um pirometro + lambda meter.

vai postando as novidades ae, ja estou querendo comprar uma vela sabadão nova para testar na 2T.

abração
Muito legal, Victor... e obrigado. Pegou ótimos pontos e positivamente...

Sobre o aquecimento, tive essa preocupação antes da viagem garupado até Santa Branca. Para a Intrudinha é um esforço considerável. Mas ao retornar, desencanei, a vela se comportou muito bem. Entretanto, alterar o grau térmico da vela provavelmente seria inócuo. Isso praticamente não protege o eletrodo terra, e sim o eletrodo central, o que é necessário devido ao acúmulo de calor nele... então, as fábricas mudam o tamanho do isolador cerâmico.
Volto a frisar que esse desbaste é apenas uma forma de aqueles que quiserem testar essa idéia, terem condições de fazê-lo em casa. O ideal é realmente um eletrodo já moldado pela fábrica...

;-)
Fester escreveu:Desbastei a vela original da minha YES, com 9000km (ainda está boa). Vou tirar a iridium e colocar "a experiência".
Mais tarde posto resultados.

Hehehe
pouts, lembrei de uma palavra que eu usava no começo do "macete": entusiasta !... você está há pouco tempo com a moto e já tem disposição para experimentar algo novo!... heheheheh...

:D
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Henrique Marmota
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Re: VELA CONVENCIONAL rendendo como as de IRIDIUM

Mensagem por Henrique Marmota »

jduarte,

Acho legal a idéia de experimentar, de tentar algo novo e diferente. Realmente existem soluções simples e mais eficientes que a indústria não adota normalmente por questões de custos. Entretanto, creio que este NÃO é o caso.

Vitor Hugo, as fábricas estão interessadas SIM em coisas novas. Conheço deparatementos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) de algumas companhias, seja por experiância propria, seja de pessoas próximas. Não subestimem o potencial de inovaçao da indústria. Investe-se rios de dinheiro para que seu carro ou moto ande 0,8% a mais e beba 0,5% a menos. Entretanto, como eu disse acima, muitas vezes essas inovaçoes nao sao aplicadas por questoes de custos. Uma coisa que encareça o custo de PRODUÇAO de um carro em R$50,00 pode facilmente ser descartada no produto final se a engenharia de aplicaçoes, o financeiro, ou o marketing, nao concordarem que aquela inovaçao vale a pena. De qualquer forma, deixo a mensagem. Empresas, institutos de pesquisa e ensino, professores, pesquisadores e alunos gastam rios de dinheiro, milhões de horas de trabalho e estudo para chegar num produto final. Não subestimem isso.

Voltando às velas: eu nao conheço o processo de fabricação de velas, mas acho que alterar a forma do eletrodo nao faria grande diferença no custo. Bom que aumente 50% o preço de uma vela (uau, vai de 8 pra 12 reais)... ainda assim é muito mais barato do que os R$50+ de uma vela de iridium. Portanto, usando somente o raciocínio, e não a experiência, como ferramenta, eu vejo com ceticismo essa alteração....

AINDA ASSIM, jduarte, eu parabanizo pela criatividade e experimentação. Mas eu sou mais positivista neste sentido. Contra fatos, não há argumentos, e, até agora, somente argumentos eu tenho. Por isso, dizendo de outro modo o que o gaucho disse (vc precisa urgente de um Lambda meter) e o Spidi (igual o militec), você precisa fazer da sua experimentação algo documentado e controlado. Caso contrário, cairá em descrédito, mesmo que seja somete pelos céticos que nao testaram a alteraçao na propria moto. Acredito que serão a maioria. Estou sem vela reserva em Rio Preto para testar.

Por fim, vc precisa SIM, de um lambda meter, precisa de uma sonda lâmbda wideband para atestar que a queima da mistura mudou. Sugiro ainda, rodar o equipamento alterado num dinamômetro para mostrar se houve alguma alteração real no rendimento.

Todas essas sugestões são para que você transforme suas idéia em algo vendável, patenteável, ou, na pior das hipóteses, crível. Agora, se você acha que rende muito bem na sua moto e é isso que importa, então esquece a batelada de testes e vai ser feliz. Ainda assim, sugiro acatar a sugestão para fazer dessa experiência algo maior. Não sei se vc estuda ou é formado na área, mas, na pior das hipóteses, isso dá um excelente trabalho acadêmico, se observada a metodologia. Caso não tenha interesse, procure alguém que tenha, como um estudante ou professor de eng Mecânica em uma boa universidade.

Por fim, sucesso com as velas, quando estiver com uma reserva vou "pagar pra ver".

Abs e boa sorte!
Versys 650 S ABS
jduarte
Roda Presa
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Re: VELA CONVENCIONAL rendendo como as de IRIDIUM

Mensagem por jduarte »

mas eu não acredito!... a sua moto usa a DR8EA ???????... ô, Henrique, dá uma lida no tópico do Márcio, "vela de iridium e aquecimento" (+/- isso).

Vê se te interessa aquele belíssimo exemplar de vela vértice... }:)

(depois retribuo o seu ótimo post, comentando-o...)
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